quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Relato do Parto da Rosi escrito pelo marido Rodrigo!



Assim como muitas mamães acompanham o blog, eu também acompanho a gestação das mamães que me adicionam pelo Orkut e Facebook, fico aqui torcendo para que tenham os partos são sonhados. Quando elas conseguem eu fico muito feliz. A Rosi foi assim, conheço apenas pelo Orkut e pedi o relato dela para postar no blog e ela enviou.
Oiii Cris!!
Estou te enviando o relato do meu trabalho de parto. Somos de Canoas – RS. Acompanhamos direto seu blog e você havia me solicitado o relato pelo Orkut.
Estou honrada por poder compartilhar desse momento mágico do meu TP, especialmente no teu blog, que foi muito inspirador para o meu preparo!
Sou a mamãe Rosilene, o papai é Rodrigo e a neném Sabrina.
Minha Doula é a Camila Winter de Porto Alegre, além de ter sido minha queridíssima professora de Yoga para gestantes. 
Gostaria muito que divulgasse o trabalho da Drª Ana Cláudia Esteves Codesso , pois ela e mais o Dr Ricardo Jones, são os únicos obstetras do RS adeptos do parto humanizado.
Pois tenho certeza que muitas mamães do RS estão à procura de médicos que as respeitem. E de doula.
Muito obrigada pela oportunidade!
Grande abraço!!

