domingo, 11 de dezembro de 2011

Relatos dos Partos!

Parto da Elaine, nascimento Leda!

Meu trabalho de parto foi muito rápido. Às 2 horas da manhã do dia 18/09/2011, um domingo, eu ouvi um barulho, como se fosse um balão estourando, e um leve soquinho na minha barriga, então, senti vontade de ir ao banheiro.

Quando me levantei, escorreu um pouco de líquido em minhas pernas, pensei que estivesse tão “apurada” que o xixi estava escapando. Quanto mais eu caminhava, mais escorria líquido.

Depois de urinar, fui tomar banho, e escorreu mais líquido. Então desconfiei que era a bolsa que havia rompido e liguei para a Cris. Eu estava com 37 semanas. Ela conversou comigo e, como era pouco líquido, não havia cheiro característico e eu não sentia dores, ela me orientou a dormir.

Dormi tranquilamente e levantei às 6 horas como de costume. Fui ao banheiro e o tampão saiu. Ligamos para a Cris e ela pediu que a avisássemos caso eu sentisse mais alguma coisa. Passei a sentir umas colicazinhas de vez em quando, mas eram tão fraquinhas que achei desnecessário chamá-la. Lá pelas 11 horas da manhã, essas cólicas ficaram um pouquinho mais fortes, então, pedi que meu marido anotasse a freqüência – e ele, todo metódico, fez uma tabela no Excel (risos). As cólicas permaneceram com a mesma intensidade das 11 até mais ou menos às 14 horas, com intervalo médio de 13 minutos.

Eu ainda tinha dúvidas se era trabalho de parto, pois as dores eram apenas chatinhas, muito menores do que eu esperava. Ainda mais que vimos que às vezes o trabalho de parto demora dias para iniciar após a saída do tampão. Então, resolvi fazer faxina nos armários para me distrair.

Entre 14 e 15 horas a dor ficou um pouco mais forte, e daí “caiu a ficha” que era trabalho de parto. Eu já me torcia toda, mas ainda achava graça: um pouco sentava, um pouco caminhava, um pouco deitava e assim ia... a dor era idêntica a uma cólica intestinal – que era comum para mim. O intervalo ainda continuava de 13 minutos, por isso, achei muito cedo para chamar a Cris.

Por volta de 16 horas comecei a me pendurar no pescoço do meu marido. Daí em diante acabou a graça e eu queria que nascesse logo (risos). As cólicas estavam com intervalo de 7 minutos. Fui para o chuveiro para tentar aliviar a dor e o Nilton chamou a Cris. Ainda era estranho para mim, pois, por mais que estivesse doendo, eu ainda esperava algo pior – aquilo era igual às cólicas intestinais que eu tinha. Sempre ouvi falar que a cólica renal era igual à dor do parto. Que nada!! A cólica renal é pior que a dor do parto. Eu já tive cólica renal, cujas dores me fizeram desmaiar, e as dores do trabalho de parto e parto foram menos intensas.

No exato momento em que a Cris chegou, eu estava perdendo mais líquido. Mal podia caminhar, o desconforto era muito grande e as cólicas eram mais freqüentes. Fomos direto para o hospital, pois meu corpo estava fazendo força sozinho. Foi incrível, pois parecia que meu corpo agia independente da minha vontade, por mais que eu pensasse em não fazer força, o meu corpo fazia.

Mas nossos anjos da guarda estavam nos acompanhando – ter essa certeza me dava mais tranqüilidade também, pois eu sabia que tudo seria como deveria ser, tudo seria como eu, a Leda e o Nilton escolhemos antes de vir para esse mundo – e saímos do centro histórico de São José até a maternidade Ilha, em Florianópolis, pegando apenas 1 semáforo fechado. Houve momentos eu que pensei que a Leda nasceria no carro. Ao chegar à maternidade, eu e a Cris fomos direto para o banheiro da recepção, pois tive dores muito fortes: a Leda estava coroando!

O plantonista estava fazendo um parto, então, o Dr. Marcos Leite dos Santos, que estava acompanhando uma parturiente, e passou pela porta do banheiro, nos levou para a sala de triagem, e depois de 10 minutos a Leda nasceu.

Ela foi direto para o meu colo e começou a mamar ainda grudadinha no cordão umbilical. Depois de alguns minutos fomos para o quarto. Eu fui tomar banho e a Cris deu banho na Leda. Então, nós duas de banho tomado, ficamos agarradinhas e ela voltou a mamar novamente.

A doula estava feliz da vida com sua blusa de oncinha (risos), pois nem ela teve tempo de se preparar.

Se eu mudaria alguma coisa no meu parto? Acho que não... ou melhor, quem sabe teria feito uma forcinha para a Leda nascer nas mãos da Cris no carro a caminho da maternidade (risos).

Elaine Basqueroto Coelho
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Parto da Cristina, nascimento Aline!

 

De vez em quando me pego relembrando daquele dia, é como se quisesse reter para sempre todos os detalhes. Não sei se com o tempo as idéias se transformarão, portanto deixo aqui o relato do parto da Aline, enquanto está fresquinho:

Tive uma gestação perfeita, nenhum problema, nem de saúde, nem de nada. Muito feliz e ativa, me informei, mudei de obstetra, fiz curso de gestantes no HU, encontrei minha doula e tudo estava pronto, só faltava ela sair.

Acho que parte bem importante foi o Dr. Marcos Leite, tive muitas indicações dele, todos tinha tido seus partos com ele e vi que era "O Cara", uma pessoa experiente e cuca fresca, daqueles que não apavoram mais ainda as grávidas e de um jeito bem particular de ser, sei lá, diferente. E o mais importante, super a favor do empoderamento da mulher, capaz de parir seu próprio filho. Como ele diz: "É você que fará seu parto, eu só assisto."


Bom, estava de 38 semanas numa quarta-feira e tive uma consulta, lá ele disse que ainda estava alta, e que iria demorar mais umas semanas (acho que isso é tática pra não deixar tão ansiosa). Fomos para casa e me preparei para a última aula de circo antes do meu recolhimento. Pensava em curtir essas duas semanas, ir no cinema, sair, ser masi um pouquinho paparicada, enfim... mas na quarta à noite já me sentia um pouco diferente, com umas dores bem leves. Fomos para casa, jantamos e falei com a doula. Quando me deitei para dormir senti que essas dores se intensificaram um pouco, sentia irradiar das costas até a barriga, mas não sentia endurecer tanto quanto imaginava que fosse.

Contei mentalmente o tempo e não parecia regular, mas deitados no escuro não conseguia dormir. Dizia para meu marido: "Leo, acho que estou em trabalho de parto" e ele tentando dormir me massageava e dizia: "Relaxa, não vai ser agora!" e voltava a dormir. E assim segui sozinha restando atenção e me conectando com essas sensações. Quando vi no relógio, ainda era 2h da madruga, e senti que a noite seria longa. Resolvi tomar um banho quente pra relaxar e lá o "bicho pegou", a dor aumentou, fiquei com dor nas pernas e permaneci sentada embaixo do chuveiro. Chorei... chorei mais alto pra ver de "alguém" vinha me salvar, mas nada. Aquele momento era só meu mesmo.
A certa altura estava confusa se realmente aquilo era TP, acordei meu marido e disse que tínhamos que ir na maternidade, mesmo que fosse pra dar meia volta com alarme falso. Dia 15 de julho, acho que o dia mais frio do ano.
Lá na Clinica Jane, o plantonista fez o toque e já estava com 3cm de dilatação, tentou alscutar o coração e nada, trocou de aparelho, botou mais gel e nada. Eu simplesmente olhava para meu marido, sem querer dizer o que podia estar acontecendo. por sorte encontrou outro aparelho que funcionava, estava tudo bem. Mas ele aconselhou voltar para casa pois ainda iria demorar e a incrível notícia que a clínica estarava lotada naquele dia e que deveria ir para outro hospital. Quase que meus planos tinham ido por água abaixo, teria que abrir mão da doula e do Dr. Marcos caso tivesse no HU. Volatmos para casa e nem sei com consegui dormir...
Quando me despertei, já era dia, um lindo ensolarado dia 15 de julho. Ligamos para Dr. Marcos para dizer que estávamos indo para o HU e ele disse para esperar um pouco e que iria ligar na clínica. Avisamos a doula e antes de sair de casa ele nos retornou dizendo para ir para a Jane, já que o quarto do parto natural estava livre, já iria direto pra lá.

