sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fatores econômicos predominam na escolha por cesárea



Foto: Getty Images/Stockbyte Silver/John Foxx

Gravidez: parto natural não é incentivado pelos médicos, aponta pesquisa
As cesarianas representam mais da metade dos partos feitos no Brasil, mas, ao contrário do que deveria, a justificativa para a realização desse tipo de parto não é clínica.
A conclusão é um estudo realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A economista Tabi Thuler, autora da dissertação Evidências de indução de demanda por parto cesáreo no Brasil, concluiu que fatores econômicos – de médicos e pacientes – têm sido a principal influência nessa decisão.

Segundo Tabi, a remuneração recebida pelos médicos pelas cesáreas aparece como fator mais “determinante” na escolha do tipo de parto. A análise foi feita com base nos partos realizados por um plano de saúde do estado de São Paulo entre 2004 e 2009. A conclusão é a de que, quanto maior a diferença de valores entre os partos cesarianos e normais, mais cesarianas foram feitas. Nesse caso, a remuneração paga por cesáreas era mais alta.

“Queríamos compreender se havia uma ‘indução de demanda’ para justificar o crescente aumento do número de cesáreas no Brasil. Não encontramos nenhum estudo com o olhar econômico sobre o assunto”, diz.
Tabi conta que já esperava encontrar sinais de que há “incentivos” econômicos para que os médicos optem por realizar partos cesáreos e não normais. Ela se impressionou, no entanto, por não ver os fatores clínicos entre os principais.

A economista explica que os riscos de complicações para mães ou bebês não tiveram influência significativa nas opções feitas pelos médicos do plano de saúde pesquisado. “Foi inesperado”, admite ela. Na base de dados utilizada por Tabi, mais de 90% dos partos feitos nesse período de cinco anos eram cesarianas. Ela só considerou no estudo os procedimentos feitos por médicos que haviam realizado cesáreas e partos normais no período.

Além disso, a renda da paciente apareceu como outro forte indicativo para o parto cirúrgico. Quanto maiores os ganhos da mãe, mais a cesariana aparece como opção. O número desse tipo de parto na capital também foi maior que no interior.
“Espero que o estudo ajude nos debates sobre o gasto que estamos fazendo com saúde e como reverter a quantidade imensa de cesarianas feitas no País”, afirma.
52% dos 3 milhões de partos feitos no País em 2010 foram cirúrgicos. A recomendação da OMS é que esse número não supere os 15%.
Para a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), reverter o cenário brasileiro será difícil. Segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, 52% dos 3 milhões de partos realizados no País em 2010 foram cirúrgicos. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que esse número não supere os 15%. Há dez anos, em 2000, elas representavam 38% dos partos realizados no País.
“Tornou-se cultural a opção pela cesariana, por causa de múltiplas variáveis, mas as mais relevantes são a remuneração médica e a cultura da mulher, que não quer sentir dores. Isso só vai mudar com uma educação em saúde pública maciça para todos os brasileiros, de todas as classes sociais”, ressalta o presidente da Comissão de Gestação de Alto Risco da Fegrasgo, Denis José Nascimento.
Nascimento, que coordena o Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), lembra que os planos de saúde pagam muito pouco aos profissionais. A dedicação que exige um parto normal então, segundo ele, não é valorizada.
“Não tem estrutura que pague um profissional que se dedique a ficar horas e horas a fio ao lado da paciente”, diz. E as mulheres, de acordo com ele, passaram a participar mais da decisão e também querer a comodidade da cesárea.
Foto: Divugação Ampliar
Fabiana com o filho recém-nascido: "A mãe fica à mercê da situação"

A justificativa do medo da dor, no entanto, não apareceu como principal para as mulheres entrevistadas em outro estudo, ainda em elaboração pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. As conclusões iniciais mostram que pouquíssimas mulheres escolheram a cesariana por medo da dor do parto normal: apenas 4% das 23.580 entrevistadas. A maioria (25%) diz que a cesárea foi escolhida por falta de dilatação.

Fabiana Ramos Cabral Lambert, 28 anos, acredita que muitos médicos “induzem” as pacientes a acreditarem que necessitam de realizar uma cirurgia por causa da condição de saúde do bebê. Terminando a residência em obstetrícia, a enfermeira conta que se motivou a procurar especialização no acompanhamento de partos por causa da irmã mais velha. Fabiana diz que ela fez duas cesarianas sem indicação.

“Ela sonhava em ter um parto normal. Nas duas vezes, o médico a induziu a acreditar que não teria condições de fazer um parto normal. Um deles nasceu com prematuridade pulmonar. Achei absurdo”, afirma. Fabiana, que tem um filho de um ano e sete meses, também passou por uma cesariana. Até a 30ª semana de gestação, peregrinou por clínicas de Brasília em busca de um médico que fizesse parto normal pelo plano de saúde. Não conseguiu.

Todos os profissionais cobravam à parte pelo parto. Ela compreende que os honorários médicos são ruins, mas critica a falta de opções para quem não pode arcar com esses custos.
“A mãe fica à mercê da situação. Ou vai para o hospital público ou paga por fora. Não dá para julgar os médicos, porque um parto natural pode demorar 24 horas e ele precisa ser remunerado. Mas acho que a existência de equipes multidisciplinares, com enfermeiras obstetras, deveria ser estimulada”.
Por fim, uma complicação fez com que ela tivesse o filho mais cedo. “Fiquei super frustrada e me senti impotente. O que me acalmou foi que tive uma indicação considerável de cirurgia”, conta.
Foto: Divulgação
Ieda com o filho, que nasceu de cesariana: ela quer um parto natural na próxima gestação

Iêda Campos Vilela, 28 anos, também sonhava com o parto normal. A gravidez não-planejada aos 18 anos, depois do susto, foi um momento de alegria e amadurecimento. A pouca idade, no entanto, fez com que a mãe participasse muito das discussões de condutas.
“Eu sempre falei que queria parto normal. Mas minha mãe, que me acompanhava em todas as consultas, ficava arrepiada toda vez. Tentava me convencer do contrário. Chegou a falar com o médico algumas vezes que não gostaria que eu passasse pelo ‘terror do parto normal’. No 9º mês, ele me disse que o Caio era muito grande para meu corpo, que era bem provável que eu sofresse por horas e terminasse na cirurgia. Optamos pela cesárea”, conta.
Como o médico era de muita confiança, Iêda não acredita que ela a tenha induzido à cirurgia por uma questão de comodidade.
“Ele me induziu ao parto cesáreo, mas realmente não sei se foi por questões reais ou se por comodidade. Como eu confio muito nele, prefiro acreditar que foi por uma questão médica mesmo”, diz. Apesar de a recuperação ter sido tranquila, Iêda sonha em, na próxima gravidez, ter um parto normal.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nascimento Caio - 29/12/2011



E o fim de ano fechou com chave de ouro! Um dos bebês de janeiro resolveu nascer 15 dias antes. Bem-vindo Caio, filho da Daniela e do Thiago, com 38 semanas, pesando 3.225 kgs e 45.5 cms, apgar 9/9 ao 12:29 do dia 29/12/2011. Parto normal! O parto foi atendido por um plantonista na maternidade Ilha.
Parabéns ao casal!
Obrigada por tudo!

Cris Doula!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Relato da Doula - Nascimento Vicenzo!

A Micheli me conheceu quando foi na palestra da loja Eco moda para crianças, onde eu era a palestrante e falava sobre a preparação para o parto. Ela e o marido, Roney, ficaram interessados nessa figura da Doula e descobriram coisas que eles não faziam idéia. Lá mesmo conversamos sobre os médicos a favor do parto natural, os que dizem que são mas não são, as maternidades e rotinas, e eles resolveram mudar várias coisas começando pela troca do obstetra.


Indiquei alguns profissionais, conversamos bastante e acabamos fechando o acompanhamento. O tempo foi passando, nos falávamos com frequência e fizemos nossos encontros. No dia 15 de Dezembro a Michy me ligou com contrações, passei algumas recomendações e disse: ''- Quando achar que precisa de mim, me liga!''
Quando as contrações ficaram bem próximas ( 4 em 4 minutos) eles me ligaram e o Roney disse: ''-Cris, ela quer você!" Estava chovendo muitooooooooooooooooo, era uma manhã quinta-feira, cheguei no apartamento deles e me avisaram que a bolsa havia rompido.

Micheli estava muito tranquila, perguntou se podia tomar um banho antes de ir para maternidade e eu disse que sim, ajudei a arrumar tudo e chamamos o Dr Fernando P. Na maternidade fomos direto para a sala de parto, ele chegou e a examinou, estava com 8 cms, pouco tempo depois já estava com 9 cms e tudo evoluindo bem.

O cansaço começava a atrapalhar, ela já não conseguia mais descansar em qualquer posição, as massagens aliviam a dor mas não tiram o cansaço, a incentivamos a comer e ela teve todo o apoio do marido Roney enquanto relaxava na banheira.


Já no período expulsivo o batimento do Vicenzo foi caindo aos pucos, ela continua tensa e resolveu tomar a analgesia. Após a analgesia ela conseguiu relaxar todo o corpo, inclusive o períneo e Vicenzo nasceu.
Nasceu um pouco cansado, o apgar do primeiro minuto não foi muito bom, mas logo depois melhorou e ele foi para o colo da mamãe.


Ali eles ficaram e logo ele estava mamando, Vicenzo nasceu no dia 15/12 com exatamente 41 semanas, as 14 horas, pesando 3.915 e 54 cms.

Parabéns Michy e Roney,

Parabéns a Família!

Obrigada Dr Fernando P!

Cris Doula!