Rosilene, Rodrigo e Sabrina

RELATO DO TRABALHO DE PARTO PELO PAPAI RODRIGO
MAMÃE ROSI E FILHOTA SABRINA
Minha esposa estava com 39 semanas quando tive uma feira para participar durante quatro dias, a duas horas de viagem de ida e duas horas de viagem de volta. O evento começou numa terça feira e encerrou-se na sexta. Brincamos durante um tempo que a Sabrina ia ser obediente e esperar eu estar por perto para decidir vir ao mundo.
Chegando em casa na sexta-feira às 23 hs, tudo estava bem com a Rosi e nossa filha, Sabrina. Conversamos um pouco, comi uma laranja, assistimos TV e após fomos para a cama e nos prepararmos para dormir. Ao deitar, por volta de 00:30 já do dia 20/08/11, Rosi sentiu  uma cólica um pouco mais forte na parte de baixo do abdômen,  que durou alguns segundos e se extinguiu. Logo após, poucos minutos depois, a dor veio mais uma vez e começamos a cogitar, ainda em tom de brincadeira, que poderia ser o início das contrações. Depois de se repetir por 3 vezes em pouco mais de 10 minutos fui consultar o livro “O que esperar quando se está esperando” (estava preparado para chamar a doula quando as contrações chegassem a ficar regulares de 5 em 5 minutos, mas não começar já com um intervalo menor que esse) e pesquisar sobre pródomo, situação em que o corpo se ensaia para o trabalho de parto, mas não é o trabalho de parto em si. Lá estava a informação era que contrações em intervalos inferiores a 5 minutos, mesmo que irregulares, era aconselhado procurar serviço médico. Rimos um pouco disso, achávamos que não era hora ainda, mas imediatamente comecei a cronometrar as contrações, sua duração e seus intervalos. Ligamos para nossa doula, Camila Winter, e dela recebemos a recomendação para ficar embaixo do chuveiro e acompanhar as contrações que provavelmente desapareceriam. Rosi relutou um pouco em ir para o chuveiro, as contrações já apresentavam fortes. Mas pouco depois fomos ao chuveiro e lá ficamos monitorando as contrações, ainda de 3 em 3 minutos e durando entre 30 e 60 segundos. Ligamos novamente para a doula e pedimos para ela vir até nós e ligamos para a obstetra, Ana Claudia Codesso, informamos o que estava acontecendo. Ela nos  recomendou que aguardássemos nossa doula conforme havíamos conversado durante o pré natal e que ligasse novamente se decidíssemos ir ao hospital, mas que seria bom aguardar a avaliação da Doula Camila. Enquanto esperávamos e monitorávamos as contrações no chuveiro Rosi sentiu algo se romper dentro dela e lá veio o tampão na forma de sangue, uma quantidade razoável que se estancou com brevidade. Poucos minutos após estourou a bolsa e daí tínhamos certeza que seria o grande dia. Comecei a preparar os itens necessários para levar à maternidade, tirei o carro da garagem e andava de um lado para o outro tentando lembrar das coisas que não podia esquecer de levar, tudo isso enquanto continuava (ou tentava continuar) monitorando as contrações da Rosi.
A doula chegou com brevidade, pegou sua bola suíça e foi direto ao encontro da Rosi para ajudar a passar por esse momento da melhor maneira possível. Passei o histórico das contrações, ela pediu para avaliar um pouco como estava enquanto eu juntava as coisas para a maternidade. Em seguida decidimos ir ao hospital, fui guardar o carro dela e nesse momento a obstetra liga para saber como estava, ao que informamos que estávamos indo ao hospital em instantes.
 A caminho da maternidade as contrações continuaram da mesma forma que anteriormente e agradecemos por estarmos saindo às 2:20 da manhã para percorrer os 25 km que nos separavam do hospital, sem o trânsito costumeiro da BR 116 e da capital gaúcha. Em pouco mais de 20 minutos chegamos ao Divina Providência, Rosi e a Doula foram direto ao centro obstétrico para avaliação e após uma breve avaliação na admissão, a Dra. Ana Cláudia se encontrava entre nós. No primeiro exame uma boa notícia, Rosi já estava com 7 cm de dilatação e as contrações continuavam da mesma forma. Enquanto Rosi era atendida fui à recepção proceder à internação, liguei para minha sogra para avisar que estava em trabalho de parto (sim, acabei com o sono dela!), peguei mais algumas coisas no carro e voltei ao encontro da Rosi, que agora já estava na sala de parto.
Na sala foi colocada luz indireta e os trabalhos para evolução da dilatação continuaram. A Camila sugeriu a bola e lá ficou durante um tempo e nova medição: 9cm. Cada vez que media a dilatação a Rosi sentia uma dor bastante forte devido à sensibilidade da vagina, que por sinal já era sentida há uma semana. Respeitando isso, Ana Cláudia era compreensiva em fazer o mínimo de exames de toque.
Agora imaginávamos já estar na parte final, pois era pouco mais de 3 hs da manhã e só falta 1 centímetro para terminar a dilatação. Mas este pouco que faltava começou a demorar a acontecer. Massagem, apoio, muda posição, tenta caminhar. E ficava de cócoras, se apoiando em mim e na Doula ou se sentava na poltrona enquanto esperava acontecer a dilatação completa. Um momento interessante foi quando Rosi estava sentada na poltrona, cochilando em um intervalo de contração, eu sentado numa banqueta de um lado, a Doula sentada numa banqueta do outro lado e a médica em frente, pacientemente esperando o trabalho de parto evoluir. Enquanto isso a fome começou a ficar forte, pois a Rosi estava desde as 19 hs sem comer e o trabalho de parto estava bem cansativo. A médica recomendou não comer nada a essa hora devido ao quadro de enjôo que se apresentava, mas sugeriu um chá que foi prontamente aceito. Dentro de instantes chegou nossa amável obstetra com um chá bem doce para botar um pouco de glicose no corpo da parturiente.
Rosi perguntava o que poderia fazer para acelerar um pouco o processo e a Dra. Ana sugeriu uma posição na cama de parto, e momentos mais tarde ela topou de tentar a posição. A cabeceira da cama foi levantada a 75°, a Rosi se posicionou de frente para a cabeceira, quase de quatro, sendo possível se segurar na própria cama ou em mim e na doula. Foi feito mais um exame de toque (vagina bastante dolorida) que constatava ainda os 9cm e já eram 6 hs da manhã! Haviam passado 3 horas e não progredia, um receio de não ter a dilatação completa passou  pela Rosi, que se esforçava para que seu corpo trabalhasse mais para alcançar seu desejado parto natural.
E foi nessa posição que a dilatação progrediu minutos mais tarde, a vontade de empurrar já existia e a médica sentiu a Sabrina se encaixando para  vir ao mundo. Os instrumentos para auxiliar no parto foram preparados e as enfermeiras nesse momento entraram na sala, assim como a pediatra. Pela última vez foi feito o exame de toque e... vitória! Dilatação total! Uma luz a mais foi ligada para auxiliar a visualização, mas colocada ainda de forma indireta a pedido da médica. A força continuava, sempre sendo conduzida pela Doula, que a ajudava para respirar melhor. Rosi se segurava ora na doula, ora em mim, ora na própria cama. Fazendo força conforme seu corpo sentia, Sabrina foi coroando e pouco segundos após saiu a cabecinha, Rosi usou de toda a força possível para agilizar o processo e rapidamente o corpinho inteiro da nossa filha sai de dentro do corpo da mãe! O cordão estava curto e a médica atentamente tratou de cortá-lo para não machucar a mãe. Enrolada nos panos para ficar aquecida foi entregue à mãe, ainda exausta, mas bastante aliviada! Tentou dar o peito, mas Sabrina não quis, estava muito bem alimentada do sangue da mãe (valeu a pena a respiração realizada durante o TP)
Ali ficou alguns momentos curtindo a linda filhinha, fazendo algumas fotos e depois foi encaminhada para ser limpa e fazer a avaliação de rotina. Enquanto a mãe era assistida para retirada da placenta, aos cuidados da médica e da doula, eu fui atrás da bebê para acompanhar os procedimentos. Foi feita aspiração na boca e nas vias aéreas, que limpou o líquido do parto. Nessa oportunidade a Sabrina foi para a balança onde acusou 2830g, 48 cm e com apgar 9/10. Ainda envolta nos panos, eu e minha filhota voltamos à sala de parto para devolver a filha à mãe, que está neste momento em trabalho de expulsão da placenta. Pouco tempo depois, com ajuda da médica e da enfermeira a placenta sai e finalmente Rosi pode deixar seu corpo descansar. A médica pega a placenta e mostra à mim e minha esposa a bolsa, como estava no corpo e onde houve a ruptura, uma aula de anatomia na sala de parto!
Após isso, mais alguns momentos em família, com a doula e a médica e mais algumas fotos. Depois Sabrina foi ao banho para após ser vestida enquanto a mais nova mãe do pedaço se encaminhava à sala de recuperação, ainda acompanhada da Doula. Minutos mais tarde chegava a recém nascida já vestida e direto para o colo da mãe.
Depois disso fui levar a doula também cansada para buscar seu carro na nossa casa, buscar algumas coisas e voltar para o hospital para estar junto das minhas mulheres amadas.
Tenho muito a agradecer à Dra. Ana Cláudia Codesso. Uma médica extraordinária que usou de toda a sua calma e conhecimento para fazer desse momento uma hora inesquecível! Obrigado por respeitar as vontades da Rosi e auxiliar para que esse momento transcorresse da forma mais tranquila possível. Observar seu rosto expressando paciência e resignação nos momentos de dor é algo que me conforta como pai e esposo. Você respeitou todas as vontades da mãe, não ofereceu analgesia nem fez episiotomia e se dedicou para que as escolhas para que a Sabrina viesse ao mundo fossem exclusivamente da mãe, apesar das posições incômodas e das higienes extras que foste obrigada a sucumbir. Sabendo que vivemos em um mundo de pressa, de cesáreas desnecessárias e excesso de procedimentos médicos protocolares, ter você como nossa médica nos fez pessoas mais felizes, realizadas e profundamente agradecidas pelo seu trabalho e pela sua decisão de ser médica obstetra. O mundo é um lugar melhor com pessoas como você.
Agradecemos também ao trabalho da nossa Doula Camila Winter, que recebeu durante o momento de parto em si o cargo de cinegrafista. Durante todo o tempo suas palavras de apoio, suas massagens, o teu esforço por dar conforto foram de grande importância nesse momento único em nossas vidas. Você foi um apoio (literalmente) durante todo o processo. Obrigado por filmar o parto e registrar lindamente para a eternidade essa situação maravilhosa por qual passamos juntos.
Agradecemos por fim à equipe presente no Hospital Divina Providência, por suportarem os gritos e não interferirem de maneira nenhuma no processo que ali ocorria. Vocês deram um atendimento ótimo durante nossa curta estada (felizmente) nessa excelente instituição de saúde.
Rosi conseguiu fazer todo seu parto sem intervenção alguma, não houve ocitocina, nem soro, nenhum acesso venoso. Tampouco foi feita episiotomia ou qualquer manobra que não respeitasse o corpo dela. Sou um homem feliz por participar de uma experiência incrivelmente marcante e totalmente agradecido por acompanhar o parto da minha filha de forma intensa e plena. Obrigado Rosi por ser a guerreira que és! Te amo
Drª Ana Cláudia Esteves Codesso (MARAVILHOSA!), Mamãe Rosilene, papai Rodrigo e a Sabrina.
Doula Camila Winter, foi de uma doação incrível! Não sei como poderia conduzir o TP de forma mais tranqüila. Muito obrigada, minha querida amiga!!!
Claro que o meu esposo Rodrigo  (que é um poço de calmaria) contribuiu muito para que me mantivesse calma.


