quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não tive parto normal, e não amamento!!!


Essa semana convidando algumas mamães para o encontro do meu grupo de gestantes no sábado, algumas foram bem sinceras e disseram : ''Cris, eu tenho vergonha porque meu bebê não mama no peito..'' ou '' Cris, mas eu não tive parto normal..'' E eu respondi a todas elas que não precisam se sentir inferior a ninguém, por mais que a gente queira nem sempre as coisas são da maneira ideal.

Quantas mães já planejaram, lutaram por um parto natural e na última hora precisaram de uma cesárea? Que era a melhor maneira, a mais segura, para trazer seus filhos ao mundo naquele momento, naquelas circunstâncias!
Quantas mães quiseram tanto amamentar, mas não tiveram apoio, ou o bebê não colaborava, ou estavam exaustas demais que não conseguiram continuar... Mães, isso não é CRIME!!!!

O importante é TENTAR, nós sabemos, é comprovado que o Parto Normal é a melhor opção, a mais segura, a recuperação mais rápida, a melhor experiência.. mas se não é possível nós temos que erguer a cabeça e enfrentar essa outra realidade, e transforma-la na melhor experiência possível.
Amamentação é linda, é maravilhoso, o leite materno não se compara ao leite artificial... mas se você tentou de tudo e mesmo assim não deu, supere isso, você fez o seu melhor!!

Todas nós somos mães, mulheres, com historias diferentes, com vidas diferentes, pensando diferente... e no final somos todas iguais, todas mães que amam seus filhos e que buscam o melhor pra eles. Independente de onde saiu, ou da onde é alimentando!


Eu como Mãe e Doula, apoio 100% o Parto Normal e a Amamentação. A minha experiência infelizmente foi uma cesárea, mas a amamentação foi muito fácil desde a primeira hora
( literalmente!!). Mas nem todas são assim! Não se sintam mal, não tenham vergonha, vocês fizeram o que podiam!!!

Abraço carinhoso!!!

Cris De Melo

Mãe, Téc Enfermagem

& Doula!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não vá carregada para o parto!!


O medo, a insegurança, a falta de auto-confiança, a distância em relação ao corpo são pesos que carregamos para o parto e vão condicioná-lo. Preparar-se para o parto é sobretudo aliviar a carga.

A parteira mexicana Naoli Vinaver diz que carregamos muitas malas conosco para o parto. Não é só a mala com as nossas roupas e as do bebé. São as malas com tudo o que temos por resolver na nossa vida, com tudo aquilo que o que nos amarra. São malas bem pesadas, por vezes. E às vezes são imensas.

Durante o trabalho de parto vamos libertando-nos de muitas delas, vamos-nos desamarrando. Por isso se diz que o parto pode ser transformador. Mas se o peso for excessivo, o parto pode arrastar-se, complicar-se ou até não ter início. Por isso, a enfermeira parteira Lúcia Leite diz que «a preparação para o parto faz-se no coração e na cabeça, trabalhando os medos e a auto-confiança.»

Por isso, o obstetra Ricardo Jones escreve: «Tanto quanto no sexo, existe muito mais no nascimento humano do que o que se pode encontrar no corpo e suas medidas.» Apesar de a obstetrícia ainda não incorporar na sua prática esta evidência científica, a verdade é que se descobriu «uma nova dimensão no nascimento, qual seja, a indissociabilidade das emoções e sentimentos ao lado dos eventos mecânicos já conhecidos. Ficou evidente que muitas mulheres falhavam em ter seus filhos de uma forma mais natural porque algo além do corpo as impedia.»

O medo faz com que as mulheres estejam contraídas e não deixa libertar as hormonas que estimulam as contrações e a dilatação. Isto é assim porque somos mamíferos e a natureza, que sabe o que faz, encontrou esta forma de proteger as nossas crias: elas não nasceriam em ambiente ameaçador, mas apenas quando a mãe estivesse tranquila e segura.

Tendo em conta estas evidências, vale a pena preparar-se e aliviar alguma da sua carga. Faça-o por si e pelo seu bebé. Um parto com menos intervenção é um parto mais saudável, com menos riscos, que leva a um pós-parto infinitamente mais fácil. O poder de dar à luz o seu bebé está em si. Só tem de descobri-lo. Deixamos-lhe algumas dicas:
  • Converse com alguém da sua confiança, fale dos seus medos, mesmo daqueles que parecem mais inconfessáveis, mais patetas, mais simples ou mais complicados.
  • Se não tem ninguém com quem falar do mais íntimo do íntimo, dos medos mais inconfessáveis, se lhe custa verbalizar, ouvir-se dizer coisas que ainda nem percebeu muito bem... escreva. Um diário de gravidez é bom, mas é para deixar para a história. Escreva num caderno que seja só seu, onde não sinta os olhares de quem vai ler. Registe sentimentos, medos, inseguranças e estará a libertar-se de um grande peso. Escrever é uma excelente maneira de deitar cá para fora porque ninguém nos está a ouvir, mas também de organizar as ideias, trabalhar os medos, estruturar as prioridades.
  • Participe em listas de discussão sobre parto humanizado.
  • Procure uma doula que a poderá acompanhará na gravidez, no parto e no pós-parto dando-lhe apoio emocional, ajudando-a a desfazer muitos dos seus medos.
  • Faça uma lista daquilo que quer fazer ou resolver antes de do parto. Não se limite às compras e à preparação do quarto do bebé.
  • Pratique ioga ou pilates. Ajuda não só fisicamente, mas também mentalmente promovendo bem-estar e a união com o bebé.
  • Aprenda técnicas de relaxamento ou meditação. Para quem tem altos níveis de ansiedade, estas técnicas são uma excelente forma de encontrar mais tranquilidade e confiança no próprio corpo. Um relaxamento profundo produz ondas cerebrais alfa, diminui a tensão arterial, reduz a tensão muscular, logo reduz também o stress e a ansiedade.
  • Visualização positiva: visualizar o bebé estimula a ligação com ele e acalma os medos.
  • Abrande o ritmo perto do final da gestação. Se puder, suspenda o trabalho. Dedique-se a fazer o ninho e relaxar. Passeios à beira-mar e ouvir música são boas atividades para aproveitar o fim do tempo de gestação.
Fonte: http://bemnascer.blogspot.com/2010/09/nao-va-carregada-para-o-parto.html

Blog: Por isso corro demais!!!


É um blog muito legal que fala tudo sobre a vida da maternidade, e me chamaram pra ser a convidada de outubro, fazer um post falando sobre o que é doula, a correria etc. Já esta no ar e ficou lindo. Confira! =) E a todas do blog, obrigada!

O que é Doula?

Bom dia a todas, meu nome é Cristina e recebi o convite da Tati pra falar um pouco sobre os meus serviços de doula.

Doula é uma profissional que educa as gestantes durante os últimos meses sobre o parto, cuidados com o bebê, cuidados do pós-parto, amamentação etc. Além disso eu acompanho todo trabalho de parto e parto para ajudá-las a ter o parto ideal que elas querem. Além da informação, dou apoio, a presença da doula na maternidade mostra para os médicos que a mãe sabe como tudo funciona e que ela esta fazendo de tudo para ser respeitada. Com isso podemos diminuir em 50% as taxas de cesárea ,diminuir em 20% a duração do trabalho de parto, diminuir em 60% os pedidos de analgesia, diminuir em 40% o uso da oxitocina e diminuir em 40% o uso de forceps.