Relato pela mamãe Taís - Parto do Dudu



O Parto Normal (do Dudu)
Quando as contrações começaram às 5h da manhã no dia 15/12, eu sabia que em breve o Dudu nasceria (afinal, no dia 19 ele completaria 42 semanas, e eu já havia conversado com o meu médico que se o trabalho de parto não começasse logo, faríamos uma indução no sábado, dia 17). Então monitorei as contrações por 40 minutos, e estavam próximas, de 5 em 5 minutos. Como eu tinha tido um pouco de dor à noite e o maridão havia ficado acordado comigo até as 2h da manhã, decidi que neste momento era mais propício acordar a minha mãe para contar a “novidade”.
Monitoramos as contrações e ora estavam de 5 em 5 minutos, ora de 10 em 10 minutos, e assim foi durante o dia todo. À tarde falei com o meu médico e ele disse que para iniciar o “Trabalho de Parto” era necessário que as contrações estivessem com intervalos regulares e com menos de 5 minutos, mas que acreditava que isso iria acontecer logo, durante à noite.
15/12 Em casa, entre uma contração e outra.
15/12 Em casa, entre uma contração e outra.
Às 18h do dia 15 minha irmã chegou a Floripa e então eu, André e a mãe fomos para a maternidade, verificar se o bebê estava bem e se havia alguma dilatação.Oba! Bebê estava ótimo e eu estava com 3 cm de dilatação…porém, como estava com contrações desde às 5h da manhã, a plantonista achou mais sensato chamar o meu médico (Dr. Marcos Leite) para me examinar e sugeriu a indução com ocitocina. Meu médico concordou, e em seguida chegou à maternidade. Nessa hora bateu um leve desespero, eu havia me preparado semanas para ir à maternidade e justo naquele momento não tinha nem as malas comigo! Mas enfim, internei mesmo assim e contei com o meu sogro para levar todas as coisas para lá.
Iniciei a indução. Quem me conhece sabe que eu MORRO de medo de agulhas e todas as coisas relacionadas a este fim, inclusive receber ocitocina na veia, rsrs. Mas logo as contrações estavam regulares, a cada 2 min e a dor também foi aumentando…
À meia noite, já com muita dor, eu continuava com 3cm de dilatação. Foi então que fui para a banheira, tentar relaxar um pouco. Mas não adiantou. Juntando o pânico de estar recebendo a medicação na veia com as dores da contração, optei por tomar analgesia (que também era uma opção cruel, afinal envolvia agulha. uiuiui!). Felizmente, foi a melhor decisão que poderia ter tomado! Superei o medo das agulhadas, recebi analgesia, conseguí relaxar, fui examinada e estava com 8 cm de dilatação! De uma hora para outra, maravilha!
Então voltei para a sala de Trabalho de Parto e comecei a fazer alguns exercícios com a  Doula… uma hora depois: 9cm e póf, a bolsa estourou durante uma contração! Mais uma hora e… 10cm! Dudu iria nascer! Eu queria tê-lo na banheira, mas devido à analgesia nas costas, não era possível. Então optamos pelo parto de cócoras. Eu achei um tanto trabalhoso e demorado, mas o médico disse que foi super rápido (realmente, deve ter durado uns 10 minutos). O mais legal foi o médico ter pedido para o André lavar as mãos, que ele iria ajudar no parto e pegar o Dudu quando nascesse! Foi um parto a quatro mãos! Papai parteiro!
Dudu, recém nascido
Dudu, recém nascido
Quando Dudu nasceu, estava com 3 voltas de cordão no pescoço, uma delas “fixando” o braço no rostinho, mas foram rapidamente desenroladas pelo médico e pelo papai. Logo Dudu já veio para o meu peito, MELHOR sensação do mundo. Em seguida papai cortou o cordão que nos unia.
Houve uma pequena complicação, parte da placenta estava colada no útero e com isso tive um pouco de hemorragia… o que fez com que eu ficasse um pouco fraca nos dias seguintes, mas nada que pudesse superar a alegria de ter o filhote nos braços!
Eduardo, filhote lindo, nasceu às 5:07h do dia 16/12/2011 (estava com 41 semanas e 4 dias), com 3.415kg, 50cm, apgar 8/9. Orgulho da mamãe e do papai!
No colo do papai, já em casa
No colo do papai, já em casa

Relato da Doula - Nascimento Eduardo!

A Taís entrou em contato comigo logo no início da gravidez, uma amiga dela que foi minha doulanda me indicou ( Obrigada Gisele!!), conversamos e marcamos um encontro. Na época ela estava super desanimada pois a placenta estava baixa e ela tinha medo de que isso não mudasse, deixamos então para conversar mais para frente mas que eu acreditava que tudo ficaria bem. E pouco tempo depois ela confirmou que a placenta estava agora no ligar e certo, e fechamos o acompanhamento. O tempo foi passando, nos falávamos sempre e no final da gestação marcamos nosso primeiro encontro. O tempo continuou e a ansiedade cresceu muito, numa tarde recebi uma mensagem dela sobre como estava frustrada pois o Dudu não nascia, e nos encontramos no Bazar Coisas de Mãe para conversar. E finalmente com quasee 42 semanas, quando a indução já estava marcada ela começou a ter contrações.


Mas as contrações eram espaçadas e leves, eu tinha voltado de outro parto, então pedi para que eles me chamassem quando achassem necessário, e fui dormir bem cedo. A noite a Taís me ligou e avisou que estava se internando para induzir o parto, na verdade conduzir ele, pois estava muito cansada com as contrações espaçadas e queria que fosse mais rápido, o parto era com o obstetra do pré-natal, Dr Marcos Leite.
Falei para ela então, que como estava com apenas 2 cms e começaria a indução, para que me chamassem assim que algo mudasse.


Por volta das 2 horas da manhã recebi uma mensagem de celular do André ( marido) dizendo que ela ainda estava com 2 cms e que nada havia mudado. E uma hora depois recebi outra, avisando que ela havia tomado analgesia e a dilatação havia pulado para 8 cms! Pensei na mesma hora: por quê não me chamaram antes? ahahah. Fui correndo para a maternidade, agora ela estava tranquila segundo o marido, e lidando com todos os medos de agulhas.

O Dr Marcos disse: ''Você fez falta!" e eu falei que eles haviam acabado de me chamar, o bebê ainda estava alto e passei algumas recomendações, Taís foi fazendo o que o corpo gostava. Pouco tempo depois evoluiu e era hora de empurrar, ela ficou de cócoras na cama e começou. Não demorou muito para que Eduardo começasse a aparecer, e finalmente ele nasceu, com a mão no rosto e 3 voltas de cordão no pescoço. Assim que Dr Marcos terminou de desenrolar o pequeno, ele entregou para o pai, que colocou ele no colo da Taís.





Eduardo nasceu com 3.415 e 50 cm!
Parabéns ao casal e a família!

Obrigada Dr Marcos leite!

Cris Doula!

Relato da Doula - Nascimento Arthur!


A Fernanda fez o pré-natal com o Dr Rafael Lioi que me indicou como Doula, quando ela perguntou sobre a opinião dele quanto ao parto normal. Conversamos e pouco tempo depois fechamos o acompanhamento. Ela estava ainda bem no começo da gestação, mas continuamos conversando, até chegar no final da gestação onde realizamos um encontro. O tempo foi passando e com quase 41 semanas ela me avisou que havia feito o descolamento da bolsa para induzir o parto, e havia funcionado. Combinei que quando ela precisasse de mim, para me ligar. A noite ela sentiu que era a hora e eu fui. Chegando lá ela estava bastante desconfortável, recomendei então um banho, e ela aceitou. Mas saiu de lá super irritada, disse que não tinha ajudado em nada, e que queria ir para maternidade tomar uma analgesia. A princípio parecia cedo pra ir, mas a mulher quer ela tem!!

Fomos para a maternidade, que era perto da casa dela, ás 2h00mim, chegando lá a recepcionista avisou que a maternidade estava lotada, que ela teria que ir para outro lugar. Conversei com ela, e mesmo o parto sendo com o plantonista, aconselhei que ela ligasse para o Dr Rafael pois talvez ele poderia conseguir uma vaga pra ela, e ele conseguiu. Ela passou pela consulta com a plantonista, que revelou que ela estava com 7 cms. Ela e Jorge (marido) informaram que queriam tudo o mais natural possível, sem episio, ocitocina, mas que ela queria a analgesia de certeza. Ligaram para a fotógrafa Micaela que logo chegou. 
Demorou cerca de 1 hora e meia para o anestesista chegar (era de madrugada), e a plantonista a checou mais uma vez, estava com dilatação total, e com a Fernanda já sentia vontade de empurrar ela incentivou que ela fizesse força, mas a Fê não conseguia se concentrar para empurrar com a dor.
O anestesista chegou e fez a analgesia, e não deu 30 minutos e o Arthur começou a nascer, e durante a ausculta (ouvir coração do bebê) percebemos que o batimento estava MUITO fraco, conversamos com a Fê que agora ela teria que fazer muita força porque o Arthur precisava nascer e precisava nascer rápido.






Arthur nasceu no dia 21/12 ás 4h03min com 4050 Kg e 53 cm, mas não estava muito bem, a pediatra colocou ele no berço aquecido e começou os cuidados, ficamos em silêncio apenas esperando o tempo dele. Ele nasceu com desconforto respiratório adptativo, estava cansado, e ficou cerca de 1 hora no quarto até que a pediatra resolveu que era melhor que ele fosse para a neonatal para observação. Nada daquilo era fácil para Fê, para o Jorge e para a família ali ansiosa, mas era o melhor pra ele. No dia seguinte, após 12 horas de observação na Neo Natal ele estava pronto para ir para o quarto, e é um bebê perfeito e saudável!



Parabéns ao casal!
Parabéns a Família!

Fotos por:  www.micaelatorres.com
Cris Doula!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nascimento Arthur - 21/12/2011


O Arthur é filho da Fernanda e do Jorge e chegou no dia 21/12, com quase 41 semanas, as 4 da manhã pesando, 4.050g e 53 cm de parto normal com analgesia. O parto contou com o apoio de uma médica de plantão da maternidade que respeitou todos os desejos do casal.
Seja Bem-Vindo Arthur!

Cris Doula

Como saber se o seu corpo está preparado para o parto natural?