 Cris De Melo
Doula!

Hoje ao Vivo no "Estúdio 36" a Eco Moda Infantil e Eu falando sobre o Ciclo de Palestras.

Uma loja de roupas para crianças que se preocupa com o consumo consciente de seus pequenos e grandes consumidores e que faz acontecer para um mundo mais sustentável.
Hoje estaremos no canal TVCOM, programa Estúdio 36 falando sobre o Ciclo de palestras que a loja está preparando, palestras para todos os gostos, vocês não podem perder.



Fui convidada para palestrar sobre o Parto Humanizad, vamos mostrar algumas fotos de partos e falar um pouco do projeto. Espero você as 20 horas, no canal TVCOM.
Em breve divulgarei também as datas das palestras, na loja ECO moda infantil localizada em Coqueiros, Florianópolis.

Cris De Melo

Doula!

Lindo vídeo de parto!




Eu sou sincera, amooooooooo os vídeos de parto naturais, partos onde as mães e bebês são respeitados durante todo o processo. Estou sempre em busca de vídeos lindos para postar aqui para vocês, Michel Odent ficaria louco se lesse isso, mas eu realmente acredito que os vídeos ajudam.


Eles incentivam as mulheres grávidas a terem um parto tão lindo quanto esses, mas é importante que a parturiente se sinta segura e queira que o parto seja filmado, se ela não quiser, não deve ser feito. A mulher deve se sentir á vontade em divulga-lo na internet, caso contrário não deve fazer.


Esse é um lindo vídeo de um parto domiciliar, e tenho que falar, GENTE a mulher está sem um FIO de cabelo fora do lugar, toda maquiada e super a vontade. Na maneira DELA, teve um lindo parto natural.

Cris De Melo

Doula!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Depoimento da Greice mãe do João Bernardo!


A Greice é mãe dessa fofura, o nome dele é João Bernardo hoje com 3 meses, ele nasceu em um lindo parto induzido após 50 horas de bolsa rota. Ela foi muito guerreira e enfrentou todo o medo que tinha de parto natural com o apoio do marido Arthur. Ambos profissionais da saúde ( ela é enfermeira e Arthur médico) eles sabiam que o parto natural era o mais indicado, mas a Greice havia presenciado muitos partos traumáticos e tinha medo que aquilo acontecesse com ela. Com a indicação da Dra. Roxana, ela me achou, e enviou hoje esse lindo depoimento. Muito obrigada!

"A Dra Roxana sabia do meu MEDO com relação à dor no parto normal, mas ela sempre foi firme em dizer que não faria uma cesária sem indicação. Então, sempre me ajudou a “trabalhar o medo” com longas conversas e vídeos. Em umas das últimas consultas que faríamos antes do parto ela me perguntou: “o que você acha do acompanhamento de uma Doula?” Minha resposta na mesma hora: “Não! Como eu vou ter uma pessoa completamente estranha comigo em casa e na maternidade em uma hora tão importante?!” A Roxana com muita calma (como sempre) me deu uma breve explicação do trabalho das doulas e me fez duas indicações, sendo uma delas a Cris.
            Resolvi primeiro ver o material que tinha na internet das duas indicações. Decidi então ligar primeiro para a Cris. Ela veio até a minha casa e me esclareceu muito bem o seu trabalho. Logo que ela saiu, eu e meu esposo decidimos que queríamos o seu acompanhamento. Fizemos uma consulta e mais uma visita em minha casa, logo me apaixonei pelo seu trabalho. Mas foi na maternidade que eu vi a importância real de ter ela ao meu lado. A Cris foi ótima, me ajudou em tudo... Conversas, massagens, deixou o ambiente da maneira mais confortável possível e depois do parto ainda estava ali me auxiliando no banho. Não senti em nenhum momento que ela fosse uma pessoa estranha, pelo contrário era uma pessoa maravilhosa que estava ali somente me dando tranqüilidade e conforto.
            Cris, agradeço a Deus e a Roxana por colocarem você no meu caminho, em um momento tão lindo, maravilhoso em minha vida e ao mesmo tempo tão difícil: pois tive que enfrentar meu maior medo! Hoje afirmo com toda convicção do mundo que o parto normal é a melhor opção, e com certeza faria tudo novamente. Sem medo da dor. "

Greice Ramos - Mãe do João Bernardo nascido em maio de 2011.

Cris De Melo

Doula!

domingo, 28 de agosto de 2011

Lara recebendo sua primeira medalha na natação!

Ontem eu estava no Facebook e vi a atualização do perfil da Roberta e do Rômulo, papais da Lara.
Na hora eu me encantei com a foto, a Lara recendo a sua primeira medalha na natação, linda!!!!!!!!!
Pedi permissão para postar a foto aqui e compartilhar essa alegria e orgulho com todos vocês, e eles deixaram!

Parabéns Lara e família,

Que ela continue trazendo muitas e muitas alegrias!!

Beijos da Doula babona!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uso a cinta pós-parto ou não?

Essa é uma dúvida comum, devo ou não usar cinta após o parto? Eu sempre digo não quando a gestante pergunta, inclusive os profissionais obstetras que eu trabalho também contra-indicam, justamente porque os músculos abdominais devem trabalhar sozinhos para voltar ao normal.