O valor do acompanhamento varia de doula para doula, as experiências, as formações acadêmicas, e a média nacional é de R$ 400 a 900 reais. O ideal é que você conheça as doulas e só depois decida qual a ideal para você. Ser Doula não é uma opção, é um chamado, um verdadeiro dom. Para doular você precisa se dedicar de corpo e alma, abrir mão da sua vida pessoal para ajudar a sua paciente a ter a experiência mais incrível da vida dela.

Eu doulei pela primeira vez há 4 anos, acompanhando um parto e ajudando 2 mamães no pós-parto, foi puro instinto e me apaixonei pela maternidade, tanto que engravidei 1 mês depois com apenas 17 anos !!!
Apesar de não ter sido planejada a minha filha Sofia foi totalmente desejada, hoje apesar de ser ainda nova
eu tenho sucesso profissional, e o fato de ser mãe ajuda bastante.

Alguns dias são de correria total, a paciente me liga em trabalho de parto, tenho 2 horas para chegar no local
(às vezes menos) e preciso me arrumar, comer, arrumar a Sofia, deixá-la na casa da minha mãe e ir a casa da paciente ou hospital. Alguns partos são rápidos, 2 horas, outros chegam a 30 horas de trabalho!
Também nunca tenho certeza dos meus planos, já desmarquei vários compromissos por ter que ir atender a um parto, e planejar férias é ainda mais difícil. Mas com amor eu vou lidando com tudo isso, ser mãe, ser mulher, estar sempre me atualizando, estudando e tentando ter uma vida pessoal rsrsrsrsr.

http://porissocorrodemais.blogspot.com/2010/09/o-que-e-doula.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Relato do Parto da mamãe Cris Villar !!!


Eu sempre posto no blog como foram os partos que acompanhei, a minha versão como doula, e a Cris postou no blog dela a versão dela. É lindo, emocionante e engraçado. Recomendo a todas!!!! Relato do parto

De vez em quando me pego relembrando daquele dia, é como se quisesse reter para sempre todos os detalhes. Não sei se com o tempo as idéias se tranformarão, portanto deixo aqui o relato do parto da Aline, enquanto está fresquinho:
Tive uma gestação perfeita, nenhum problema, nem de saúde, nem de nada. Muito feliz e ativa, me informei, mudei de obstetra, fiz curso de gestantes no HU, encontrei minha doula e tudo estava pronto, só faltava ela sair.

Acho que parte bem importante foi o Dr. Marcos Leite, tive muitas indicações dele, todos tinha tido seus partos com ele e vi que era "O Cara", uma pessoa experiente e cuca fresca, daqueles que não apavoram mais ainda as grávidas e de um jeito bem particular de ser, sei lá, diferente. E o mais importante, super a favor do empoderamento da mulher, capaz de parir seu próprio filho. Como ele diz: "É você que fará seu parto, eu só assisto."
Bom, estava de 38 semanas numa quarta-feira e tive uma consulta, lá ele disse que ainda estava alta, e que iria demorar mais umas semanas (acho que isso é tática pra não deixar tão ansiosa). Fomos para casa e me preparei para a última aula de circo antes do meu recolhimento. Pensava em curtir essas duas semanas, ir no cinema, sair, ser masi um pouquinho paparicada, enfim... mas na quarta à noite já me sentia um pouco diferente, com umas dores bem leves. Fomos para casa, jantamos e falei com a doula. Quando me deitei para dormir senti que essas dores se intensificaram um pouco, sentia irradiar das costas até a barriga, mas não sentia endurecer tanto quanto imaginava que fosse.

Contei mentalmente o tempo e não parecia regular, mas deitados no escuro não conseguia dormir. Dizia para meu marido: "Leo, acho que estou em trabalho de parto" e ele tentando dormir me massageava e dizia: "Relaxa, não vai ser agora!" e voltava a dormir. E assim segui sozinha restando atenção e me conectando com essas sensações. Quando vi no relógio, ainda era 2h da madruga, e senti que a noite seria longa. Resolvi tomar um banho quente pra relaxar e lá o "bicho pegou", a dor aumentou, fiquei com dor nas pernas e permaneci sentada embaixo do chuveiro. Chorei... chorei mais alto pra ver de "alguém" vinha me salvar, mas nada. Aquele momento era só meu mesmo.

A certa altura estava confusa se realmente aquilo era TP, acordei meu marido e disse que tínhamos que ir na maternidade, mesmo que fosse pra dar meia volta com alarme falso. Dia 15 de julho, acho que o dia mais frio do ano.
Lá na Clinica Jane, o plantonista fez o toque e já estava com 3cm de dilatação, tentou alscutar o coração e nada, trocou de aparelho, botou mais gel e nada. Eu simplesmente olhava para meu marido, sem querer dizer o que podia estar acontecendo. por sorte encontrou outro aparelho que funcionava, estava tudo bem. Mas ele aconselhou voltar para casa pois ainda iria demorar e a incrível notícia que a clínica estarava lotada naquele dia e que deveria ir para outro hospital. Quase que meus planos tinham ido por água abaixo, teria que abrir mão da doula e do Dr. Marcos caso tivesse no HU. Volatmos para casa e nem sei com consegui dormir...

Quando me despertei, já era dia, um lindo ensolarado dia 15 de julho. Ligamos para Dr. Marcos para dizer que estávamos indo para o HU e ele disse para esperar um pouco e que iria ligar na clínica. Avisamos a doula e antes de sair de casa ele nos retornou dizendo para ir para a Jane, já que o quarto do parto natural estava livre, já iria direto pra lá.
Chegamos umas 9h30 lá, na recepção disseram para esperar, queriam fazer cadastro, hehehe e eu em TP tinha que lembrar o CEP de casa. Ah, porque esqueci de mencionar que já imaginava que o Leo esqueceria de tudo, nem fez a mala dele, esqueceu a câmera, hahah um louquinho mesmo. Estava lá fora, caminhando e as contrações bombando, na clínica estavam meio enrolados pra me deixar entrar. Então vejo chegando como uma fadinha toda de branco, a Cris, nossa doula. Logo em seguida chega o nosso anjo da guarda, dr. Marcos. Que me pega pela mão e entra comigo direto pra sala de parto.

Quando me deitei para os exames, de batimentos e contrações doía mais. O Dr. fez o toque, já estava com 7cm e nos disse que teríamos que começar a trabalhar mesmo, pois a bebê estava alta, e daquele jeitão tranquilo dele nos deixou para fazer a parte burocrática.
A Cris foi sugerindo e conduzindo as atividades, começamos a dançar, eu e Leo, requebrando a cintura e rindo. O Leo como não poderia deixar de ser, palhaço, sempre. Depois fizemos circular sentada na bola e a cada contração me faziam massagem. e nos intervalos tomei suco, recebi massagem relaxante. Leo e Cris se revezavam. Tive vontade de ficar de quatro, a Cris fez uma massagem diferente pra ajudar a Aline descer, e aliviou a dor.