Hoje eu li uma ''celebridade'' falando que com 12 semanas está em dúvida sobre como seu filho virá ao mundo, de parto normal ou cesárea. Mas ela acredita que será cesárea pois o corpo dela não está preparado para o parto. COMO ASSIM?
As mulheres nascem prontas para gerar e parir um filho. Claro que uma alimentação saudável e exercícios físicos melhoram a saúde da gestante e evitam problemas comuns da gestação como a diabetes gestacional, mas não é obrigatório que a gestante tenha uma rotina digna de academia, mulheres sedentárias estão parindo diariamente.
O parto de cócoras ou na água não tem nada de especial, a gestante não precisa ter feito todos os exercícios e massagens perineais, não precisa ser índia ou lavar roupa na beira do rio! A vagina é feita para abrir e fechar como no ato sexual, e ela tem a elasticidade para abrir ao seu máximo para a passagem do bebê.
Sim, as os exercícios perineais ajudam a evitar lacerações, mas NADA é obrigatório para que a mulher possa parir!!!!
Semana passada uma gestante que vai parir em breve contou várias coisas que o obstetra dela falou que me deixou boquiaberta, coisas do tipo que parto de cócoras é coisa de índia, que o parto na água é um absurdo e que o risco de infecção é muito alto, e que bebês grandes são indicação de cesárea. Ainda bem que ela não vai parir com ele.....
Então mulheres tenham consciência de que vocês podem o que quiserem ( desde que seja saudável, então não beba nem fume), e que o corpo de vocês foi feito para parir! Não deixe que ninguém diga o contrário!
As dicas de como se preparar para o parto ajudam MUITO mas se você não conseguir fazer por falta de tempo, vontade ou outro motivo não tem problema. A Doula ajuda e muito, mas se não tiver doulas na sua cidade não pense que tudo está perdido, tente ir o mais preparada possível para o parto.

Prepare-se emocionalmente, leia bastante, assista vídeos de Partos naturais, e deixe que o seu corpo faça o trabalho.
Cris De Melo
Doula!


Fonte: http://www.crisdoula.blogspot.com/2011/07/como-saber-se-o-seu-corpo-esta.html

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mudanças!

Oi Pessoal,


Não, eu não abandonei o blog! Mas estou fazendo um blog totalmente novo e mais organizado, onde os relatos de partos voltam já que nenhuma das minhas doulandas e visitantes aprovaram esta mudança (rsrsrs)
Mas será tudo bem diferente e ainda melhor. Peço apenas paciência pois estou também em ''férias'' até o início do ano, apenas atendendo partos e consultas pós-parto.


Feliz Ano Novo para todo mundo!

Cris Doula!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!

Ano passado eu tive uma surpresa muito especial, uma querida parturiente pediu para que o marido me ligasse para acompanhar seu parto, exatamente no dia 25 de Dezembro, eu saí da ceia da véspera e fui para a maternidade, sem nem conhecê-la pessoalmente. E foi uma experiência maravilhosa, Martina nasceu de madrugada e jamais vou esquecer aquele momento. Novamente, Parábens Tatiana, ainda mais pelo 1º aninho da Martina!

Feliz Natal a todas as gestantes e mamães que acompanham o blog!
Prometo que 2012 começará com um blog totalmente novo, e com muitos outros partos!
Cris Doula!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Banner novo!



O que vocês acharam no novo banner do blog? Ele foi feito por uma amigo design Rafael Raffer, e a minha inspiração foi o vídeo que coloquei acima. Agora no blog também tem a cegonha no lado direito, anunciando os nascimentos do mês e quando nasceu o último bebê, em breve novas mudanças.


Espero que gostem!

Cris Doula

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O que a mulher precisa para parir?


O corpo da mulher já vem preparado para o parto, e até mesmo mulheres em coma conseguem ter partos normais. Sedentárias, ginastas, ativas, magras, gordas, altas ou magras, todas as mulheres têm a capacidade inata de permitir que o bebê viva, se desenvolva e nasça através de seu corpo. No entanto o parto é um processo dinâmico, no qual o bebê faz uma série de movimentos através da pelve, até que possa sair para a luz. Ele desce, insinua seu crânio pela bacia pélvica, dobra o pescoço, gira, colabora. Enquanto isso a mãe se move, anda, muda de posição, pende apoiada pelo companheiro, acocora, deita. Como quando tentamos tirar um anel justo do dedo, só o movimento é que permite que um deslize ao redor do outro.
Se permitimos que a mulher adote todas as posições que lhe parecem confortáveis, se possibilitamos a liberdade de movimento e ações, se o ambiente do parto for propício para essa liberdade, mãe e bebê encontrarão a fórmula para a travessia que eles têm que fazer. Por isso é fundamental que no ambiente do parto sejam oferecidos os elementos fundamentais para um parto ativo:
- Privacidade: se a mulher não tiver privacidade, ela fica tolhida em sua liberdade e deixa de se movimentar de acordo com sua vontade.
- Opções à cama: deitar é em geral a última coisa que uma mulher quer fazer em trabalho de parto, de forma que ela precisa ter opções como a bola suíça, cavalinho, banqueta de parto, almofadas, cadeira, poltrona, etc...
- Equipe: é importante que as mulheres sejam acompanhadas por pessoas que estejam acostumadas ao conceito de parto ativo, como as doulas, enfermeiras obstetras e médicos obstetras motivados e seguros em relação ao parto natural.
- Recursos não farmacológicos para a dor do parto: sendo o parto um processo lento e muitas vezes doloroso (especialmente no pico das contrações), é fundamental que a mulher possa ter à mão os recursos para lidar com essa dor, como chuveiro, banheira, bolsa de água quente, chás e o que mais for possível dentro do contexto.
- Prioridade para o parto natural: para que a mulher se sinta no controle da situação, ela precisa vivenciar o processo da forma como a natureza propôs, ou seja, sem o artifício do jejum, da ruptura artificial da bolsa das águas, do uso de soro com hormônio (ocitocina), forças dirigidas, etc...
Dentro dessa filosofia de atenção ao parto, os procedimentos médicos são destinados apenas às situações especiais, que não deveriam superar uma pequena porcentagem do total de mulheres saudáveis. O parto sempre será um processo normal e natural, para o qual as mulheres continuam estando preparadas,independente de não lavarem mais roupas à beira do rio acocoradas. 
Basta que deixemos as grávidas em paz e que lhes ofereçamos o mínimo necessário para o conforto, e elas saberão o que fazer.
Se você está grávida e deseja ter um Parto Ativo, leia, pesquise, pergunte, questione seu médico, questione a maternidade onde vai ter seu bebê, faça um plano de parto, procure um grupo de apoio, faça seu acompanhante entender a importância desse processo para você e seu bebê. Não entregue o seu corpo, seu bebê e seu parto nas mãos de outros. Eles lhe pertencem.

postado em junho 2010 aqui no blog.

Cris De Melo
Doula!

Entrevistas com as doulandas!

Um pouco sobre a experiência de parir ou passar por uma cesárea, como a vida muda com a chegada do bebê, sobre ter uma doula e no que pode ajudar, entre outros.


Entrevista com Ana Carolina mamãe da Catarina!


Questionário Doula:

1-      Por quê você decidiu ter uma Doula?
Desde antes de engravidar, na minha cabeça e no meu coração, só tinha espaço para um parto normal ( talvez pelo próprio exemplo da minha mãe, que teve 3 partos normais, rápidos, e sempre falou muito bem sobre eles). Pra mim, a cesárea nunca foi uma opção, e eu tinha pavor de pensar nessa possibilidade. Por causa disso, procurei me cercar de pessoas que fossem me ajudar nessa escolha. A doula seria fundamental para me dar todo o apoio que eu precisasse, me ajudando tanto antes como no momento do parto, me dando segurança, me orientando, e com ela ao meu lado, eu teria a certeza que de que não entraria numa cesárea desnecessária, por comodismo de médicos ou de hospitais. 

2-      Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Eu já tinha lido alguns relatos de parto na internet, e em muitos deles com o acompanhamento de doulas. Pouco antes de engravidar, eu entrei numa comunidade do Orkut, procurando médicos que fossem realmente a favor do parto normal aqui em Florianópolis. Cheguei na comunidade que a doula é moderadora, achei o blog, e comecei a acompanhar ele diariamente, conhecendo seu trabalho e me apaixonando por ele. Quando meu obstetra me indicou ela como doula, tive certeza da minha escolha!!

3-      Como foi ter uma doula no parto?
Foi muito bom poder contar com a doula nesse momento tão importante para mim!!! Ela me passou toda a segurança que eu tanto queria, me orientou para eu encontrar as posições mais confortáveis, ajudou nas massagens, nas respirações, nas compressas frias, foi meu grande apoio, e sem ela, talvez eu não tivesse agüentado um parto sem analgesia.

4-      Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudesse voltar atrás,faria algo diferente? 

Meu trabalho de parto foi rápido!! Comecei com cólicas leves na madrugada, cólicas parecidas com cólicas menstruais, e só fui pra maternidade porque estava com a pressão super baixa e achando que ia desmaiar a qualquer momento. Cheguei na maternidade logo após o almoço, já com 9 cm de dilatação, e no final da tarde a Catarina nasceu, num parto de cócoras lindooo (que sempre foi uma posição super confortável pra mim!!). Foi a sensação mais gostosa que já, sentir meu corpo trabalhando, sentir que ela também estava fazendo a parte dela!! Foi tudo tão perfeito e tão mágico que viveria tudo novamente, do jeitinho que foi!!

5-      Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Eu acredito que o parto é um trabalho em conjunto da mãe com o bebê, e é o primeiro desafio que a criança vai superar. Independente da via de parto, eu acho importante a criança escolher o momento que queira nascer, e que isso, junto com muitos outros fatores, vai contribuir sim para a personalidade do bebezinho.

6-      No próximo filho, pretende ter parto normal?
Ainda não temos planos para o próximo filho, mas sem sombra de dúvida, vou querer outro parto normal!!

7-      O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê?
Dicas, conselhos entre outros.
Se preparem para o parto, leiam muito sobre o assunto, se informem, procurem estar rodeados de pessoas que vão lhe dar apoio nesse momento tão importante. Os exercícios físicos e uma boa alimentação são importantes para a mulher se sentir disposta durante toda a gravidez. Mas acima de tudo, curtam cada etapa da gravidez, sejam parceiros um do outro, tudo passa muito rápido!!

8-      Como é a vida após a chegada do bebê?
No começo tudo é muito novo, bastante cansativo também, já que tanto os pais como o bebezinho estão se conhecendo ainda. A rotina muda bastante, é uma fase cheia de adaptações e novidades, tudo no começo gira em torno dele!! Mas com o tempo tudo se ajeita, e tudo vai ficando mais fácil!!!