Chegamos umas 9h30 lá, na recepção disseram para esperar, queriam fazer cadastro, hehehe e eu em TP tinha que lembrar o CEP de casa. Ah, porque esqueci de mencionar que já imaginava que o Leo esqueceria de tudo, nem fez a mala dele, esqueceu a câmera, hahah um louquinho mesmo. Estava lá fora, caminhando e as contrações bombando, na clínica estavam meio enrolados pra me deixar entrar. Então vejo chegando como uma fadinha toda de branco, a  nossa doula. Logo em seguida chega o nosso anjo da guarda, dr. Marcos. Que me pega pela mão e entra comigo direto pra sala de parto.
Quando me deitei para os exames, de batimentos e contrações doía mais. O Dr. fez o toque, já estava com 7cm e nos disse que teríamos que começar a trabalhar mesmo, pois a bebê estava alta, e daquele jeitão tranquilo dele nos deixou para fazer a parte burocrática.

A Doula foi sugerindo e conduzindo as atividades, começamos a dançar, eu e Leo, requebrando a cintura e rindo. O Leo como não poderia deixar de ser, palhaço, sempre. Depois fizemos circular sentada na bola e a cada contração me faziam massagem. e nos intervalos tomei suco, recebi massagem relaxante. Leo e a Doula se revezavam. Tive vontade de ficar de quatro, a Doula fez uma massagem diferente pra ajudar a Aline descer, e aliviou a dor.

E fiquei lá por alguns minutos e de repente, PLOC! estourou a bolsa!, tinha me esquecdo dessa parte do pacote. Vi que o líquido estava esverdeado e me apavorei, estava meconial, mas a Doula dizia que estava tudo bem, com aquela voz doce e me acalmou, pediu pra chamar o Dr. pois daquele momento as coisas iriam se intensificar. E realmente foi. Quando chegou o Dr. nem precisou fazer outro toque, ele já percebeu que estava bem avançado e falou pra entrar na banheira.
Achei bem quente, a princípio não gostei, mas quando abaixei a barriga na água, aquele quentinho... hummm. O Leo ficou atraz de mim, me acariciando, mas se apoiava na janela e eu não sabia se prestava atenção nele que poderia cair lá pra baixo ou em mim, hahaha. Tive um conforto naquela água quentinha, mas durou pouco, creio que neste momento tive mais uma 3 contrações antes do período expulsivo. Foi como se tivesse desligado o botão da contração e ligado a expulsão. nunca poderia imaginar como seria aquela força, que vem das profundezas do ser, não chega a ser dolorido, mas era forte e me assustava toda essa força, portanto eu me segurava nas barras e deixava vir, vocalizando e controlando pois se fissesse a força que sentia vontade sairia de uma só vez.

A doula me dizia que iria sentir o "circulo de fogo", e eu não mais vocalizando, estava urrando, dava uns socos na borda na banheira e estava na partolândia, por completo. Parecia que não volatria mais e quando Dr. Marcos me chamou, buscou meu olhar com o dele e me trouxe de volta para receber minha filha pois faltava muito pouco.

Perguntei à eles se deveria fazer toda força que sentia vontade e disseram que sim, foi então que quando mudei de posição veio a força e dei tudo de mim. Aline saiu um PLUFT, mergulhou na banheira e fez uma cambalhota (como deveria ser) e foi parar nas mãos do Dr. Marcos, e eu tomei o maior susto, nem acreditava que já estava lá. Senti tudo na mesma hora, ela descendo, a queimação, e saiu.
Leo foi vê-la de frente, e não esqueço da alegria dele, e de seu choro emocionado. Nossa cumplicidade. Efim nosso amorzinho estava lá. E então ele inaugurou Aline, cortando seu cordão. ela ficou comigo quentinha... e depois foi para os procedimentos... sempre ali pertinho.
No final, me deitei na maca para fazer os dois pontinhos desse susto. E Eu, Léo e Aline ali, enfim a família estava completa.
Depois de tudo pronto, agradeço ao meu médico pela asistência, e ele diz: "Eu que tenho que agradecer por este momento... " que figura...

A Doula me ajudou no banho pois estava meio grogue, fui para o quarto e achava que iria dormir, mas que nada, a cabeça a mil e a sensação de gratidão por todos que estiveram lá... e meu bebê dormindo... fofinha e o papai, correndo pra casa pegar as coisinhas que esquecemos heheheheh.

Fonte: http://alineceleste.blogspot.com

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Parto da Regiane, nascimento Nicole!

Dia 07/04/11- Tudo começou quando decidi engravidar novamente após 12 anos do nascimento do Lucas.  Meu atual marido, o Henri não tinha filhos e, desde que passamos a morar, juntos ele dizia o quanto desejava ser pai.
 