A cinta dá uma ilusão de que tudo está firme, mas quando você tira, a barriga volta a mesma coisa de antes, ela não ajuda a finar nadinha. Eu só acho ela indicada para quem faz uma cesárea, pois ela traz uma sensação de firmeza e alivia a dor. No mesmo dia após o nascimento da minha filha, eu liguei pra minha médica e pedi duas coisas: ''Pelo amor de Deus libera o uso da cinta para enfermagem ( tinha que ter autorização dela), e me dá um remédio mais forte." A cinta me ajudou a virar na cama, deitar de lado ( coisa que eu não conseguia), e era mais fácil até mesmo de levantar!

Então converse com o seu obstetra sobre isso, antes de comprar as cintas indicadas pelas funcionárias de lojas infantis, onde elas sempre mostram as mais caras.

Cris De Melo

Doula!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O que você pode fazer para ser a Mãe perfeita!

A algum tempo atrás saiu na Veja ( revista que odeio e que só fala besteira!) uma matéria com uma feminista chamada, Elisabeth Badinter onde ela falava sobre ''O mito da mãe perfeita''.
Eu não gostei de quando ela falou mal das mulheres que optam pelo parto natural e que se orgulham de ter conseguido, e também não concordo com outros radicalismos da parte dela. Mas algumas coisas que ela falou fazem cada vez mais sentido.  Então esse post é para falar exatamente desses outros pontos. Que não EXISTE mãe perfeita, que todas vão errar e que existe vida após o nascimento do filho.

Hoje em dia as mulheres sofrem muito com as obrigações da maternidade, se uma mulher escolhe não ter filhos muitas pessoas falam que ela é anormal, se ela escolhe ter filhos cedo ela é sem vergonha, e se ela escolhe ter filhos mais tarde ninguém entende porque ela demorou tanto.

Se a mulher escolhe ter um parto natural, ela é criticada por várias pessoas, mas a mulher que opta pela cesárea também é criticada. A mulher que decide amamentar em livre demanda sempre será cobrada, e a mulher que escolhe por dar a mamadeira também. O que acontece é que cada vez MAIS as mulheres se sentem forçadas a cumprir certas obrigações, e todas elas com certeza não vão conseguir dar conta de tudo isso e muito mais, então sempre fica a sensação de fracasso.

Esse é o problema da nossa geração, as mulheres precisam trabalhar para ajudar a manter uma casa, mas elas precisam também cuidar dos filhos, amamentar exclusivo, ter tempo para o marido e a vida sexual além de cuidar da casa. Se a criança vai para creche alguém vai julgar e dizer que é um pecado, se a mulher contrata a babá é porque é fresca.

Vocês já pararam para refletir como todas NÓS julgamos as outras mães e mulheres? 

É, espero que esse post ajude quem está lendo a refletir, pois eu estou refletindo muito!!!
Hoje para muitas pessoas fica claro que a boa mãe é obrigada a amamentar exclusivamente, por 6 meses e manter a amamentação até quando a criança quiser. Gente, eu sou SUPER TOTALMENTE a favor do aleitamento materno, mas acredito que essa escolha deve ser da mãe. EU sempre sonhei em amamentar, e amei cada segundo do 1 ano e 6 meses da vida da Sofia. Mas eu não amamentei por obrigação, não fiz isso porque caso contrário as pessoas me criticariam, eu fiz isso por prazer!!! Por ver a minha filha crescendo saudável, gordinha, e de ter aquele momento único que mais ninguém teria com ela.

Mas e as mães que não CONSEGUEM?? Quantas contam que tiveram dificuldades enormes, mamilos rachados, FALTA DE LEITE, mamilos invertidos e planos que realmente podem ser mais difíceis entre outros. Elas são menos mãe porque não conseguiram? E as que não querem amamentar, que sabem dos benefícios mas não se sentem a vontade... elas são menos mãe? Ou são uma mães ruins por isso?


Aquela mãe que quando o bebê tem 1 ano, e já não mama mais, ela decide sair uma noite sozinha com o marido, namorado, amigas o que seja. ''Nossa, mas ela deixou o filho de 1 ano pra sair? Que absurdo!" Não estou dizendo que não existem mães que acabam fazendo várias coisas que podem ser prejudiciais aos filhos, que prejudicam também a formação de vínculo com o bebê, e acredito que elas vão se arrepender um dia pois vão perceber o quanto desperdiçaram momentos únicos. Mas estou dizendo de como as mulheres e em especial as mães são cobradas para serem PERFEITAS! E o pior é que a maioria das críticas surgem de outras mães, quando uma pede conselhos ou ajuda, ela sempre acaba sentindo que está fazendo tudo errado. Mas na verdade TODAS as mães erram, sem exceção. E errar é humano, não existe o certo e o errado de como se educar um filho.

Para todas aquelas que rejeitam essa concepção de “boa mãe”, inteiramente devotadas aos filhos, a culpabilidade nunca foi tão forte. Hoje é necessário muito mais tempo para educar duas crianças do que era necessário para educar seis crianças há cem anos. Você acredita mesmo que as crianças e adolescentes do século 21 são mais felizes que as de antigamente? Elisabeth Badinter


Você deve fazer o melhor que pode, confiar nos seus instintos, celebrar as vitórias e aprender com os fracassos. Você é a mãe perfeita no seu jeito de ser!

Cris De Melo

Mãe da Sofia de 4 anos,
Longe de ser a mãe perfeita e que já julgou
sem perceber muitas mães.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tamanho da Pelve Materna e Parto Natural!



Em todos os seres humanos existe a cintura pélvica , que é composta por 2 ossos chamados ilíacos que ficam um de cada lado do sacro, osso este que fica logo abaixo da ultima vértebra lombar. Nas mulheres, esses ossos se posicionam de forma mais aberta, fazendo com que a mulher tenha um quadril largo, justamente para poder acomodar e gerar seu bebê.
Durante a gestação, o corpo da mulher sofre varias mudanças para melhor acomodar e nutrir seu bebê. Uma dessas mudanças é a alteração hormonal, que dentre outros objetivos, tem a função de proporcionar um aumento da elasticidade dos tecidos para que o corpo possa se adaptar ao crescimento do bebê. 


