quarta-feira, 30 de março de 2011

Cris Doula e Doulandas no programa ''Falando'' na TVCOM!



Gente já era pra ter divulgado mas não tive tempooooooooo. Amanhã ( 31 de março) Eu, Bárbara, Mariana, Cristina e Simone vamos participar do programa ''Falando'' ao vivo as 17 horas, na TVCOM.
O Tema é '' Tipos de Partos'' e vamos falar sobre o papel da doula entre várias coisas.
Vocês podem mandar perguntas e tudo mais que acredito que vamos responder ao vivo!
Espero que todos assistam amanhã, e para quem não pode ver na TV tem o link da TVCOM
http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/tvcomsc/home,0,5051,Home.html


Assim que sair o vídeo no youtube posto aqui também!


Beijos


Cris De Melo
Téc. Enfermagem
& Doula!

Relato do nascimento da Sophia filha da Nathália!



A Sophia é uma menina danadinha, ela esperou para nascer no último dia que eu estaria no Brasil, o mesmo dia que eu ia viajar e só agora tive tempo para fazer o relato. A Nathália me achou por uma indicação de uma das médicas que trabalho, ela ia parir na Santa Helena com plantonista por questões financeiras.
Sabemos que a Santa Helena é uma maternidade muito cesarianista e os médicos não são muito a favor do parto normal, já que tempo é dinheiro!


Avisei que tinha 22 de março viajaria e que se ela quisesse eu poderia fechar o acompanhamento, porém se nascesse depois dessa data quem acompanharia seria a doula reserva, a DPP dela era para o dia 15 de março.
O tempo passando, Sophia amando a barriga e nada de querer sair. A Nathi estava bem tranquila mas ficava ansiosa cada dia mais.


Com umas 41 semanas ( não lembro exatamente agora) ela começou a sentir as primeiras contrações.
Tudo ficou de verdade mesmo quando ela me ligou com contrações de 5 em 5 minutos, como era mamãe de primeira viagem eu já me preparei pra ir para lá ficar aguardando.
                                                                                                                                                                     Ficamos no computador, assistimos TV, comemos, andamos, bola, massagem, sempre incentivando-a a ficar ativa. As contrações eram bem leves nesse ponto ( isso era por volta das 13 hrs).
As contrações não estavam bem ritmadas ainda, chegavam a ficar de 7 em 7, 8 em 8, 5 em 5 minutos. Conversamos bastante e ficamos passando o dia.




Quando anoiteceu as contrações foram ficando mais proximas e intensas. E eu lembro que por volta das 23 horas elas estavam fortes, proximas, de 5 em 5, 4 em 4 cms. Mas dava pra saber que ela não. estava dilatando muito. Ativa o dia todo, chuveiro, bolsa termica, massagem, bola, caminhada, dançava e quando o sono batia ela deitava de lado para cochilar.


Por volta da 1 hora da manhã ela disse que queria ir para maternidade, todos nós sabíamos que era cedo, inclusive ela, ainda não estaria bem dilatada, as contrações não estavam regulares de 3 em 3 minutos, mas a dor era intensa, ela não queria mais esperar em casa. Então fomos para a maternidade.


A 1:30 da manhã o Dr. Ararê que estava de plantão a examinou e disse que estava com 4 cms, o colo do utero nao estava centralizado ainda.. A Nathi queria analgesia, mas ele não recomendou,a bebê estava alta.
Nesse ponto ela queria desistir, porque a dor era intensa, a família na sala de espera já pedia pela cesárea, Nathalia estava bem nervosa a esse ponto.


Eu e o marido dela a levamos para uma sala ao lado, e conversamos com ela. Relembramos o porque de estar ali, porque ela estava passando por isso, que era normal, e que se ela ainda quisesse mais tarde receberia a analgesia. Desistir ali poderia causar um grande arrependimento depois.



O plantonista respeitou os desejos, em nenhum momento ele tentou indicar a cesárea ou induzir ela a desistir, deixou que eu entrasse junto com o marido, se não me engano é o segundo ou terceiro parto que pego ele de plantão, e ele sempre foi muito atencioso conosco. Fomos para enfermaria e ela entrou no chuveiro, o Felipe ( marido) se molhou por inteiro, e eu fiquei sentada observando os dois em trabalho de parto, JUNTOS!


Ela tomou banhos com duração de uma hora cada, umas duas ou três vezes. Quando a Sophia desceu mais e a dilatação avançou 1 cm, após 3 horas na maternidade, deixamos que ela recebesse a analgesia. Ela não aguentava mais. Depois da primeira dose ela parecia outra pessoa, estava sorrindo novamente, caminhava, usava a bola, o anestesista aplicou uma dose que aliviou a dor, mas não tirou os movimentos dela. Mas com analgesia as contrações perderam a força e foi colocado ocitocina.

