quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Entrevista com Roberta mamãe da Lara!


Mandei para as minhas pacientes um questionário com 10 perguntas, para que elas contem como foi a experiência, o que é mais difícil e tudo mais que acham que pode ajudar outras gestantes. A Mariana, Vanessa ,Cristina e Roberta responderam e me enviaram, e aqui vai! Espero que gostem, e que isso possa ajudar vocês!

1- Por quê vocês decidiram ter uma Doula?

Decidimos ter uma Doula apenas na 38ª semana de gestação depois que descobrimos a dificuldade de se conseguir o que se deseja no momento do parto em clínicas particulares de Florianópolis. Nossa opção, desde o início da gestação, era o parto natural de cócoras ou na água (sem intervenções). Além disto, estávamos muito desapontados e com medo em relação à conduta da obstetra que estava acompanhando a gestação desde o início. Tínhamos muito medo de uma cesárea desnecessária. Naquele momento, precisávamos muito de conselhos e apoio.

2- Como descobriram o que era uma doula e como escolheram a de vocês?

Até aproximadamente a 28ª semana do período gestacional nós nunca ficamos sabendo da existência de Doulas (nem sabíamos o significado da palavra). Foi nessa época que começamos a participar do Curso de Gestantes oferecidos pelo Hospital Universitário da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Por acaso, uma das instrutoras distribuiu um vídeo de parto natural na banheira. Neste vídeo, a gestante estava acompanhada de uma Doula (O vídeo era do Parto da Cris que autorizou que eles divulguem em cada curso, e eu era a doula). Por curiosidade, fomos pesquisar sobre o assunto. Achamos interessante a ideia, entretanto naquele momento decidimos não "contratar" a Doula, pois julgávamos estar bem preparados para um parto natural. Estávamos plenamente convictos que seria natural entrar em uma maternidade e pedir por um parto natural.

Escolhemos a Cris porque ela fez uma visita na clínica na qual a Roberta fazia hidroginástica para gestantes e, nesta visita, ela alertou sobre a dificuldade de se conseguir o que se deseja no momento do parto em clínicas particulares de Florianópolis. Roberta sentiu muita confiança nela. Neste mesmo dia, após uma rápida conversa entre o casal, optamos por pedir a Cris para que acompanhasse nosso parto. Isto aconteceu na 38ª semana de gestação.

3- Como foi ter uma doula no parto? ( Opinião da mãe)

Como eu tive um TP longo a presença da Cris foi importantíssima! Ela veio de madrugada pra minha casa e ficou conosco até algumas horas depois do parto (mais ou menos 19 horas ao nosso lado). Ela sempre me passou confiança e profissionalismo desde o dia que a conheci. As massagens e as palavras de incentivo fizeram toda a diferença!

Como foi ter uma doula no parto? ( Opinião do Pai)

Ter uma doula no parto e ser assistida por uma obstetra que tem como filosofia o parto humanizado foram as melhores coisas que poderiam ter acontecido conosco. Minha esposa tinha plena convicção que ela poderia ter o parto do jeito que planejamos (dentro dos limites de segurança, pois, caso REALMENTE ocorresse alguma coisa errada nós estávamos preparados para uma cesárea). Felizmente, foi provado mais uma vez que a mulher moderna continua plenamente apta a dar a luz pelas vias naturais e do jeito que ela sentir mais confortável. Além disto, o trabalho de parto foi muito longo (bem acima da média, segundo informações da doula e da obstetra). Por isso, minha esposa precisava de todo apoio e segurança durante todo este período.

4- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?

Tive um TP longo. Comecei a sentir contrações umas 7 horas antes da Cris chegar em nossa casa. Durante esse período sempre fomos nos falando. Entre a Cris chegar em nossa casa e a Lara nascer se passaram aproximadamente 17 horas. E ela acompanhou tudo durante todo este tempo: através de dicas, apoio, massagens, etc... Ela nos passou segurança e o mais importante pra nós naquele momento era saber que tudo estava ocorrendo bem e nos restava apenas aproveitar o momento da chegada da nossa filha, sem preocupações. Foi muito importante tê-la do nosso lado durante este momento mágico. Tudo aconteceu do jeitinho que planejamos.