9-      Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Sim, e como fiquei!! Desde o começo da gestação (e até antes de engravidar), a doula me ajudou muito, sempre tirando minhas dúvidas, me dando apoio. E o parto foi lindo, ainda é difícil de acreditar que tudo aconteceu da maneira que aconteceu!!

10-    Deixe um recado:
O parto foi até agora, o momento mais lindo e mágico que vivenciei!!! Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que seria tudo tão perfeito assim!!
Nosso corpo está preparado pra passar por isso, é tudo muito natural!! A dor vem e passa, e ela é do tamanho que a gente encara ela!! Não tenham medo de passar por esse momento, todo mundo é capaz de parir naturalmente, basta preparar o corpo, a alma, e o coração!! Cada um deve dar a si mesmo a chance e a oportunidade de vivenciar isso!!
E para quem tem esse sonho, procure estar cercada de médicos e pessoas que vão lhe dar apoio e suporte, assim você se sentirá segura com as decisões que precisarão ser tomadas.
Cris, obrigada mais uma vez por estar presente em um momento tão especial de nossas vidas!!!!!
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Entrevista com Vanessa, mamãe da Isadora Alana!

1-Por quê você decidiu ter uma Doula?
Bom, sou vegetariana há mtos anos e professora de Yoga, gosto de maneiras alternativas mais naturais para resolver as questões da vida. Quando engravidei, decidi que queria um parto o mais natural possível, porém dentro de um bom hospital, pois como era a primeira vez que daria a luz, queria me sentir segura de duas maneiras: a Doula me dando segurança no sentido de evitar analgesias químicas ou intervenções desnecessárias e a equipe do hospital no sentido de uma boa estrutura para o caso de algum problema.

2- Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
A internet! Foi através desse instrumento que pesquisei mtas coisas durante a gravidez e após o nascimento da nossa anjinha!

3-Como foi ter uma doula no parto?
Foi fundamental para me sentir mais segura e conseguir dar a luz da maneira que sonhei! Aconselho a todas as futuras mamães!

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente? 
Foi super rápido! Levou apenas 5 horas pra Isadora Alana estar em meus braços! Nos preparamos mto, com Yoga, caminhadas, massagens! O parto foi de cócoras! Meio no susto, pois a médica achou que demoraria mais um pouquinho, Isa veio sem avisar. Ainda bem que a Doula estava super atenta e foi a primeira a pegar nossa bebezinha...se não ela teria caído no chão...hahahah!!

5- Você acredita qute o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Sim, queria que minha filha vivenciasse o processo como ele tem que ser, da maneira natural, pois acreditamos que essa experiência é fundamental na evolução e desenvolvimento ideal de uma criança.

6-No próximo filho, pretende ter outro parto normal? ( ou cesárea).
Na realidade queremos um segundo filho por meio da adoção, já pensávamos assim antes de eu engravidar, porém se acontecesse não seria de outra forma que não o mais natural possível, faria td novamente!

7-O que você gostariade dizer aos casais a espera de um bebê?
Em primeiro lugar, PARABÈNS!!!! Muita sorte, força e felicidade!!

8-Como é a vida após a chegada do bebê?
Para mim todo o processo da amamentação foi mais difícil que o parto! Tivemos mta dificuldade no começo! Hoje, com quase três meses, nossa filha está linda! Mama só no peito, tá gordinha e cheia de saúde! Os primeiros dias não são fáceis, mas ao mesmo tempo o orgulho e a felicidade de ter aquele serzinho de luz no colo é indescritível!

9-Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Muito!!! Como já disse, faria td de novo e com a mesma “fadinha dos bons partos”! Nossa Doula querida!

10-Deixe um recado:
Ser mãe é muito mais do que eu imaginava!
Mais difícil, porém mais gratificante.
Mais cansativo, porém mais deslumbrante.
O Parto é só um pedacinho de uma longa história que se inicia no amor entre duas almas.
E esse amor se expande, se transforma em outro serzinho! Trazendo ainda mais amor!!
Acho que ser Doula deve ser mto especial, pois é mágico fazer parte dessa história, de cada uma das mamães e papais que optam por dividir esse momento com essa profissional!
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Entrevista com Cristina Villar mamãe da Aline!


1- Por quê vocês decidiram ter uma Doula?
Primeiramente porque não tinha nenhum familiar perto, e pesquisando na internet fui descobrindo uma série de benefícios além do apoio emocional. Como queria o parto mais natural e sem intervenções, queria sentir meu corpo e as sensações e poder suportá-las de maneira natural, descobri que a doula poderia ajudar em tudo isso.

2- Como descobriram o que era uma doula e como escolheram a de vocês?
Pela internet encontrei algumas doulas, fiz entrevistas mas vi que há várias linhas de acompanhamento. Quando conhecemos a nossa foi imediata a simpatia e tive certeza que era ela. Fizemos uma entrevista na casa dela, eu e meu marido. Ela também nos entrevistou. O valor era acessível para nós, então fechamos.

3- Como foi ter uma doula no parto?
( Opnião da mãe) Foi um mix de atenção, segurança, carinho, amizade e conhecimento. A participação da doula me deixou mais tranqüila para aproveitar todo o parto sem me preocupar com as intercorrências que poderiam acontecer e me ajudou nos exercícios para alívio das dores, posições para a descida do bebê, as palavras de apoio e tranquilidade, a ajuda no banho e até mesmo a filmagem e fotografia, pois como já imaginava o papai iria se atrapalhar todo e esquecemos a câmera, hehehe. Nos acompanhou nos primeiros momentos, conversando, descansando... até voltar da partolândia.

Como foi ter uma doula no parto? ( Opnião do Pai).
Ajudou muito, transmitindo tranqüilidade e segurança. Principalmente com os exercícios que aprendemos. Ela foi muito legal e amiga. Não era uma pessoa estranha. E ela gosta do que faz, isso é muito bom.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente? 
Meu trabalho de parto começou às 22h00 e sentia algumas dores como cólicas. Conversava com doula pelo msn. Estava de 38s2d e tive uma consulta naquele dia mesmo, onde o médico disse que estava alta e iria demorar uns dias mais... achávamos que eram os pródromos. Fui dormir e ao deitar as contrações foram aumentando, aos poucos. Contava mentalmente e pareciam bem esparsadas, meu marido dizia que não era a hora ainda, me fazia massagem (dormindo) e dizia pra eu dormir. E por aí fui, madrugada a fora... só pensando no momento que estava chegando, tranqüila e feliz. Não queria incomodar a doula, nem deixá-la preocupada antes (vê se pode?). Quando olhei e ainda era 2h30 da madruga, pensei que a noite seria looonnga, fui pro chuveiro e o TP se intensificou, fomos ao hospital e com o toque foi constatado 3cm de dilatação. Voltamos pra casa, contente e sabendo que Aline chegaria logo, logo. Assim, mais tranqüila, consegui dormir e quando acordamos já era 8h00. Avisamos a doula e o médico e nos encontramos na clínica. Chegou doula sorridente e caminhamos no pátio até liberarem a sala de parto. Me troquei, examinamos a dilatação, 7 cm, monitoramos o bebê e tudo belezinha, mas estava alta. Então dr. Marcos indicou começarmos a trabalhar de verdade: Rebolando, dançando, bola suíça, se divertindo, tomei suco, água. Já estava lá, na partolândia, quando estourou a bolsa, havia esquecido desse detalhe. Estava na posição de quatro, pois aliviava. Quando vi o líquido esverdeado fiquei preocupada e a doula me tranqüilizou (isso foi muito importante pois a tensão poderia ter atrapalhado o TP). Pediu pra chamar o dr., entrei na banheira, bem quente e as dores aliviaram, mas logo começou o período expulsivo e creio que em 15 minutos nasceu Aline, num susto lindo e emocionante. Alívio em ver minha filhota lá, saudável, viva, linda!

5- Vocês acreditam que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê? Não acredito que o parto em si, mas em todo o período da preparação da mãe, do apoio dos familiares e amigos, nos primeiros momentos e no cotidiano. Acredito que a mãe acredita em seus instintos e seus conceitos, que saiba o porquê de certas atitudes e que transmita segurança para a criança pode sim relacionar com a personalidade do bebê.

Agora, acredito sim que o parto ajuda em diversos processos fisiológicos que beneficiam o bebê e a mãe, mais que tudo. E na recuperação, e tudo isso poderá interferir nas coisas que disse antes.

6- No próximo filho, pretendem ter outro parto normal? Com certeza.

7- O que vocês gostariam de dizer aos casais a espera de um bebê?Dicas, conselhos entre outros.
Se alimentem bem, façam exercícios, caminhada. Treine cócoras, massagem perineal. Indico também o curso de gestantes do HU. Conversem com seus bebês, cantem para ele. Leiam bastante mas confiem nos instintos. Só escutem experiências boas, diversas. E tenham uma doula!

8- Como é a vida após a chegada do bebê?A vida é completamente diferente, mesmo que a gente tente imaginar... pra nós a vida agora é completa e feliz. Olhar minha filha é a última coisa que faço entes de dormir e a primeira coisa ao acordar. É um eterno romance, se apaixonando mais a cada dia.

9- Vocês ficaram satisfeitos com o trabalho da doula e com o parto?
Sim, mais que satisfeitos. Superou nossas expetativas e foi uma experiência incrível.

10- Deixe um recado:
Cris, você realmente foi muito importante para que pudéssemos ter nosso parto completo, tranqüilo e saudável. Você sabe bem como era importante isso pra mim, pois como não poderia amamentar queria pelo menos me apoderar desse dom natural da mulher. E valeu a pena! Superei muito bem esse lance coma ajuda das boas recordações do parto. E agora estamos aqui, completos felizes e saudáveis! Lembramos de ti sempre, nossa fadinha que nos ajudou com muito amor. Se percebe quando a pessoa faz o que gosta, e tudo vira sucesso! Desejamos que você possa ajudar muito mais mamães e papais a realizarem seus sonhos, e quando não for possível, que você possa estar lá para confortá-los e ajuda-los.
Obrigada, abençoada! A gente te ama muito, você sabe!
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Entrevista com Roberta mamãe da Lara!



