quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Parto Normal ou Cesárea? Como decidir?


Muitas mães ainda tem essas dúvidas, como no Brasil o parto é uma escolha da mulher, é difícil saber qual caminho seguir, principalmente quando as gestantes recebem informações de todos os lados ( muitas erradas também!). Então nesse post vou explicar como funciona o parto e a cesárea.

CESÁRIA
É uma técnica cirúrgica que consiste na abertura da parede abdominal abaixo da cicatriz umbilical, de forma transversal, logo acima do pube,ou longitudinal (atualmente em desuso). Em seguida é feito o corte sobre as estruturas acima dos órgãos, revelando-se a bexiga, que é afastada do campo cirúrgico. Uma incisão é feita, o líquido amniótico é aspirado de dentro do útero e o médico insere a mão para extrair a cabeça do bebê ou a parte do corpo que estiver mais perto.

A boca e nariz do bebê são sugados e ele é colocado sobre o abdômen da mãe. O cordão umbilical é cortado e o bebê é levado para uma breve avaliação das funções vitais. Em seguida, se o pai esteve presente na sala de parto, pode segurar o bebê e levá-lo para a mãe. A placenta então é removida e o útero é limpo e o sangramento minimizado. Os ovarios, trompas e bexiga são inspecionados para certificação de que não houve traumas ou lacerações. O período de repouso é de duas semanas em casa. O procedimento é considerado de grande porte e envolve riscos como: hemorragia, problemas com anestesia, dor no pós-parto, morte materno e fetal, entre outros. Quando bem indicada, salva vidas!

PARTO NORMAL
Parto normal é sempre a melhor opção quando a saúde materna e fetal permite. A cesárea só é indicada quando existe risco materno ou fetal. O parto normal é dividido em fases, até que chegue o expulsivo, quando o bebê nasce. A recuperação da mãe é rápida, e o bebê se adapta muito melhor quando nascido via vaginal.Se for necessário a paciente recebe alguns pontos no períneo com anestesia local.

MOMENTOS DO PARTO
Na fase precoce do trabalho de parto a gestante pode sentir uma maior pressão sobre a bexiga, pode apresentar diarréia e dor nas costas. As contrações, embora ainda não dolorosas, se tornam mais freqüentes. Nesse período o colo do útero amolece, iniciando o seu processo de apagamento e dilatação. Geralmente ocorre o que se chama de perda do tampão mucoso, com o aparecimento de um corrimento espesso e sanguinolento. Quando as contrações uterinas começam a ficar mais intensas e regulares, pode ou não ocorrer o rompimento da bolsa de líquido amniótico, que muitas vezes escorre pelas pernas, molhando as roupas. Na maior parte dos casos essa é a hora de chegar ao hospital.

O PRIMEIRO ESTÁGIO
o estágio de dilatação do colo. Começa assim que as contrações começam a regularizar-se e termina com a dilatação completa.
A dilatação do colo inicia-se lentamente, é expressa em centímetros, pelo toque, cada dedo equivalendo de 1,5 a 2 cm. No início é de 2 cm e no fim, atinge 10 cm. O processo de dilatação pode ser bem demorado e levar entre 5 e 9 horas. Nessa fase, as contrações duram em média 30 ou 40 segundos, com o intervalo entre as contrações diminuindo para 5 minutos. Essas contrações ainda são leves. Algumas mulheres comparam com contrações já sentidas durante o período menstrual. As contrações são sentidas na parte baixa das costas passando para frente, abaixo do abdômen. Nesse momento, as emoções da mulher podem se misturar e ela se dividir entre felicidade por saber que o fim da gravidez está perto e que logo o bebê vai estar em seus braços, ou também ela pode estar apreensiva e chorar de medo, principalmente se for a primeira
gravidez. As contrações vão se tornando mais intensas e o colo vai se dilatando com um pouco mais de velocidade. Agora o intervalo vai diminuindo para três minutos, e as contrações duram em média 60 segundos e já podem doer.
A última fase vem com a centralização do colo do útero. Agora a dilatação deve chegar aos 10 cm. As contrações são intensas e vêm com força total, duram entre 60 e 90 segundos com intervalos de 2 ou 3 minutos. O descanso agora é pouco. Nesse ponto a mulher deve concentrar-se em sua respiração. Se a bolsa de água ainda não partiu, provavelmente o seu médico vai parti-la. A partir daí a mulher começará a sentir uma necessidade de empurrar.

O SEGUNDO ESTÁGIO
O estágio da expulsão começa com a dilatação completa do colo do útero (10 cm) e a mulher começará a empurrar voluntariamente o bebê. As contrações são muito intensas e dolorosas e duram entre 60 e 90 segundos. Chegando ao final, a mulher poderá sentir conforme o bebê vai aproximando-se da saída e ela poderá sentir uma espécie de queimação durante a coroação (quando a cabeça do bebê atinge a vulva) e uma dor intensa com a saída do bebê.
Mas essa dor leva questão de segundos e o fim desse estágio vem com o alívio e felicidade em ver o bebê.

O TERCEIRO ESTÁGIO
O período de Greenberg começa após o nascimento do bebê e desprendimento da placenta e dura por volta de uma hora. Agora é hora de mãe e bebê se tocarem enquanto a mãe vai aos poucos se recuperando. A equipe médica vai examinar a placenta e cordão umbilical, verificando se não houve nenhum rompimento anormal e é hora de fazer as suturas se necessário.
A mãe é colocada em observação nas primeiras horas após o parto, para o controle de eventuais sangramentos e para recuperação.

Lembre-se de se informar, debater, e escolher consciente. A sua decisão é muito importante para você e para oseu filho.

Como Mãe, Mulher, profissional da saúde e Doula eu sempre recomendo o Parto Natural.
Se houver real necessidade a cesárea é sempre bem-vinda.

Cris De Melo
Doula

Trechos retirados do site: www.maternofetal.com.br

5 comentários:

  1. Cris, muito bom!

    Se todas as gestantes conhecerem os prós e contras de ambos poderão tomar decisões mais conscientes!

    Mas tem uma coisa que considero um absurdo: como vc disse, no Brasil cesárea é decisão e com isso eu não concordo, pois uma cirurgia de grande porte como essa, com todos os riscos que acarreta, não deveria ser "opção" e sim ser indicada somente e exclusivamente quando houvesse necessidade.

    Quem sabe um dia os médicos e gestantes do nosso país entendam que se todos os países mais desenvolvidos consideram o parto vaginal melhor e só indicam cesáreas em último caso, então somos nós brasileiros que estamos na contramão das evidências científicas!

    E viva o parto natural!
    Bjinhos!

    ResponderExcluir
  2. Eu também acho que não deveria ser uma escolha, mas infelizmente é, então precisamos ter mais delicadeza ao falar com as gestantes sobre a importancia do parto, para não ofender ninguém.
    Eu ja acompanhei uma cesárea eletiva, mas expliquei tooooodos os riscos da cesárea, tudo que ela estava abrindo mão, etc.

    É muito importante que a paciente entenda os dois procedimentos.

    Bjooos

    ResponderExcluir
  3. Tenho uma dúvida, até quanto tempo pode durar o segundo estágio?

    ResponderExcluir
  4. Oi Maitê, nenhuma das fases tem um tempo certo.
    A fase latente geralmente á a mais longa e que menos dilata, a fase ativa é a que dilata e o expulsivo quando nasce. O trabalho de parto todo pode durar de 6 a 24 horas.

    ResponderExcluir
  5. Ou até mais de 24 horas, se a fase latente for muito longa.

    ResponderExcluir