5- Vocês acreditam que o parto tem alguma relação com a personalidade do bebê?

Lara é uma criança muito tranquila e ao mesmo tempo muito esperta! Nossa gravidez foi bem planejada e ela foi muito amada até mesmo antes de ser concebida. Sempre sonhamos em ter uma menininha! Lara nasceu com 41 semanas, na hora que ELA escolheu. Achamos que tudo isso tem relação com a personalidade dela.

6- No próximo filho, pretendem ter outro parto normal?
Com certeza! Não tem momento mais maravilhoso e divino do que parir um filho.

7- O que vocês gostariam de dizer aos casais a espera de um bebê?Dicas, conselhos entre outros.

Primeiramente, escolham um obstetra que seja adepto do parto normal. Parir um filho naturalmente é algo maravilhoso, uma experiência que vai marcar pra sempre a vida da mãe e do pai. Além de um bom obstetra tenham uma Doula. No momento do TP ela é importantíssima para ajudar a mãe com massagens e incentivo e também deixar o pai mais tranquilo quanto ao processo (chega uma hora que a mamãe acha que não vai aguentar e o papai pode ficar desesperado! rsrs...)

8- Como é a vida após a chegada do bebê?

É bem cansativa e ao mesmo tempo gratificante! Cansativa, pois o bebê exige 100% de atenção dos pais (principalmente da mãe). Esquece-se os horários pré-definidos e passa-se a viver em função do bebê! É gratificante porque podemos olhar para o nosso bebê e ver nele nossos traços, podemos acompanhar a evolução a cada dia, saber que aquele pequeno ser que ficou 41 semanas dentro do útero da mãe é saudável e está se adaptando tão bem ao mundo...

9- Vocês ficaram satisfeitos com o trabalho da doula e com o parto?

Com certeza absoluta. O acompanhamento pré-parto da Cris teve tanta importância quanto o durante e o pós-parto. As conversas pré-parto foram decisivas, pois:

- Nos levaram a trocar de obstetra na 38ª semana de gestação, pois estávamos muito desconfiados da conduta da obstetra que estava acompanhando a gravidez desde o início. Se tivéssemos mantido a mesma até o final, com certeza a Lara nasceria através de uma cesárea desnecessária;

- Foi a partir destas conversas que a Cris nos comentou que existe um pequeno grupo de médicos obstetras que são adeptos do parto natural em Florianópolis e que poderíamos continuar o acompanhamento do parto com um destes profissionais para que pudéssemos ter mais segurança e tranquilidade no pré, durante e pós parto. Optamos pela Dra. Roxana Knobel (que foi maravilhosa em tudo);

Quanto ao parto em si, nos realizamos plenamente! Foi um TP longo que exigiu muito da mamãe Roberta, mas o resultado foi extremamente compensador! Foi o melhor presente de Natal que poderia existir. Devido às técnicas da Dra. Roxana e do apoio da Cris, que ficou o tempo todo ao lado da mamãe dando força e incentivo, Lara nasceu de um parto natural de cócoras sem lasceração no períneo, sem ocitocina e sem analgesia.

10- Deixe um recado:

Cris, obrigada(o) mais uma vez por tudo: pelas dicas, pelas massagens, pelas conversas, pelas risadas... Sua presença nos momentos finais da gravidez e durante o trabalho de parto foi imprescindível! Que Deus te abençoe e que te guie nesta profissão tão maravilhosa e que você faz com tanto amor!

Ps: Roberta e Rômulo, agradeço todos os dias por terem encontrado meu blog, terem marcado o encontro do La Vie, e de terem me escolhido. Foi um TP longo e exaustivo para todos nós, mas extremamente lindo. Amei muito fazer parte da vida de vocês, muitíssimo obrigada por tudo!

Cris De Melo
Doula

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