1- Por quê vocês decidiram ter uma Doula?
Decidimos ter uma Doula apenas na 38ª semana de gestação depois que descobrimos a dificuldade de se conseguir o que se deseja no momento do parto em clínicas particulares de Florianópolis. Nossa opção, desde o início da gestação, era o parto natural de cócoras ou na água (sem intervenções). Além disto, estávamos muito desapontados e com medo em relação à conduta da obstetra que estava acompanhando a gestação desde o início. Tínhamos muito medo de uma cesárea desnecessária. Naquele momento, precisávamos muito de conselhos e apoio.

2- Como descobriram o que era uma doula e como escolheram a de vocês?
Até aproximadamente a 28ª semana do período gestacional nós nunca ficamos sabendo da existência de Doulas (nem sabíamos o significado da palavra). Foi nessa época que começamos a participar do Curso de Gestantes oferecidos pelo Hospital Universitário da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Por acaso, uma das instrutoras distribuiu um vídeo de parto natural na banheira. Neste vídeo, a gestante estava acompanhada de uma Doula (O vídeo era do Parto da Cristina Villar que autorizou que eles divulguem em cada curso). Por curiosidade, fomos pesquisar sobre o assunto. Achamos interessante a ideia, entretanto naquele momento decidimos não "contratar" a Doula, pois julgávamos estar bem preparados para um parto natural. Estávamos plenamente convictos que seria natural entrar em uma maternidade e pedir por um parto natural.
Escolhemos nossa Doula porque ela fez uma visita na clínica na qual a Roberta fazia hidroginástica para gestantes e, nesta visita, ela alertou sobre a dificuldade de se conseguir o que se deseja no momento do parto em clínicas particulares de Florianópolis. Roberta sentiu muita confiança nela. Neste mesmo dia, após uma rápida conversa entre o casal, optamos por pedir Doula para que acompanhasse nosso parto. Isto aconteceu na 38ª semana de gestação.

3- Como foi ter uma doula no parto? ( Opinião da mãe)
Como eu tive um TP longo a presença da Doula foi importantíssima! Ela veio de madrugada pra minha casa e ficou conosco até algumas horas depois do parto (mais ou menos 19 horas ao nosso lado). Ela sempre me passou confiança e profissionalismo desde o dia que a conheci. As massagens e as palavras de incentivo fizeram toda a diferença!

Como foi ter uma doula no parto? ( Opinião do Pai)
Ter uma doula no parto e ser assistida por uma obstetra que tem como filosofia o parto humanizado foram as melhores coisas que poderiam ter acontecido conosco. Minha esposa tinha plena convicção que ela poderia ter o parto do jeito que planejamos (dentro dos limites de segurança, pois, caso REALMENTE ocorresse alguma coisa errada nós estávamos preparados para uma cesárea). Felizmente, foi provado mais uma vez que a mulher moderna continua plenamente apta a dar a luz pelas vias naturais e do jeito que ela sentir mais confortável. Além disto, o trabalho de parto foi muito longo (bem acima da média, segundo informações da doula e da obstetra). Por isso, minha esposa precisava de todo apoio e segurança durante todo este período.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
Tive um TP longo. Comecei a sentir contrações umas 7 horas antes da Doula chegar em nossa casa. Durante esse período sempre fomos nos falando. Entre a Cris chegar em nossa casa e a Lara nascer se passaram aproximadamente 17 horas. E ela acompanhou tudo durante todo este tempo: através de dicas, apoio, massagens, etc... Ela nos passou segurança e o mais importante pra nós naquele momento era saber que tudo estava ocorrendo bem e nos restava apenas aproveitar o momento da chegada da nossa filha, sem preocupações. Foi muito importante tê-la do nosso lado durante este momento mágico. Tudo aconteceu do jeitinho que planejamos.

5- Vocês acreditam que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Lara é uma criança muito tranquila e ao mesmo tempo muito esperta! Nossa gravidez foi bem planejada e ela foi muito amada até mesmo antes de ser concebida. Sempre sonhamos em ter uma menininha! Lara nasceu com 41 semanas, na hora que ELA escolheu. Achamos que tudo isso tem relação com a personalidade dela.

6- No próximo filho, pretendem ter outro parto normal?Com certeza! Não tem momento mais maravilhoso e divino do que parir um filho.

7- O que vocês gostariam de dizer aos casais a espera de um bebê?Dicas, conselhos entre outros.
Primeiramente, escolham um obstetra que seja adepto do parto normal. Parir um filho naturalmente é algo maravilhoso, uma experiência que vai marcar pra sempre a vida da mãe e do pai. Além de um bom obstetra tenham uma Doula. No momento do TP ela é importantíssima para ajudar a mãe com massagens e incentivo e também deixar o pai mais tranquilo quanto ao processo (chega uma hora que a mamãe acha que não vai aguentar e o papai pode ficar desesperado! rsrs...)

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
É bem cansativa e ao mesmo tempo gratificante! Cansativa, pois o bebê exige 100% de atenção dos pais (principalmente da mãe). Esquece-se os horários pré-definidos e passa-se a viver em função do bebê! É gratificante porque podemos olhar para o nosso bebê e ver nele nossos traços, podemos acompanhar a evolução a cada dia, saber que aquele pequeno ser que ficou 41 semanas dentro do útero da mãe é saudável e está se adaptando tão bem ao mundo...

9- Vocês ficaram satisfeitos com o trabalho da doula e com o parto?
Com certeza absoluta. O acompanhamento pré-parto da doula teve tanta importância quanto o durante e o pós-parto. As conversas pré-parto foram decisivas, pois:

- Nos levaram a trocar de obstetra na 38ª semana de gestação, pois estávamos muito desconfiados da conduta da obstetra que estava acompanhando a gravidez desde o início. Se tivéssemos mantido a mesma até o final, com certeza a Lara nasceria através de uma cesárea desnecessária;

- Foi a partir destas conversas que a doula nos comentou que existe um pequeno grupo de médicos obstetras que são adeptos do parto natural em Florianópolis e que poderíamos continuar o acompanhamento do parto com um destes profissionais para que pudéssemos ter mais segurança e tranquilidade no pré, durante e pós parto. Optamos pela Dra. Roxana Knobel (que foi maravilhosa em tudo);

Quanto ao parto em si, nos realizamos plenamente! Foi um TP longo que exigiu muito da mamãe Roberta, mas o resultado foi extremamente compensador! Foi o melhor presente de Natal que poderia existir. Devido às técnicas da Dra. Roxana e do apoio da doula, que ficou o tempo todo ao lado da mamãe dando força e incentivo, Lara nasceu de um parto natural de cócoras sem lasceração no períneo, sem ocitocina e sem analgesia.

10- Deixe um recado:
Cris, obrigada(o) mais uma vez por tudo: pelas dicas, pelas massagens, pelas conversas, pelas risadas... Sua presença nos momentos finais da gravidez e durante o trabalho de parto foi imprescindível! Que Deus te abençoe e que te guie nesta profissão tão maravilhosa e que você faz com tanto amor!
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Entrevista com Simone mamãe do Ian!!




1- Por quê você decidiu ter uma Doula?





Decidi ter a assistência de uma doula porque me sentia um pouco insegura para a hora “h”, não tenho mãe nem sogra por perto para me dar aquele devido apoio psicológico e mesmo que tivesse sei que não suportariam por muito tempo me ver em trabalho de parto, logo,logo iriam deixar que me levassem para uma cesárea desnecessária, o maridão sempre presente, também não suportaria por muito tempo essa minha vontade de ter um parto natural, e eu já sabia que na hora das contrações eu não teria condições de estar negociando minhas vontades com os médicos e enfermeiras, coisa que no final aconteceu... Disse não ao soro e a analgesia enquanto minha querida doula trocava de roupa para entrar no centro cirúrgico.


2- Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Fiz parte de um grupo de gestantes e lá ouvi comentários sobre a existência de doulas, e fui pesquisar na internet sobre, depois no mesmo grupo uma das colegas enviou um e-mail para o grupo todo com o blog da doula que ela havia escolhido e também o site das Doulas do Brasil, site esse que vasculhei todo, e logo após dei uma boa vasculhada no blog da doula, e fiquei bem impressionada com tantas informações que havia nesse blog, e informações essas bem claras, com uma linguagem fácil de entender, também me identifiquei muito por a doula ser uma menina, jovem, com idéias atuais e que já tinha passado por uma cesárea desnecessária, então já tinha uma bagagem, e isso me chamou bastante a atenção.


3- Como foi ter uma doula no parto?

Como foi??? Maravilhoso, “tududibom” foi o melhor investimento que eu poderia ter feito!!!! Tranqüilidade e segurança total.


4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
Bem, na minha opinião, foi bem tranqüilo meu trabalho de parto, eu já tinha escutado que o tamanho do seu medo é o tamanho da sua dor, e como minha vontade era de ter um parto o mais natural possível, medo não rolou nem um momento, antes de optar pela doula sim, tive medo de cair nas garras de obstetras sedentos por cesáreas, depois da doula foi só relaxar e viver o momento intensamente. Dia sete de setembro de 2010 feriado, fui caminhar na praia, e já estava perdendo o tampão mucoso, estava com 40 semanas e cindo dias de gestação, caminhei a manhã inteira, logo após o almoço entrei no MSN e conversei com a doula, que estava sentindo uma dor chata na bexiga, como se fosse descer a menstruação sabe, e ela me disse que isso já eram as contrações, durante a tarde toda elas aumentaram, e a noite ficaram bem intensas e em pouco espaço de tempo uma da outra, minha obstetra estaria de férias no mês de setembro eu já sabia que ela estaria fora do país, e em minha última consulta que foi no dia 30 de agosto ela me disse: Se esse menino não nascer até dia sete ou oito, você vai para a maternidade, daí comentei com a doula e ela me disse que se eu fosse para a maternidade com quarenta semanas e alguns dias eles me induziriam a uma cesárea com certeza, que eu não fosse não, que ela conseguiria uma consulta com a Doutora Roxana, um encaixe, na quarta feira dia oito fui cedinho lá na clínica e a Dra. Roxana me examinou, fez uns pontos de acupuntura para acelerar o TP e também fez o descolamento da membrana, resultado?!? 