E fiquei lá por alguns minutos e de repente, PLOC! estourou a bolsa!, tinha me esquecdo dessa parte do pacote. Vi que o líquido estava esverdeado e me apavorei, estava meconial, mas a Cris dizia que estava tudo bem, com aquela voz doce e me acalmou, pediu pra chamar o Dr. pois daquele momento as coisas iriam se intensificar. E realmente foi. Quando chegou o Dr. nem precisou fazer outro toque, ele já percebeu que estava bem avançado e falou pra entrar na banheira.
Achei bem quente, a princípio não gostei, mas quando abaixei a barriga na água, aquele quentinho... hummm. O Leo ficou atraz de mim, me acariciando, mas se apoiava na janela e eu não sabia se prestava atenção nele que poderia cair lá pra baixo ou em mim, hahaha. Tive um conforto naquela água quentinha, mas durou pouco, creio que neste momento tive mais uma 3 contrações antes do período expulsivo. Foi como se tivesse desligado o botão da contração e ligado a expulsão. nunca poderia imaginar como seria aquela força, que vem das profundezas do ser, não chega a ser dolorido, mas era forte e me assustava toda essa força, portanto eu me segurava nas barras e deixava vir, vocalizando e controlando pois se fissesse a força que sentia vontade sairia de uma só vez.

A doula me dizia que iria sentir o "circulo de fogo", e eu não mais vocalizando, estava urrando, dava uns socos na borda na banheira e estava na partolândia, por completo. Parecia que não volatria mais e quando Dr. Marcos me chamou, buscou meu olhar com o dele e me trouxe de volta para receber minha filha pois faltava muito pouco.
Perguntei à eles se deveria fazer toda força que sentia vontade e disseram que sim, foi então que quando mudei de posição veio a força e dei tudo de mim. Aline saiu um PLUFT, mergulhou na banheira e fez uma cambalhota (como deveria ser) e foi parar nas mãos do Dr. Marcos, e eu tomei o maior susto, nem acreditava que já estava lá. Senti tudo na mesma hora, ela descendo, a queimação, e saiu.

Leo foi vê-la de frente, e não esqueço da alegria dele, e de seu choro emocionado. Nossa cumplicidade. Efim nosso amorzinho estava lá. E então ele inaugurou Aline, cortando seu cordão. ela ficou comigo quentinha... e depois foi para os procedimentos... sempre ali pertinho.
No final, me deitei na maca para fazer os dois pontinhos desse susto. E Eu, Léo e Aline ali, enfim a família estava completa.
Depois de tudo pronto, agradeço ao meu médico pela asistência, e ele diz: "Eu que tenho que agradecer por este momento... " que figura...
A Cris me ajudou no banho pois estava meio grogue, fui para o quarto e achava que iria dormir, mas que nada, a cabeça a mil e a sensação de gratidão por todos que estiveram lá... e meu bebê dormindo... fofinha e o papai, correndo pra casa pegar as coisinhas que esquecemos heheheheh.

Fonte: http://alineceleste.blogspot.com

Livre a Natural!

A minha querida amiga doula Priscila, me passou esse vídeo que achei lindo e resolvi compartilhar com vocês, espero que gostem. O nascimento começa por volta do 11º minuto, beijos.


EnkueMtra más videos komo éste em ...livre i natural...


Cris De Melo
Téc Enfermagem
& Doula

domingo, 26 de setembro de 2010

Doulas tirando dúvidas parte 2 !!


O que posso fazer com a minha placenta depois do parto?
Você pode fazer várias coisas como vitamina de placenta ( eca!)
pode fazer uma impressão dela no papel, pode cortar bem fina e fritar ( eca!)
pode enterrar no jardim numa cerimônia especial, o fato de comer
ajuda a prevenir depressão pós-parto e hemorragia.
( Sim, eu tenho uma opnião, e acho nojento comer ou beber a placenta,
mas essa é so a minha opnião. O resto eu acho legal, plantar etc)

É melhor cortar ou deixar lacerar?
Em circunstância normais é muito melhor deixar lacerar do que cortar,
porque lacerando o corpo esta abrindo o espaço que ele acha necessário.
O problema de cortar é que esse corte pode aumentar com a passagem do bebê,
causando lacerações de ate 3º grau, daquelas que chegam ao ânus, e causar
vários problemas no pós-parto. Outra coisa é que ao cortar você sempre precisa
receber pontos, enquanto lacerando muitas vezes não é necessario pois o corpo vai
cicatrizar sozinho. Então o contrário do que se pensa, cortando você esta
causando problemas e não evitando-os.

E se o meu bebê for muito grande?
Você não pode dizer que o seu bebê é muito grande sem estar em trabalho de parto,
com dilatação total e ter feito forças no expulsivo. Muito poucas mulheres carregam bebês
muito grandes para parir, algumas posições ajudam a saída do bebê. Muitas mulheres passam por cesareas pois são diagnosticadas com '' desproporção céfalo-pélvica'' por o bebê supostamente é muito grande, e no segundo filho elas acabam parindo um bebê maior que o primeiro.
É muito raro um bebê maior que a pelve materna, e se for mesmo, é feito a cesárea,
geralmente bebês filhos de mães diabética tendem a nascer maior do que o normal
( mais de 4,5 kgs).

Morro de medo do parto, o que posso fazer?
Você deve aprender mais sobre o que envolve o parto, pois o medo vem de
programas, filmes que mostram coisas que não são verdades, você ouve
coisas erradas de pessoa mal informadas sobre parto. Leia sobre partos,
converse com pessoas que tiveram experiências positivas, fale com uma parteira
ou com uma doula. Informação é a melhor arma!

Como evitar intervenções?
Primeira coisa é ficando em casa o máximo de tempo possível, segunda coisa é saber
dos seus direitos, terceira é ter apoio durante o trabalho de parto e parto, quarto é que
eles saibam os seus planos e desejos. Confie no seu corpo e que o trabalho de parto
é normal. Pergunte a sua equipe sobre os riscos, benefícios para esteja informada
antes de escolher, para ver em vários angulos o que você quer. E não se apresse para
decidir, faça tudo com calma.

Por que esperar o cordão parar de pulsar antes de cortar?
O cordão carrega sangue e oxigênio da placenta para o bebê, por até mais ou menos
10 minutos após o parto, então durante esse tempo ele continua recebendo
oxigenio extra e sangue que ajuda inclusive a evitar anemia.
A mãe pode segurar com a mão o cordão e senti-lo pulsando, o que é muito legal,
sentir o corpo ainda trabalhando diretamente com o bebê, mesmo fora do útero.
Quando o bebê nasce na água o cordão pode ficar ainda mais tempo pulsando,
trazendo benefícios apenas. Então se possível, espere antes de cortar.

Como encontrar uma Doula?
Através de indicações, por sites (www.doulas.com.br/associadas, pelo google, pelo Orkut,
Facebook, por blogs etc. Conheça a doula, quantas você achar necessário e veja se você
se sente bem com ela, pois precisa confiar 100% nessa profissional.
Além disso cheque as referências, a experiência, os partos, etc.
Procure, informe-se e escolha!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Doulas tirando dúvidas Parte 1 !!




Esse ano foi lançado um DVD na Inglaterra muito bom sobre a vida de doulas que acompanham partos, mostram 3 doulas e os partos. Claro que eu encomendei, o unico porém é que não tem legenda então quem não entende inglês fica perdido!

Mas como uma boa Doula aqui que fala inglês também ( rsrsrs) eu vou dar uma traduzida no que elas falam e postar aqui (será resumido). Isso que vou traduzir são alguns videos postados no Youtube pela mesma compania que lançou o filme, onde as doulas respondem 100 perguntas.

''A minha vagina será do mesmo tamanho?''
Elas explicam que a vagina foi feita para aumentar e diminuir de tamanho. Como todos sabem a vagina é um orifício pequeno, que muda de tamanho no ato sexual sempre. No parto é a mesma coisa, ela foi feita como um elástico que alarga e volta para o lugar. Mas como tudo no corpo, com o passar dos anos, com o sem parto, ela também vai se modificando. Por isso existem exercicios especificos para fortaceler o assoalho pélvico, assim como a massagem perineal para ajudar o perineo, o Kegel entre outros. Então deixando claro que o parto não alarga a vagina da mulher!

