domingo, 29 de maio de 2011

Paris ma chère!!!



É para este lugar ''horrível'' que estou viajando amanhã, Paris - Madrid - Roma, ficarei ausente dos dias 30 de maio a 11 de junho, recuperando as energias e renovando minha mente e saúde para voltar!

Quem tiver interesse pelo acompanhamento de Doula após esse período pode mandar email ou ligar, antes disso estarei sem celular.

Até a volta!

Cris De Melo
Tec Enfermagem, Mãe,
Noiva do Donato e Doula!

Doulas no programa Vida e Saúde!




Foi ao ar hoje esse programa, foi gravado do Rio Grande do Sul, com a Doula Fabiana Panassol, e adoreiiii. Tem a opnião de uma obstetra falando de como é importante ter uma doula, espero que gostem!!!
Beijos!!!


Cris De Melo
Doula!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hanami - Parto Domiciliar Planejado.


Vou repassar o convite que recebi para os interessados em conhecer o trabalho da equipe Hanami e mais sobre o Parto Domiciliar. Espero que gostem!

Estaremos realizando no dia 07 de Junho (terça-feira) um encontro aberto e gratuito para gestantes, casais grávidos e interessados em conhecer a proposta de atendimento ao parto domiciliar planejado da equipe Hanami.  Nesse encontro, além de apresentarmos a equipe e o método de trabalho, estaremos esclarecendo as dúvidas sobre o parto domiciliar e os demais serviços oferecidos.  Esse convite pode ser encaminhado para outras gestantes/casais interessados.  

Data:  07/06/2011
Local: Rua Capitão Pedro Bruno de Lima, 76, Trindade
Horário: 19:15hs

Pedimos a gentileza de confirmar presença mandando um e-mail com seu telefone para contato para: iarasilveira@gmail.com Qualquer dúvida, ligue 9112-6749. (mapa no googlemaps!)

Nos vemos lá!

Grande abraço
Iara e equipe Hanami

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Relato do Parto da Musa!

A Musa me procurou por indicação, ela estava falando como uma amiga sobre doula e essa amiga já tinha ouvido falar de mim e indicou o blog. A Musa me ligou, marcamos um encontro e eles fecharam imediatamente.
Fizemos duas consultas pré-parto, nos falavámos com frequência e estavamos prontas para a chegada do Benny.


A Musa me ligou dia 18 de maio por volta das 23 horas falando que estava com contrações regulares porém distantes, recomendei que fossem dormir. As 4 da manhã as contrações estavam mais próximas de 4 em 4 minutos e segui para a casa da mãe dela. Como eles moram na Caieira ficava longe aguardar lá então ficamos o trabalho de parto ativo na casa da mãe dela.


Cheguei as 5 da manhã, chovia muitoooooooooooooooooooooooooooooooo. As contrações deram uma espaçada, ficamos fazendo exercícios, caminhando e também descansando. Musa tomou café da manhã, e nós comemos muita canjica feita pelo papai Edi. O clima era descontraído e ficamos na sala apoiando a Musa.


Quando o dia amanheceu e a chuva parou fomos para o lado de fora da casa curtir a natureza, a casa localizada no topo de um morro tem uma vista linda, o frio dava ar de sítio, não tinha lugar melhorar para esperar. Por volta das 9 horas ela já começou a sentir as contrações mais fortes, sentia mais peso na pelve, e vontade de agachar. Conversamos e decidimos que era a hora de seguir para o hospital. Ligamos para a maternidade para saber quem era o plantonista, e era uma pessoa que até topava um parto natural.
Mas quando chegamos lá para nossa surpresa era outra plantonista, e essa eu já conhecia. Conversei com eles sobre como era a conduta dela por ex: episio, parto deitada, cesárea, etc.


Pedi que eles decidissem que iriam continuar com a decisão de parir com plantonista ou se queriam chamar outra pessoa. A Musa não se sentiu a vontade com a médica, até porque quando a médica examinou a Musa já estava em plenos 8 cms, o batimento do bebê excelente, mas a médica já começou a dizer que o coração estava muito acelerado, entre outros.


Ligamos para a Dra. Roxana que era a obstetra dela, mas ela estava no HU com uma paciente e só poderia vir após o meio-dia ( eram 10:30 da manhã). Liguei então para o Dr. Fernando Puppin, expliquei a situação e ele disse que fecharia o consultório e chegaria imediatamente.
Ele chegou, examinou e constatou que tudo estava ótimo, estava com quase 9 cms e só precisávamos esperar ele descer mais. Todos sabiam que ele era um bebê grande, e esperávamos que demorasse um pouco para nascer.

Por volta das 13:30 a Roxana assumiu os cuidados porque o Dr. Fernando tinha duas cirurgias agendadas para aquela tarde (Histerectomias no SUS). Musa e Edi adoraram ele, mas sabíam que estavam em excelentes mãos com a Roxana também.


Ela chegou e estava com 9 cms mas a dilatação estava devagar e a Musa cansada, sem dormir a duas noites. Por volta das 16 horas foi colocado ocitocina, as contrações eram curtas demais, e pouco tempo depois ela estava com dilatação total. Em um momento até pediu a Analgesia, mas depois percebeu que conseguia sem qualquer medicação.


Começou a vontade de fazer força, ela foi fazendo conforme o corpo pedia, e tentou todas as posições. A banheira era que um enorme desejo dela, não agradou no final. Mas ela lembrava que eu falava disso, que por mais que a gente queira parir de tal jeito, só vamos saber se é bom mesmo, na hora H.
As 17 horas ele começou a coroar, e ela se sentiu super a vontade de cócoras na cama, com a ajuda da barra. Forças e forças e surgiu Benny, ENORME! Com 4.350 kgs e 50 cms, direto para o colo da mamãe.


