quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma a cada quatro mães enfrenta dificuldades na hora de amamentar!



Apesar de tantas campanhas e de ninguém questionar as vantagens, uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar.  


 Apesar do oba-oba sobre aleitamento, ainda faltam educação e orientação básica, segundo especialistas

O estudo, do Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí, foi apresentado em um congresso de bancos de leite, que acontece em Brasília.
A pesquisa 24% do total- apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê.
O que justifica o índice, diz a nutricionista Vanessa Paz Lima, coordenadora do levantamento, é a falta de informação sobre os modos corretos de amamentar e de prevenir esses problemas.
"Falta educação", concorda a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. "É preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois." A mama cheia, que foi o problema mais recorrente, está diretamente relacionada à falta de informação. Se a mãe não sabe que deve alimentar o bebê periodicamente, o peito enche e o bebê só vai abocanhar o bico, o que pode levar a fissuras.
"O correto é que ele abocanhe toda a região da aréola, que é onde ficam os sacos de leite, e não o bico", explica Danielle Silva, coordenadora de Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz.
Para isso, a posição correto do bebê é fundamental: a cabeça deve estar recostada na curva do braço da mãe e o corpo alinhado ao dela.
O mau posicionamento também pode até causar fissuras nos mamilos, o que leva a dores nas mamadas.
Nesses casos, recomenda-se que a mãe hidrate o bico do seio com o próprio leite ao final da mamada. "Ele também protege contra infecções", diz Danielle Silva. 



FALTA DE APOIO
O segundo problema mais frequente foi a baixa produção, que é evitada dando de mamar com frequência.
"O maior problema é a falta de apoio. Muitos pediatras não sabem orientar direito", acredita Fabíola Cassab, fundadora do grupo Matrice, de apoio à amamentação.
Todas essas orientações, segundo Vanessa Paz Lima, devem ser passadas à mãe logo no pré-natal e devem continuar nos dias seguintes ao nascimento do bebê.
"Se, durante a internação do pós-parto, identificarmos que a mãe apresenta algum problema para amamentar, ela passa a receber uma orientação intensiva e só recebe alta se tiver entendido os procedimentos", afirma.
Segundo ela, o importante é que haja conforto durante o aleitamento: "Qualquer condição que provoque dor pode interferir na amamentação e desestimulá-la".
Danielle Silva completa: "A Organização Mundial da Saúde preconiza seis meses de aleitamento exclusivo. Isso não apenas nutre, como protege contra infecções". 

3 comentários:

  1. Estou nessas estatísticas. :-(
    E concordo, os pediatras deveriam ser os maiores incentivadores, mas não é bem isso que acontece, né?

    Beijo

    ResponderExcluir
  2. Sim, muitas vzes o pediatra é o primeiro a indicar o NAN e desencorajar a mãe.... triste

    ResponderExcluir
  3. Pois eh, quando tive minha primeira filha só amamentei porque queria muito, mas sofri bastante foram 3 meses com fissuras, e sabe o que os medicos me diziam? -É assim mesmo! Vê se pode ninguem me ensinou nada eu chorava junto com minha filha a cada mamada, meu seio rachava e empedrava pois ela não conseguia mamar direito.

    ResponderExcluir