No começo eu relutei um pouco, pois começar tudo de novo após 12 anos não é uma decisão assim tão fácil! Mas aos poucos fui me empolgando com a idéia de ter um bebezinho novamente, principalmente porque tinha certeza do amor que sentia pelo Henri e de que ele seria um ótimo pai! Intimamente depois de algum tempo já havia tomado a decisão! Afinal, seriam alguns planos que teriam que ser adiados, a vida reorganizada, enfim, seria uma bela revolução!
Resolvi não contar minha decisão para ninguém, nem pra família e muito menos para o Henri, com exceção do Lucas, que sempre quis ter um irmãozinho. Este seria nosso segredo!
Em novembro de 2009 tirei o DIU e em maio de 2010 aconteceu o esperado: Eu estava grávida!!! Eu não acreditava! Fiz duas vezes o teste de farmácia e depois o de sangue e todos com resultados positivos!!! Eu e Lucas pulamos e gritamos de alegria!
Depois disso foi só festa, contamos para o papai e depois para toda a família, estávamos todos radiantes com a novidade.
A gravidez foi relativamente tranqüila, a única coisa que me atormentava era o medo do parto. O Lucas nasceu de parto normal no Japão e fui muito desrespeitada nesse momento pelo hospital de lá e a equipe que me atendeu. Senti muita dor e logo após seu nascimento tinha decidido que não passaria por aquilo de novo...
Eu cheguei a ter crises de pânico quando pensava no momento do parto da Nicole, mesmo assim não queria abrir mão do parto normal, não queria que minha filha nascesse através de uma cesárea, a não ser que realmente fosse necessário. Aliás... fiquei apavorada quando descobri que a maioria das mulheres defendem a cesárea com unhas e dentes!!! Cheguei a ser muito criticada quando dizia que queria muito ter parto normal! Me chamavam de maluca e sempre ouvia uma desculpa (que eu já sabia que era infundada!) dessas pessoas justificando a opção pela cesárea...Penso que o natural é sempre mais saudável, para os dois: mamãe e bebê, além do mais, acho que se amamos tanto essa criaturazinha que carregamos e protegemos durante 9 meses, para que não optar pela melhor opção??? Para que privá-la de enfrentar o seu primeiro desafio na vida, o seu nascimento na SUA HORA??? Acredito também que tudo isso terá influência no resto da vida desse bebê.
Mesmo sabendo que poderia ser diferente dessa vez... era um sentimento mais forte do que eu...conversei com muitas pessoas e meu coração não se aquietava, foi quando decidi que precisaria de ajuda para enfrentar tudo isso. A princípio tomei duas resoluções: eu ia preparar o meu corpo  e me informar o máximo sobre esse momento. Durante toda a gravidez pratiquei exercícios físicos: hidro, caminhadas, RPG, bola suíça, exercícios de períneo, etc, além de devorar diariamente muitos artigos e vídeos sobre partos.Aprendi muitooooo!!!
Foi assistindo um desses vídeos que conheci o trabalho da Doula, que até então, eu nem sabia que existia esse tipo de profissional. Entrei no blog dela e ameiiii tudo, me identifiquei logo de início com o que vi! Além de sentir uma afinidade e uma segurança tão grande com ela (mesmo sem nos conhecer!!!) Acompanhei o blog durante algum tempo, conversei com meu marido sobre o trabalho dela e após conhecê-la pessoalmente fechamos na hora o acompanhamento!        
As nossas conversas me tranqüilizaram bastante e aos poucos fui adquirindo autoconfiança para passar pelo parto. No fim da gravidez, já me sentia super preparada e sabia muito bem o que queria naquele momento: respeito! Não queria episio, anestesia e ocitocina, a não ser que realmente fosse necessário.
Com 38 semanas troquei de obstetra, pois o médico que me acompanhou no pré-natal (meu médico desde adolescente!) era de Itajaí e não poderia realizar o parto em Floripa, onde eu tinha optado. Foi quando o Dr Luiz Henrique apareceu em nossa vida, como que se enviado por Deus! Adorei a maneira tranqüila, atenciosa e carinhosa com que nos atendeu, deixei claro o que eu queria e prontamente ele concordou com tudo.
Com 41 semanas, eu já ansiosa e nada da Nicole nascer. Já fazia um mês que estava com o colo do útero bem mole e com 3 cm de dilatação. Eu queria que ela desse o sinal de que estava pronta, não queria apressar nada, mas sabia também que era arriscado esperar muito. Nesta semana, quinta-feira (03/03), por sugestão da , resolvemos descolar a bolsa, realizamos o procedimento lá na Clínica Jane mesmo, foi bem chato e desconfortável. O Dr Luiz nos mandou caminhar e me manter ativa para ver se as contrações começavam. Às 18 horas nada de sinal da Nicole! Hehehe Voltamos para a Clínica, onde a Doula nos encontrou logo depois e decidimos que se até a próxima segunda-feira (07/07) ela não nascesse, iríamos induzir o parto com misoprostol(medicamento colocado no colo do útero  que libera um hormônio sintético para início do trabalho de parto)
Era final de semana de carnaval, eu cada dia mais ansiosa e louca pra ver a carinha de minha princesa... Caminhei bastante e até saímos no domingo de carnaval e nada!!!
Na segunda, com 41 semanas e 4 dias, acordei bem disposta, tomei um banho bem demorado e terminei de arrumar as coisas para levar para a maternidade. Almocei bastante pois sabia que precisava estar forte e com bastante energia para o que nos esperava. Às 14 horas pegamos a Doula e fomos para Jane. Era o dia perfeito! Um sol maravilhoso, transito nenhum na expressa e maternidade praticamente vazia! Chegamos lá e já encaminhamos a papelada para a internação e fomos para o quarto. Eram aproximadamente 15:30 quando o Dr Luiz Henrique verificou a dilatação: ainda 3 cm, colocou o misoprostol e indicou que eu deveria caminhar e não ficar parada. Disse que já estavam preparando a banheira para tentarmos o parto na água. Subimos e descemos aquelas rampas e escadas da Jane várias vezes!!!!rsrsrs
Até que as 17 horas comecei a sentir as contrações, de 5 em 5 minutos, embora um pouco irregulares. Fiz bastante exercícios na bola, inclusive foi o local onde mais me senti confortável em todo o TP! Tomei um lanche, fiz mais exercícios, a Doula me fez uma massagem maravilhosa e depois veio a janta . Eu sentia muita vontade de comer, sabia que era necessário.
As contrações começaram a ficar mais próximas, de 4 em 4 minutos, foi quando a Doula sugeriu  o chuveiro. Adorei aquela água quentinha nas minhas costas! Aliviou bastante! Quando saí do chuveiro  eram umas 20 horas, contrações de 3 em 3 minutos, o Dr Luiz veio me ver e qual foi meu desânimo quando ele falou que estava apenas com 5 cm de dilatação e que a previsão era dela nascer lá pelas 2 hrs da manhã do dia seguinte e me orientou a caminhar mais para acelerar... Só olhei pra Doula e me deu vontade chorar! Falei que eu não ia agüentar mais tanto tempo, era uma contração atrás da outra e eu mal conseguia ficar de pé quanto mais sair pra caminhar! Ela gentilmente me disse pra ter calma e fazer o que eu tinha vontade. Resolvi ficar me exercitando na bola. O Henri colocou uma música bem relaxante e a Doula o ensinou a me fazer uma massagem que aliviava muito as dores das contrações. Nossa ... posso dizer que essa massagem foi o determinante para eu não pedir a analgesia!
Uma hora depois eu já não conseguia nem conversar, estava já em outro mundo!!! Senti a Doula me abraçar e me beijar quando vinham algumas contrações... q sensação boa!!! Foi quando o Dr Luiz voltou e surpreso falou que já estava com 9 cm!!! Eu tinha dilatado 4 cm em uma hora!!! Fiquei muito feliz e já sentia que já estava quase acabando, mas enquanto isso as contrações eram freqüentes e eu sentia necessidade de me concentrar em meu próprio corpo, senão ia pirar!!! Voltei para a bola e foi quando senti a bolsa estourar e a Nicole descer bastante! Nossa! Que sensação ! Pouco tempo antes escutamos chegar outra mãe em TP, que foi direto para a Sala de parto, por isso teríamos que esperar a sala ser limpa e esterilizada novamente para que eu pudesse entrar. Eu estava em pânico porque já sentia vontade fazer força e não ia agüentar por muito tempo. Quando conseguimos entrar na sala a banheira estava cheia, porém, a água estava a 25°, muito fria para o bebê. Sentei na banqueta de cócoras e na primeira contração senti a Nicole descer mais um pouco. Foi quando o Dr Luiz chegou na sala e disse para eu deitar na cama para me examinar, já estava na hora! 10 cm! Pediu pra eu esperar um pouco pra ver se a água esquentava, a Doula me disse: “Regi, deixe o bebê nascer!”, foi o incentivo que eu precisava para me concentrar e deixar Nicole vir ao mundo! O Henri estava ao meu lado, me apoiando e me fazendo carinho, foi muito importante a presença dele naquela hora. A mesa foi arrumada de uma maneira bem confortável para mim e com duas contrações a Nicole nasceu! Linda!!! Enormeee!!! Com 3870g e 51,5 cm, Apgar 9/10.
  Por mais que eu tente, vai ser impossível descrever a emoção que senti naquele momento. Eu tinha conseguido!!! Senti muito orgulho de mim mesma e uma plena realização como mulher e mãe! Sem dúvida foi o momento mais feliz da minha vida!
Ela ficou por algum tempo em cima de mim, eu olhava e não acreditava que ela estava ali...olhei cada detalhe! Aquele cabelão lindo, a boca maravilhosa do Henri e do Lucas, a mãozinha, o pezinho... linda! Amamentei ela ali mesmo, enquanto o Henri me beijava e curtia a filhota também. Aliás, foi ele quem cortou o cordão umbilical da Nicole!
Enquanto isso, a Carla e a Vanessa do BCU – Banco de Cordão Umbilical faziam a coleta do sangue do cordão umbilical da Nicole, para congelarmos as células tronco. Sabemos que foi a decisão mais acertada investir neste seguro de vida para a Nicole e nossa família.
         