O Papai super emocionado, viu tudo ao lado da esposa, Musa nem acreditava que tinha conseguido parir um bebezão assim, e SEM analgesia!!!!! Ela transbordava alegria!!! Eu e Roxana sorríamos felizes, ela tinha conseguido!



Depois de banho tomado ele ficou nos braços do Papai, que filmou tudooooooo!!!!!
Todos cansados, mas extremamente felizes! Nós sabíamos que a Musa conseguiria, nunca duvidamos disso, mas foi um parto trabalhoso, longo e o resultado final foi maravilhoso. Ela recebeu cerca de 3 pontos!!


As 18:30 chegou Dr. Fernando para ver como eles estavam, entreguei Benny a ele, estava ali o menino que nos deu tantoooo trabalho e que demorou tanto pra descer!!! 


Musa feliz com todo o tratamento recebido, não é todo mundo que tem DOIS obstetras maravilhosos ao lado, Doula, marido super ativo e família apoiando! Esse momento foi uma festa!


Agora é só esperar eles irem para casa para marcarmos uma janta ( Né Edi! hehehe) e o Fernando pescar no mar pela primeira vez =P
Musa, muito obrigada por me deixar participar desse momento maravilhoso, foi incrível, você foi muito guerreira e deixou que seu corpo fizesse o que ele sabe fazer! Foi LINDO!
Edi, você é um marido maravilhoso e foi muito importante a sua presença, trouxe muita tranquilade a sua esposa, e ajudou a trazer o Benny de uma maneira tranquila e feliz!
Dra. Roxana, Obrigada por ser maravilhosa como sempre!
Dr. Fernando, Obrigada pela atenção, paciência e carinho com todos. Te recomendo SEMPRE!
Parabéns a Família e Obrigada Dinda do Benny, por me indicar =D


Cris De Melo
Téc. Enfermagem
& Doula!

Nasci em Casa!



Esse é o anúncio que a equipe Hanami fez do nascimento do Caetano, em casa, segunda-feira passada!
Ontem fui visitar a Ju, ela esta magrinha, quase nem tem barriga, Caetano é grande e pesado hehehe
Ficamos conversando e relembrando o processo mágico que foi, e como é bom parir em casa!


Se você tem interesse em ter um Parto Domiciliar entre:
http://www.partodomiciliar.com/


Cris De Melo
Doula!

Pessoas Queridas!

Venho por meio desse post pedir desculpas pela falta de atualização, e desculpas as gravidinhas que entraram em contato para acompanhamento de parto para o mês de junho. Estou passando por sérios problemas familiares que estão tirando o meu fôlego, por isso estou tão ausente, resolvi essa semana que vou viajar para esquecer um pouco os problemas, e estarei fora do Brasil entre os dias 30 de maio e 9 de junho, por isso só estarei aceitando parto para depois ou antes dessas datas. Essa viagem além de me ajudar, vai me ensinar muita coisa, pois passarei dois dias em uma conferência internacional de Doulas, e com certeza vou voltar com mais força e conhecimento.


Agradeço a todos que estão me dando força, as pacientes de julho e agosto continuam iguais, apenas os partos de junho que estou repassando para profissionais de confiança.
Obrigada a todos.


Beijos
Cris De Melo
Téc. Enfermagem, Mãe
& Doula!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como encontrar uma Doula?

Muitas pessoas me deixam recados aqui no blog ou mandam emails dizendo que adoram o blog, e que querem uma doula mas não sabem como encontrar uma  em seus estados. Existe um cadastro nacional com doulas em todo o Brasil www.doulas.com.br/associadas.html , além disso é de extrema importância que os interessados investiguem sobre elas.


Para se tornar Doula no Brasil é muito fácil, o curso é rápido e barato, então qualquer pessoa pode se tornar uma. Mas não é o curso que faz a Doula e sim as experiências tanto profissionais quanto pessoais, a dedicação, as referências, as formações acadêmicas etc


Então se você procura uma, pesquise, mande email para todas as doulas na sua cidade, pesquise valores, REFERÊNCIAS, peça por fotos ou vídeos de partos, peça TELEFONE para contato de pacientes que já tiveram o acompanhamento, pergunte quantos partos ela já acompanhou, com quais médicos ela trabalha ou trabalhou.


Enfim, saiba quem você vai contratar ou que seja voluntária, quem vai te acompanhar nesse momento único. O parto ocorre uma vez só e não podemos mudar nada depois, estar bem acompanhada é fundamental.
Além disso se o seu obstetra é a favor do parto humanizado ele com certeza já trabalhou com alguma doula, peça uma indicação a ele.


Eu estava a procura de uma a pouco tempo, estava planejando uma viagem e a minha irmã precisava que eu a acompanhasse, mas a viagem era bem na data prevista do parto dela. As doulas que eu confio que moram em Florianópolis são : Sueli Melo ( minha mãe, mas que não conseguia acompanhar a filha) ,Gabriela Zanella ( que está de licença maternidade) e Juliana Sell ( que atende pré-parto e pós-parto). Eu estava prestes a trazer uma Doula do Rio Grande do Sul para acompanhar a minha irmã, só não precisou porque ela acabou tendo um parto prematuro.