Muitas gestantes ainda tem dúvidas sobre o tamanho da pelve, se quanto maior, mais largo for o quadril, mais fácil é o parto. Esse é um MITO! Não existe quadril melhor ou pior, e não existe indicação de cesárea por esse motivo. A desproporção céfalo-pélvica é quando a cabeça daquele bebê é muito grande para aquela pelve materna, esse diagnóstico só pode ser feito após dilatação total, quando o bebê não consegue encaixar a cabeça na pelve e descer. Essa é a real DCP, e não significa que o próximo filho deve nascer de cesárea, cada cabeça uma sentença!

Antigamente os profissionais separavam os tipos de pelves por nomes, e segundo eles dos quatros formatos, apenas dois permitiam o parto normal. Mas hoje em dia isso também já não funciona mais, então se o seu médico está deixando-a insegura por causa da tamanho do seu quadril, essa é uma dica de que ele é um médico cesarianista ( a favor da cesárea ).

Então seja você magra ou acima do peso, alta ou baixa, com quadril largo ou pequeno, você nasceu com a mesma capacidade de parir que qualquer outra mulher. Acredite no seu corpo, procura um obstetra a favor do parto natural, tenha uma Doula e tenha um bom parto!

Cris De Melo

Doula!

Espaço Hanami - Vivência de Arteterapia!

Prezados amigos,

Divulgamos uma vivência que acontecerá nesta semana no Espaço Hanami - O Florescer da Vida.

"O Grupo de Arteterapia para Gestantes tem a intenção de oferecer através dos diversos recursos expressivos (artes manuais, música, literatura, expressão corporal) um espaço de experimentação, buscando a sensibilização para a criação, a experssão e a reflexão, compartilhando sentimentos, emoções, possibilitando um maior conhecimento de si mesmo. 
Quando somos convidados a expressar nossa energia, soltando o braço, o traço, rabiscando, colorindo, manchando, tecendo, cantando, contando histórias, essas atividades adquirem qualidades terapêuticas, pois exprimem emoções através de imagens. O inconsciente se manifesta através de imagens, mais do que por palavras, servindo como comunicação simbólica.
Será por meio dessas atividades que a gestante poderá expressar seus sentimentos, pensamentos, emoções, neste momento tão especial que é o gestar".

A vivência será na próxima sexta-feira, 26 de agosto, em dois horários: 14 ou 16 horas. E a contribuição é espontânea.
Equipe Hanami!


Apoiado e divulgado por Cris Doula!

Lindas telas por Adrian Baker!






Fantásticas não?
Quem quiser me dar uma de presente, pode comprar pelo site: http://www.adrianbakerart.com/
Ahahahahaha

Cris de Melo

Doula!

domingo, 21 de agosto de 2011

Cesariana eleva o risco de morte!



Estudo comparou óbitos de crianças nascidas de partos naturais e de cesária. Conclusão é de que procedimento aumenta chances de morrer em oito vezes.
O risco relativo de morte em crianças nascidas de cesariana é oito vezes maior do que em bebês trazidos à luz por parto normal. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que analisou mortes de 569 crianças menores de 1 ano. Os casos estudados ocorrem em um período de 10 anos. O trabalho foi desenvolvido por Denise Albieri Jodas, para uma dissertação de mestrado em Enfermagem, sob orientação de Maria José Scochi, doutora em Saúde Pública.