Por volta das 6 da manhã ela tinha dilatado mais 1 cm, estava com 6 cms, e a dor havia voltado. Ela entrava em pânico, não queria sentir aquilo tudo de novo, e pediu pela segunda dose. As 9 da manhã mais 1 cms, estava com 7 cms agora, a Sophia ainda alta, e a Nathi estava com ocitocina desde as 4 da manhã e evoluia muito devagar.  O médico disse que a opção era dela, continuar e esperar dilatar, ou fazer a cesárea.

O Felipe dormia sentado, exausto! Ela já dormia em pé, a noite anterior toda com contrações, a madrugada inteira com contrações insuportáveis para ela, e a manhã inteira, era tempo demais. Conversamos sobre as opções, e tanto ela quanto o Felipe concordavam com a cesárea, ela não queria esperar mais ainda.
O colo do útero ainda não estava centralizado, e o médico desconfiava que a cabeça estivesse fletida
 ( a cabeça não estava encaixada na posição correta.) Ele disse que nasceria mesmo assim, até porque 
pode-se tentar girar a cabeça quando o bebê desce mais, mas geralmente esses partos são mais demorados.


Mas toda a experiência já era demais, Nathi não estava triste, já tinha esperado bastante, tentado bastante, aguentando mais do que muitas mulheres, e sabia que não estava fracassando, ela havia lutado e muito.
Preparamos tudo, pude ficar todos os minutos ao seu lado, e quando tudo estava pronto chamei o Felipe.

E pouco tempo depois nasceu a Sophia, e confirmou o diagnóstico, ela estava assinclítica, a cabeça não estava na posição correta, e por isso o colo do útero também não centralizava e nem a Sophia descia.
Nasceu totalmente saudável, linda com 3.520, apgar 9/9!!!! Tudo correu bem!!

Fomos para a recuperação, coloquei a Sophia pra mamar e me despedi!

Nathi, obrigada por me convidar para fazer parte desse momento mágico, você foi maravilhosa e extremamente guerreira. Aguentou por horas e horas um trabalho de parto que é mais doloroso e difícil,
tudo para que desse chance ao seu corpo de fazer o que ele sabe fazer.

E fez com que a Sophia recebesse todos os benefícios do trabalho de parto! Felipe, você foi paizão nota 10, ajudou muitoooooooooo a Nathália, sempre firme, incentivando-a, ajudando com o que ela pedisse.
Parabéns a vocês, e muita saúde para sua nova família!

Beijosssss



Cris De Melo
Téc. Enfermagem, Mãe
& Doula!

De volta ao Brasil!



Olá a todos, desculpem a ausência total no blog, mas como todos sabem ( eu acho!) eu estava de férias em Buenos Aires, sim, foram poucos dias mas dias maravilhosos. Já estou de volta ( cheguei hoje!) e já começo a trabalhar a qualquer momento que a princesa Maria Clara na barriga a 39 semanas resolver nascer!!


Em Buenos Aires visitei um shopping que tinha um espaço próprio para amamentação, e estava localizado na praça de alimentação, eu achei um máximo.


São cerca de 6 a 8 poltronas dessas, dando total privacidade as mães. Eu nunca me importei em exibir um pouco do seio para amamentar, e amamentei por 1 ano e 6 meses.


Mas concordo que algumas mães sentem vergonha, e também algumas pessoas se sentem incomodadas com alguém amamentando, então achei uma idéia bem legal.

Algumas pessoas podem achar que é uma forma de descriminar, mas eu não achei não.
A Sofia testou a poltrona e aprovou, segundo ela, a Minie estava com fome! Valeu filha!

Nos shoppings Brasileiros o máximo que já achei foi uma poltrona dentro do fraldário, num local com 4 paredes, onde a mãe se isola de outras pessoas.
Como esse local é na praça de alimentação, fica próxima de mesas e a mãe não se sente tão de lado.O utra coisa que vimos foi no '' Museu de los ninõs'' um museu incrível com vários exemplos e profissões que as crianças poderiam seguir. Claro que filha de peixe, peixe é, a Sofia amou a parte da obstetrícia.






Assim que viu a máquina de ultrason, deitou-se na maca e pediu para que eu visse o bebê dela.
Não sei se todas sabem, mas a minha irmã está grávida de 7 meses e como toda grávida tem manias, a minha também.