A Doula é uma amiga na gravidez, parto e pós-parto, escolha bem quem vai entrar na sua casa, na sua vida e no seu parto.


Cris De Melo
Téc. Enfermagem, Mãe
& Doula!

Juliana Paes recomenda o armazenamento de células-tronco do bebê

No "Mãe & Cia" que foi ao ar na terça (3), às 21h30, Juliana Paes deu dicas para as novas mamães. Quatro meses após dar à luz Pedro, a atriz recomenda o armazenamento de células-tronco do bebê, feito através do sangue do cordão umbilical. 

Assista ao vídeo abaixo e veja o recado de Juliana:

Eu recomendo o BCU Brasil - Banco de Cordão Umbilical , o maior da América e um dos maiores do Mundo! http://www.bcubrasil.com.br/ 

E se você procura curso para gestantes gratuito em Florianópolis entre em contato e faça seu cadastro pelo email: curso.bebeabordo@gmail.com

Samara Felippo conta as dificuldades que enfrentou para amamentar sua filha



No "Mãe & Cia" que  foi ao ar nesta terça-feira (16), às 21h30, Samara Felippo falou sobre os desafios da amamentação. A atriz conta que, no início, teve dificuldades para alimentar sua Alícia, de quase dois anos, fruto de seu relacionamento com o jogador de basquete Leandrinho Barbosa. Segundo ela, a primeira experiência não é um conto de fadas e foi muito diferente do que ela imaginava. "É a sensação mais maravilhosa você amamentar seu neném, mas tem seus perrengues", diz ela. 


Link com o vídeo: http://gnt.globo.com/maeecia/Noticias/Samara-Felippo-conta-as-dificuldades-que-enfrentou-para-amamentar-sua-filha.shtml


Cris De Melo
Tec Enfermagem
& Doula!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Falsos alarmes = Pródromos!



Essa matéria da Crescer fala sobre ''falsos alarmes'' o que na verdade as mulheres não sabem que o nome é Pródromos. Essa é uma fase comum e saudável antes do parto, é uma preparação do corpo para o trabalho de parto. São contrações irregulares, por vezes dolorosas, mas que passam depois de algum tempo e não dilatam o colo do útero. Ter uma Doula com certeza evita essas idas e vindas ao pronto socorro!


Você está tão ansiosa para o seu bebê nascer que vai achar que essa hora chegou diversas vezes. Veja as situações mais comuns e o que fazer:

Calcinha molhada: pode ser um sinal que a bolsa estourou, mas pode ser também apenas corrimento vaginal. Troque de calcinha ou ponha um absorvente e fique deitada, em repouso. Se for corrimento (tem cheiro de leite azedo e é esbranquiçado), não vai acontecer nada. Se for líquido (cheira a água sanitária e lembra água de coco), vai vazar. Vá para o hospital. ( Minha sugestão: Ligue para o seu médico e/ou Doula).
Contrações: se não forem acompanhadas de dor ou ritmadas, acalme-se. São as chamadas contrações de Braxton Hicks, comuns no fim da gestação, e causam desconforto, uma espécie de cãibra. ( Ou Pródromos, as contrações duram mais tempo que as de braxton hicks e podem ser dolorosas.)
Sangramento: pode ser o tampão mucoso, que sai até dez dias antes do parto ( ou bemmm mais) , ou um sangramento mesmo, com sangue vermelho vivo e o fluxo maior ou igual ao de menstruação. Nos dois casos, ligue para o seu médico. ( Não ligue para o seu médico só por perder o tampão.)
Movimentos fetais: eles diminuem a partir da 38ª semana. Sempre depois que você comer, o bebê vai se mexer. Se você acha que ele está muito parado, fale com o obstetra.
Fonte: Ana Paula Junqueira Santiago, ginecologista e obstetra do Hospital São Camilo (SP) falsos alarmes




Bebês que nascem de cesárea têm 58% mais chances de serem obesos


Crianças que nascem de cesárea teriam 58% mais chance de se tornarem obesas na idade adulta do que as que passaram pelo parto normal. A conclusão é do estudo conduzido pelo pediatra por Marco Antônio Barbieri, professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em São Paulo. A pesquisa começou ainda em 1978 quando o especialista e sua equipe criaram um banco de dados com informações de mais de 6 mil recém-nascidos na cidade.
A segunda fase do estudo foi feita quando as crianças estavam com cerca de 8 anos. A coleta de dados se repetiu quando eles completaram 18 anos e, finalmente, 24 (nesse momento, 2.057 pessoas continuavam participando do estudo). Foram cerca de 12 mil avaliações ao todo desde o nascimento, que permitiram uma série de pesquisas no Brasil e no mundo. Dentre os vários tópicos analisados, chamou a atenção dos pesquisadores uma possível relação entre o tipo de parto e o desenvolvimento de obesidade.
Baseado em outros trabalhos, a equipe levantou uma hipótese para explicar esse fenômeno. De acordo com a gastroenterologista pediátrica Helena Goldani, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a literatura científica mostra que a microbiota, isto é, as bactérias do intestino, das crianças que nascem de parto normal e cesariana são diferentes. E isso acontece porque durante o parto normal, o bebê passa pelo canal vaginal e tem contato com muitas bactérias. Outro estudo mostra que quanto mais contato com bifidobactérias (bactérias que vivem no intestino) a criança tiver no primeiro ano de vida, menores as chances de se tornar obesa aos 7 anos. Isso também pode acontecer por meio da alimentação, já que ela está presente no iogurte, por exemplo, e outros alimentos têm a capacidade de aumentar o número delas no organismo (como é o caso da aveia, banana, leite e mel).
Relacionando todos esses trabalhos e os dados que levantaram, os pesquisadores acreditam que a explicação pode estar relacionada ao sistema imunológico. A obesidade se desenvolve mais facilmente em crianças com organismo com baixa defesa, por isso, quanto mais contato com diferentes bactérias, mais forte se torna a imunidade ao longo da infância. Assim, essa transferência entre certos tipos de bactéria que ocorre durante o parto vaginal também seria importante. 