''O quanto é doloroso o parto''?
Primeiro que a ''dor'' é durante a contração e não entre as contrações. É uma sensação que vem e vai, totalmente suportável e muitas mulheres sentem até mesmo prazer durante o trabalho de parto, por lidarem bem com tudo isso. É uma dor positiva, bem diferente de uma dor causada por uma doença, ou algo do tipo!

''Maneiras naturais de aliviar a dor no parto''
Respirar, sorrir, massagem, comer e beber, apoio emocional e físico!!!! Banho quente, bolsa de água quente, bola suíça, e tudo mais que você gostar!

'' E se eu for induzida?''
A indução pelo gel ( no Brasil eu sinceramente não conheço essa técnica) é colocado o gel na vagina na entrada do colo do útero e checado depois de 12 horas se ele está mais macio, se tem contrações acontecendo, se não tem nada disso é colocado outra dose , na Australia sao feitas até 3 doses. ( No brasil é feito com misoprostol, mas é diferente). Se isso não funciona, eles optam por romper a bolsa, mandar caminhar, manipulação dos mamilos e se mesmo assim nada, é usada a ocitocina sintética. ( Isso elas que falaram, aqui no Brasil é outra historia rsrsrs).

'' Como induzir o parto naturalmente?''
Confie no seu corpo, a consequencia de estar gravida é saber que vai entrar em trabalho de parto no momento certo. O bebê pode nascer entre 37 semanas a 43 semanas dependendo da sua DUM. Comer comidas diferentes, como abacaxi, comidas apimentadas, estimulação mamilar, acumputura, bastante sexo, caminhar, e oleo de rícino ( em ultimo caso, porque tem um gosto horrível e causa diarréia).

''O que acontece se eu for para cesárea?''
Elas falaram o óbvio, voce deita, eles cortam, tiram o bebe, as vezes te mostram outras vezes não, as vezes deixam ficar no peito após exames, as vezes não. É uma cirurgia mesmo!

'' O que aconteçe se o parto ficar devagar?''
A mulher tem que se sentir segura, então a pergunta é por que o trabalho de parto esta mais devagar? É por causa da troca de plantão, ou por medo, ou as vezes o seu corpo decide que já trabalhou bastante e que quer um tempo e volta depois. Nessa hora a mulher deve comer um pouco, beber algo e descansar sem pressão. Algumas mulheres ficam em trabalho de parto por dias, enquanto ela e o bebê estiverem bem não tem problema. E não se preocupar, apenas deixar o corpo levando que ele vai voltar a funcionar, descanse e agradeça.
Se a pergunta é como acelerar, essa é outra conversa ( segundo elas.) Eu recomendaria que a gestante caminhasse, usasse a bola, porque no hospital não podemos ficar relaxando, a equipe vai coloca-la na ocitocina logo, então tente de tudo!

'' Quando devo ir para o hospital?''
Se você vai ter seu bebê no hospital, e não se sente segura em casa, então a melhor maneira é ir para o hospital. ( Não é o recomendado, claro, mas é melhor que uma parturiente surtada em casa!!!) Agora se voce planeja ficar em casa o maximo de tempo possível , a maioria dos hospitais preferem que você vá quando tiver 3 contrações a cada 10 minutos, com duração entre 35 e 40 segundos, e normalmente nesse estagio você já esta bem dilatada ( cerca que 7 cms).
Além disso lembre-se de calcular o tempo do trajeto casa-hospital!

''Quais as melhores posições para o parto?''
A posição que a mãe quer ficar é a melhor posição, a pior certamente pode ser a deitada de costas, as recomendadas são de cócoras, de lado, de quatro, mas é muito importante que a mãe se sinta a vontade. Qualquer posição que a gravidade ajude com certeza é a melhor!

Dicas para voltar à forma depois da gravidez!!


Nove meses se passaram e o seu bebê chegou. Ele vai precisar da sua atenção e cuidados quase que em tempo integral. Apesar de ser um momento de muita festa e emoção, também é hora de começar a pensar em recuperar a forma física.

A gestação deixa vestígios no corpo e na auto-estima da mulher. Ficar com os seios caídos, barriguinha saliente, flácida e com excesso de gordura são os maiores temores das mamães.

Mas é possível ficar esbelta novamente sem cirurgia – basta ter muita disposição e encarar um cardápio balanceado e uma rotina de atividades físicas. Veja algumas dicas para perder peso depois da gravidez.

Cuidados com a alimentação depois da gravidez


Para voltar à forma depois da gravidez, faça pelo menos cinco refeições ao dia a cada três horas. Se você se alimentar corretamente e respeitar os intervalos, não vai sentir fome ao longo do dia. Durante a amamentação, é importante acrescentar na dieta alimentos com muita proteína e minerais como o ferro, encontrado em carnes vermelhas, peixes, gema de ovo, grãos integrais, espinafre, cereais matinais e legumes.

Resista à tentação dos doces e frituras, coma muitas frutas, legumes e verduras. Além de serem excelentes fontes de vitaminas e fibras, elas auxiliam no bom funcionamento intestinal e dão a sensação de saciedade. E o melhor de tudo: as fibras têm baixo valor calórico. A lista de benefícios das frutas, legumes e verduras para a dieta depois da gravidez não para por aí. Eles também possuem bastante água, o que facilita a hidratação do organismo.

Manter o corpo hidratado depois do nascimento do bebê é importantíssimo tanto para ajudar na produção de leite como também para manter a forma. Beba dois litros de líquido por dia, pode ser água, sucos (dê preferência aos naturais) ou água de coco.

Pratique exercícios depois do parto

Depois do parto, nada de correr para a academia e ficar horas fazendo exercícios, atividades muito intensas podem interferir na produção do leite e o corpo precisa de um tempo para se adaptar a essa nova fase. A caminhada é um ótimo exercício para quem quer retomar a rotina, e a nova mamãe pode aproveitar para fazê-la na companhia do bebê. Um período de 30 minutos de caminhada por dia pelas ruas do bairro, por exemplo, já dá resultados.

A barriga é a parte do corpo da mulher que mais sofre com a gravidez. Os abdominais são sempre uma boa pedida e podem ser feitos em casa. Comece com apenas dez por dia e vá aumentando a quantidade de acordo com os limites do seu corpo.

Algumas regiões do corpo como o abdômen, peito, costas e a lombar precisam de exercícios de enrijecimento para tonificar os músculos. Alterne exercícios aeróbicos com a musculação, assim você perde peso e ainda deixa tudo durinho.

A drenagem linfática é um dos procedimentos indicados para antes, durante e depois da gravidez. A massagem estimula o organismo a eliminar líquido e toxina.

Amamentar ajuda a emagrecer, pois faz o corpo consumir gorduras, gastar energia e queimar calorias. Portanto, amamente seu bebê sem restrições.

( Eu não me preocupei em voltar a forma rápido, amamentava muito, comia muito mesmo sabendo que não deveria, e simplesmente foi feliz. Engordei 20 kgs na gestação e perdi os 20 no primeiro ano de vida dela! Claro, o corpo não é o mesmo, a gravidez realmente danifica mas com esforço conseguimos melhorar muitooooooo. Tenham calma!!!)

Cris De Melo
Mãe, Téc. Enfermagem
& Doula!!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Conheça enfermeira que realizou parto de Gisele Bündchen

Desde pequena, Mayra Calvette, 23, aprendeu que dar à luz e pegar os filhos nos braços logo após o nascimento era uma das coisas mais prazerosas da vida.