Uma coisa que ela fala muito é o tipo '' Oh, meu bebê ta com fome..'' '' Oh, meu bebê chutou.'' E claro as chantagens para ganhar massagem hehehe


E a Sofia como não é boba, também inventou que tem um nenêm na barriga dela. E esse bebê também tem desejos, chuta, tem soluços e tudo mais. Ela ficou super feliz ao ver o rostinho do bebê imaginário na tela, e perguntou: '' É uma menina?''


Além das várias outras coisas, também tinha essa ''placa'' falando dos benefícios do Aleitamento Materno exclusivo por 6 meses e amamentação prolongada. Um máximo!
É isso, espero que tenham gostado de ver umas fotinhos. Quem for curioso pode ver várias fotos da viagem no meu orkut: Cris ( Doula) algumas pastas
 ( inclusive da viagem) são abertas para todos!
Em breve novos posts do Cris A Doula!


Cris De Melo
Téc. Enfermagem, Mãe
& Doula!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Como deveria ser uma cesárea, quando é necessária!!




Prestem atenção na hora do nascimento, como o campo (pano que tampa a barriga) é tirado e a mãe assiste o bebê sair da barriga, de maneira calma e o mais tranquila possível. Logo após o bebê é entregue a outro profissional que coloca o bebê no peito materno. Só depois, ele será examinado.


Todas as cesáreas deveriam ser assim.


Cris De Melo
Téc. Enfermagem
Mãe & Doula

quinta-feira, 17 de março de 2011

Matéria na revista SC em Foco!


A uns meses atrás recebi um convite da Revista SC em foco, para escrever uma matéria
sobre doulas, e que enviasse algumas fotos com permissão das pacientes.
E aqui esta o resultado, amei, ficou lindo e fácil de entender.
Obrigada SC em foco pela oportunidade!


Se você encontrar a revista, pegue a sua já! :)


Cris de Melo
Téc. Enfermagem, Mãe
& Doula!

Uma a cada quatro mães enfrenta dificuldades na hora de amamentar!



Apesar de tantas campanhas e de ninguém questionar as vantagens, uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar.  


 Apesar do oba-oba sobre aleitamento, ainda faltam educação e orientação básica, segundo especialistas

O estudo, do Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí, foi apresentado em um congresso de bancos de leite, que acontece em Brasília.
A pesquisa 24% do total- apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê.
O que justifica o índice, diz a nutricionista Vanessa Paz Lima, coordenadora do levantamento, é a falta de informação sobre os modos corretos de amamentar e de prevenir esses problemas.
"Falta educação", concorda a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. "É preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois." A mama cheia, que foi o problema mais recorrente, está diretamente relacionada à falta de informação. Se a mãe não sabe que deve alimentar o bebê periodicamente, o peito enche e o bebê só vai abocanhar o bico, o que pode levar a fissuras.
"O correto é que ele abocanhe toda a região da aréola, que é onde ficam os sacos de leite, e não o bico", explica Danielle Silva, coordenadora de Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz.
Para isso, a posição correto do bebê é fundamental: a cabeça deve estar recostada na curva do braço da mãe e o corpo alinhado ao dela.
O mau posicionamento também pode até causar fissuras nos mamilos, o que leva a dores nas mamadas.
Nesses casos, recomenda-se que a mãe hidrate o bico do seio com o próprio leite ao final da mamada. "Ele também protege contra infecções", diz Danielle Silva. 



FALTA DE APOIO
O segundo problema mais frequente foi a baixa produção, que é evitada dando de mamar com frequência.
"O maior problema é a falta de apoio. Muitos pediatras não sabem orientar direito", acredita Fabíola Cassab, fundadora do grupo Matrice, de apoio à amamentação.
Todas essas orientações, segundo Vanessa Paz Lima, devem ser passadas à mãe logo no pré-natal e devem continuar nos dias seguintes ao nascimento do bebê.
"Se, durante a internação do pós-parto, identificarmos que a mãe apresenta algum problema para amamentar, ela passa a receber uma orientação intensiva e só recebe alta se tiver entendido os procedimentos", afirma.
Segundo ela, o importante é que haja conforto durante o aleitamento: "Qualquer condição que provoque dor pode interferir na amamentação e desestimulá-la".
Danielle Silva completa: "A Organização Mundial da Saúde preconiza seis meses de aleitamento exclusivo. Isso não apenas nutre, como protege contra infecções". 

Nascer sem pressa!