“Mas esse dado está é apenas uma hipótese", diz Marco. "Estamos preparando um estudo maior que vai considerar questões como o peso das mulheres antes de engravidar, o desenvolvimento intrauterino, amamentação e os hábitos alimentares das crianças durante os primeiros anos de vida.” 

O que todos concordam é que, independente disso tudo, o parto normal, quando viável, ainda é a opção mais saudável para a mãe e o bebê.

Carol Celico, Juliana Knust... cada vez mais famosas dão à luz de parto normal


Logo depois do nascimento da filha Isabella, Carol Celico comentou no Twitter que havia curtido "cada dorzinha" do seu parto. A mulher do jogador Kaká foi mais uma famosa a dar à luz de parto normal recentemente. Embora no exterior seja comum ver celebridades tendo seus filhos de forma natural - Gisele BündchenJessica Alba,Halle BerryNaomi Watts e muitas outras são exemplo -, aqui, onde o índice de cesária na rede privada chega a 80%, o fato ainda chama a atenção.  

Como Carol Celico, Juliana Knust também deu à luz de parto normal e aprovou a experiência. "Senti muita dor, mas só pensava no momento em que teria o Matheus nos meus braços. Ele nasceu três horas depois que cheguei na maternidade, cheio de saúde. Tive um parto bem tranquilo e uma recuperação rápida e maravilhosa!", contou ao EGO. Sem radicalismo, Juliana diz que, apesar do desejo de ter parto normal, manteve a cabeça aberta caso fosse preciso fazer uma cesariana. "Queria o que fosse melhor para meu filho. Tive uma gravidez bem tranquila e sempre estive confiante de que daria tudo certo", disse.

A apresentadora Luciana Gimenez, que foi aos EUA para que o segundo filho nascesse com a mesma equipe que trouxe ao mundo o primogênito Lucas Jagger, comemorou no Twitter poder voltar à academia apenas três semanas depois do nascimento de Lorenzo. “A beleza do parto normal. Três semanas e indo para a gym”, escreveu. Segundo um jornal noticiou na época, ela contratou vários mimos para a hora, como massagens íntimas para aliviar a dor. 

Ampliar FotoFelipe Panfili /Ag News

Fernanda Lima com Rodrigo Hilbert e os gêmeos (arquivo)

Ao dar à luz João e Francisco, Fernanda Lima quebrou mais um tabu de que gêmos devem nascer por cesária. Em 2008, estrelou uma campanha do Ministério da Saúde em defesa do parto normal. "Ter o João e o Francisco foi um sonho que aconteceu naturalmente com o parto nornal, afinal todas nós mulheres nascemos preparadas para essa experiência. E olha que recuperação é mais rápida, o risco de infecção é menor e a mãe participa ativamente do parto”, disse no anúncio. 

Além do parto normal, na hora do nascimento de Gael e Cora Vanessa Loes fez questão de que fosse humanizado. “Gael nasceu chorando, berrando. Ninguém precisou dar tapinha. E ao contrário, fizemos questão de ter um parto “humanizado”, com poucas luzes – só mesmo a de trabalho do médico –, ar condicionado desligado, música clássica que gravamos especialmente para esse momento. Ele veio ao mundo nesse ambiente e foi maravilhoso! Nasceu super bem, parto normal, com peso ótimo”, relatou à revista da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o nascimento do primeiro filho.


Geralmente avessa a falar da vida pessoal, Gisele Bünchen deu uma entrevista ao "Fantástico" pouco depois do nascimento de Benjamin para contar sua experiência na banheira da sua casa e sem anestesia. "Não foi dolorido nem um pouco... A cada contração, ele está chegando mais perto de mim. Eu transformei aquela sensação intensa que acontece para todo mundo, em uma esperança de ver ele chegar mais perto”, disse.


Mariana Maffei, filha da apresentadora Ana Maria Braga, também optou por ter a filha Joana em casa. "O ambiente faz toda a diferença para o trabalho de parto evoluir e, em hospitais, a probabilidade de se acabar em uma cesárea desnecessária é altíssima, porque os profissionais não tem a vivência do parto normal, e não respeitam o tempo da mulher, querem acelerar o processo com uma série de intervenções desnecessárias que podem também culminar com uma cesárea", justificou sua escolha em entrevista ao "Mais você".
http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1661228-9798,00-CAROL+CELICO+JULIANA+KNUST+CADA+VEZ+MAIS+FAMOSAS+DAO+A+LUZ+DE+PARTO+NORMAL.html

Sabemos Parir!




Essa é uma música muito linda que a Dra. Roxana toca nos partos 
( pelo menos nos que eu acompanho com ela) e eu adorooooooooooo. O mantra como ela diz, traz uma sensação, uma paz, uma força e essa energia inunda a sala e tranforma o local do parto ( até mesmo o Centro cirurgico) em um lugar de carinho e conforto.
Eu sempre me emociono, e todas as mães dizem que a música as inspira nesse momento final.