As contrações aceleraram de uma maneira incrível, achei que não daria tempo de chegar em casa, mas cheguei, e entrei em contato com a doula e logo ela chegou aqui em casa, muitas massagens com aquele óleo mágico dela, exercício na bola, chuveiro, enfim, tudo para amenizar as contrações, e ela queria que eu me alimentasse, mas eu não conseguia comer nada, apenas uma saladinha ao meio dia e meio copo de vitamina de morango antes de irmos para a maternidade. Chegando lá próximo das 17 horas, e em mais ou menos 20 minutos estourou a bolsa, e já tinha cinco dedos de dilatação, e a doula ainda me falou que dos cinco para os sete dedos as vezes demorava um pouquinho, mas que era bem normal, comigo foi bem rápido graças a Deus, porém, nem me liguei que havia bebido bastante água, e já no centro cirúrgico, com muitas luzes acesas o calor era muito grande, nem sei se era pelas luzes ou das contrações mesmo que eu sentia um calor insuportável e isso me fazia sentir muita sede, e pedia água para as enfermeiras e elas me davam, só que minha bexiga encheu, e eu me bloqueie de uma maneira que nem sei como explicar, e não consegui esvaziá-la, e isso estava impedindo que o Ian coroasse, estava impedindo a passagem dele. 

A abençoada da minha doula sugeriu para a obstetra que esvaziasse minha bexiga com uma sonda, e assim foi feito, só que eu já estava ali a mais de quatro horas e me sentia muito cansada, sem forças nas pernas, eu descia a cada contração e o papai que me erguia, pois eu já não conseguia levantar mais sozinha de tão cansada que eu estava, foi onde a médica sugeriu um soro com ocitocina é claro para que fosse mais rápido, e foi o que aconteceu às 22h14min do dia 8 de setembro de 2010 ele nasceu. Maravilhoso e saudável. Nada eu faria diferente se pudesse voltar atrás, apenas não beberia tanta água e dormiria mais antes de entrar em trabalho de parto para estar inteirona quando as contrações iniciassem. (conselho que a doula me deu e eu não ouvi. rsrsrsrs)

5- Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Sim, acredito e já observei isso lá na maternidade mesmo, pois tinham mais três mamães bem próximas de nós e todas tiveram parto cesárea, incrível a diferença, eles choravam muito enquanto o Ian dormia muito, e tinham dificuldade para mamar no peito. Penso que quando se faz uma cesárea, o bebê não sabe, nem sente que irá sair daquele lugar escurinho, quentinho, e não está preparado, e derrepente luzes, barulhos, cheiros, enfim, no parto normal ele também não está preparado para nada disso, mas a cada contração ele já sabe que está prestes a sair do local onde ficou por aproximadamente nove meses e participa de todo o processo. Observei em alguns bebês depois de alguns meses que são bem mais agitados e bem chorões, enquanto o Ian é super calmo e sempre muito sorridente.


6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal?

Siiiiiiiiimmmmm, com certeza!!! Amei tudo e passaria por tudo novamente.


7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê? Dicas, conselhos entre outros.
Bom, aí vão algumas dicas, que quando me diziam eu nem dava muito importância, mas é bem verdade: Durmam e namorem bastante!!!
Calma, nada disso acaba com a chegada do bebê, mas o primeiro mês é “pancadão”.
Outra, se tiverem alguém para dar um apoio, tipo mãe, sogra, tia, irmã, enfim, ótimo, aceitem, pois será muito importante para o bebê e o casal. Tenham uma doula, e para finalizar, seja delicado porém seguro e diga para amigos e visitas em geral que a família precisa de um tempo para se adaptar e que aguardarão visitas com confirmação antes, após quinze ou vinte dias depois do nascimento do bebê.

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
Uma loucura muito prazerosa tinha dias que achava que não daria conta, como ouvi dizer que nove meses não serve somente para gerar o bebê e sim para preparar o casal, acreditava sim em meu instinto de mãe, para nós dois, papais de primeira viagem, cada dia foi e está sendo um dia especial e com um aprendizado incrível. E sempre digo que nada é tão gratificante quanto você olhar para aquele rostinho lindo e ver um sorriso, todo o cansaço vai embora num passe de mágica.

9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Muito satisfeita sim, queria poder tê-la sempre por perto por no mínimo quatro meses de vida do bebê, sei que doula não é babá, mas iria adorar... E com o parto nem se fala, tive bastante sorte em conhecer nossa doula e de ter encontrado lá na maternidade uma equipe ótima, e que ouviram minhas vontades e as vontades da doula também. Minhas preces foram atendidas...

10- Deixe um recado:
Obrigada é pouco para dizer a você Cris, sabes o quanto foi e és importante para nossa família, estás presente diariamente em nossas orações, que o cara lá de cima continue abençoando você, sua família e seu lindo trabalho, sucesso sempre!!!
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Entrevista com Tatiana mamãe da Martina nascida no Natal!


1- Por quê você decidiu ter uma Doula?
Porque achei que me ajudaria muito na hora do parto, o que foi verdade.

2- Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Descobri conversando com amigas que já tiveram filhos, e lendo melhor sobre o assunto na internet. Escolhi a minha doula por afinidade, depois de indicações da minha obstetra.

3- Como foi ter uma doula no parto?
Foi fantástico, imprescindível pra tudo sair bem. Me deu mais confiança.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
O trabalho de parto foi curto e intenso, bem dolorido. Quis parto normal desde o começo, e fiquei muito satisfeita por ter conseguido faze-lo. Não faria nada diferente!

5- Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Não, acho que não.

6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal?
Pretendo outro parto normal.

7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê?
Escolham pro parto o que lhe der mais confiança. É muito importante sentir-se bem amparada e assistida nesse momento. E, após o parto, estejam preparados para um começo difícil, trabalhoso, mas extremamente gratificante!

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
A vida após a chegada do bebê é completamente devota a ele. Prepare-se psicologicamente para abrir mão de sua rotina até então, e saiba que é maravilhoso ver que vc pode trazer ao mundo uma vida. É mágico, e compensa todo o trabalho!

9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Fiquei muito satisfeita!! Super feliz por ter tido um anjinho ao meu lado o tempo todo. Fiquei super feliz com o parto também!

10- Deixe um recado:

Tenham confiança que tudo dá certo, na gestação, no parto e com a chegada do bebê. Sigam seus instintos, pois a natureza é fabulosa e nos direciona sempre para o caminho certo. Obedeça à sua intuição!
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Entrevista com Diovana mamãe do Henrique nascido na água!



Questionário Doula: 
1- Por quê você decidiu ter uma Doula?
No início da minha gestação eu tinha muito medo do parto normal e minha opção era fazer uma cesárea. Com o passar dos meses, fui me informando, adquirindo novos conhecimentos e vi os benefícios do parto normal. Percebi que um parto normal não era um bicho de sete cabeças como eu imaginava. Mas mesmo me informando, perdendo o medo do parto, sabia que no dia D precisaria de apoio. Conversei com meu marido e chegamos conclusão que ter uma pessoa com experiência e mais conhecimento do que nós ao nosso lado facilitaria muito todo o processo e nós dois poderíamos curtir toda a intensidade do momento sem maiores preocupações.
A doula é a pessoa indicada para este momento.

2- Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Assim que eu soube que estava grávida procurei me informar ao máximo sobre tudo relacionado à gestação. Entrei em várias comunidades no Orkut, onde tive o conhecimento do que era uma doula. Entrei no site Doulas do Brasil e enviei um e-mail de contato para todas as doulas cadastradas de Florianópolis e a primeira que me respondeu foi ela. Na hora senti que era ela, como amor a primeira vista (risos).

3- Como foi ter uma doula no parto?
Foi incrível, me senti totalmente amparada e segura para concretizar o meu sonho de ter meu filho num parto natural na água. Quando cheguei na maternidade, com quase 8 cm de dilatação, entrei em pânico com a dor, graças ao apoio da minha doula, encontrei novamente a minha força e concentração para continuar o TP. Com a doula do meu lado, me senti como se não precisasse me preocupar com mais nada, que o que eu precisava no momento era somente me concentrar em ganhar meu filho.


4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente? 
Meu trabalho de parto foi maravilhoso! Comecei a sentir as dores as 5:30 da manhã e logo entrei em contato com minha doula. As 7 da manhã a doula já estava na minha casa me dando todo o suporte que necessitava para atingir a dilatação com menos dor possível. Recebi muita massagem, demos muitas risadas e o principal, recebi muuuuito carinho! Tudo isso me fez passar por um TP de apenas 6 hrs. Ganhei meu filhotinho as 11:50 da manhã. Faria tudo igual!

5- Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Meu filho ainda está desenvolvendo sua personalidade, porém continuo acreditando que o parto influencia sim, na personalidade do bebe.

6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal? ( ou cesárea).
Sim! Quero batalhar para ter meu Parto Domiciliar.

7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê? Dicas, conselhos entre outros.
Ter um filho é a melhor sensação! Não existem palavras para descrever o que é ser mãe e pai. É uma vida que depende de você, é uma continuação sua misturada com outra pessoa, formando um novo ser. Mesmo que a gravidez não tenha sido planejada, dediquem-se, informem-se, tenham conhecimento e procurem as respostas para as coisas que não conseguem entender, esclareçam todas as suas dúvidas. E o principal, tenham uma doula para acompanhar o trabalho de parto e parto! Com certeza ela irá ajudar muito!

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
É tudo novo! É um mundo de muitas descobertas. São momentos de muita alegria e muito medo. Alegria em ver como é lindo uma vida se desenvolver, descobrir o mundo.O medo é o de errar.

9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Sim, plenamente satisfeita! Sem palavras para descrever como tudo foi perfeito.

10- Deixe um recado:
Cris, te conhecer foi um marco em minha vida. Você sempre fará parte dela. Como já te falei, além de amiga, você passou a ser minha irmã. Somente um irmão tem o carinho, dedicação e amor que você dá para as suas doulandas. Para fazer esse trabalho que você faz tem que ter o dom, e Deus com certeza te deu esse dom maravilhoso. Somente pessoas especiais são capazes de recebê-lo. Muito obrigada por tudo, por ter sido a primeira doula a responder o meu e-mail (risos). Tenho certeza que sem você eu não teria conseguido realizar o meu sonho de fazer um parto natural na água. E te prepara, que em dois anos vamos ter um novo parto para fazer! Um beijo minha linda.
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Entrevista com Nathália Arakake mãe da Sophia!