Encontrar obstetras dispostos em encarar as longas horas do trabalho de parto não é fácil no Vale do Paraíba; índice de cesarianas na região chega a 49%, acima da média nacional de 35%

Se tempo é dinheiro, nascer sem hora marcada nos dias de hoje é um grande privilégio. Mas a pequena Flora Liz, de apenas quatro meses de idade, teve essa sorte graças à determinação e à coragem de seus pais, Marcela Veiga e Fábio Diniz. Quando souberam da gravidez, eles confiaram o pré-natal a um médico tradicionalista, certos de que o bebê nasceria de forma natural quando estivesse maduro e preparado para vir ao mundo. Porém, no oitavo mês de gestação, tiveram a notícia de que a indicação era de cesariana e acabaram decidindo fazer o parto arriscado em casa, em São José dos Campos, com a ajuda de uma doula e uma enfermeira obstetra.

Conta Marcela que, desde o início, o médico se comprometeu a fazer o parto normal. No entanto, faltando um mês para Flora nascer, ele indicou uma cesariana por perda drástica de líquido amniótico. “Fiquei decepcionada. Eu queria ser a protagonista do nascimento do meu filho. Chamei o Fábio, voltamos ao consultório, e o médico frisou que, se não fizéssemos cesariana, estaríamos colocando em risco a vida do bebê. Quando Flora nasceu, vimos que a bolsa ainda tinha bastante líquido”, lembra Marcela.

O que aconteceu no consultório médico com Marcela e Fábio vem se repetindo com inúmeros casais. A busca por obstetras dispostos a encarar um trabalho de parto tem sido missão penosa, não só nas cidades do Vale do Paraíba, mas em todo o Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 35% dos partos da rede pública são cesarianos, o que representa 80% dos nascimentos em todo o país. Na região, a média é de 49%, enquanto o preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de, no máximo, 15%. Em 2009, São José realizou 39% de cesarianas, Jacareí, 42%, Taubaté, 33% e Lorena, 83%.

Nos hospitais privados brasileiros, 84% dos nascimentos são feitos com hora marcada, ou seja, com intervenções cirúrgicas. Este cenário se repete nas maternidades particulares de São José e demais cidades do Vale. Para se ter uma ideia, o Hospital São José realizou 938 partos em 2010, dos quais apenas 168 normais (17%).

É consenso entre as gestantes, e profissionais da área também admitem, que isto vem acontecendo porque os médicos de convênios estão sobrecarregados e desmotivados pela baixa remuneração. Os profissionais de consultórios particulares andam com a agenda tão lotada que as pacientes não sentem segurança de que serão atendidas no dia do parto.
O médico Cesar Damasceno, obstetra com 25 anos de experiência e que atende em Jacareí, concorda que o relógio tem pressionado e que muitos profissionais hoje só aceitam fazer cesarianas. “Quando o médico marca o horário do parto, não precisa cancelar compromissos com a família, viagens, e nem a agenda do consultório”, explica.

Fonte: amigadoula.blogspot.com/

Cris De Melo
Téc. Enfermagem, Mãe
& doula!

10 maneiras de auxiliar uma mulher em trabalho de parto!




Adorei essas dicas, elas são simples e fáceis de qualquer um fazer, e são ótimas principalmente para os maridos que não sabem como ajudar a esposa no trabalho de parto e parto.
Por outro lado, escolhi postar esse vídeo que mostra praticamente tudo que não se deve fazer. As piores posições para o parto, as piores coisas que você pode falar, a pior maneira de respirar entre outros. É triste como a mídia trata um momento tão magnífico como algo tão terrível! Nossa, se eu não vivenciasse partos todos os meses, ficaria assustada com esses.


Ter em mente algumas coisas corretas de se fazer e de se dizer é sempre útil, assim como ter algumas dicas do que não fazer. Aqui estão algumas idéias, sinta-se livre para expandi-las para seu próprio uso durante o parto e faça o que você achar que está funcionando! 

1. Massageie seu rosto para ajudar a eliminar o stress e relaxá-la. 

2. Lembre-a de ir ao banheiro a cada hora. A bexiga cheia é desconfortável e pode também parar o trabalho de parto. 

3. Tente fazer compressas frias em seu pescoço e rosto. Até mesmo lavar seu rosto levemente pode ser bom quando ela está trabalhando tão duro. 

4. Encoraje-la a
beber fluidos e comer o suficiente, se os médicos liberarem. Comer e beber ajudará a restaurar as energias perdidas durante a maratona do trabalho de parto. 

5. Ajude-a a mudar de posição para encorajar o andamento do trabalho de parto. Algumas posições farão com que a dor diminua, outras podem ser mais dolorosas. Faça o que funcionar para ela. 