A letra:

Sente que o momento chega
Sente que seus ossos são fortes
Sente  estamos ajudando
O divino está contigo
Sente que o bebê está na porta
Viverá para abraçar-te .
Sente que estás em boas mãos
e és parte da terra
Tens o que necessitas
mãe de todos nós


Uma amiga doula me passou a música e agora tem também no meu celular, para tocar também, nesses momentos mágicos!


Cris De Melo
Téc. Enfermagem
& Doula, de corpo e alma!

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das Mães!




Gente eu vi essa propaganda e achei linda demais, recomendo que todas assistam até o final!
Feliz dia Das mães a todas!!


Beijos


Cris De Melo
Doula e Mãe!

sábado, 7 de maio de 2011

Linda Matéria sobre Parto Ativo!




Como vocês viram, eu postei esses dias a matéria que passou na Ana Maria Braga sobre parto, porém eu não sabia que tinha essa parte primeiro, e é magnífica!!!!!!!!!
Então aqui vai!


A todas as mamães, um Feliz Dia das Mães!!!!!
Especialmente a todas as minhas doulandas queridas que já pariram,
as 6 que vão parir agora em Maio, e também as de junho, julho e agosto


Cris De Melo
Téc. Enfermagem,
Doula, Mãe e Tia babona
da Ana Clara com 8 dias!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Novo Bebê!

 Como vocês sabem, eu virei Titia ( e Dindaaa!!!!) a 6 dias, a Ana Clara nasceu prematurinha de 34 semanas. Enfrentamos dificuldades na maternidade, ela ficou em observação na UTI neonatal, e desde a 1ª hora de vida já deram mamadeira e chupeta, coisas que podem atrapalhar a amamentação!


Fiquei muito chateada, como uma maternidade particular pode ir contra o que a Organização Mundial da Saúde recomenda ( amamentação na 1ª hora, evitar uso de mamadeiras ( dar na seringa, copo, colher ou sonda de relactação) e não usar chupetas.


Assim que eu consegui uma folga da correria pra ir lá com calma, eu coloquei ela no peito, e ensinei minha irmã a pega correta.
Ana chorou, brigou com o peito, e eu só dizia: '' Mari, calma, tenha paciência, ela também esta aprendendo.''
Demorou um pouco até que ela estivesse acordada e com fome, e abocanhou o peito como nunca tinha feito antes ( segundo a minha irmã.)


Fui para casa e a minha mãe assumiu o turno noturno, Ana chorou a noite toda de cólica ( como ela tomava NAN as fezes ressecaram e ela sentia dor). No dia seguinte a Pediatra ficou chocada quando chegou e viu ela mamando no peito, minha irmã mostrou o vidrinho de leite materno que tinha tirado, caso ela não conseguisse mamar no seio. A pediatra deu alta na mesma hora!

Elas chegaram em casa, e aqui ACABOU mamadeira e CHUPETA. Quando a Ana Clara pedia leite, ia direto ao peito. Nas primeiras duas vezes ela reclamou, chorou, empurrava o bico, passava a boca procurando a mamadeira que é muito mais fácil de mamar.

Com paciência ela pegou, e novamente mamou como um bebê de 40 semanas! Como a Mari estava muito cansada, eu sugeri levar a Ana para o meu quarto, e levar quando ela acordasse para mamar. Ela concordou porque sentia que precisava de descanso.

Como um reloginho a Ana acordou com um intervalo máximo de 4 horas, eu trocava a fralda e levava pra mamar. Com facilidade ela já sugava e nós riamos ouvindo os goles ! Depois a mamãe voltava a dormir, e a Titia-Dinda-Doula colocava para arrotar e depois no carrinho.

Ela acordou as 2:30, 6:30. 9:30 e repetiamos o mesmo ritual, fralda, peito, arrotar e dormir!
Meio-dia tomou banho ( eu que dei) e só acorda pra mamar!! É um bebê muitooo tranquilo, não usa mais chupeta e evacua com facilidade várias vezes ao dia! Ah e claro, está com leite materno exclusivo!

Parto Ativo: mãe como protagonista


Não é o médico ou a parteira que fazem o bebê nascer, mas sim a mãe. Esse tipo de parto se chama Parto Ativo. A mãe escolhe tudo: qual a melhor posição para parir, o que fazer, o que não quer fazer, comer ou não comer, enfim ela é a protagonista no parto.
Claro que não existe Parto Ativo sem uma equipe.
A indicação é que junto com a mãe esteja um acompanhante (o pai do bebê ou outro por ela escolhido) e alguém que possa verificar se tudo está bem sem intervir no processo natural do nascimento.
Cristina De Melo que é técnica em enfermagem e doula, acompanhante de parto que oferece suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mulheres, explica que todas as mães podem ter um parto ativo. "Todas as mulheres têm capacidade de parir, o corpo delas foi feito para isso, elas só precisam de apoio!"
A indicação de Cristina para quem pretende ter um filho de Parto Ativo é que participe de cursinhos para gestantes durante a gravidez, e que conte com a ajuda de uma doula para ensinar técnicas e posições que elas podem usar no parto. "Mães, vocês tem 9 meses para se prepararem para o parto e a chegada do bebê, esse tempo não serve apenas para decorar o quarto e comprar o enxoval, é obrigação da mãe ou se for um casal, do casal, de se preparar!"

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ana Maria Braga recebe sua filha Mariana para falar de parto natural !