Era sua mãe que contava como ela e suas quatro irmãs vieram ao mundo, em partos de cócoras.

No colégio, Mayra ouviu, pela primeira vez, que a mulher sentia dor no parto. "Mas logo descobri que, com preparo e informação, podemos contorná-la", afirma.

Mayra não tem filhos, mas, apesar de ser tão jovem, já ajudou muitas mulheres a terem os seus de forma natural, em casa, na água. Como no parto da amiga famosa, Gisele Bündchen.

A trajetória para chegar a Boston, onde nasceu Benjamin, filho da modelo, começou seis anos atrás. Mayra mudou-se da pequena Gravatal, em Santa Catarina, para Florianópolis, para cursar enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina.

Durante a faculdade,fez estágio na Maternidade Carmela Dutra, uma das maiores de Florianópolis.

"Eu chegava lá e encontrava as mulheres deitadas, sofrendo de dor e totalmente desinformadas. Conversava com elas, explicava o que é a contração, as colocava na água quente, fazia o que dava", conta.

Em 2008, foi efetivada como enfermeira auxiliar. E resolveu batalhar para propiciar às gestantes um parto natural dentro do hospital. Não é o comum. Se depender das maternidades e hospitais, fica difícil escapar de cesáreas desnecessárias e intervenções no parto normal.

PARCERIA

Mayra então propôs uma parceria a obstetras que seguem a linha da medicina humanizada. Ela fica com a gestante em casa, sempre monitorando os batimentos cardíacos fetais e, quando a dilatação já está quase total, avisa o médico e todos se encontram na maternidade.

A parceria inclui três visitas de pré-natal e três no pós-parto, para ajudar a estabelecer a amamentação e os cuidados com o bebê.

Na minha primeira consulta pré-natal, Mayra mais ouviu do que falou. Na segunda, pediu papel e caneta, desenhou os órgãos reprodutivos femininos e explicou o que acontece na hora do parto. Disse que a dor tem sua função e me ajudou a entender como lidar com a força.

No final da consulta, quando eu já não imaginava mais minha vida sem ela, veio a notícia: "Eu só estarei no seu parto se for até dia 14. A partir daí, estarei fora do país, para acompanhar o parto de uma amiga".

Sorte que minha filha nasceu no dia 13 e que pude ter a ajuda de Mayra.

Três semanas depois, já em Boston, ela ajudava Gisele a respirar, relaxar e imaginar que, a cada contração, o bebê estava mais perto dela.

"Pouco antes de Benjamin nascer, Gisele, em profundo estado de meditação, começou naturalmente a cantar o mantra "om" e todos entoaram juntos. Foi maravilhoso! Ele nasceu na água e Gisele o trouxe direto para seus braços", conta ela.

ESTADO ALTERADO

Mesmo eu, que não tinha uma amizade prévia, me senti totalmente segura com ela.

Pouco depois de começar efetivamente meu trabalho de parto, Mayra chegou em casa, ofereceu as mãos para me ajudar a levantar e disse "vamos nos movimentar". Eu era uma mulher já exausta depois de quase dois dias de contrações irregulares muito doloridas.

A entrega foi total e consegui chegar na partolândia, que é como chamam o estado alterado de consciência que acomete as parturientes.

Senti até uma onda de prazer, provocada pela ação dos hormônios e pela entrega de meu corpo a eles. "Eu entrei na partolândia junto contigo!", ela me contou depois.

Minha filha nasceu na água. Foi Mayra quem a segurou pela primeira vez e colocou-a no meu colo, em estado de êxtase como eu.

"O parto pode ser a experiência mais maravilhosa ou a mais terrível. Depende do quanto a mulher está preparada física e emocionalmente e do apoio que terá na hora", afirma.
Mayra. Concordo


LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!! Parabéns Gisele, e Parabéns Mayra, que espero conhecer um dia, mas que já ouvi falar muitoooooooooooo bem de você!!!! E não foi pela reportagem rsrsrs!

Cris De Melo Téc Enfermagem & Doula!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Parto Prematuro, e Agora?



Para diagnostico de parto prematuro é o que ocorre em gestação maior que 22 semanas e menor que 37 semanas na presença de contrações e dilatação do colo.
No curso da gravidez o parto prematuro continua sendo um desafio para o obstetra em decorrência das condutas frente a um parto prematuro. Sabe-se que a prematuridade ocorre em média de 10% dos nascimentos.

Cada vez mais estudos tentam delinear os limites para predição de um parto prematuro.
O colo curto≤25mm medido em 23 e 24 semanas de gestação e fibronectina fetal positiva foram indicadores de melhor poder preditivo De acordo com a OMS parto prematuro é aquele que ocorre antes da 37 semanas de gestação e mais de 22 semanas.

Dos partos prematuros 1/3 são por rotura prematura das membranas pré termo, 25% decorrente de infecções e 45% de causa ignorada.


Causas mais comuns:
- Gestações com mais de um feto;

- Infecções;
- Hipertensão;

- Uso de drogas;
- etc.

Sintomas:

- Contrações;

- Perda de líquido pela vagina;
- Cólica com dor lombar;

E se o bebê nascer?

O número de partos prematuros vem aumentando nos últimos anos, e a sobrevida desses pequenos bebês, cada vez mais prematuros, vem crescendo com os avanços da medicina.
Pais de bebês prematuros devem se concentrar em fazer um acompanhamento rigoroso junto aos médicos, em conhecer todas as possibilidades de tratamentos preventivos e de passar para o seu filho carinho e tranqüilidade.

Na dúvida eu sempre aconselho que ligue para o médico ou vá em um pronto socorro dar uma olhada, é melhor pecar pelo excesso de cuidado do que pela falta!


Cris De Melo
Téc Enfermagem

& doula!

O que é o Tampão Mucoso??


Em vários posts eu já citei o tampão, mas muitas mães ainda tem dúvida de como ele se parece. Bom, primeiro é importante falar que o tampão é uma secreção gelatinosa que fica no colo do útero protegendo contra bactérias e infecções, geralmente ele sai no ultimo mês antes do parto.

Ele pode vir em pequenas quantidades, ou vir bastante, é uma secreção como um catarro, sem cheiro, com sangue ou não. No google tem várias fotos, eu não vou postar porque acho nojento (rsrsrss) e o blog ta todo bonitinho!!!

O importante também é explicar que não precisa procurar o médico ou o hospital se perder o tampão, ele é apenas um sinal de que o colo está modificando, mas podem levar horas, dias ou até semanas até o parto acontecer!!
Na minha experiência como doula, as pacientes que perderam com mais de 40 semanas, acabaram tendo seus bebês em até 2 dias, as que perderam antes ficaram dias sem nenhum sinal.

Então, não se assuste!!


Cristina De Melo

Doula

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Depoimentos deixados por doulandas!!


Gosto muitooooooooo dos depoimentos que as minhas doulandas deixam, pois é um feedback do meu trabalho com elas, e fico muito feliz pelo reconhecimento, além disso posso sempre aperfeiçoar o meu trabalho!!
Mariana Andrade - Mãe da Laura, nascida de Parto Natural em Abril!
''Cris
A gnt se conhece a um bom tempo, mas reaparecesse no momento em que eu mais precisava de algm como tu que me desse conselho, apoio e me ajudasse agora a ser mãe.
Virou oficialmente minha doula. rs Ensionou tudo que eu precisava saber enquanto eu esperava a Laura. E estava comigo no dia mais feliz da minha vida ;DD Não imagino como seria se tu não estivesse ali do meu lado durante as minhas 24hrssss de trabalho de parto, passeando pra distrair, em casa descansando, durante o exame, internação, e a madrugada tooooda, esperando e esperando...fazend o massagem pra relaxar e diminuir as dores me lembrando de tudo que se passava no meu corpo e o que iria acontecer. Me acalmando e incentivando a ter coragem e força
pra depois ver a carinha da minha princesa.

