quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O que você pode fazer para ser a Mãe perfeita!

A algum tempo atrás saiu na Veja ( revista que odeio e que só fala besteira!) uma matéria com uma feminista chamada, Elisabeth Badinter onde ela falava sobre ''O mito da mãe perfeita''.
Eu não gostei de quando ela falou mal das mulheres que optam pelo parto natural e que se orgulham de ter conseguido, e também não concordo com outros radicalismos da parte dela. Mas algumas coisas que ela falou fazem cada vez mais sentido.  Então esse post é para falar exatamente desses outros pontos. Que não EXISTE mãe perfeita, que todas vão errar e que existe vida após o nascimento do filho.

Hoje em dia as mulheres sofrem muito com as obrigações da maternidade, se uma mulher escolhe não ter filhos muitas pessoas falam que ela é anormal, se ela escolhe ter filhos cedo ela é sem vergonha, e se ela escolhe ter filhos mais tarde ninguém entende porque ela demorou tanto.

Se a mulher escolhe ter um parto natural, ela é criticada por várias pessoas, mas a mulher que opta pela cesárea também é criticada. A mulher que decide amamentar em livre demanda sempre será cobrada, e a mulher que escolhe por dar a mamadeira também. O que acontece é que cada vez MAIS as mulheres se sentem forçadas a cumprir certas obrigações, e todas elas com certeza não vão conseguir dar conta de tudo isso e muito mais, então sempre fica a sensação de fracasso.

Esse é o problema da nossa geração, as mulheres precisam trabalhar para ajudar a manter uma casa, mas elas precisam também cuidar dos filhos, amamentar exclusivo, ter tempo para o marido e a vida sexual além de cuidar da casa. Se a criança vai para creche alguém vai julgar e dizer que é um pecado, se a mulher contrata a babá é porque é fresca.

Vocês já pararam para refletir como todas NÓS julgamos as outras mães e mulheres? 

É, espero que esse post ajude quem está lendo a refletir, pois eu estou refletindo muito!!!
Hoje para muitas pessoas fica claro que a boa mãe é obrigada a amamentar exclusivamente, por 6 meses e manter a amamentação até quando a criança quiser. Gente, eu sou SUPER TOTALMENTE a favor do aleitamento materno, mas acredito que essa escolha deve ser da mãe. EU sempre sonhei em amamentar, e amei cada segundo do 1 ano e 6 meses da vida da Sofia. Mas eu não amamentei por obrigação, não fiz isso porque caso contrário as pessoas me criticariam, eu fiz isso por prazer!!! Por ver a minha filha crescendo saudável, gordinha, e de ter aquele momento único que mais ninguém teria com ela.

Mas e as mães que não CONSEGUEM?? Quantas contam que tiveram dificuldades enormes, mamilos rachados, FALTA DE LEITE, mamilos invertidos e planos que realmente podem ser mais difíceis entre outros. Elas são menos mãe porque não conseguiram? E as que não querem amamentar, que sabem dos benefícios mas não se sentem a vontade... elas são menos mãe? Ou são uma mães ruins por isso?


Aquela mãe que quando o bebê tem 1 ano, e já não mama mais, ela decide sair uma noite sozinha com o marido, namorado, amigas o que seja. ''Nossa, mas ela deixou o filho de 1 ano pra sair? Que absurdo!" Não estou dizendo que não existem mães que acabam fazendo várias coisas que podem ser prejudiciais aos filhos, que prejudicam também a formação de vínculo com o bebê, e acredito que elas vão se arrepender um dia pois vão perceber o quanto desperdiçaram momentos únicos. Mas estou dizendo de como as mulheres e em especial as mães são cobradas para serem PERFEITAS! E o pior é que a maioria das críticas surgem de outras mães, quando uma pede conselhos ou ajuda, ela sempre acaba sentindo que está fazendo tudo errado. Mas na verdade TODAS as mães erram, sem exceção. E errar é humano, não existe o certo e o errado de como se educar um filho.