6. Se as costas dela estiverem doendo, faça uma pressão na parte de baixo de suas costas (ou onde ela disser para fazer) com as suas mãos, aplique tanta força quanto ela achar necessário. Fazer isso quando ela estiver de quatro no chão também ajuda com a dor. 

7. Esteja lá para ela. Mesmo quando ela disser que não quer ser tocada, estar lá a sua disposição é muito importante. Apenas fique próximo a ela para que ela sinta sua presença, e encoraje-a verbalmente. 

8. Tente o chuveiro ou a banheira. A água durante o parto é muito importante para o alívio de todo o tipo de dor. 

9. Use uma bolsa quente, saco feito de meia com arroz ou cobertor aquecido para a parte inferior de suas costas, seus membros ou o períneo (no final) para ajudá-la. 

10. Lembre-a do porquê ela está fazendo isto: o bebê!



  *Fonte: ONG Amigas do Parto

quarta-feira, 16 de março de 2011

Olha a Isabella aí gente!!



Um vídeo que a Natali colocou hoje, mostrando a Isabella e a marquinha de nascença que ela tem, igual a da mãe. Lindaaass, estou louca para visitar vocês!!!!! Beijoooooooooooooooooooooooooos!





Cris De Melo
Téc. Enfermagem,
Mãe & Doula!

terça-feira, 15 de março de 2011

Que saudade do meu barrigão!


De vez em quando eu fico revendo as fotos da minha gestação, desde criança sou apaixonada por grávidas e bebês, minha mãe que trabalhava na maternidade Carlos Corrêa, contava várias histórias e eu sempre fascinada. Toda vez que alguém da família engravidava eu festejava, e sempre que algum bebê nascia eu ia visitar.


Também cresci ouvindo as histórias de terror que a minha mãe vivenciava, como as freiras parteiras tratavam as parturientes, e as famosas frases '' Na hora de fazer você não gritou, então não grita agora.'' '' Se você não aguenta um toque, não vai aguentar o parto.'' Eu ficava tão triste. E eu ria quando ela contava o que ela fazia com as parteiras, tirando sarro na frente delas para descontrair as parturientes, como ela defendia aquelas mães e protegia contra esses abusos físicos e verbais.


Andrea, primeiro parto que acompanhei, aos 16 anos.
Quando eu tinha 16 anos tive a oportunidade de acompanhar meu primeiro parto, minha tia estava grávida do segundo filho, e seria mãe solteira, eu me ofereci ( acho que implorei) para que pudesse acompanhá-la, e ela deixou. Fiquei muito feliz, e fiquei o dia inteiro com ela na indução, e a noite toda, ele nasceu de Parto Normal as 3 da manhã ( 4,160 kgs), e só fui embora as 8 da manhã.


Briguei com o meu namorado ( Pai da Sofia) porque era dia dos namorados, e eu passei o nosso primeiro feriado acompanhando um parto hehehe, e eu não queria estar em outro lugar!!


Não é a toa que eu engravidei poucos meses depois, com 17 anos. Minha gravidez foi tranquila, nenhuma intercorrência ( além de um descolamento do saco gestacional no segundo mês).


Eu amava estar grávida, sentir o bebê chutar, fazer os exames e me sentia conectada com um universo feminino... era mágico!
Queria muito um parto na água, mas na época a minha obstetra disse que não tinha em Florianópolis, e ela disse que parto só de cócoras ou deitada.
Eu não tive nenhum apoio, meus pais não apoiavam o parto normal e a minha mãe já havia passado por 4 cesáreas ( o primeiro por falha na indução, na época não se fazia VBAC, então os outros já eram cesárea também).


Meu namorado também novo com 21 anos achava que o normal era cesárea. Eu estava naquela luta sozinha.
Com 35 semanas fiz o exame de streptococos tipo B, e deu positivo. A minha obstetra explicou que era uma bactéria agente da miningite, e que se a bolsa rompesse o bebê poderia se contaminar e morrer.Fiquei apavorada!
Perguntei se era mais seguro fazer a cesárea, e ela disse que sim, e que marcaria e eu teria que chegar 4 horas antes para receber o antibiotico. ( Infelizmente só depois eu fui descobrir que streptococos não é indicação de cesárea, e quando é cesárea eletiva, não é necessário antibiotico.)




A cesárea foi ''tranquila'' felizmente não tive nenhum efeito colateral da anestesia, que são efeitos tão comuns   ( rosto quente, coceira, tremedeira, enjôo e vômito.)
Ouvi o choro dela e chorei junto, imaginando como ela seria, já que eu não via nada através daquele pano. Estava aliviada, a minha cesárea 'necessária' tinha dado certo. ( Sofia veio ao mundo com 39 semanas).