Quando a levaram para os cuidados com a pediatra, o Lucas entrou na sala, pra mim foi uma surpresa, pois não sabia que ele e minha família estavam ali. Eu olhei pra ele e a emoção foi ainda maior, choramos os dois e eu disse o quanto o amava! Naquele momento eu superei  tudo que tinha passado e abracei ele muito forte, sentindo-me a mulher mais feliz do mundo com a família maravilhosa e completa que tínhamos formado!
         
 Até hoje, não tem um só dia que eu não lembre deste momento. Me emociono e choro sempre que me pego pensando em tudo que aconteceu, como foi mágico e maravilhoso e me pergunto como a maioria das mulheres abrem mão de sentir tudo isso!!! Nosso corpo foi feito por Deus para suportar essa experiência e cabe somente a nós nos preparar para entender e tornar esse momento o mais lindo de todos!!
Agradeço primeiramente a Deus por me permitir passar por isso, por ter me ensinado tantas coisas com esta experiência. Ao meu maridão por superar seus medos também e poder compartilhar comigo o nascimento da nossa filha. Sua presença e carinho foram muito importantes para mim, te amo muito e a cada dia mais. A Nicole chega para fortalecer ainda mais nosso amor!

Agradeço também ao meu filhão Lucas, que agüentou paciente as variações de humor da mãe durante a gravidez, que cuidou da mãe e agora cuida com orgulho da irmãzinha. Te amo muito meu filho, muito mesmo.
  Ao Dr Luiz Henrique, por ser mais que um médico, um amigo, que nos respeitou e nos incentivou em nossas escolhas.

Obrigada a todos amigos e familiares que estiveram presentes em orações e pensamentos positivos.
E finalmente, tenho muito a agradecer a Doula, não tenho palavras para descrever o que ela significou para mim durante todo esse tempo, foi simplesmente maravilhosa! Suas palavras de carinho e sua atenção antes, durante e após o parto foram incríveis! Sua presença nos fez curtir plenamente esse momento porque sentíamos seguros com ela lá... quando eu desanimava, lá estava ela para me centrar de novo e me lembrar que faltava pouco para eu ter minha princesa comigo, que a cada contração era sinal de que ela estava mais perto, isso me dava forças para me concentrar nos sinais do meu próprio corpo. Ela me ensinou através dos artigos e vídeos exatamente o que ia acontecer e eu sabia que ela não deixaria nada nem ninguém nos fazer mal. Obrigada por tudo!!!
Eu estou ótima! Com 10 dias do parto já estava no meu peso normal,me sentia tão bem que nem parecia que tinha tido bebê a tão pouco tempo!
Hoje, Nicole completa um mês de vida! Está cada dia mais forte e inteligente e mama muito bem.Tenho certeza que esse tempo a mais que ela ficou  na barriga farão a diferença pelo resto de sua vida!
Beijos!!!  : )
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Relato da cesárea da Mariana ( minha irmã), nascimento Ana Clara!



Como consta em meu perfil , minha filha estava prevista para 06/06/2011, porém ela quis NASCER para assistir ao CASAMENTO REAL no dia 29/04/2011!!!

 Comecei a me sentir mal no começo da semana , minha mãe e minha irmã começaram a monitorar minha pressão (Moramos com minha mãe ) e ligmos para minha médica várias vezes , que sempre muito prestativa logo me atendeu e me deu a notícia:    - Se sua pressão continuar assim teremos que fazer uma cesárea de emergência!

Nossa , logo pensei na minha filhota  nascendo pre matura , transparente e  cheia de fios. numa uti ...

Na Quinta Feira a noite , minha pressão oscilou de 12 para 16 , resultado: Fui encaminhada para a maternidade .
Minha irmã e eu entramos no consultório da médica de plantão , logo lembrei do meu POST 5 respostas , pois após relatar o que estava acontecendo e citar o encaminhamento para internação , a bunita teve a capacidade de me falar: AI , NÃO ENTENDI O QUE VOCÊS VIERAM FAZER AQUI!!!!!
 Nossa , qual foi a parte do gestante com pressão alta ela não entendeu????
 Quando ela me disse isso , minha pressão subiu pra 17 , desci do salto (HEHEHEHE) e pedi pra minha irmã (CRIS A DOULA) ligar pra minha médica...daí sim , as coisas começaram a andar .
 Logo a minha mãe chegou , minha irmã estava exausta pois o aniver da minha sobrinha seria no Domingo e não tinha quase nada pronto!!!!!
 GRAÇAS A DEUS a equipe de enfermagem é maravilhosa e foi super atenciosa comigo .Minha pressão não baixava mesmo com medicação pesada e pela manhã fui visitada por minha médica que com muito jeito me explicou a gravidade da situação e que uma cesariana seria o ideal . 
 Logo pensei : - PUTZ! A vaca parideira foi pro brejo ....tststst mas realmente não tinha o que ser feito e temos que ter bom senso e entender que o importante é a saúde do bebê!!!
 Minha mãe foi pra casa descansar e minha Irmã veio pra me ajudar  e entrou na cesarea comigo.
 Entrei muito calma da sala de cirurgia e logo a equipe me deixou muito a vontade entre brincadeiras , risadas e até cantoria!!!HEHEHEHE Incrível o que o bom humor faz!!!Minha Irmã anja , ficou comigo o tempo todo coçando meu rosto (Efeito da anestesia) e sempre atenta a qualquer complicação .
 Não demorou muito , ouvi o chorinho da minha bebê  que GRAÇAS A DEUS logo respirou sozinha . Ela veio tão saudável que conseguiu chorar , abriu os olhos e encarou toda a equipe , mijou no médico pediatra e veio pra mim de olhos arregalados bem calminha , TÃO GRANDE QUANTO UM SAQUINHO DE PIPOCA hhhahahhahahaha .
  Minha recuperação está sendo ótima , minha família está sempre comigo, meus amigos me visitam , mas a minha pipoquinha ainda está no neo natal . 
  Ela nasceu com  2.300 Kg e 43 cm  e graças a DEUS é a minha cara ...até lembrei do filme AUSTIN POWERS pois ela é uma MINI ME!hahahahahahahaha
 QUERIDAS MAMÃES  tenho uma ótima notícia pra vocês: O AMOR SUPERA TUDO!!!Nada se compara com os nossos pimpolhos , o amor que sentimos é algo imensurável e é no momento  em que olhamos para eles que vemos como NADA É POR ACASO  e que somos abençoadas com esses presentes de DEUS!



QUERO MUIIITO AGRADECER PRIMEIRAMENTE A DEUS, A MINHA MÃE  QUE ESTÁ AINDA COMIGO NA INTERNAÇÃO, A MINHA IRMÃ QUE FICOU COMIGO NA CESAREA ME AJUDANDO NAKELA HORA CRITICA E A MINHA FAMILIA .