Maria José afirma que uma explicação para o resultado da pesquisa está no fato de que, na cesárea, o feto nem sempre está pronto para nascer, como ocorre no parto normal. “Quando uma criança nasce de parto normal, ela está pronta, com o corpo preparado. É importante que a mulher que escolher a cesárea tenha em mente que os riscos são maiores”.
Ela acrescenta que, mesmo que não venham a óbito, crianças tiradas do útero materno antes do tempo podem sofrer problemas diversos, como a má-formação de órgãos. “A última parte da criança que se desenvolve é o pulmão, que, quando tirado antes do tempo, pode apresentar problemas. Crianças assim terão mais riscos de desenvolver pneumonia”.
Conscientização
Doulas unem esforços pelo parto normal
Três doulas (profissionais que acompanham partos) paranaenses se uniram pela rede nacional Parto do Princípio para incentivar as mulheres do estado a optar pelo parto natural. Elas promovem palestras, exposições de fotografias, passeatas e panfletagem em Curitiba, Londrina e Maringá.
“O parto normal pode, sim, ser prazeroso, diferente do que as pessoas estão acostumadas a ouvir. Tudo vai depender do acompanhamento médico e da humanização do parto, que é o trabalho que fazemos”, diz a doula e educadora perinatal Patrícia Merlin, de Maringá, que integra o grupo.
“É um momento único e, quando a família acompanha o procedimento, ele se torna ainda mais emocionante para o casal”, acrescenta Patrícia.
Ela conta que uma recente exposição de fotografias de partos normais em Maringá comoveu várias mulheres. As fotos foram enviadas pelos próprios, pais para o site do grupo. “As mulheres passavam pela exposição no shopping e viam fotos lindas de partos normais, com casais felizes e emocionados. Quando elas veem a exposição, buscam o máximo de informações e pedem nossa ajuda. Nosso papel é este: mobilizar as mulheres”.
A rede Parto do Princípio está presente em 27 cidades brasileiras. “Acompanhamos todo o processo, desde a gravidez até a amamentação. As mulheres podem nos procurar. Será um prazer ajudar”.
Serviço: Grupo de Doulas Parto do Princípio -www.partodoprincipio.com.br
Segundo a pesquisadora Denise Albieri Jodas, o objetivo da pesquisa foi encontrar informações sólidas nos casos de mortes de crianças menores de um ano para aprimorar a assistência prestada às mães e aos bebês. “Dos casos que investigamos, 65,9% representaram óbitos neonatais. Isso prova que os óbitos neonatais são aqueles de maior frequência e merecem uma atenção especial. Percebemos com os casos que o parto cesariano pode ocasionar a síndrome de angústia respiratória e prematuridade iatrogênica no recém-nascido, além de infecções puerperais, embolia pulmonar, íleo paralítico, hemorragias, reações indesejáveis da anestesia na mãe. Conclui-se que o parto cesariano só é interessante quando existem riscos para a mãe, feto ou ambos, antes ou no decorrer do trabalho de parto”.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) reconhece os riscos que as cesarianas oferecem aos bebês e defende o procedimento natural, sempre que possível. “O parto normal estima o funcionamento dos órgãos da criança”, explica o obstetra e presidente da delegacia de Maringá do CRM, Natal Domingos Gianotto.
A pesquisa desenvolvida em Maringá foi concluída em janeiro deste ano e enviada, para publicação, a revistas cientificas nacionais. Os dados coletados correspondem a mortes ocorridas entre 1996 e 2006, em hospitais de Maringá. Para tabular as estatísticas, a pesquisadora se valeu de uma epidemiologia matemática, o que a permitiu chegar ao índice de risco relativo.
O conceito de risco relativo é utilizado para relacionar a probabilidade de um evento acontecer em um determinado grupo, na comparação com outro. No caso da relação entre os tipos de parto, o índice foi obtido pela comparação entre os números de óbitos de cada uma das duas modalidades.
Apesar de os dados coletados serem apenas de Maringá, a pesquisadora afirma que a conclusão pode ser tomada como base para todo o país.
Para CRM, pais ainda não conhecem o perigo
O obstetra e presidente da delegacia de Maringá do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Natal Domingos Gianotto, diz que a cesariana trouxe comodidade aos médicos e aos pais, mas muitos não conhecem os riscos a que se expõem, até por falta de orientação dos profissionais.
“É muito mais cômodo para o médico fazer o parto cirúrgico, porque há um horário agendado e o procedimento é mais rápido. Cabe ao obstetra orientar cada paciente e explicar os riscos, como a própria pesquisa da UEM apontou. Mas já percebemos que os profissionais não fazem isso, na prática, o que é totalmente errado. Em reuniões sempre orientamos os profissionais a prezarem pela vida e pela saúde das crianças”, diz Gianotto.
Ele diz que muitas mães chegam às clínicas com opinião formada e decididas a fazer o parto cirúrgico. Em alguns casos, segundo ele, fica praticamente impossível reverter a posição dos pais. “Com o passar dos anos, houve uma inversão de valores. A mulher não quer perder tempo nem sentir dor. Algumas chegam à clínica com data marcada para o nascimento e até com fotógrafo agendado. Um absurdo”.
O parto cirúrgico, segundo Gianotto, pode apenas ser recomendado a pacientes com contra indicação ao parto normal. “A cesária só deve ser feita quando a paciente não pode ganhar o bebê pelos procedimentos normais, como em casos de ausência de dilatação e descolamento de placenta”.
Dados do Ministério da Saúde apontam que as cesáreas representam 80% dos partos realizados na rede particular do país. Na rede pública, não há estimativa, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.
Fontehttp://www.mamaealineamorim.com/

IMPORTANTE: Só sabemos que a mulher não tem dilatação durante o trabalho de parto, ok meninas? ;)

Os movimentos do bebê na gravidez!



Quando vou sentir meu bebê mexer? 

Se esta é sua primeira gravidez, talvez demore um pouco mais para você perceber os movimentos do bebê, porque é uma sensação totalmente nova -- algumas mulheres a descrevem como uma cosquinha bem de leve, por dentro, como uma borboleta batendo asas.

No caso de primeira gravidez, você provavelmente sentirá os primeiros movimentos entre 18 e 20 semanas. Quem não é marinheira de primeira viagem e já conhece a sensação costuma senti-la pela primeira vez entre 15 e 18 semanas.

Para tentar sentir, você pode comer alguma coisa e se deitar de barriga para cima, bem parada, prestando atenção. Talvez a sensação apareça.

A primeira vez que você sentir o bebê será um marco na sua gravidez. E depois aqueles movimentos tão levinhos viram chutes vigorosos, ótimos para mostrar que tudo vai bem dentro da sua barriga.

O que o bebê fica fazendo lá dentro? 

Ultrassons conseguem mostrar o que os bebês fazem em cada fase da gravidez, já que a maioria dos movimentos começa bem antes de você perceber:

• entre sete e oito semanas, os movimentos gerais se iniciam, como viradas de lado e aqueles movimentos involuntários que parecem sustos

• com cerca de nove semanas, o bebê já tem soluços, balança uma perna ou um braço por conta própria, consegue chupar e engolir

• com 10 semanas, ele flexiona e vira a cabeça, traz as mãos até o rosto, abre a boca e se estica

• com 11 semanas, a graça é bocejar

• com 14 semanas, o bebê movimenta os olhos

Depois dos primeiros movimentos, que parecem asinhas de borboleta batendo, o mexe-mexe fica mais intenso e mais frequente. Conforme o bebê vai crescendo, a sensação muda, e você começa a sentir trancos e chutes, que vão ficando cada vez mais fortes.

O bebê não se mexe o tempo inteiro porque, como todo mundo, tem horas em que ele só quer mesmo é descansar e dormir. Mais no finzinho da gravidez, ele passa a dormir por cerca de 45 minutos de cada vez. Pode parecer mais, porque você não necessariamente sente todos os movimentos dele.

Veja a seguir um esquema do que esperar durante a gravidez em relação aos movimentos.

De 20 a 24 semanas: A atividade do bebê vai aumentando gradualmente. A partir de agora, o bebê terá um período mais agitado durante o dia, com muitos chutes e cambalhotas.

De 24 a 28 semanas: Pode ser que você note agora os soluços, que vão explicar os pulinhos que você vai sentir de vez em quando. O saco amniótico contém até 750 ml de líquido nessa fase, o que permite ao bebê se movimentar bastante. Ele consegue ouvir, por isso você pode perceber que ele reage a barulhos altos.

29 semanas: Seu bebê vai começar a fazer movimentos mais definidos e menos bruscos, já que está mais contido pelas paredes da sua barriga.

32 semanas: O nível de atividade chega ao auge. Depois desta semana, você vai notar uma diminuição de movimentos, algo bastante normal devido ao menor espaço dentro do útero para ele se mexer.