Amamentei na primeira hora, e ela ficou comigo o tempo todo. Quando o efeito da anestesia começou a passar a dor veio, eu não aguentava e lembrava com raiva das pessoas que falaram que cesárea era modernidade, que não doía, etc. Eu pensava, 'quem pode querer optar por isso?' Como eu queria ter conhecido uma Doula naquela época ( Eu nem sabia que existia), teria feito toda a diferença conhecer alguém com conhecimento para me ensinar, me apoiar, e me ajudar durante o processo.


O primeiro mês foi difícil, amamentação foi super tranquila, Sofia era um bebê muito calmo e não chorava pra nada, nem parecia que tinha um recém-nascido em casa. Mas o meu psicológico não tinha assimilado o nascimento ainda. E eu chorava muito, sentia uma dor por dentro quando olhava essas fotos.
Era um sentimento de perda, como se eu tivesse perdido o meu bebê. Foi horrível, eu me sentia culpada por estar chorando, não entendia o que estava acontecendo comigo, e foi muito difícil.


E foi na internet que conheci pessoas que me ajudaram a entender tudo o que eu sentia, e foi na internet que eu ouvi pela primeira vez que eu tinha sofrido uma cesárea desnecessária. E eu agi como muitas mulheres aqui no blog, eu não admitia que ninguém falasse mal da cesárea... È, foi bem difícil.
Quando a Sofia fez 3 meses abriu o curso para Doulas em Florianópolis, eu queria muito fazer, mas ela mamava exclusivamente e eu não conseguiria atuar tão cedo, com um bebê tão novo. Adiei!
Com 10 meses comecei meu curso Téc. Enfermagem, conheci pessoas maravilhosas, aprendi muitoooooo e fiz estágios em vários hospitais ( inclusive na Carmela Dutra).


Nessa mesma época comecei a trabalhar na Clinica Santa Helena, e aprendi como as coisas funcionavam em maternidades particulares. Quando Sofia tinha quase 3 anos, fui para São Paulo e fiz o meu sonhado curso de Doula, voltei e já comecei a acompanhar partos, e não parei mais desde então.
Depois do curso já bati papo com a minha antiga obstetra, e ela admitiu que não gosta de acompanhar parto normal, que cesárea é melhor, pode marcar, é rápido e não bagunça a agenda do consultório...


É assim mesmo, vivendo e aprendendo, hoje a minha missão é ajudar outras mulheres com informação, apoio  e algumas técnicas, para que tenham um parto humanizado. É difícil, muitas vezes é sofrido, é muito preconceito de pessoas ignorantes que não sabem o que é Doula, as vezes presenciamos erros que por pouco não são fatais, e muitas vezes temos que engolir alguns sapos.
Mas eu sou uma pessoa que não desiste, e que acredita que pequenas coisas podem fazer toda a diferença, e que juntos, podemos mudar essa realidade.


Ps: Em 2012 eu engravido de novo =) E vou ter o meu tão sonhado parto na água!


Cris De Melo
Téc. Enfermagem,
Mãe & Doula!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quem é esse bebê????



Essa é o MEU bebê, a Sofia quando tinha 2 aninhos!! Dá para notar o quanto ela gostava de ir para escola 
( hehe) e o quanto ela adooooora dormir. Esse é um dos meus preferidos de todos os vídeos dela que já postei no youtube, e nem sei quantos são ao total.


Modesta parte, minha filha é linda XD





Prometo que esse é o último ahushuahushuashu



Cris De Melo
Doula & Mãe babona
da Sofia, hoje com quase 4 anos!

sábado, 12 de março de 2011

Dilatação: Será que vou ter?


Achei no blog da minha amiga doula Priscilla Rezende um post muito legal falando sobre a dilatação, sobre '' não ter passagem'' e vou copiar aqui para que vocês entendam como o corpo funciona. Muito importante lembrar que toda mulher dilata, mas algumas dilatam muito rápido ( 2, 4 horas) e outras mais lentamente ( 12 horas, 24, 48 horas). 
Lembrando também que o colo do útero dilata mais na fase ativa do trabalho de parto, então quando a mulher interna muito cedo na maternidade, ainda com as primeiras contrações que vem em intervalos de 5 minutos ou mais, elas terão pouca dilatação. Na verdade, elas as vezes nem estão em trabalho de parto, ou estão ainda na fase latente, a mais demorada e menos eficaz.