Me deixando mais segura ainda do que eu queria pra mim e pra minha filha.Sempre com todo bom humor e boa vontade do mundo. Passou comigo todas as fases até a chegada da Laurinha
e foi uma das primeiras (tirando eu ;x) a pegar ela no colo e cuidar dela pra mim com tanto amor como se tbm fizesse parte de ti (e de certa forma faz). Devo a lembrança do nascimento da minha filha a ti que nos ajudou a realizar esse sonho de ter um parto tão tranquilo e feliz .
tenho muito orgulho e prazer de dizer que te tenho como doula/amiga/e tbm cumadre ;)
beijos cris da Laura pra Dinda tbm ;*a gnt te ama, viu."

Aline Amorim Fonseca ( Apoio Virtual) - Mãe da Sarah nascida em maio de cesárea!
"Bem, eu tenho certeza que foi Deus quem colocou você na minha vida.
Toda ajuda, informação e apoio que me destes não tem preço e nem forma de agradecimento para tal.
Você não tem noção do quanto é importante para mim e marcou minha vida participando dos momentos mais lindos dela.
Quero muito que todo o seu esforço valha a pena, que isso te faça muito feliz e que você possa reconhecer que isso é um dom que Deus te deu. Quero também que Ele te dê força para aguentar firme no seu belo trabalho e que Ele abençoe e guie sempre você e sua família.
=) E vou te dizer, por mim eu pararia no 2º filho, mas eu quero tanto ser doulada por você e realizar meu sonho do parto domiciliar que eu vou tentar o 3º. Mas só daqui uns 10 anos... (nunca inferior a 5 anos).
Obrigada por tudo!
Sempre serás lembrada com carinho por mim e minha família! Deus te abençoe Cris!
Beijos meu, do Pedro, Pedrinho e Sarinhah!"

Simone Larraidy - Mãe do Ian nascido de Parto Normal em setembro!
Cris..."Mesmo q a palavra "OBRIGADA" signifique tanto, não expressará por inteiro o quanto você foi importante para mim, e minha família." Todos os dias eu já agradecia à Deus por ter sido abençoada com minha gestação, agora vc faz parte de minhas orações diárias... Agradeço a ele por um momento tão perfeito,o parto em si, tudo, desde o momento q decidimos sair mais cedo de casa para não pegar-mos fila na ponte (o medo do papai rsrsrs), qdo chegamos na clínica e estava quase vazia, pela equipe q lá encontramos, pela garra e companheirismo do papai, enfim, por tudo, por esse filho abençoado, uma paz d criança, e não me canso d agradecer à ele por ter colocado vc em nosso caminho, queremos q saibas q a tão pouco tempo nos conhecemos, mas te admiramos como se já nos conhecêssemos à muitos anos e vc faz parte das minhas orações... Obrigada por tudo, d coração. Falo em meu nome e de minha família, minha mana, o papai então nem se fala, viraram seu fã número 1, fã da pessoa e da profissional!! BEIJOS"

Obrigada a todas vocês e as outras mamães que não deixaram por escrito, mas que me retornaram palavras lindas!!! =) Cris De Melo Doula!

Doula Querida!


Não poderia deixar de mencionar a importância da nossa doula Cris de Melo. Desde o começo desejava que meu parto fosse natural e sem intervenções, queria sentir e estar ativa durante a chegada do nosso amorzinho.

Além do curso de gestantes do HU que recomendo muuuuito, li o livro do Parto Ativo - Janet Balaskas e procurei doulas, entrei em contato com algumas, mas com a Cris o feeling foi imediato, e realmente foi como imaginava, queria alguém pra dar apoio moral, massagens e exercícios, e de brinde ainda filmou o parto, hehehe.


Porque sabia que o pai, atrapalhado do jeito que é não ia dar conta de tudo...Tivemos uma consulta pré-parto onde vimos vídeos e conversamos sobre o momento. No dia do parto chegamos juntos, eu e Leo, a Cris e Dr. Marcos, todos soridentes e tranquilos para aquele momento tão especial.


Meu trapalho de parto foi bem ativo e tranquilo... a bebê estava alta e as contrações seguiam como esperado, fizemos vários exercícios e massagens para aliviar as dores. Quando estourou a bolsa, ela me tranquilizou, pediu pra avisar o médico e esteve ao lado sempre, e me dizia palavras de incentivo. Depois do parto me ajudou no banho e me acompanhou a tarde toda. uma semana depois fez uma visita em casa e conversamos bastante.


Cris, obrigada por ajudar a Aline chegar da maneira mais linda possível, como eu sonhava.

Quantas consultas pré-parto são necessárias??


A quantidade de consultas varia de mulher pra mulher, algumas já tem uma base excelente de cursos, ou que estudou em casa, que gosta de se informar, principalmente as mulheres que querem muito um parto natural! Outras já precisam de um ensino completo, o básico para saber como funciona o trabalho de parto e parto, indicações de cesáreas, exercícios, técnicas de respiração e vocalização, etc.

Geralmente as consultas são a partir de 36 semanas, semanais ou não!! Isso quem vai decidir é a doula e o casal! O Importante não é a maneira como ela aprendeu, mas é ter esse conhecimento para lidar bem com o trabalho, e ter um parto sem dor!!!

E no pós-parto também, algumas mães enfrentam sem dificuldades os cuidados com o recém-nascido, amamentação entre outros. Outras precisam de mais ajuda, ou até mesmo apoio moral, alguém para conversar e desbafar!! Por isso, gestantes, leia, pesquise, faça consultas, informe-se!!!!

Cris De Melo

Téc. Enfermagem & doula!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Mitos Sobre as Doulas!!


Achei esse post no blog da Rê o ''FisioDoula" e adorei, resolvi trazer aqui também!

Se tenho o meu companheiro ao meu lado no parto, não precisarei de uma doula
A doula não "invalida" nem rivaliza com a presença do pai no parto. Na verdade a doula não apoia só a mãe. Também apoia o pai.
Durante a gravidez, a doula informa o casal sobre todo o tipo de temas relacionado com gravidez, parto e pós-parto. Prepara-os para esse período que virá em seguida. Durante o trabalho de parto e parto apoia fisica e emocionalmente a mãe e apoia também o pai, muitas vezes sugerindo medidas de conforto que este pode proporcionar à mãe, tranquilizando-o, informando-o sobre o que está a acontecer. No pós-parto a doula apoia a mãe e o pai, transmitindo informação sobre os cuidados e características do recém-nascido, apoio na amamentação e apoio emocional.

Se tenho médicos e enfermeiros ao meu lado no parto, não precisarei de uma doula
O pessoal médico (sobretudo nos hospitais) está focado em tratar patologias, em estar atento a eventuais emergências, em controlar que tudo esteja dentro de um padrão estabelecido, o tratamento é geralmente impessoal e muitas vezes frio.
Para além disso, as enfermeiras das grandes maternidades têm normalmente a seu "cargo" várias grávidas de uma vez e não têm muito tempo para dedicar a cada uma, da mesma forma que uma doula o faz.
A doula não sairá de perto da mulher (a menos que a impeçam de permanecer junto dela), e dedicar-lhe-à toda a sua atenção, apoiando-a física e emocionalmente até depois de o bebé nascer.