Questionário Doula:

1-     Por quê você decidiu ter uma Doula? 
Decidi ter uma doula porque tinha muito medo de que o médico que fosse fazer o meu parto tentasse me induzir a uma cesárea desnecessária ou usasse algum método que desrespeitasse as minhas vontades de ter um parto natural, sabia que uma doula defenderia os meus direitos e desejos.

2-     Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua? 
Minha doula  foi indicada pela Dra. Roxana Knobel que também super apóia o parto humanizado, mas eu descobri mesmo o que era uma doula através do blog da e do contado com ela.

3-     Como foi ter uma doula no parto? 
Foi ótimo, a mulher precisa, nesse momento de alguém que olhe para ela e foi isso que a doula fez por mim, passou segurança em um momento de várias incertezas.

    4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudesse voltar atrás,faria 
algo diferente? 
            Meu trabalho de parto longo, mais do que eu gostaria, mas isso varia muito de mulher para mulher e no meu caso, a minha bebezinha não estava encaixada e no final das contas, passei por uma cesárea. Eu não faria absolutamente nada diferente, sinto que respeitei meu corpo e meus limites, fiz tudo que podia para ter meu parto natural, não deu, mas eu tenho consciência de que eu fiz o que podia.

5 - Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê? 
Não acredito que o tipo de parto influencie na personalidade do bebê, mas sim, que o parto natural é mais saudável e fisiologicamente beneficia tanto a criança como o bebê, mas a cesariana, quando necessária, pode salvar vidas.



6- No próximo filho, pretende ter parto normal?
Com certeza, quero tentar parto normal novamente.

7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê? 
Dicas, conselhos entre outros. 
            Durma, porque depois do bebê, nosso sono sempre tem alguma preocupação.
   Acho que é importante se sentir seguro perto da criança, passar isso para ela. 

8- Como é a vida após a chegada do bebê? 
            Tudo muda, a cada dia temos uma nova surpresa, uma nova descoberta. Aprendemos mais do que ensinamos.

9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto? 
            Fiquei muito satisfeita com a minha doula, não poderia ter feito melhor escolha.
            O parto, eu queria normal, não deu mas tudo bem, Durante a cesariana foi tudo tranquilo, eu e minha bebê ficamos bem e é isso que importa. 

10- Deixe um recado: 
Acredite em você, no seu corpo, na sua capacidade de controlar a mente. Respeite suas vontade e limites.
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Entrevista com Regiane mamãe da Nicole!

Regiane e Nicole, hoje com 5 meses.
Questionário Doula:

1- Por quê você decidiu ter uma Doula? 
Porque fui muito desrespeitada no parto do meu primeiro filho Lucas. Houve muitas intervenções e senti muita dor. Quando engravidei novamente entrava em pânico só de pensar na hora do parto. Como eu tinha que encarar esse medo, decidi que precisava me preparar para o momento e que eu precisava de ajuda. Encontrei isso na Doula. Ela foi tudo que eu precisava: amiga, confidente, psicóloga, psiquiatra, professora...

2- Como descobriu que era uma Doula e como escolheu a sua? 
Eu não tinha noção do que era uma Doula e de que existia esta profissão! Foi buscando informações sobre partos na internet que por acaso achei o blog da doula. No mesmo momento soube que ela iria me ajudar. Nem procurei outras, foi amor a primeira vista!!!rsrsrsrs

3- Como foi ter uma doula no parto? 
Muito bom, por incrível que pareça fui tranqüila e confiante para a maternidade, pois como eu estava já com quase 42 semanas, iríamos induzir o parto. A doula me acompanhou desde o primeiro momento. Eu havia me preparado por meses e tinha chegado a hora de colocar tudo em prática. Parecia simples, mas na hora do trabalho de parto eu achei que a presença da doula foi fundamental para que eu não fugisse do meu objetivo: ter minha filha da maneira mais natural possível

. Ela me orientou nas posições mais confortáveis, ensinou meu marido a massagens que diminuíam a dor das contrações e acima de tudo, me passou muita calma, tranqüilidade e carinho. Pude me concentrar só em mim e no meu corpo, porque sabia que ela junto com meu marido iriam me proteger de tudo. Certamente foi fundamental a presença dela.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudesse voltar atrás,faria 
algo diferente? 

Até hoje eu ainda não consegui descrever em palavras todos os sentimentos vividos durante o trabalho de parto e parto. Só posso dizer que foi maravilhoso... Foi um misto de emoções intensas: as contrações ao som de Jack Johnson, carinho do meu marido, cansaço de subir e descer escadas e rampas (rsrsrs), frustração ao saber que tinham usado a banheira preparada pra mim, a indescritível emoção ao conseguir parir a minha filha da maneira como eu queria, a surpresa de ver meu filho Lucas entrando na sala de parto logo após o nascimento da Nicole, ver a carinha dela pela primeira vez e já no momento seguinte ter vontade de passar por aquilo tudo de novo!
Eu não faria nada de diferente e sei que tudo aconteceu como tinha que acontecer!

5- Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê? 
Acredito que a personalidade do bebê começa a se formar desde o momento em que foi gerado, dentro do útero materno. Lá ele vivencia todas as emoções da mãe e com o parto não poderia ser diferente. Se ele vem ao mundo sem intervenções, no seu próprio ritmo e tempo, ele terá superado seu primeiro obstáculo na vida sozinho e acredito que isto terá reflexos sim em sua personalidade. Sem falar que, se a mãe está preparada e vive este momento de maneira positiva, da mesma forma trará também benefícios ao seu bebê, mesmo que seja em uma cesárea necessária. O importante, na minha opinião, é a gente amar, dar carinho e fazer o possível para oferecer o melhor ao nosso bebê.

6- No próximo filho, pretende ter parto normal?
Eu e meu marido não pretendemos mais ter filhos, mas se isto um dia acontecesse certamente eu iria optar pelo parto domiciliar na água, que eu acho maravilhoso!

7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê?
Dicas, conselhos entre outros.

O dom da vida é divino, e se Deus nos deu a oportunidade de vivenciar isso, temos que fazer deste momento o mais lindo de todos. Se informe sobre tudo, leia bastante sobre o assunto antes de decidir qualquer coisa, não acredite em apenas um ponto de vista, assista a muitos vídeos de partos, faça exercícios físicos e cuide do corpo e alimentação (importantíssimo para quem deseja um parto normal!), descansem bastante, façam programas que vocês não poderão fazer enquanto o bebê for pequeno (sair a noite, cinema, etc..) e procurem sempre passar energias positivas para o bebê.

8- Como é a vida após a chegada do bebê? 
Muda tudo! Não dá pra dizer que sempre é um mar de rosas, principalmente no começo até a família e o bebê se adaptar a nova rotina é muito cansativo,mas posso dizer que todo esforço vale a pena quando a gente olha para aquele anjinho dormindo, ou quando ele começa a sorrir pra você... A gente esquece tudo! Penso que o mais importante é a gente não desanimar, ter muitaaaa paciência, não se apavorar (ou pelo menos tentar!) nas crises de cólica, poder contar com o apoio da família e acima de tudo amar muito esse bebê e saber que cada fase é única, por isso aproveitar ao máximo cada uma!
  
9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto? 
Sim, fiquei muito satisfeita. Foi determinante a presença da Doula para que tudo fosse perfeito!

10- Deixe um recado: 
Quero dizer a todos que o parto foi a experiência mais linda e emocionante que já vivi em toda a minha vida. Para viver isso tive que vencer meus próprios medos, preconceito de pessoas a favor da cesária eletiva, não foi nada fácil, mas posso dizer que tudo valeu a pena, pois me preparei para viver esse momento e eu sabia exatamente o que me esperava.
Futuras mamães: Não se privem de passar por esta experiência única por ter medo, ou porque a família e outras pessoas acham que você não é capaz.A natureza é divina, Deus te criou para ser capaz de parir seu bebê de maneira natural, acredite no seu corpo!

Cris, novamente tenho a oportunidade de te agradecer por tudo e te desejar somente coisas boas na sua vida. Fico muito feliz ao ver seu trabalho crescendo junto com seu sucesso,e estarei sempre aqui acompanhando tudo e mandando energias positivas pra você que tanto nos ajudou. Você é um anjo na vida dessas mulheres! Parabéns!!
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Entrevista com a Mônica mamãe da Maria Clara!

Maria Clara, hoje com 5 meses. Nascida na água!


1- Por quê você decidiu ter uma Doula?
Tinha muito medo do parto normal e não sabia o que esperar. Geralmente quando contamos que pretendemos seguir o parto normal somos desencorajadas, acredito que pela falta de informação da maioria das pessoas. Eu não queria desistir e quando soube do trabalho da doula vi que ali estaria a minha solução, uma pessoa que sabia o que fazer, o que estaria por vir e que me deixaria tranqüila, me prepararia para o dia tão esperado.

2- Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Minha primeira médica, que me acompanhou nos primeiros meses da gravidez foi a primeira pessoa que me falou sobre este trabalho. Inclusive foi ela que fez ver como seria bom ter uma pessoa assim ao meu lado. Cheguei a pesquisar doulas, através de algumas indicações, porém estava desanimada pois ainda não tinha sentido a segurança e tranqüilidade que precisava. Então, acabei tendo a indicação da doula através do pessoal do BCU. Eles sabiam que eu queria parto normal e acabaram me passando o nome dela. Fizemos algumas conversar por email mesmo, entrei no site e senti que ali estava tudo que precisava. Fiquei muito animada e quando a conheci, não precisei pensar mais. Estava decidido.