      LOGO COM MAIS NOTÍCIAS   



                                                                       Mariana Melo e Pipoquinha
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Parto Andrielly nascimento Pedro.

Na terça de manhã (12/07), fui trabalhar normal, á tarde peguei folga, minha avó também estaria indo embora naquele mesmo dia, um pouco antes de ela ir, senti um contração forte e dolorosa, mas nem falei nada, não queria preocupar ela, pois não tinha certeza do que era! Fiquei a tarde toda em casa, tentei tirar um cochilo, mas sentia que alguma coisa me incomodava, o endurecimento da barriga tava cada vez mais freqüente, mandei uma mensagem pro meu marido, dizendo que estava com contrações, mas que ainda tava tudo tranqüilo, que qualquer coisa eu avisava ele.

 Os incômodos foram se tornando cada vez mais freqüente, e quase perto das 6 da tarde, mandei uma mensagem pro meu marido vir pra casa, ele chegou todo apavorado em casa, achando que eu já tava ganhando, rsrs, foi engraçado! Contei pra ele toda a situação, ele ainda ficou meio em dúvida, pois eu demonstrava estar super bem, ele ficou um pouco sentado no sofá só me observando, recolhi as roupinhas do baby e comecei a dobrar, enquanto isso as contrações vinham e eu tinha que parar e me concentrar, pois o desconforto estava muito grande. 

Foi então que meu maridou achou melhor ligar para Doula, ele conversou com ela, explicou o que estava ocorrendo, e ela pediu para ele começar a cronometrar as contrações e depois passar para ela, ela falou comigo, perguntou como eu estava e tal, eu estava tranqüila! Eu avisava ele quando começava e quando terminava, ele foi cronometrando, até planinha no Excel ele fez tudo bem bonitinho e organizado, acho que ficamos mais ou menos uma hora cronometrando! Ele ligou para a Doula e passou tudo certinho pra ela, ela falou com ele e depois falou comigo novamente, me disse que era trabalho de parto, pois os intervalos das contrações estavam sempre em menos de 5 minutos, pediu para que eu e meu marido comesse alguma coisa, tomassem um banho e fossem descansar, pois eu ia precisar estar bem descansada;) rsrs, qualquer coisa eu ligasse pra ela!


 No banho, consegui relaxar bastante, e meu marido me ajudava fazendo massagens! Quando sai do banho, veio uma contração e correu um líquido, logo falei pro meu marido “amor acho que a minha bolsa estourou, mas não tenho certeza, pode ser xixi” hahahah, ele ficou olhando pra mim, nisso veio outra contração e mais líquido, ele resolveu ligar para a Doula! Ela pediu para que eu botasse um pano, pois ela estava indo para lá e quando ela chegasse verificaria se era liquido da bolsa mesmo! Acho que ela demorou uns 30 minutinhos, e lá estava a Doula, toda empolgada, ela verificou o liquido, e sim , era a bolsa que havia estourado!




 Eu e meu marido entramos em pane, rsrs, bom nele foi mais intenso NE amor? Ele não conseguia acreditar que havia chegado a hora, pois na verdade ainda não era a hora certa! Minha preocupação também era que ele seria prematuro, fiquei com medo das conseqüências da prematuridade, mas tirando isso eu estava super tranqüila. Ela pediu que eu entrasse em contato com o Dr.Fernando, enquanto ela arrumava a bolsa do bebê e meu marido arrumava a minha!Meu marido ainda estava em choque, mal conseguia arrumar a mala, mas com a minha ajudinha, finalmente a mala estava pronta! Contato feito com o Dr. Fernando, ele conversou com a Doula e orientou-a que fossemos pro hospital, porque de qualquer forma eu teria que tomar antibiótico, pois eu não havia feito o exame de streptococos, só para prevenir. 




Chegamos na Clínica Ilha por volta da meia noite, fizemos o procedimento de internação, e passei por uma consulta com a plantonista, ela fez os procedimentos necessários, lá estava eu com 2 cms de dilatação e 70 % do colo do útero apagado,  Doula me olhou e disse que era assim mesmo, pois estávamos no começo, agora era trabalhar pra dilatar mais. Fomos para a sala de parto ( a única disponível na noite pois a maternidade estava lotada ), nos instalamos e logo já comecei a receber o antibiótico e eu e meu marido aproveitamos pra namorar, dançar um pouco, foi muito bom me ajudou a relaxar bastante, eu também estava com fome, então me deram um lanchinho leve. 




A Doula também já foi me orientando a ficar bem vontade, tirei a blusa e fiquei de top, ela me aconselhou o chuveiro e bola, fiquei no chuveiro na bola por mais ou menos 1 hora , depois com a autorização do Dr. Fernando fomos caminhar na garagem da maternidade, caminhava , parava quando vinham as contrações, respirava fundo, e continuava caminhando, meu marido e a Doula estavam sempre ao meu lado, me dando a maior força, ficamos por mais de meia hora caminhando, depois de volta ao quarto, eu estava com sono, a Doula apagou a luz e botou uma musica de fundo e eu deitei um pouco, meu marido também aproveitou para descansar, bom não consegui ficar deitada, os desconfortos eram muito, levantei e fiquei sentada na bola fazendo exercícios, nisso o Dr. Fernando chega, com todo o seu carinho e dedicação pergunta como andam as coisas, e faz um exame de toque, para o meu desanimo 2 cms de dilatação ainda, fiquei um pouco triste, pois depois de tantos exercícios e empenho , só 2 cms ainda, ninguém merece! 




A Doula , com todo carinho, me animou, dizendo que era assim mesmo, perguntou pra mim o que eu gostaria de fazer, preferi ir pro chuveiro novamente, era aonde eu mais conseguia relaxar, aliviava muito as dores, fui pro chuveiro, meu marido fazia massagens quando as contrações vinham, namoramos mais um pouco, nos curtimos e ele resolveu ir descansar um pouco, então a Doula ficou comigo . Consegui relaxar muitooooo no chuveiro, as contrações foram ficando um pouco mais distantes, e eu cheguei a dormir debaixo do chuveiro, foi então que a Doula perguntou se eu não queria sair e ir me deitar um pouco, aceitei, botei o roupão e me deitei na cama, mas não adiantava, deitada não dava, então fiquei sentada na bola e deitei no colo do maridão, consegui dormir um pouco, foi aplicado mais uma dose de antibiótico, e fiquei ali descansando, dormindo, por volta das 5 da manhã, o Dr. Fernando veio novamente e fez outro exame de toque, e ainda 2 cms de dilatação, os batimentos do bebe estavam ótimos, mas meu colo do útero não estava querendo dilatar, foi então que o Dr. sugeriu a ocitocina, eu olhei pra Doula, perguntei o que ela achava, pois ocitocina é uma intervenção , e como não era o que eu havia planejado, fiquei insegura mas depois de tantas horas, muito cansaço e nenhum progresso , em equipe concordamos com a ocitocina, logo após as contrações começaram a ficar mais intensas e dolorosas, respirava fundo quando elas vinham, estava com muito sono, e tentava de todas as maneiras achar uma posição confortável para que eu pudesse ficar, fiquei sentada na bola e me debrucei na cama, dormi mais um pouquinho, a Doula botou bolsa térmica, pra aliviar mais as dores.