Cerca de 36 semanas: O bebê pode assumir sua posição definitiva no útero, normalmente de cabeça para baixo. Isso é mais provável de ocorrer se este é seu primeiro filho, já que os músculos do seu útero e do seu abdome vão ajudá-lo a ficar no lugar. Se você já ficou grávida antes, seus músculos não serão tão firmes e o bebê pode ficar mudando de posição até a data do parto. Os principais movimentos que você vai sentir são cotoveladas, chutes e joelhadas -- às vezes dolorosos, quando acertam suas costelas.

De 36 a 40 semanas: Seu bebê vai crescendo e as cambalhotas vão ficando menos frequentes. Se ele estiver chupando o dedo e por acaso o dedo escapar da boca dele, você pode sentir movimentos rápidos da cabecinha virando de um lado para o outro em busca do dedo perdido. Nas últimas duas semanas da gravidez, os movimentos diminuem um pouco, junto com o ritmo de crescimento do bebê. Isso é absolutamente normal, mas se algo estiver preocupando você, é sempre bom conversar com o médico. A esta altura, o bebê já deve estar acomodado na sua bacia, pronto para a jornada de vir ao mundo. A cabeça dele muitas vezes pode parecer como se um melão estivesse fazendo pressão nos músculos pélvicos, o que torna difícil o simples ato de se sentar. Talvez fique mais fácil respirar ou comer, já que seus pulmões e seu estômago estarão menos espremidos. Se sua parede abdominal ficar bem fina, às vezes dá até para distinguir o pé do bebê. Há momentos em que ele está dormindo e outros em que está acordado e ativo, justo quando você está tentando dormir. Esse padrão de sono da vida uterina pode acabar se mantendo nas primeiras semanas depois do nascimento, até que o bebê aprende a diferenciar o dia da noite.

Quantos chutes devo sentir por dia? 

Não existe um número exato de chutes por dia para se ter certeza de que tudo vai bem, e mesmo que você resolvesse marcar para contar para o médico, os resultados não seriam precisos e poderiam causar preocupação sem necessidade.

O melhor a fazer é observar o padrão de movimentos do seu filho durante as horas ativas do dia. À medida que sua gestação progride, fica mais fácil entender o ritmo do bebê. Cada criança tem um padrão diferente de sono e atividade, mas você acaba percebendo o que é típico da sua.

Caso note alguma mudança nesse padrão, converse com seu médico o mais rápido possível.

Ainda não senti meu bebê mexer hoje. Devo ficar preocupada? 

Se você estava envolvida com outras coisas, talvez não tenha percebido o movimento. Mas, para se tranquilizar, veja abaixo alguns truques para fazer seu bebê se mexer:

• Deite de lado (com uma almofada ou travesseiro debaixo da barriga) e fique parada

• Coloque as pernas para cima e relaxe; os bebê muitas vezes acabam pegando no sono com a sua movimentação e acordam quando você para

• Toque uma música ou faça um barulho inesperado

• Tome alguma coisa gelada: a mudança de temperatura pode fazer com que o bebê tente "desviar" da onda fria

Feito tudo isso, se em duas horas você não sentir absolutamente nenhum movimento, procure o obstetra.

O preferível é confiar nos seus instintos: se você acha que há motivo para estar preocupada, tente falar com o médico. Um exame rápido pode tranquilizá-la.

  *Fonte: Baby Center
http://avalarini.blogspot.com/2011/08/os-movimentos-do-bebe-na-gravidez.html

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Britânica acorda de coma e descobre que havia dado à luz!!

Lisa Boland, 31, estava no quinto mês de gravidez quando foi internada com um quadro grave de gripe e entrou em coma.
Uma mulher britânica que entrou em coma durante a gravidez após contrair a gripe A (H1N1) surpreendeu os médicos ao dar à luz um menino saudável naturalmente enquanto estava inconsciente.


Lisa Boland, de 31 anos, estava no quinto mês de gravidez quando foi internada com um quadro grave de gripe em dezembro do ano passado.
Em pouco tempo, sua saúde se deteriorou e ela entrou em coma. Lisa foi ligada a um respirador artificial e ela e o bebê eram mantidos vivos por aparelhos.
Na maioria dos casos como esse, os médicos acabam retirando o bebê por meio de cesárea, mas o obstetra que visitava Lisa diariamente no hospital em Glossop, no centro da Inglaterra, optou por tentar deixar o bebê o máximo de tempo dentro do útero, para aumentar suas chances de nascer sem problemas.

BOLSA ROMPIDA
No início de janeiro, porém, durante um exame de rotina, a bolsa com o líquido amniótico de rompeu. Uma enfermeira percebeu então que a cabeça do bebê já começava a ficar visível e que ela estava em trabalho de parto.
"Todo mundo entrou em pânico. Uma enfermeira me contou depois que nunca tinha visto nada parecido, que poderia ter ouvido o barulho de uma agulha caindo no chão, porque todos estavam em silêncio, prendendo a respiração", contou Lisa à BBC.
"Eu estava paralisada, com um respirador artificial, então foi um choque para o pessoal do hospital", disse ela.
Como a mãe estava inconsciente, sem capacidade de fazer força, o bebê foi retirado a fórceps.
"O médico ficou pasmo, disse que em 23 anos nunca tinha visto nada parecido, nunca tinha visto alguém em coma dar à luz naturalmente", contou ela. "Ele disse que foi também a primeira vez que fez um parto de terno e gravata, porque não teve tempo para nada, foi tudo uma correria", disse.

DESENVOVIMENTO NORMAL
Samuel nasceu 12 semanas antes da data prevista e teve que passar cinco meses no hospital até ser capaz de ir para casa. Apesar de ser pequeno para a idade, o menino tem um desenvolvimento normal e não aparenta ter nenhuma sequela.
Lisa acordou somente no dia 15 de fevereiro, após mais de dois meses em coma e mais de um mês após o nascimento de Samuel.
Os médicos previam que ela só conseguiria voltar a ter uma vida normal depois de pelo menos seis meses, mas ela surpreendeu a todos novamente ao se recuperar em poucas semanas.