As doulas são meio "hippies" ou "new age", por vezes são também vegetarianas e/ou ecologistas e as mulheres que requerem os seus serviços também.
As doulas são profissionais sérias com formação específica, que seguem, inclusivé, um código de conduta.
Claro que, tal como todas as pessoas, fazem escolhas e tomam opções na sua vida pessoal. Se não se sentir confortável com a doula que conheceu, o melhor será tentar conhecer outra que sinta que se possa adequar mais ao seu perfil pessoal e com quem se sinta mais confortável (o primeiro encontro, que serve precisamente para conhecer a doula antes de decidir requerer os seus serviços, é sempre gratuito e sem compromisso).
No entanto uma doula nunca deverá deixar que as suas escolhas pessoais influenciem, de alguma forma, o casal que acompanha.

As doulas são para quem escolhe um parto 100% natural. Se estou a pensar em levar epidural não preciso de uma doula.
A doula apoiará a mãe em todas as suas escolhas informadas. Mesmo que opte por levar uma epidural a doula ficará ao seu lado prestando todo o apoio possível, até depois do bebé nascer para ajudar com o início da amamentação.
Tal como refere esta doula, a epidural não irá segurar na sua mão e dizer-lhe o que está a acontecer consigo e com o bebé. A epidural não lhe fará companhia enquanto o seu companheiro vai comer alguma coisa. A epidural não a consolará caso se sinta só, triste ou assustada. A epidural não lhe fará uma massagem nem a ajudará a encontrar uma posição mais confortável para descansar.
A Doula também não a acompanhará exclusivamente no parto. Estará consigo durante a gravidez, durante o parto e no pós-parto, enquanto sentir que necessita do seu apoio.

As doulas são só para quem planeia um parto domiciliar. Se vou para uma maternidade não faz sentido levar uma doula.
Um dos estudos mais conhecidos (Klaus e Kennel) sobre os benefícios de ter uma doula no trabalho de parto e parto, foi feito, precisamente, no hospital.
Assim, pode-se dizer que o conceito de doula da era moderna (apesar de sempre terem existido doulas durante a história da Humanidade) começou no hospital.
E é talvez no hospital que as doulas fazem mais falta, onde os serviços são impessoais e as necessidades emocionais da mulher são, geralmente, ignoradas.
Também é verdade que as mulheres que optam por partos domiciliares escolhem, na maioria das vezes, ter uma doula a seu lado (porque geralmente são mulheres que se informaram a fundo sobre todas as questões relativas ao parto e conhecem as vantagens de ter uma doula).
A doula acompanhará e apoiará a mulher independentemente do local que esta escolher para o seu parto.

Ser doula é parecido com ser parteira
Este é um dos mitos mais frequentes e dos mais errados! Uma parteira é uma enfermeira especializada em saúde materna e obstétrica que assiste e acompanha grávidas e seus partos (em Portugal, já que noutros países existe o curso de "Midwife" que permite que a pessoa se especialize apenas em obstetrícia, sem ter de passar pela enfermagem "geral"). A doula não é profissional de saúde, ao contrário da parteira, nem realiza quaisquer actos médicos. A doula promove suporte físico, emocional e informativo à mulher, durante a gravidez, parto e pós-parto.

A doula é uma pessoa estranha, não estarei à vontade com ela durante o trabalho de parto
A doula entrará na sua vida (se assim o desejar) ainda durante a gravidez e terão vários encontros que permitirão conhecimento e aproximação recíprocos. Daí ser tão importante que goste da sua doula e sinta empatia e "à vontade" com ela.
O papel da doula é precisamente transmitir-lhe confiança e deixá-la à vontade. E se assim for, quando chegar a altura vai ser muito reconfortante ter consigo a sua doula, que a poderá confortar, transmitir confiança e apoiar durante o trabalho de parto.

Ter uma doula é muito caro e não é para toda a gente
Ter uma doula não é tão caro como algumas pessoas pensam.
É verdade que há doulas com honorários mais altos do que outras (tem normalmente a ver com a experiência que possuem) mas ainda assim, se fizer as contas, verá que a maioria das doulas cobra em média o valor de 3 consultas num médico particular.
Tendo em conta que estará consigo várias vezes durante a gravidez, a acompanhará durante o trabalho de parto e parto, a visitará em sua casa para apoio no pós-parto e estará disponível por telefone a qualquer hora durante todo este tempo...
Se ainda assim for demasiado para si, lembre-se que as doulas fazem este trabalho por vocação e sentido de missão. Se não puder pagar poderá tentar acordar uma solução com a doula (a maioria das doulas está aberta a entrar em acordo). Nenhuma mulher deverá deixar de ter uma doula apenas pela questão financeira.

Cris De Melo
Téc. Enfermagem
& Doula

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dicas de uma Parteira para as mulheres em busca de parto natural!!



Achei um vídeo muito legal com uma Enfermeira/ Parteira dando dicas para as mulheres de como se prepararem para o parto!!!! Como o vídeo é em Inglês, vou dar uma traduzia e resumir pois esta tarde!

''Algumas dicas que dou as mulheres que vão parir é se prepararem desde o início, bem antes do parto, no começo da gravidez as mulheres devem ler tudo que puderem sobre parto, para que possam estar emponderadas e tomarem as melhores decisões pra elas.

Ter a equipe de apoio certa, é um ponto muito importante, pode ser contratando uma Doula para estar com você, a doula é uma treinadora de trabalho de parto, também ter certeza das pessoas que estarão com você, sua família, que sejam pessoas que não vão distraí-la e sim apoiá-la, encorajando-a quando o trabalho de parto estiver mais difícil.

Além disso, lembre-se das coisas sobre parto que são importante como, que o seu corpo é feito para isso , que você pode fazer isso, e apenas repetir isso pra si mesma. E também ter a melhor pessoa para acompanhar o parto, pode ser a parteira ou médico, que vai respeitar as escolhas que você fez para o seu parto.

Coisas que mantem o seu trabalho de parto o mais normal possivel: são chás, água, gatorade, comidas leves, manter-se ativa no traablho de parto, pode ser usando o chuveiro ou caminhando no corredor ou entrando na banheira, e você pode parir na banheira isso é algo de deve discutir com quem vai acompanha-la. Música e aromaterapia tambem são de grande ajuda , inclusive a diminuir as dores no trabalho de parto."

Fonte:Midwife Michelle Collins
Contato: www.vanderbiltnursemidwives.org

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

E quando o bebê está posterior??



Geralmente os bebês quando nascem, além de estar de cabeça para baixo, eles também estão com o rosto virado para baixo ( anterior) a coluna da mãe. Mas alguns bebês estão com o rosto posterior a coluna da mãe, o que significa que estão com o rosto virado para cima.


O termo médico é: feto com dorso posterior. Isso não é indicação de cesárea, porém os partos geralmente são mais demorados. Mas também muitos bebês mudam de posição durante o trabalho de parto, e nascem normalmente.

Não tem nenhuma causa, simplesmente o bebê quis ficar nessa posição rsrsrsrsrs. O que também pode acontecer é um feto anterior ficar posterior, mesmo no final da gestação. E o lado que se encontra, direita ou esquerda, não interfere.

Qualquer dúvida postem nos comentários que respondo!!!
No vídeo mostra a posição que falo, quem entende inglês vai entender melhor ainda.
É o Face presentation!!!