 As dores começaram a aliviar, as contrações começaram a se distanciar novamente, por volta das 7 da manhã, nada havia mudado, o Dr. Fernando conversou com a gente e sugeriu a analgesia, em tentativa de o colo do útero relaxar e assim dilatar, eu por fim, já cansada, ansiosa, triste, comecei a chorar, chorei muito, de soluçar, o Dr. Fernando sentado na minha frente, junto com a Doula e meu marido, me perguntou o que eu estava sentindo, eu disse que estava muito triste, pois não estava acontecendo nada do que eu havia planejado, o meu tão sonhado parto natural, sem intervenções nenhuma, estava indo pro brejo, estava me sentindo uma fracassada. Eles com todo carinho, me mostraram que tudo que podíamos fazer ia ser feito, e para mim ter chegado até ali, eu já era uma guerreira, pois em nenhum momento eu jamais desisti do parto normal, pois sabia que era o melhor, para mim e para o bebê, mas naquela hora, já era hora de tentar mais uma intervenção, pois já haviam se passado horas, e o Pedro era prematuro, apenas 35 semanas e 4 dias, então com todas as palavras de conforto que me disseram, eu concordei com a analgesia!  




O Anestesista veio até o quarto, depois de várias picadas até a anestesia pegar, fiquei tonta, enjoada, me deitei um pouco, me deu um pouco de dor de cabeça, enfim, varias sensações ruins depois daquela anestesia, meu marido foi tomar café e a Doula ficou comigo, depois quando ele voltou, foi a vez dela. Quando ela voltou, vi ela, o Dr. Fernando e meu marido conversando na porta, eles entraram e junto conversaram cmg, O Dr. Fernando disse que nada havia mudado, e agora tínhamos que pensar na segurança do bebe, e o melhor era a cesárea, já tínhamos feito tudo, agora só nos restava a cesárea, isso era por volta 8.30 ou 9 horas ( a gente não se liga muito em horário nesse momento), eu como estava muito exausto, tinha sido uma longa noite, depois daquela analgesia, me senti sem forças, fiquei mal, não conseguia mais ir em frente, e também a preocupação com o bebe era grande, optei também pela cesárea, o Dr. disse que quanto o Pedro estivesse nascendo, ele faria algo diferente, abaixaria o pano azul da minha frente para que eu pudesse ver ele nascer.




 Com aquela decisão, começaram os preparativos, a Doula foi se trocar, e meu marido aguardar para que quando estivesse tudo pronto chamassem ele para assistir, me levaram para o centro cirúrgico, a equipe foi muito prestativa, me deixaram bem tranqüila, me deitaram na cama, e foram preparando tudo, inclusive começaram a me dopar, hahaha, depois de aplicado os anestésicos,  senti muitooo enjôo, me deram remédio pra aliviar, mesmo assim ainda estava muito forte, e me deram mais uma dose de remédio, nessas alturas já não sentia mais minha perna, meu marido já estava sentado ao meu lado, segurando a minha mão, e a Doula sentada mais atrás, tirando fotos, ahh senão fosse a câmera dela, pois esquecemos a nossa, hahaha... Quando o Pedro estava prestes a nascer ( 9:54 am), baixaram o campo azul para que eu visse, e lá nasceu o nosso Pedrinho, foi muito emocionante ver o meu pequeno nascer, logo trouxeram para eu beijar e o levaram para os procedimentos normais e meu marido foi junto.




 Meu marido voltou logo depois, disse que ele tinha nascido com 2.745kg e 46 cm, mas senti que ele estava apreensivo e abalado, a pediatra veio até nós, eu perguntei cadê o meu filho, eu quero ver ele, mas ela logo respondeu que aonde ele estava não deu pra passar na porta pra ela levar ele lá, eu não entendi, mas então perguntei se ele estava bem, ela me disse que sim , mas que ele estava indo para neonatal para alguns cuidados. Os procedimentos em mim terminaram, a Doula se despediu, coitada ela estava super cansada, e tinha que ir pra casa descansar NE, o Dr. Fernando também se despediu e então me levaram para a recuperação. 




Meu marido ficou comigo, eu estava ainda dopada, estava com muito sono, ele ficou ali do meu lado o tempo todo, eu perguntava do bebê e ele me confortava dizendo que estava tudo bem, ele era prematuro e tinha que ter alguns cuidados. Depois que melhorei mais das reações, sugeri que ele fosse pra fora, ligar pros parentes que ainda não sabiam de nada, mas só que se ele saísse ele não entrava mais, ele ficou preocupado em me deixar sozinha, mas eu insisti que ele tinha que avisar, quando enfim fui liberada da recuperação fui para o quarto, ele já estava me esperando, fiquei angustiada por o meu bebe não estar ali comigo,  meu marido foi ver o bebe La na neo, quando ele voltou ele não me dava muitas noticias, só disse que ele teve uns probleminhas mas a pediatra iria mais tarde La conversar comigo.




 Mais tarde ela apareceu e me deixou por dentro da situação do Pedro, fiquei abalada e triste, mas o que eu podia fazer, só queria que ele se recuperasse e sabia que lá ele estaria sendo bem cuidado. Bom esse é meu relato, só um pouco grande NE? Hahahah, não tem como contar um acontecimento desses em 5 linhas NE? Pedro ficou 8 dias na UTI neonatal, e hoje, quase dois meses depois, esta aqui comigo, gorducho, mamando exclusivamente no peito, nosso anjinho!!



Meus agradecimentos primeiramente á Deus, por tudo que ele tem feito por nós, pela força que ele me deu nesse momento, por ter me confortado nas horas de angustia, quando eu chegava em casa e meu bebezinho não tava lá comigo, por ter protegido o Pedro e ter me dado esse tão precioso ser, e por essa prova que tivemos que passar, aprendemos muito com tudo isso!

 Obrigado Senhor.


Ao Meu Marido Sérgio, meu amor, companheiro, o melhor pai do mundo! Que diante á toda aquela situação, se manteve forte para que eu não percebesse, sei que não foi fácil pra ele, ver o Pedro em dificuldade e não poder fazer nada, Obrigado amor por estar ao meu lado nesse momento, você é muito importante para mim! Te amo hoje e sempre


A minha querida doula, pelo carinho, dedicação, você foi fundamental para nós, um verdadeiro anjo em nossas vidas, obrigado por toda a sua atenção e por ter me aturado naquela situação, te desejo muita saúde para continuar esse trabalho lindo que você faz. Obrigado por tudo, que Deus te abençoe.


Ao Dr. Fernando Pupin, pelo carinho e atenção, apesar de nos conhecer muito pouco, você é um profissional excelente, obrigado pela paciência, Que Deus te abençoe, para que muitos e muitos bebês ainda venham á nascer através de você!Obrigado


E claro, á minha família, que na qual, venho pedir desculpas por não ter avisado quando tudo começou, pois como já era muito tarde da noite, não queria preocupar ninguém, pois trabalho de parto é algo que demora mesmo, sabia que se avisassem vocês, iriam se jogar de imbituba para Florianópolis na mesma hora, hahahah! Agradeço á todos vocês querida família, que me ajudaram, estiveram comigo na minha recuperação, me confortaram! Em especial minha vó Luiza, Minha mãe Gisele, Minha sogra Edna, e minha tia Vaninha, obrigada á vocês por tudo! Amo vocês Família!!!!


Obrigado á você que teve paciência e leu esse relato! Rsrs



Beijos,
Andrielly bento Vieira (Pedro a mamãe te ama muito)


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Parto Domiciliar da Julia, nascimento Caetano.