Ana Maria Braga recebeu no Mais Você, desta quarta-feira, 04 de maio, a visita especial de sua filha Mariana, que contou para os telespectadores como foi o parto de Joana, sua filha, e neta da apresentadora. Mariana revelou que o parto de Joana aconteceu em sua própria casa e teve a ajuda de duas parteiras, além de uma doula, acompanhante responsável pelo conforto físico e emocional da mãe no momento pré-parto.

Além de conversar com Mariana, Ana Maria também entrevistou sua doula Marcelly Ribeiro, ao vivo, na casa. A apresentadora ainda recebeu Priscila Colacciopo, uma das parteiras que ajudaram a trazer Joana ao mundo.

Em reportagem, o Mais Você mostrou a coragem de muitas mulheres que optam por ter seus filhos de modo natural, ou seja, através do parto ativo, como é chamado. Essa alternativa não conta com intervenção médica no nascimento da criança. É importante ressaltar que o médico deve estar presente, porém, ele só interfere se houver necessidade. Não existe nem parteira, nem médico, no momento do nascimento, é simplesmente o corpo da mulher que se responsabiliza por toda a ação.

O programa também falou sobre o parto humanizado. Foram ouvidas seis mulheres que optaram pela alternativa. “Eu sempre quis ter um parto normal, mas eu não sabia que havia parto humanizado, onde respeitava-se os desejos das mulheres. Quando eu fui ter o parto, no momento do parto mesmo, foi para mim, assim, além de intenso, por estar fazendo o processo junto com a minha filha, e não uma coisa fria, não individualizada, foi um momento que eu realmente fiquei, é um momento de conquista, onde eu consegui conquistar um desejo que era meu há muito tempo. Foi um momento muito feliz”, contou a pedagoga Renata de Nardis.

Na casa com Ana Maria Braga, Mariana explicou a diferença entre a cesariana e um parto natural. “A cesariana é uma cirurgia, é importante ressaltar isso, ela é um parto, mas, antes de mais nada, é uma cirurgia”, enfatizou.

Sobre a profissão de parteira nos partos naturais, Priscila Colacciopo contou: “Durante o trabalho de parto, você pode saber se o bebê ou a mãe está com algum problema. Durante o trabalho de parta, a gente escuta o bebê. Este movimento é muito recente no Brasil, por isso, o número de doulas e de parteiras é muito restrito. Tem que ter formação acadêmica, com faculdade em enfermagem e especialização em obstetrícia”.

Em relação à função da doula, Marcelly Ribeiro relatou que ela é responsável pelo conforto da mãe nos momentos pré-parto. “Muitas mulheres que passam pela experiência do parto natural se tornam divulgadoras e pró-ativas deste movimento”, destacou Mariana. Ela também falou dos momentos que antecederam o parto: “Eu comecei a sentir as contrações mais fortes às 10h da noite, e a Joana nasceu às 10h da manhã”, contou.

Ana Maria Braga observou que a novidade a deixou preocupada, mas depois ela percebeu que é uma ótima opção para o momento de dar a luz: “No começo eu fiquei muito assustada, e a Mariana sabe disso, mas hoje eu vejo a Joana aqui entre a gente feliz e saudável”.

LINK COM VÌDEO: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1661003-18172,00.html

Um pouco mais sobre o Livro ''Parto com Amor''


“Acho que exagerei na lasanha de berinjela”, comentou Luciana Benatti com o marido, Marcelo Min. Passava das dez da noite e Luciana, com 37 semanas e 4 dias de gestação, tinha sentido uma dorzinha. Não era a lasanha. Era Pedro, mas naquele momento ninguém sabia que ele se chamaria Pedro, porque os pais achavam que ainda teriam alguns dias de gestação para decidir o nome e preferiam descobrir o sexo apenas quando o bebê se apresentasse.

 Na madrugada, primeiro chegou a doula. Depois a pediatra. E em seguida a obstetra. Daria qualquer coisa para saber o que o porteiro do edifício no bairro de Pinheiros, em São Paulo, imaginou ao ver três mulheres chegando de malinha no meio da noite. Tudo – de homicídio a orgia – menos que alguém daria à luz no sétimo andar. De repente, já havia uma piscina inflável, decorada com uma alegre fauna marinha, no meio da sala. E uma mangueira de 50 metros levava água quente do velho Lorenzetti até banheira improvisada. Foi lá que Luciana começou a dar aqueles berros primais e libertadores, porque dói mesmo, para algumas mulheres mais do que para outras. 

E de novo fico pensando no que o pobre porteiro deve ter imaginado quando os vizinhos começaram a interfonar. Arthur, pelo menos, resolveu espiar o que estava acontecendo. Aos quatro anos, ele desembarcou da cama esfregando os olhos amendoados e encontrou uma festa na sala. Como Luciana sabia que nada melhor do que um bom berro quando a contração chegava mais forte, percebeu que precisaria explicar ao menino o que estava acontecendo antes que ele se desesperasse. “Filho, para o irmãozinho sair da barriga, a mamãe vai ter que dar uns gritos de leão”. Arthur é louco por qualquer bicho – mas rei é rei, e rainha melhor ainda. 

Adorou. E a partir daí, sempre que sua mamãe leoa berrava, ele ria e batia palmas na maior empolgação. Foi assim que Pedro escorregou para o mundo. Marcelo e Arthur, pai e filho, cortaram o cordão umbilical. E depois de um soninho gostoso, Luciana acordou pela manhã com os dois filhos ao seu lado e um café na cama preparado pelo Marcelo. O melhor pão com requeijão da sua vida.
Esta história é contada pelos protagonistas, a jornalista Luciana Benatti e o fotógrafo Marcelo Min, num livro – muito – importante lançado nesta quarta-feira, 4/5 (a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo). Parto com amor (Panda Books) é a narrativa de uma trajetória que começou em 2007, com a gestação de Arthur, o orgulhoso animador de partos do parágrafo anterior. E só terminou no ano passado, com o nascimento de Pedro.