Para todas aquelas que rejeitam essa concepção de “boa mãe”, inteiramente devotadas aos filhos, a culpabilidade nunca foi tão forte. Hoje é necessário muito mais tempo para educar duas crianças do que era necessário para educar seis crianças há cem anos. Você acredita mesmo que as crianças e adolescentes do século 21 são mais felizes que as de antigamente? Elisabeth Badinter


Você deve fazer o melhor que pode, confiar nos seus instintos, celebrar as vitórias e aprender com os fracassos. Você é a mãe perfeita no seu jeito de ser!

Cris De Melo

Mãe da Sofia de 4 anos,
Longe de ser a mãe perfeita e que já julgou
sem perceber muitas mães.

7 comentários:

  1. Parabéns pelo post!!! Maravilhoso, com certeza aprendi muito com ele, que Deus abençoe e muito a carreira de mulher, trabalhadora e mãe de nosso século maluco!!! Um abraço!http://mamaezinhasdeprimeira.blogspot.com/

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  2. Gostei muito, Cris, é a linha que eu sigo. Sou da IBFAN, defendo a amamentação, mas jamais imponho e procuro não julgar (embora já tenha e muito...). Sou doula e procuro (com esforço!) não julgar quem escolhe isto ou aquilo. O exercício, mais que feminismo, é de não julgar. E todas sabemos nossas dores e delícias de sermos mães, então por que não optar pelo acolhimento solidário?

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  3. Com certeza Pri, julgar é na verdade um ato involuntário, mas tenho refletido muito sobre ele e tentano mudar, cada dia um pouco mais. Nós mães temos que nos apoiar, nos ajudar e não julgar quem faz certo e quem faz errado. Até porque no final das contas, não existe a maneira correta.

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  4. É muito difícil não julgar, por exemplo uma mãe que elege uma cirurgia cesariana e diz que é porque "pesquisou muito e chegou à conclusão que é melhor mesmo pro bebê" (pesquisou onde, filha?!?), ou uma gestante que já chega avisando "que não vai amamentar porque preza seus seios e seu marido e não quer arriscar perder nenhum deles" (hã?).
    Não são tanto as escolhas delas que são difíceis de engolir, mas a ignorância por trás dessas escolhas, e a falta de vontade de se informar mais. É isso que eu julgo (e infelizmente tenho muita dificuldade em não julgar): quem vira a cara para o conhecimento, quem prefere achar do que saber, quem não tem interesse em saber mais para não precisar se responsabilizar por suas escolhas. O desempoderamento eletivo, é isso que eu condeno!

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  5. Adéle, eu já conheci mulheres que sofreram perdas anteriores, histórias horríveis onde elas realmente não tinham psicológico para parir. Essas mulheres existem, e por isso muitas obstetras e esposas de obstetras fazem cesárea, elas são pessoas bem informadas ( olha que eu conheço bem muitos), mas elas preferem assim! Fazer o quê?
    Amamentação muitas vezes é deixada de lado pela ignorancia ( o medo dos seios caírem), mas muitas mulheres não gostam da sensação do bebê mamando, e na maioria das vezes tem um fundo psicológico. Temos sempre que lembrar que as pessoas não são apenas o corpo físico, e o emocional manda muito.

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  6. Informação, orientação para as mulheres de hoje tomarem decisões conscientes! Para escolherem o parto normal, ao invés da cesárea (3 vezes mais arriscada de dar algo errado). Para optar por amamentarem exclusivamente até o sexto mês, e continuarem até dois anos, por vários benefícios, fisiológicos, psicológicos e econômicos. E que se houver algum problema, ela busque orientação, apoio!! Auxiliando, informando estas mulheres, elas irão tomar decisões mais conscientes, não é?! E se não for assim fizemos o que estava ao nosso alcance!

    Ana Luisa
    Mãe do Bê e da Fifi
    Doula/terapeuta holística/ Nutricionista - foco em aleitamento materno
    http://www.anadoulaenutri.blogspot.com

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