Dois meses se passaram e ainda tenho muito desejo de falar do nosso tão sonhado e planejado parto. Quando me reporto a ele, vêm as inúmeras lembranças de aconchego e o desejo de que tudo desse certo. Eu e o Eduardo sempre soubemos que nosso amor era digno de um filho que representaria toda a imensidão e a completude daquilo que vivemos. Minha gravidez foi anunciada e vivenciada com muita alegria, reverenciamos cada instante com muita intensidade. O desejo era de fazer desse momento uma marca em nossa trajetória, gostaríamos que Caetano soubesse que estávamos prontos para recebê-lo com todo nosso amor, com todo nosso aconchego. Acho que foram os anjos que me conduziram a pesquisar muito, foi quando comecei a me informar acerca da humanização do parto. No início  da gravidez, tivemos uma consulta com uma médica vinculada ao nosso Plano de Saúde; já nesse dia, ela foi logo avisando que só faria um parto normal se a  gestação fosse até a 40ª semana, inquietei-me com isso e fui logo encontrar outras indicações de médicos mais humanizados. Recebi um e-mail indicando a Drª Roxana e a Equipe Hanami, também consegui o blog da doula. Dessa forma, fui entrando nesse mundo tão magnífico acerca da humanização do parto, fui entendendo como a natureza é  PERFEITA e  gostaria que qualquer decisão considerasse tamanha perfeição. E assim fui seduzida a parir em casa. Tivemos um encontrão com a Equipe Hanami, onde tiramos todas nossas inquietações e saímos decididos que era esse o nosso caminho. Na 38ª semana, a Joyce e a Renatinha fizeram a primeira consulta; nessa semana, eu já percebi que Caetaninho estava pertinho. Mas confesso que não pensava muito como seria o parto, trabalhava, trabalhava... Na 39ª semana, após muita insistência de meu marido e da minha mãe, resolvi parar de trabalhar, afinal ainda faltava terminar algumas coisas. Nessa semana, tivemos outra consulta com a médica e dela escutei: “É impressão minha ou sua barriga abaixou?”. Que susto escutar isso, percebi que agora sim estava chegando a hora. Ela ainda completou: “Caetano, me deixa descansar uns dois dias!”, pronto! Não tive dúvida, Caetano estava próximo. Assim, no dia 12/05, tivemos a segunda consulta com a Equipe Hanami, estava curiosa em conhecer a Vânia, encantei-me com o olhar carinhoso da Tânia. E assim foi uma longa conversa, alguns apostavam na lua cheia que estava para chegar... um certo “friozinho na barriga”. Queria terminar tudo (sempre fui daquelas que deixa tudo para a última hora). Vânia, ao sair, disse: “Marcamos então para a próxima quinta, se ele não chegar antes”. Diante dessas palavras, tive uma sensação de que não haveria outra consulta.

Um passeio na praia... Ondas anunciavam um ritmo perfeito, um ar diferente, cheiro de MUDANÇA entrava no meu ser e um INSTINTO fez com que eu pronunciasse para meu marido: “Du, sinto que está muito próximo”.  Dia 14/05, acordei muito estranha, um cansaço no corpo, recorri às águas de um banho quente e, quando percebi, já chorava, nem sabia o porquê. Meu instinto anunciava que eram os primeiros sinais. À noite, uma pequena confraternização de pipoca... Estava inquieta e mal conseguia dormir. Uma cólica leve... Às 4h do dia 15/05, uma cólica mais forte anunciava o início de um lindo dia, fiquei sozinha a pensar “Será sinal?”, inventei de olhar o relógio e tentar contar, aqueles ponteiros caminhavam e eu não entendia nada, fiquei confusa. Acordei o meu marido e pedi para que ele tentasse contar. Ele disse haver certa regularidade entre as contrações. Logo após, o tampão se desprende. Confirmado, ele estava chegando!  Liguei para a Vânia e ela me disse que a Renatinha iria me examinar. Liguei para a doula, ela me recomendou que tentasse dormir. 

Renata chegou, seu ar de serenidade me anunciava que estava no primeiro cm de dilatação. Recomendou tomar banho quente e voltar a dormir. A ansiedade me tomou, meu parto estava ali, tantos dias sonhando, pensando e agora sim era o momento de aproveitar cada momento. E foi assim que o sono não veio...
Tomei um café da manhã, mas já não conseguia ficar parada, precisava caminhar, meus passos se deslocavam por todos os cômodos da casa, enquanto isso minha mãe já  anunciava para minha irmã que o seu sobrinho estava a caminho. Ela deslocou-se de São Francisco do Sul para acompanhar o parto – mais tarde, descobri que ela havia feito um acordo com o pequeno Caetano para que ele viesse na semana que iniciava, já que ela viria para ficar com a gente, e tirar nossas últimas fotos. As contrações se intensificaram e, como as águas são sempre meu refúgio, foi a elas que recorri, num breve banho.

O tempo entre as contrações diminuíram e, assim, pedi para chamar a Renatinha. Ela logo chegou, seu carinho sempre me acalmou. A doula também ligou e disse que já estava vindo.  Não havia posição que me acalmasse...
Descobri então a bola e lá fiquei, com ela pude relaxar nos movimentos que uma mãe-dançarina agora passava a descobrir. Massagens nas costas, palavras de conforto e silêncio. Por vezes, sentada na bola e encostada na cama, deparei-me com meu próprio silêncio – estava agora prestes a ouvir o ritmo que embalava aquele acontecimento. Percebi a contração como uma música – um pouco intensa, na verdade – que tinha melodia, harmonia, início, o refrão e o fim. Na bola, percebi o movimento da casa; minha irmã chegava, trazendo um cachorrinho de pelúcia para o Caê e brincando comigo. Naquele instante, me senti acolhida por todos, marido, mãe, sogra e maninha. Ainda na bola, almocei. Caminhei pela grama do quintal com a Doula, meus gatinhos me circulavam e lá senti um vento que dizia: “Caetano vai te ensinar”. 

Mas senti a dor forte e perguntei: “Essa dor aumenta?”; percebi então que Renatinha e Doula, ficaram meio desconcertadas para responder. Pensei mais uma vez: “Caetano vai te ensinar!”.
Voltei para a bola, certa inquietação me acenava. Renata então pediu para me examinar, ela nem disse o quanto de dilatação naquela hora. Pensei: “Tanta dor pra nada, aposto!”, mas resolvi nem perguntar, isso iria me deixar nervosa. Pediu para que eu fosse para o chuveiro.

E agora, sim, as águas confortaram minha alma. Edu foi comigo e ficou junto. Eu, sentada na bola deixando com que a água escorresse pelo corpo, ele de pé, segurando minha mão e cantando. Músicas do nosso casamento, agora anunciando pela sua voz um novo ENCONTRO: “Tudo o que move é sagrado, e remove as montanhas com todo cuidado, meu amor. Enquanto a chama arder, todo dia te ver passar, tudo viver ao teu lado com o arco da promessa, do azul pintado pra durar...” (Beto Guedes). Uma chama realmente acenava no meu corpo, uma chama de fogo que queimava minhas costas e eu já me sentia muito presente. Foi preciso manter meus olhos fechados, sentir, ouvir, imaginar, não queria me desequilibrar.

