quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Você tem uma escolha!


Um amiga postou no orkut dela um vídeo em inglês que achei super interessante, vou postar o link aqui para que vocês possam assistir, e vou postar a tradução para quem não entende inglês.

Enfermeira: '' Um parto típico no hospital em que eu trabalho, envolve uma mulher chegando em um trabalho de parto bem cedo ( fase latente cerca de 2 cms), nós temos um protocolo a seguir que servem para todas as mulheres, elas não são avaliadas individualmente. Começamos com uma endovenosa com soro, colocamo-as deitada na cama, e começamos a monitorar as contrações ( cardiotocografia), a mulher tem que ficar basicamente na mesma posição senão fica difícil de monitorar. Se o trabalho de parto não está progredindo como o médico gostaria, nós entramos com a ocitocina. Isso aumenta a força das contrações, e fazem acontecer mais frequentemente. Frequentemente com a ocitocina a dor também é mais forte, e das mulheres que eu ja cuidei, diria que cerca de 90 a 95% recebem a peridural ( analgesia).
Elas não conseguem sentir a bexiga, então precisamos colocar uma sonda para manter a bexiga vazia, e isso aumenta os riscos de infecção urinária. O parto se torna um processo bem passivo,
checamos a dilatação do colo, verificamos os batimentos do bebê durante a contração, e se não conseguimos são feitos outros procedimentos mais invasivos, e são comuns, eu vejo sempre.
Quando o colo do útero esta totalmente dilatado, os 10 cms, nós começamos a empurrar com ela. A única posição que eu já vi foi deitada de costas com as pernas nas perneiras, a mulher que recebe peridural pode ser exaustivo fazer força e demorar bastante, elas não conseguem sentir muito. Depois de empurrar várias e várias vezes, muitas vezes é necessário usar o vacum extrator, que puxa o bebê pela cabeça, ou também o fórceps muitas vezes.
E depois esperamos a placenta sair, e esse é um típico dia no meu trabalho.''

1º casal: '' O nosso primeiro parto foi bem típico, descobrimos que eu estava grávida e precisávamos encontrar um médico, perguntando ali e aqui, me indicaram uma obstetra, e eu basicamente fazia tudo que ela mandava eu fazer. E tive um parto no hospital, com peridural,
e todo o resto, e ainda bem que não precisei de uma cesárea.. Mas foi um parto tradicional hospitalar. ''

2º casal: '' O fato de saber que tínhamos outra opção além do hospital foi ótima, nós tivemos o primeiro bebê naturalmente, e o segundo tentamos também no BirthCenter ( casa de parto) mas precisamos ser transferidos para o hospital. ( marido) Eu me senti respeitado, não me sentia descolado, ninguém ficava me mandando sair, fui encorajado a participar, me senti confortável e relaxado, e na segunda vez que foi no hospital, eu me senti como um intruso.
(mãe) Eu tinha a escolha de como eu queria parir, e não adiantava eu escrever várias vezes o que eu queria, e sim apenas ouvir o meu corpo e eu não teria essa liberdade no hospital. Meu plano de parto era fazer o que o meu corpo mandasse que eu fizesse. ''

3º casal: '' (marido) Eu acho que por natureza, nós maridos somos protetores. Aqui está o seu corpo, é feito naturalmente por Deus para ter bebês, não quer dizer que é fácil, mas ele é feito para funcionar nesse processo, aí a colocam em um ambiente completamente estressante, e a forçam a procedimentos médicos . Bom, eu como protetor, quero mantê-la longe disso."

4º casal: '' O que muitas pessoas não sabem é que existem diversas outras opções além do que você está acostumado a ver, e essas outras maneiras são baseadas em evidências que comprovam que são existem maneiras mais saudáveis de se tratar uma gestação e um parto, e que são mais confortáveis, melhores para a mãe e o bebê, melhor para a mãe se conectar ao bebê, eles mantem as intervenções e procedimentos mínimos e só quando necessários, e é muito importante achar esse tipo de informação, e procurar saber mais além do que apenas a informação que você esta recebendo.

3º casal ( esposa falando dessa vez) '' As pessoas acham que quando vão para o hospital, ou para uma situação durante o parto, que eles tem que fazer tudo que mandam. Se eles pesquisassem eles saberiam na os fatos e as verdades, eles saberiam que eles podem dizer as enfermeiras, ao médicos o que eles querem e como eles querem. E estar no controle da situação torna o parto uma experiência magnífica. O parto pode ser sim, uma experiência incrível.''

Enfermeira obstetra e aspirante a parteira ( midwife):
'' Ao invés de ser um processo ativo e saudável o parto acaba sendo um evento passivo onde basicamente você se torna um espectador. Você só fica deitada esperando que essa coisa saia, você não faz nada. Mas isso é tudo que essas mulheres sabem, tudo que elas estão acostumadas,
isso é tudo que nós enfermeiras sabemos, é assim que fomos treinadas, se você não parar pra tirar um tempo para estudar e pesquisar além disso , você fica achando que é assim que todo mundo faz, e você continua fazendo assim. Você não acha que tem uma escolha ou que pode fazer diferente o trabalho de parto e parto. ''

No final todos os casais concordam que fizeram a escolha certa. E que todos tem uma escolha, não caia no sistema, não aceita o tradicional só porque é assim que todo mundo faz. Informe-se, leia, estude, pesquisa e exija que com você seja diferente.

A sua vontade, a sua força e empoderamento é que farão a diferença entre um parto normal com todas intervenções que o médico quiser, ou um parto natural e incrível.

Se você é um profissional da saúde, um enfermeiro(a), um médico (a), faça diferente. Saia da caixa, não fique preso apenas ao que lhe foi ensinado. Existem tantos modelos incríveis a se seguir, tantos Obstetras renomados já publicaram estudos científicos que mostram que existe mais além do que vocês aprenderam.

Obstetras, esqueçam que o parto é um momento que vocês podem mandar e desmandar na paciente e na família, respeitem seus desejos e escolhas, deixem que elas escolham a melhor posição pra ELAS, procurem saber mais do que sabem agora.

Todos vocês, tem uma escolha! Não desperdicem!

Cristina De Melo
Téc. Enfermagem & Doula
Lutando a favor do Parto Humanizado, agora e sempre!


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