Segundo ela, o filho que ela só soube que tinha nascido ao acordar do coma foi sua maior motivação na fase de recuperação.

Porque parto é instinto e não raciocínio! Como ela estava em coma apenas o corpo funcionou, e não a mente, ela estava com a parte responsável pelo raciocínio chamado neo-córtex totalmente desligado, como ele deve ficar em todos os partos. Aliás segundo o obstetra Michel Odent essa é a grande diferença entre os partos humanos e os partos animais, nós raciocinamos demais,  e isso não deve acontecer no parto.

Fonte: 
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/962128-britanica-acorda-de-coma-e-descobre-que-havia-dado-a-luz.shtml

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Entrevista com Ana Carolina mamãe da Catarina!



Questionário Doula:

1-      Por quê você decidiu ter uma Doula?
Desde antes de engravidar, na minha cabeça e no meu coração, só tinha espaço para um parto normal ( talvez pelo próprio exemplo da minha mãe, que teve 3 partos normais, rápidos, e sempre falou muito bem sobre eles). Pra mim, a cesárea nunca foi uma opção, e eu tinha pavor de pensar nessa possibilidade. Por causa disso, procurei me cercar de pessoas que fossem me ajudar nessa escolha. A doula seria fundamental para me dar todo o apoio que eu precisasse, me ajudando tanto antes como no momento do parto, me dando segurança, me orientando, e com ela ao meu lado, eu teria a certeza que de que não entraria numa cesárea desnecessária, por comodismo de médicos ou de hospitais. 

2-      Como descobriu que era uma doula e como escolheu a sua?
Eu já tinha lido alguns relatos de parto na internet, e em muitos deles com o acompanhamento de doulas. Pouco antes de engravidar, eu entrei numa comunidade do Orkut, procurando médicos que fossem realmente a favor do parto normal aqui em Florianópolis. Cheguei na comunidade que a Cris é moderadora, achei o blog, e comecei a acompanhar ele diariamente, conhecendo seu trabalho e me apaixonando por ele. Quando meu obstetra me indicou a Cris como doula, tive certeza da minha escolha!!

3-      Como foi ter uma doula no parto?
Foi muito bom poder contar com a Cris nesse momento tão importante para mim!!! Ela me passou toda a segurança que eu tanto queria, me orientou para eu encontrar as posições mais confortáveis, ajudou nas massagens, nas respirações, nas compressas frias, foi meu grande apoio, e sem ela, talvez eu não tivesse agüentado um parto sem analgesia.

4-      Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudesse voltar atrás,faria algo diferente? ( se foi cesárea, conte sua experiência sobre a cesárea).
Meu trabalho de parto foi rápido!! Comecei com cólicas leves na madrugada, cólicas parecidas com cólicas menstruais, e só fui pra maternidade porque estava com a pressão super baixa e achando que ia desmaiar a qualquer momento. Cheguei na maternidade logo após o almoço, já com 9 cm de dilatação, e no final da tarde a Catarina nasceu, num parto de cócoras lindooo (que sempre foi uma posição super confortável pra mim!!). Foi a sensação mais gostosa que já, sentir meu corpo trabalhando, sentir que ela também estava fazendo a parte dela!! Foi tudo tão perfeito e tão mágico que viveria tudo novamente, do jeitinho que foi!!

5-      Você acredita que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?
Eu acredito que o parto é um trabalho em conjunto da mãe com o bebê, e é o primeiro desafio que a criança vai superar. Independente da via de parto, eu acho importante a criança escolher o momento que queira nascer, e que isso, junto com muitos outros fatores, vai contribuir sim para a personalidade do bebezinho.

6-      No próximo filho, pretende ter parto normal?
Ainda não temos planos para o próximo filho, mas sem sombra de dúvida, vou querer outro parto normal!!

7-      O que você gostaria de dizer aos casais a espera de um bebê?
Dicas, conselhos entre outros.
Se preparem para o parto, leiam muito sobre o assunto, se informem, procurem estar rodeados de pessoas que vão lhe dar apoio nesse momento tão importante. Os exercícios físicos e uma boa alimentação são importantes para a mulher se sentir disposta durante toda a gravidez. Mas acima de tudo, curtam cada etapa da gravidez, sejam parceiros um do outro, tudo passa muito rápido!!

8-      Como é a vida após a chegada do bebê?
No começo tudo é muito novo, bastante cansativo também, já que tanto os pais como o bebezinho estão se conhecendo ainda. A rotina muda bastante, é uma fase cheia de adaptações e novidades, tudo no começo gira em torno dele!! Mas com o tempo tudo se ajeita, e tudo vai ficando mais fácil!!!

9-      Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Sim, e como fiquei!! Desde o começo da gestação (e até antes de engravidar), a Cris me ajudou muito, sempre tirando minhas dúvidas, me dando apoio. E o parto foi lindo, ainda é difícil de acreditar que tudo aconteceu da maneira que aconteceu!!


10-    Deixe um recado:
O parto foi até agora, o momento mais lindo e mágico que vivenciei!!! Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que seria tudo tão perfeito assim!!
Nosso corpo está preparado pra passar por isso, é tudo muito natural!! A dor vem e passa, e ela é do tamanho que a gente encara ela!! Não tenham medo de passar por esse momento, todo mundo é capaz de parir naturalmente, basta preparar o corpo, a alma, e o coração!! Cada um deve dar a si mesmo a chance e a oportunidade de vivenciar isso!!
E para quem tem esse sonho, procure estar cercada de médicos e pessoas que vão lhe dar apoio e suporte, assim você se sentirá segura com as decisões que precisarão ser tomadas.
Cris, obrigada mais uma vez por estar presente em um momento tão especial de nossas vidas!!!!!

Carol, o teu parto de certeza foi um dos mais lindos que já acompanhei, e isso foi por causa da sua calma e tranquilidade em relação a esse momento. Nas nossas consultas e conversas você sempre esteve tranquila e confiante, sempre informada das opções e do que queria. Foi lindo ver a Catarina nascendo na posição que você ficou por instinto, a hora de ir para maternidade por instinto, e tudo mais. Maravilhoso! Obrigada pela honra!

Cris De Melo
Doula!