3- Como foi ter uma doula no parto?
Para mim foi importantíssimo. Meu maior medo era da exposição. Tinha muito medo de ter que passar pelo parto com várias pessoas que eu não conhecia e que não me conheciam. Eu sabia que teria que trabalhar bastante e tinha certeza que muitas pessoas por lá, dando palpites, iria me atrapalhar. Tanto a doula quanto o Drº Fernando e meu marido sabiam disto e respeitaram cada decisão minha. Eles sabiam principalmente o que eu não queria. Eu confiava muito no meu médico, porém a presença da doula foi muito importante para me dar segurança e me indicar o caminho certo. Para mim ela foi a tranqüilidade que eu precisava.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudesse voltar atrás,faria
algo diferente? 
O trabalho de parto foi muito tranqüilo. Posso dizer que instinto é algo que não podemos negar jamais. Parecia que eu sabia tudo que deveria fazer. Fiquei calma e fui evoluindo passo a passo. A doula me ensinou a escutar meu corpo e fazer o que ele pedia. Então me concentrei muito, praticamente meditei durante o trabalho de parto. Tinha visto sobre isto num vídeo indicado por ela. Foi ótimo. Eu faria tudo novamente, sem dúvida nenhuma. Talvez, a única coisa que eu acredito que poderia ter sido melhor foi meu período expulsivo. Não me preparei tanto para isto, confesso que fiquei preocupada com as contrações e achei que esta fase final seria a mais fácil. Achei bem trabalhosa e tive um pouco de dificuldade em relaxar e respirar corretamente. Felizmente no final deu tudo certo e a Maria Clara veio ao mundo linda e perfeita. 

5- Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Não acredito que tenha relação com a personalidade, porém acredito que o parto normal constrói uma relação muito íntima entre o bebê e a mãe. Os dois trabalharam muito e juntos para vir ao mundo. Acredito sim na ligação que se constrói.

6- No próximo filho, pretende ter parto normal?
Com certeza.

7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê? Dicas, conselhos entre outros.
Leiam, se informem, sobre tudo. Eu tinha muito medo mesmo, não sabia muita coisa, mas fui pesquisando, vendo vídeos, relatos e fui me preparando para o parto normal, que era o que eu queria. Acho que cada um conhece seu corpo, seus limites, e devemos respeitar as decisões individuais. Porém, uma escolha deve ser feita após muita informação. Existe muita bobagem sendo dita. Procurem pessoas que confiam e que acompanharão este momento. O importante é cada um se sentir bem dentro daquilo que se propõe a fazer e sempre colocar de forma muito clara tudo aquilo que deseja, sente, necessita, etc, ao seu médico e à Doula.

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
A vida muda bastante. Ele passa a ditar o ritmo, as prioridades o nosso dia a dia. É uma vida que se constrói junto com o bebê, a cada dia. Cada descoberta, coisas que ele gosta, não gosta, tudo isso o tempo se encarrega. Mas, mesmo naqueles dias duros, de pouco sono, muito choro, um simples sorriso, uma gargalhadinha que ele dá para você, faz o seu dia se transformar. É muito bom!

9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Sim, fiquei muito satisfeita. Faria tudo novamente. Passar pelo parto normal, natural, me transformou.

10- Deixe um recado:
Gostaria de colocar para as mulheres que tem medo sobre o parto normal, ou que ouviram histórias horrorosas sobre ele, tentem ir mais a fundo no assunto, leiam mais, pesquisem... Geralmente quem fala horrores sobre o parto normal foi quem acabou fazendo uma cesariana ou ouviu falar de alguém que fez. Aquelas horas de trabalho são tão intensas, tão cheias de energia, afeto, carinho, que superam qualquer dor. A relação que se constrói com o bebê, a comunicação instintiva durante o parto, é uma experiência única e maravilhosa. O bebê também batalha, também dá duro para vir ao mundo. É uma parceria de muito amor.
Conversando com meu marido sobre o nosso parto, ele me falou que depois do nascimento da Maria Clara, ter participado de tudo, fez com que ele me visse de uma forma muito mais especial. Nossa relação se tornou mais sólida, ficamos mais unidos e muito mais felizes.
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Entrevista e relato do parto da Elaine!


1- Por que você decidiu ter uma Doula?
Por medo do parto. Eu precisava de alguém que me desse segurança nesse momento, alguém que seria a minha voz para decidir pelo meu melhor e pelo melhor da minha filha, pois essa é uma hora em que ficamos completamente vulneráveis e aceitamos tudo o que falarem, sem raciocinar direito.

2- Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Descobri a função de doula procurando na internet por um médico de parto humanizado, o Dr. Marcos Leite dos Santos. Entrei em contato com algumas doulas por e-mail e, nas suas respostas tive uma primeira impressão. Depois comecei a procurar mais informações sobre elas, e o blog da doula foi fundamental para a minha decisão. Os relatos do blog foram fundamentais para a minha opção pela Doula, e essa opção foi selada no primeiro encontro, quando ela me deixou muito segura.

3- Como foi ter uma doula no parto?
Foi muito bom ter uma doula. Se ela não estivesse comigo, eu teria ido para o hospital muito mais cedo e sabe lá Deus como teria sido meu parto. Eu estava confiando nela, por isso, fiquei em casa tranqüila atenta às contrações.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudesse voltar atrás, faria
algo diferente? 
Meu trabalho de parto foi muito rápido. Às 2 horas da manhã do dia 18/09/2011, um domingo, eu ouvi um barulho, como se fosse um balão estourando, e um leve soquinho na minha barriga, então, senti vontade de ir ao banheiro.

Quando me levantei, escorreu um pouco de líquido em minhas pernas, pensei que estivesse tão “apurada” que o xixi estava escapando. Quanto mais eu caminhava, mais escorria líquido.

Depois de urinar, fui tomar banho, e escorreu mais líquido. Então desconfiei que era a bolsa que havia rompido e liguei para a Doula. Eu estava com 37 semanas. Ela conversou comigo e, como era pouco líquido, não havia cheiro característico e eu não sentia dores, ela me orientou a dormir.

Dormi tranquilamente e levantei às 6 horas como de costume. Fui ao banheiro e o tampão saiu. Ligamos para a Doula e ela pediu que a avisássemos caso eu sentisse mais alguma coisa. Passei a sentir umas colicazinhas de vez em quando, mas eram tão fraquinhas que achei desnecessário chamá-la. Lá pelas 11 horas da manhã, essas cólicas ficaram um pouquinho mais fortes, então, pedi que meu marido anotasse a freqüência – e ele, todo metódico, fez uma tabela no Excel (risos). As cólicas permaneceram com a mesma intensidade das 11 até mais ou menos às 14 horas, com intervalo médio de 13 minutos.

Eu ainda tinha dúvidas se era trabalho de parto, pois as dores eram apenas chatinhas, muito menores do que eu esperava. Ainda mais que vimos que às vezes o trabalho de parto demora dias para iniciar após a saída do tampão. Então, resolvi fazer faxina nos armários para me distrair.

Entre 14 e 15 horas a dor ficou um pouco mais forte, e daí “caiu a ficha” que era trabalho de parto. Eu já me torcia toda, mas ainda achava graça: um pouco sentava, um pouco caminhava, um pouco deitava e assim ia... a dor era idêntica a uma cólica intestinal – que era comum para mim. O intervalo ainda continuava de 13 minutos, por isso, achei muito cedo para chamar a Doula.

Por volta de 16 horas comecei a me pendurar no pescoço do meu marido. Daí em diante acabou a graça e eu queria que nascesse logo (risos). As cólicas estavam com intervalo de 7 minutos. Fui para o chuveiro para tentar aliviar a dor e o Nilton chamou a Doula. Ainda era estranho para mim, pois, por mais que estivesse doendo, eu ainda esperava algo pior – aquilo era igual às cólicas intestinais que eu tinha. Sempre ouvi falar que a cólica renal era igual à dor do parto. Que nada!! A cólica renal é pior que a dor do parto. Eu já tive cólica renal, cujas dores me fizeram desmaiar, e as dores do trabalho de parto e parto foram menos intensas.

No exato momento em que a Doula chegou, eu estava perdendo mais líquido. Mal podia caminhar, o desconforto era muito grande e as cólicas eram mais freqüentes. Fomos direto para o hospital, pois meu corpo estava fazendo força sozinho. Foi incrível, pois parecia que meu corpo agia independente da minha vontade, por mais que eu pensasse em não fazer força, o meu corpo fazia.

Mas nossos anjos da guarda estavam nos acompanhando – ter essa certeza me dava mais tranqüilidade também, pois eu sabia que tudo seria como deveria ser, tudo seria como eu, a Leda e o Nilton escolhemos antes de vir para esse mundo – e saímos do centro histórico de São José até a maternidade Ilha, em Florianópolis, pegando apenas 1 semáforo fechado. Houve momentos eu que pensei que a Leda nasceria no carro. Ao chegar à maternidade, eu e a Doula fomos direto para o banheiro da recepção, pois tive dores muito fortes: a Leda estava coroando!

O plantonista estava fazendo um parto, então, o Dr. Marcos Leite dos Santos, que estava acompanhando uma parturiente, e passou pela porta do banheiro, nos levou para a sala de triagem, e depois de 10 minutos a Leda nasceu.

Ela foi direto para o meu colo e começou a mamar ainda grudadinha no cordão umbilical. Depois de alguns minutos fomos para o quarto. Eu fui tomar banho e a Doula deu banho na Leda. Então, nós duas de banho tomado, ficamos agarradinhas e ela voltou a mamar novamente.

Ela estava feliz da vida com sua blusa de oncinha (risos), pois nem ela teve tempo de se preparar.

Se eu mudaria alguma coisa no meu parto? Acho que não... ou melhor, quem sabe teria feito uma forcinha para a Leda nascer nas mãos da Doula no carro a caminho da maternidade (risos).

5- Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Eu não sei. Penso que o sentimento de amor e de vontade seja o mais importante. Já ouvi gestantes dizerem que escolheram cesárea porque “já não agüentavam mais o bebê ali dentro”, “queriam que saísse logo”. Poxa... o bebê não é uma coisa para “ser tirada”, ele tem a sua hora, e ele deve vir quando quiser e ser recebido com muito amor.

6- No próximo filho, pretende ter parto normal?
Nosso próximo filho será adotado, mas, se por acaso eu engravidar novamente, será parto normal.

7- O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê?
Dicas, conselhos entre outros.
Leiam muito, pois a informação destrói os medos e traz mais segurança.

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
É muito boa. Os objetivos de vida mudam, a rotina muda, mas é maravilhoso ter uma criança em casa. A família toda se envolve.

9- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Sim. Por mais que eu tenha passado a maior parte do meu trabalho de parto sozinha, pois optei por chamá-la nos últimos minutos, a Doula foi fundamental nessa hora.