segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A industrialização do Parto!

(Por Mayra Calvette)
A industrialização da agropecuária e do parto se desenvolveu lado a lado durante o século XX.
Quais são as semelhanças?
A agricultura e o parto industrializado tem muitos pontos em comum. É como se a dominação da natureza , que tem sido base das nossas civilizações por muitos milênios, tivesse atingido outra ordem de magnitude. Um limiar foi ultrapassado.
Em ambos os casos houveram inovações que pareciam a solução de um problema. Por exemplo o uso generalizado de produtos químicos na agricultura pode ser claramente compreendido, pois reduziu drasticamente os custos, aumentou a produtividade, a variedade de produtos e o lucro dos agricultores. De modo similar, sempre existiu uma determinação feminina em superar os obstáculos do parto, o medo de morrer. Os avanços tecnológicos e as técnicas modernas e seguras de cesariana, diminuindo a mortalidade materna e neonatal.



Hoje estamos em um momento de questionamento quanto ao uso excessivo de tecnologia sem que seja necessário. O progresso da agropecuária industrializada foi associado a uma serie de grandes avanços tecnológicos. Investimentos enormes se fizeram a fim de aproveitar a maquinaria que pouparia o trabalho humano. Desenvolveram-se junto as indústrias química e farmacêutica, através da utilização de fertilizantes sintéticos, herbicidas, inseticidas, tratamento dos animais com hormônios, antibióticos, produtos químicos assim como a produção em massa de animais para consumo humano.
Rudolf Steiner, que não conseguia dissociar seu interesse pelo desenvolvimento dos seres humanos com os das plantas e animais, ele já se preocupava com a idéia de alguns pecuaristas alimentarem as vacas com produtos animais. Chegou a afirmar em uma conferência em 1923 que se as vacas recebessem carne para comer, enlouqueceriam! Que foi o que aconteceu com a famosa doença da vaca louca. 



O movimento biodinâmico representou um aviso poderoso da ameaça que representa para humanidade a fria exploração dos recursos da Terra. O conceito antroposófico que as pragas e as doenças representam a maneira pela qual a natureza se livra de algo não sadio era em si um aviso.
Hoje sabemos o quanto a agropecuária industrializada, com o uso excessivo de produtos químicos, pode trazer malefícios para nossa saúde, solo, água, plantas e animais, enfim para o equilíbrio da nossa Mãe Terra. Por isso é crescente o número de pessoas que buscam uma alimentação natural e orgânica, preocupados não só com sua saúde, mas com o bem estar do planeta.
A humanidade não pode sobreviver sem redescobrir as leis da natureza segundo Ina May Gaskin, autora de Spiritual Midwifery. Diz que o primeiro passo deverá ser de reconsiderar a forma pela qual os bebês nascem e em nome das gerações por nascerem, deve-se parar com a destruição do solo através dos métodos agrícolas agressivos.
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