"Quando a mulher entra em trabalho de parto, esse colo, antes grosso, começa a afinar. Vocês podem ouvir na cena do parto o profissional dizer que o colo está grosso, médio, afinando, etc. Quando o colo termina de afinar, trabalhando em conjunto com as temidas contrações uterinas, ele começa a dilatar, pouco a pouco, em um processo que pode demorar horas...ou dias.A dilatação do colo do útero começa com 1cm e segue se abrindo até completar os 10cm ideais para o bebê poder sair de dentro dele. A dilatação acontece na saída do útero e não na vagina, como muitos acreditam. A vagina é um músculo que contrai e relaxa, ok?


Os profissionais conseguem definir o quanto o útero está dilatado através do exame de toque
obstétrico. Segue abaixo uma imagem que representa o posicionamento dos dedos do profissional durante o exame, que abre os dedos em formato de tesoura.


Estime-se que, em trabalho de parto, a dilatação aumente 1cm por hora. Mas isso não é uma lei, cada parto é um parto e a natureza age se permitirmos. Durante os primeiros centímetros, as contrações têm um intervalo maior, o que permite à mulher suportá-las facilmente. É o momento em que, em uma gestação de baixo risco, a parturiente pode ficar em casa, procurar se distrair e não se focar em cronometrar as contrações. Lembre-se: um trabalho de parto pode durar horas e é cansativo, aproveite esse período para descansar, relaxar.

Infelizmente, no cenário obstétrico atual do Brasil, temos que ter um profissional engajado na busca pela promoção da humanização do parto e nascimento, um profissional que esteja preparado para encorajar a mulher a aguardar pacientemente a dilatação se concluir e, principalmente, a encoraje e a permita trabalhar esse parto, com a ajuda de uma doula e do acompanhante, em um ambiente que não seja aversivo, de modo que o trabalho de parto transcorra de forma respeitosa, sem que sejam necessárias intervenções para acelerar o processo e que, consequentemente, aumentem as chances de a mulher precisar ser submetida à uma cirurgia cesariana.


Portanto, se você está grávida e seu médico só de olhar pra você disse que você não tem passagem, ou se a sua mãe precisou ser submetida à uma cesariana por esse motivo, não precisa se preocupar porque sem dilatação não há trabalho de parto, procure um profissional que tenha experiência e vontade de acompanhar partos naturais e fique tranquila, pois o seu colo irá dilatar na hora certa.

Durante o trabalho de parto, seu bebê estará sendo monitorado e qualquer alteração na frequência cardíaca do feto será identificada pelo profissional responsável, caso você precise ser submetida à uma cesariana para salvar o seu bebê da privação de oxigênio antes que a sua dilatação esteja completa, saiba que a indicação da sua cesariana será bebê apresentando sofrimento fetal e não "falta de dilatação" ou "de passagem".

Precisamos acreditar que todas essas mulheres vítimas do sistema, principalmente as brasileiras, não vieram com defeito de fabricação!!!
Fonte: 

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que fazer se o bebê engasgar?




O manual de primeiros-socorros da American Heart Association indica os seguintes passos para desobstruir as vias aéreas de bebês, em casos de alimentos ou objetos ficarem presos:
- Mantenha o bebê de bruços em seu antebraço. 
Apóie a cabeça e a mandíbula com sua mão. Sente ou ajoelhe-se e apóie seu braço sobre a coxa ou o colo;- Aplique até cinco batidas nas costas com o calcanhar de sua mão livre entre as escápulas do bebê.- Se o objeto não for eliminado após as cinco batidas, vire o bebê de costas. Afaste ou abra as roupas da parte anterior do tórax da vítima, somente se puder fazer isso rapidamente. Se for necessário, comprima o tórax do bebê através das roupas;



- Aplique até cinco compressões torácicas usando dois dedos da mãe livre para comprimir sobre o osso esterno (apóie a cabeça e o pescoço da vítima e segure o bebê com a mão e o braço, repousando o antebraço sobre seu colo ou coxa);- Alterne a sequência de batidas nas costas e cinco compressões até o objeto ser removido ou o bebê conseguir respirar, tossir ou chorar.
A Sociedade Brasileira de Pediatria dá as seguintes recomendações para evitar que as crianças engasguem:
- Não ofereça alimentos a crianças menores de 4 anos sem amassar e desfiar as fibras.- Não deixar pedaços de alimentos no prato, principalmente os arredondados.- Os seguintes alimentos são de risco potencial para a aspiração: sementes, amendoim, castanha, nozes, milho, feijão, pedaços de carne e queijo, uvas inteiras, salsicha, balas duras, pipoca e chiclete.- Mantenha os seguintes itens da casa longe do alcance de crianças menores de 4 anos: balões, moedas, bolinha de gude, brinquedos com peças pequenas, bolas pequenas, botões, baterias esféricas de aparelhos eletrônicos, canetas com tampa removível.- Insista para que as crianças comam à mesa, sentadas. Evite alimentá-las enquanto correm, andam, brincam ou estão rindo. Não deixe as crianças deitarem com alimento na boca.- Supervisione sempre a alimentação de crianças pequenas.- Fique atento às crianças mais velhas. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos ou irmãs oferecem objetos ou alimentos perigosos para os menores.
Nâo adianta levantar a criança, sacudir ou soprar seu rosto! No caso de engasgo com o leite, coloque o bebê de bruços no seu colo e de 2 tapinhas nas costas, esse movimento deve fazer com que o leite saia.
Cris De Melo
Tec Enfermagem
& Doula!