Ao ficar grávida pela primeira vez, quatro anos atrás, Luciana pensava em ter parto normal, mas nunca tinha ouvido falar de parto humanizado. Como boa parte dos médicos, o dela disse: “Parto normal é o melhor para a mãe e para o bebê”. Mas não respondia – e até se irritava – com as perguntas de Luciana. “O que mais a senhora quer saber?”. Um dia Luciana, já com um barrigão de 35 semanas, encontrou uma amiga jornalista. “Mas você tem certeza? Muitos médicos dizem que fazem (o parto normal), mas na hora inventam uma desculpa para a cesárea”.

Luciana ficou bem irritada com a amiga que duvidava do seu médico naquela altura da gestação. Mas o comentário permaneceu fincado como um alfinete em sua cabeça e, na consulta seguinte, diante de seus questionamentos, o médico soltou esta pérola: “Por que você está tão preocupada com o parto? Cuide das roupinhas e da decoração do quarto e deixe que do parto cuido eu”.

Não era esta a ideia que Luciana e Marcelo compartilhavam sobre o parto do seu filho. Eles tinham certeza de que quem tinha de cuidar do nascimento do bebê eram eles – e especialmente Luciana, com o apoio de Marcelo. Nunca mais voltaram ao consultório do médico, que também jamais os procurou para perguntar o porquê.
Um mês depois Arthur nasceu num parto natural na banheira da maternidade de um hospital, sem anestesia, sem episiotomia (o corte que obstetras costumam fazer no períneo da gestante com a justificativa de que ajuda no nascimento e evita lesões maiores) e sem soro com ocitocina (medicamento usado para aumentar a frequência e a força das contrações). Arthur desembarcou do útero no seu tempo, forte e saudável. E Luciana deu à luz inspirada nas suas avós: Aurora teve sete filhos de parto normal e Antônia, sete. “Foi um daqueles momentos que fazem a vida valer a pena”, diz Luciana. “Fui a protagonista da minha história.”

E foi assim que outra história começou – a do livro. Marcelo, um dos melhores (e mais sensíveis) fotógrafos do Brasil, registrou em imagens o parto de Arthur. Ao refletirem sobre sua experiência, Marcelo e Luciana perceberam que valia a pena documentar o parto natural, comum nos países desenvolvidos da Europa, mas uma exceção no Brasil, um país com índices de cesariana superior a 80% nas mais conceituadas maternidades privadas – quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda no máximo 15%.

Nos últimos quatro anos, Marcelo e Luciana acordavam na madrugada com telefonemas do tipo: “Vai nascer!” ou “Começou!”. E lá se ia Marcelo com seu equipamento, enquanto Luciana ficava com Arthur. Depois, a jornalista fazia uma longa entrevista com cada uma das mulheres em suas casas, para que contasse sua trajetória a partir do seu próprio olhar – todos os textos do livro são na primeira pessoa e cada um deles traz o jeito particular da autora daquele parto. A cada final de capítulo, há uma seção de perguntas e respostas feitas com muita responsabilidade, precisão e conhecimento, que esclarecem questões trazidas na narrativa.

Como os meses de uma gestação, são nove histórias de mulheres – e homens – que decidiram se tornar protagonistas do nascimento de seus filhos. Cada uma delas com seu próprio caminho, suas possibilidades, seus conflitos e também seus limites. Cada capítulo nos dá uma história contada em duas linguagens – o texto e a fotografia. E ao final de cada um deles sofremos e nos alegramos junto com aqueles homens e mulheres – e bebês lindos e amarrotados – que passamos a sentir como se fossem da família.

Marcelo ganhou das gestantes o apelido de “fotógrafo invisível”, pelo seu dom – já testemunhado por mim em reportagens muito delicadas que fizemos juntos – de registrar a realidade com uma câmera enorme sem que ninguém se sinta invadido ou mesmo perceba a sua presença. As duas fotos abaixo são do primeiro capítulo, justamente o parto de Arthur. A mulher, berrando na banheira, é Luciana. Sim, parto dói, mas há uma diferença fundamental, que a maioria das pessoas parece ter esquecido, entre dor e sofrimento. A do parto é uma dor que não vem da doença e da morte, mas da saúde e da vida. É uma passagem. Você está junto com seu filho, ajudando-o no primeiro momento mais importante da vida que se inicia fora do útero materno.

 E poder berrar, sem que nenhum obstetra ou enfermeiro torça o nariz, é libertador.
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Parto com amor é um livro que registra um dos movimentos femininos mais interessantes deste início de milênio (e que, para muitas parcelas da sociedade, permanece invisível): a decisão das mulheres de recuperarem a posse do corpo em um momento crucial da vida – o parto do filho. Elas passaram a perceber que dar à luz não é um procedimento técnico apenas, mas algo que vai definir uma questão determinante para tudo o que vem depois: o nascimento de uma mãe.

As decisões tomadas no parto e a forma como cada mulher lida com a gestação é parte da construção da maternidade que também ali se inicia. E para cada filho – e não apenas o primeiro – há uma mãe diferente que nasce. Assim como a forma que cada homem lida e participa – e a sua presença ou ausência nesse momento – também é determinante para a paternidade que se inicia, para o pai que também nasce.
Assumir a responsabilidade de parir é uma etapa essencial do processo de fundação e autoconhecimento da família recém nascida. Assim como delegar todas as decisões do parto para a autoridade médica também é, pelo avesso. Tanto uma escolha quanto a outra têm significados e consequências.