 A dor era dor mesmo, não tinha conforto, não tinha trégua. Era preciso encontrar em cada instante minha força. Confesso que naquele instante um medo começou a me tomar, um medo de não conseguir parir em casa, de o nosso sonho desmanchar-se, de eu não conseguir aguentar um parto sem nenhuma analgesia. Imaginei as ondas que a Doula me anunciava serem as contrações. Por vezes, estive naquele mar de que tanto falavam. Mas a dor era mais forte do que as ondas... Não conseguia transmutar o sentido da dor dizendo: “São ondas, são contrações”...Não! Era uma dor forte que queimava as costas e me embriagava. Comi chocolate, tomei florais, enfim fiz um banquete debaixo do chuveiro. Ficamos ali por muito tempo e só me dei conta da duração quando meu marido disse: "Vou acender a luz do banheiro" – descobri que tínhamos ficado quase quatro horas debaixo da água. Já caía a noite, e escutar as outras vozes que compunham esse cenário foi uma alegria, chegavam Tânia, Joyce e Vânia.  

De olhos fechados, com aquela água quente, antes dela mesmo falar, já senti a sua presença. “E aí, minha querida” – disse Vânia. “Eu não consigo transpor a sensação da dor” – disse eu a ela. Ela respondeu: “Então faça da dor a sua aliada, ela não será maior que isso que está sentindo, chame-a porque ela trará o Caetano para seus braços”. Fizemos uma respiração e chamamos a dor que anunciava o Caetano. Foram sábias as palavras que confortaram esse momento. Neste instante, percebi o quanto podemos mudar de foco/pensamento em relação à dor. Enquanto isso, Tânia e Joyce montavam a banheira. A casa toda estava num clima descontraído, estavam rindo, brincando...

Vânia me examinou: 5 cm de dilatação. Pensei: “Poxa! Só!”. Ela então pediu para todos saírem, queria ficar sozinha comigo no quarto. Perguntou-me: “O que está havendo? Do que está com medo?” Ali, pude contar-lhe do meu medo, o de não aguentar. Ela assegurou-me que eu saberia o que fazer. Ali, fez mais um toque e 7 cm de dilatação. Pediu-me para ir para a banheira para relaxar...

O Du já havia escolhido músicas que eu gostava e quando cheguei na sala encontrei uma paz jamais sentida. Uma penumbra, uma música instrumental do Sérgio Tatit (palavra cantada instrumental) e minha alma já dizia: “Encontra sua paz”... Uma alegria transbordava do meu peito, o Du me abraçava e pude sentir nós três num elo jamais sentido. Tive a sensação de relaxar tanto que parece que dormi (mas no final, nem sei o que aconteceu). 

 Chorei de emoção quando ouvi a música que dancei quando estava no quinto mês de gestação. Pensei: “Você embalou-se em vários espetáculos na mesma música que agora vem para mim”. Acompanhando essa paz, chega a Roxana com um olhar fraternal, no tempo/espaço certo; minha alegria foi grande quando senti sua mão e pude olhar para os seus olhos. Naquela banheira, fiquei durante mais um tempo e, num silêncio, senti a presença de todos naquele espaço. Quando abri meus olhos, vi minha mãe, Roxana e a Doula, encostadas na banheira, me olhando – foi uma imensidão nos olhares. Por um instante, ouvi uma voz calma e serena que assoprava meus ouvidos, completando ainda mais minha paz: Tânia estava ali, acalmado-me e dando a certeza que tudo estava certo.


Pediram-me então para sair, achei estranho, não entendi o que estava havendo. Fui para o banquinho, de cócoras, e lá a Vânia me avaliou. Senti alguma coisa estranha, e me avisaram que o colo do útero não havia se desprendido totalmente. Neste instante, o desespero me atormentou, quase pedi para me levarem para o hospital, para aplicarem qualquer analgesia que me arrancasse aquela dor. Fiquei por um triz, mas por um segundo cenas trilharam o meu pensar: imagens do Du, o som do coração do Caetano, toda minha família e todo o empenho da equipe, tudo fez arrancar de mim uma força que jamais imaginaria ter, afinal estava no final e se cheguei até ali Caetano ia vir pela mesma força... Joyce me afagou nos seus braços e ali ficamos por alguns instantes. Ali, escutei palavras de conforto, clamei pelos anjos e senti uma energia cósmica que anunciava o possível. Roxana aplicou-me uma sessão de acupuntura...

Pediram-me para caminhar no bairro. Eu, Du, Tânia e a Doula, em plenos 9 cm de dilatação, caminhamos em silêncio, ouvindo o vento que adentrava as ruas do bairro Daniela. Vi a lua e senti um elo, uma certeza de que eu e Caetano faríamos esse ENCONTRO acontecer. Caminhando, percebi que ele se encaixara mais, um deslocar louco e uma pressão enorme. Avisei: “Caetano chegará ao mundo na rua, é melhor voltarmos”. Elas riram... Demos uma volta no bairro e retornamos. Quando cheguei, um chá feito pela Roxana, bem quentinho e pronto para me ajudar, me aguardava. Uma parceria indescritível de todos, sentia uma energia de mulher no espaço, uma força me tomava...
Depois, mais uma avaliação. Ali, precisei encontrar essa força. Vânia e Roxana aguardavam-me no quarto. Ali, encaixaram o pequeno Caetano e ajudaram o colo a se desprender totalmente. Elas diziam: “Se deixarmos, você terá mais quatro horas de trabalho de parto". “Meu Deus”! pensava eu, já muito cansada e sabendo que não aguentaria mais tempo. Encontrei a força no âmago de mim mesma e disse: “Vamos, podem fazer o que quiserem”. Mais banquinho e já anunciavam que estava coroando. Que alegria saber que ele estava tão perto. Mais chuveiro, e uma irritação me tomava, não sei explicar... Saí e fui direto para a banheira.

Ali, senti toda a energia, a alegria a anunciar que agora sim estava prestes a receber o meu pequeno Caetano nos braços. Senti-me num mundo indescritível. Ouvia as vozes delas, numa harmonia, como um canto de mulheres trazendo-me uma energia incomensurável. Eu e o Caetano, estávamos só nós dois naquele mundo. Ele me disse: “Agora estamos preparados, MÃE”; eu dizia: “Eu quero te trazer ao mundo”; e ele já acenava no meu corpo a sua chegada. Um ENCONTRO num mundo em que jamais havia estado. Ali, todo grito, toda força, toda alma postos numa só prontidão. Diziam: “Grite, clame por seu filho Julia”. Como foi bom ouvir isso!
Assim, anunciando um novo ciclo, o começar um novo dia, às 00h03min do dia 16/05, Caetano Terra acenava os seus primeiros instantes nesse mundo.
Num misto de dor, alegria, prazer, cansaço e ternura, Caetano chegara ao mundo, no canto enérgico das mulheres, no desabado choro do meu marido, nas palmas de minha mãe, na alegria da minha sogra e no “bem-vindo, Caetano, ao mundo” da minha irmã. E eu que nem me dera conta de que ele já estava na água. E, quando vi, já estava com ele nos braços. Seu choro, seu olhar, um elo indescritível. Tal momento me assegurou que agora, sim, eu vivenciara um DIVINO TRANSFORMADOR ENCONTRO. Tão belo que, se pudesse, teria pairado por todo o resto da minha vida...

Obrigada é pouco para anunciar a gratidão desse momento: as mãos, as palavras, os olhares, o carinho e a competência dessa equipe de ouro que garantiu todo esse sublime momento. Como não agradecer e desejar que futuramente tantas mulheres possam confiar-lhes os seus partos e fazer desse momento mágico o fiel de toda TRANSFORMAÇÃO, mostrando a capacidade a todas elas de (re)encontrar-se, deparar com as suas próprias naturezas, cujas forças são inexplicáveis e garantem um BELO NASCER.

   
10/07/2011 - Relato escrito por Julia Terra, mãe do pequeno Caetano Terra- 54 dias.
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