Indução: Um pouco mais sobre esse processo!



Muitas mulheres todos os anos do mundo inteiro passam por induções, problemas de saúde com a mãe ou o bebê são um dos principais motivos para interromper a gestação, outro é quando a gestação passa de 41 semanas. Todo procedimento tem beneficios e riscos, a indução também, e não deve ser usada de rotina.Antes de decidir pela indução, discuta sobre esses detalhes importantes como seu obstetra.


Tradução do vídeo:
Algumas vezes o corpo precisa de uma ajuda para que o trabalho de parto comece. No vídeo a gestante Sheryl grávida de 39 semanas será induzida , existem muitas formas de induzir o parto, e todas tem o mesmo objetivo, desencadear o trabalho de parto.


''Nós induzimos as contrações, e essas contrações devem dilatar o colo do útero, e com o progresso da dilatação o bebê nasce via vaginal.'' Dr.Richard Carapeltolli


Seu médico ou parteira podem indicar indução nos casos de:
- Gestação prolongada;
- A bolsa rompe mas o trabalho de parto não começa;
- Ou problemas de saúde, que é o caso da Sheryl;


Existem vários metodos para induzir:
- Sonda Foley :que é a mesma inserida na uretra, no caso ela é introduzida no canal vaginal, dentro do colo do útero, e faz com que o corpo produza prostaglandinas e o trabalho de parto comece;
-Prostaglandinhas: Essa mesma substância é encontrada em comprimidos vaginais e gel vaginal, que serve para afinar e dilatar o colo do útero, causando contrações;
- Descolar a bolsa amniótica: é uma das mais comuns e frequentes, e ajuda a iniciar as contrações, mas é preciso ter alguma dialatação ( 1 ou 2 cms).
- Estourar a bolsa: romper a bolsa amniotica ajuda a iniciar o trabalho de parto, é preciso ter alguma dilatação e é eficaz para acelerar o trabalho de parto ( mas tem riscos ).
- Ocitocina: É a forma sintética de hormônio natural do corpo que desencadeia o trabalho de parto, é o método mais popular, Sheryl receberá ocitocina hoje .


Quando é usado ocitocina:
- Quando o colo do útero não esta afinando nem amaciando ;
- Se o parto regride ao invés de evoluir;
- Se a bolsa rompe mas após horas o parto ainda não começou;


Ocitocina nem sempre é uma solução rápida. Se a mãe já esta com contraces, quando aplicada ocitocina ela vai evoluir rápido, se o colo do útero não esta favorável pode-se usar doses pequenas por até 12 horas para preparar o colo do útero, 


Sheryl esta com monitoramento contínuo, coração do bebe e força da contração através do cardiotoco. 
Não tem necessidade disso e é extremamente desconfortável para a mãe, pois ela precisa ficar deitada, evoluindo mais devagar e aumentando a sensação de dor.


Após 2 horas de indução, ela esta com 3 cms e o médico com pressa, rompe a bolsa para acelerar o trabalho de parto. Indução em geral é seguro, mas traz riscos, por isso é preciso discutir esses riscos com o médico. Nem sempre as induções são bem sucedidas e se isso acontecer, a mulher será submetida a uma cesárea. 


Depois de 7 horas de indução, Sheryl acha que esta demorando mais do que ela esperava, mas decide não tomar analgesia peridural, ( comum nos EUA). 11 horas após o início da indução, ela esta pronta para empurrar. 


Sheryl dá a luz a uma menina saudável, ela diz que a sensação de dor com a ocitocina foi intensa, mas nem mais nem menos do que no parto anterior, que foi natural. Ela esta feliz que a indução tenha funcionado e feliz de conhecer sua filha. 


Fonte: BabyCenter


Cris De Melo
Téc. Enfermagem
&  Doula!!