Em boa parte dos países desenvolvidos, a cesariana não é uma escolha, como é no Brasil. Da mesma forma que qualquer pessoa de bom senso acharia um absurdo se submeter a uma cirurgia nos rins ou na próstata sem necessidade. Nesta visão responsável da saúde, a cesariana é um procedimento de grande seriedade, como qualquer cirurgia, realizado apenas quando é necessário. E só é necessário quando há um risco comprovado para a mulher e para o bebê, quando é a realmente a melhor alternativa para a mulher e para o bebê.

Se esta fosse a verdade do atendimento às gestantes no Brasil, por que só as brasileiras teriam indicação de cesariana em mais de 80% dos nascimentos nas maternidades privadas – e não os 15% previstos pela OMS? Será que as brasileiras são mulheres diferentes das demais mulheres do mundo? Teriam um corpo diferente, que as impossibilita de parir seu filho de forma natural?
Assim, que bom que vivemos um momento da medicina em que, quando há risco para a mãe ou para o bebê, é possível fazer uma cirurgia. Mas que pena que um número significativo de cesarianas é realizado todos os dias não por necessidade real, mas por comodidade do médico e da mulher. E, mais triste ainda, que um número considerável seja feito à revelia da mulher. 

Diante dessa realidade e da sensação de que algo estava errado na experiência vivida nos consultórios e nos hospitais, em diferentes partes do país mulheres começaram a reagir. Sem encontrar respostas nos lugares óbvios, em geral contaminados pela cultura da cesariana e pela ideia da autoridade inquestionável do médico, elas passaram a criar grupos de discussão e de pesquisa na internet. Ao voltarem arrasadas da consulta, mães de primeira viagem encontravam pelo Google mães mais experientes que respondiam a suas perguntas e lhes davam orientação.

Duas destas mulheres, cada uma com uma história diferente, podem ser vistas nestas fotos extraordinárias. Na primeira, Denise, Lauro e a pequena Alice, no momento do nascimento. Na segunda, Andréia aconchega Maura, que acabou de nascer no ofurô. Matheus já deu as boas-vindas à irmã e muitos beijos na mãe. Em seguida, foi fazer xixi. “Muita gente se surpreende com esta foto”, comenta Andréia no livro. Como se o xixi fosse sujo, nascer fosse limpo e o fato de os dois estarem tão próximos pudesse fazer algum mal para o bebê.” A resposta padrão de Andréia é a seguinte: “Você sabe por onde ela saiu? Então, qual é o problema?”.
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Pela internet, tornou-se possível recuperar uma tradição perdida: a das mulheres mais velhas ou experientes que compartilham seu conhecimento com as mais novas. A velha sabedoria das mães e das avós, só que a rede virtual e as mudanças culturais do nosso tempo tornaram esta uma família expandida. Hoje, há centenas de sites, blogs e listas de discussão de mulheres sobre gestação e parto. É possível, inclusive, assistir a partos pela tela do computador, em tempo real. Em algumas cidades brasileiras, profissionais da saúde adeptos do parto natural e humanizado formaram grupos onde as mulheres fazem cursos e trocam experiências. Trocam também indicações de doulas, parteiras, obstetras e pediatras que garantidamente vão respeitar suas escolhas, manter seu bebê junto delas e só realizar uma cesariana se for realmente necessário.

Da mesma forma que a internet deslocou o poder em muitas esferas – com o acesso à informação, a ampliação das vozes e a possibilidade de divulgação –, também teve profundo efeito no protagonismo do parto no Brasil. E, como toda mudança, esta causa um bocado de polêmica e resistência – especialmente entre a parcela dos profissionais de saúde que sente seu poder, antes inquestionável, ameaçado. Não acredito que esse movimento seja revertido. Pelo contrário, me parece que a tendência é crescer e se multiplicar com a ajuda das redes sociais.

Parto com amor é um dos primeiros livros brasileiros a documentar esse fenômeno cultural tão interessante. E recebeu o apoio entusiasmado de uma das brasileiras mais famosas do mundo, a supermodelo Gisele Bündchen. A maioria das celebridades marca dia e hora para botar seus filhos no mundo, a data é escolhida com a ajuda de um numerologista e o mapa astral está na lista do enxoval. Gisele, a celebridade entre as celebridades, não. Ela faz parte desse movimento novo. Teve seu filho Benjamin em casa, na banheira, com parteira, da forma mais natural possível. E sofreu críticas por causa disso.

Em entrevista ao Fantástico, programa da TV Globo, ela disse: “Meu parto não foi dolorido em nenhum momento. Não foi assim, ai que dor, mas a cada contração eu pensava que meu bebê estava mais perto de mim. Eu transformei aquela sensação intensa, que acontece para todo mundo, em uma esperança de ele estar chegando mais perto. E no segundo dia (depois do parto) eu já estava caminhando, lavando louça, fazendo panqueca, sabe assim, vida que segue”.

Gisele leu Parto com amor e comenta na contracapa do livro: “O parto pode ser, sim, um momento poderoso de transformação, alegria e prazer. Espero que este livro inspire muitas mulheres”.
Depois, encomendou exemplares para dar de presente às irmãs.
Espero que os votos de Gisele Bündchen se realizem.


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