Cris De Melo
Téc Enfermagem
& Doula

domingo, 5 de setembro de 2010

A Falta de Apoio familiar na escolha do Parto!!

Quando estava grávida tinha a idéia formada de ter um parto totalmente natural, até porque mesmo com 17 anos eu já havia acompanhado um parto cheio de intervenções, mas que apesar de todos esses detalhes, não me assustou. Mas como várias mulheres eu não tive apoio algum na minha decisçao, mesmo querendo um parto hospitalar e tudo mais. Meu pai dizia que eu era louca, parto normal era coisa de pobre, e que cesárea era normal!!!!

Minha mãe que trabalhou numa maternidade publica aqui em Florianopolis, com partos cheios de intervençoes e com uma parteira alemã que mais gritava do que outra coisa, tinha feito quatro cesáreas. Meu namorado com 21 anos, sem a mínima experiência lembrava das aulas da faculdade de Ed. Física que o professor disse que as mulheres ficavam '' largas''
( santa ignorância).


Pronto, eu estava sozinha, além de não ter apoio nenhum da família, a minha médica disse que parto só deitada ou de cócoras, mas que de cócoras seria difícil por causa da dor nos tornozelos... Aos 7 meses, eu estava desistindo. Não queria mais lutar contra todos, por ser adolescente todos te olham como se fosse uma coitadinha que não sabe do que fala. Com 35 semanas fiz o exame de streptococo do tipo B, com 36 semanas veio o resultado positivo e a saída do tampão. Eu usava bastante a internet nessa época, mas as comunidades mais assustavam e ofendiam do que me ajudavam.

A médica deixou claro para mim e para minha mãe de que seria perigosos para o bebê se a bolsa rompesse, pois o bebê se contaminaria e poderia nascer com miningite. Além disse o ideal era assim que começasse o trabalho de parto, começar a receber o antibiótico por 4 horas. Mesmo no caso de uma cesárea eletiva, que na opnião dela era a melhor opção!
Foi assim que o meu sonho de um parto normal chegou ao fim, e me entreguei a cesárea!

Depois que fui aprender que streptococo não é indicação de cesárea, que já tem em Florianópolis parto na água, que parto de cócoras é suportável sim, e que no meu próximo bebê eu não vou ouvir ninguem!!! E a minha experiência é apenas uma no meio de milhares, pois várias mulheres desistem de seus sonhos de trazer o bebê na maneira mais saudável, por falta de apoio da família!!! Se você está grávida e está tendo dificuldades com isso, leia, informe-se e mostre para todos que o que você apoia é comprovado cientificamente, é seguro e é o melhor para você e o bebê!!!

Cris De Melo

Téc. Enfermagem

& Doula!!!

Partos Alternativos!!


Estou aguardando a semanas e o dia finalmente chegou, HOJE a noite, as 23 hrs no Discovery Home and Health, um programa especial chamado '' Partos Alternativos''.
O Programa vai mostrar vários casais que optaram por ter seus filhos das maneiras mais naturais possíveis, em casa, sem médicos, etc.

Eu sou totalmente contra partos sem assistência de uma parteira, um médico, uma enfermeira obstetra, enfim, sem um profissional capacitado para acompanhar aquele parto e cuidar de possíveis complicações.


Nos EUA é comum as mulheres terem filhos em casa sem nenhum profissional, no Youtube você encontra centenas de vídeos de partos assim, mas seguro não é.
Então, por favor, se você planeja um parto domiciliar ÓTIMO, mas tenha profissionais capacitados te acompanhando!!!!

Vários estudos mostram que o Parto domiciliar é seguro desde que tenha uma equipe junto!
Então não esqueçam, hoje dia 5 de setembro, as 23 horas, no discovery home and health!!!
Ps: Reprise dia 6 de setembro as 4 am e dia 12 de setembro as 2 am!

Cris de Melo
Téc. Enfermagem
& Doula!

Pré-eclâmpsia!!!!


A pré-eclâmpsia é um fato que amedronta muitas gestantes e nessa vulnerabilidade acabam, muitas vezes, cedendo à cesareana sem investigar melhor sua variáveis e as condições propícias para o parto natural. Leitura muito esclarecedora, escrito pela Dr. Melania.

Por Melania Amorim
08 de Novembro de 2005

A hipertensão complica cerca de 10% de todas as gestações, e pode se apresentar como pré-eclâmpsia (ou, nos casos mais graves, eclâmpsia), hipertensão crônica, hipertensão crônica com pré-eclâmpsia superposta e hipertensão gestacional. De acordo com um consenso realizado em 2000 nos EUA (National High Blood Pressure Education Program Working Group on High Blood Pressure in Pregnancy), através de uma combinação de medicina baseada em evidências com a opinião de especialistas, a definição de pré-eclâmpsia é dada por hipertensão (pressão arterial sistólica maior ou igual que 140mmHg e/ou diastólica maior ou igual que 90mmHg), que surge depois de 20 semanas de gravidez, associada com proteinúria (excreção de proteína na urina) > 300mg nas 24 horas.
Esta é a classificação adotada atualmente no IMIP – Instituto Materno Infantil de Pernambuco em Recife (PE).



A presença de edema não faz mais parte dos critérios diagnósticos, porque não apresenta correlação com o prognóstico gestacional, visto que grávidas perfeitamente normais podem apresentar edema, mesmo edema generalizado. Exames como hemograma, uréia, creatinina, ácido úrico, contagem de plaquetas, testes de função hepática (transaminases) e bilirrubinas fazem parte da propedêutica complementar, mas não dos critérios diagnósticos. Estes exames servem para avaliar a gravidade da pré-eclâmpsia, mas o diagnóstico não depende de sua alteração.


A pré-eclâmpsia pode se sobrepor a uma hipertensão crônica pré-existente, quando então é dita pré-eclâmpsia superposta. Somente a pressão alta não permite o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Existe a hipertensão gestacional, em que surge a hipertensão no final da gravidez e que é transitória, não se associa com proteinúria, nem riscos maiores para a mãe e para o bebê. Nessa circunstância, recomenda-se tranqüilizar a gestante, realizar os exames para afastar pré-eclâmpsia, avaliar o bem-estar fetal, e pode-se aguardar o trabalho de parto espontâneo. A hipertensão gestacional não indica a cesariana, e habitualmente também não requer a antecipação do parto, exceto se os níveis tensionais estão muito elevados (por exemplo, 160x110mmHg ou mais).


A pré-eclâmpsia é associada com algumas complicações, como o risco de eclâmpsia (a crise convulsiva), síndrome HELLP (há comprometimento do fígado, das plaquetas e anemia), descolamento prematuro de placenta, alterações da vitalidade fetal e aumento da morbidade e mortalidade neonatal. Entretanto, NÃO constitui indicação de cesárea. A indicação de interromper a gravidez vai depender da idade gestacional, da gravidade da pré-eclâmpsia e da presença ou não de complicações.


Antes de 34 semanas, e na ausência de complicações maternas ou fetais, é possível manter conduta conservadora nos casos de pré-eclâmpsia grave, para aguardar a maturidade fetal. Nesses casos, recomenda-se administrar corticóide (betametasona) para acelerar a maturação pulmonar do bebê. Drogas hipotensoras, como alfametildopa e bloqueadores dos canais de cálcio, são administradas para tentar controlar a pressão arterial. A partir de 34 semanas, em geral indica-se a interrupção da gravidez, que pode também ser necessária antes dessa idade gestacional, se surgirem complicações colocando em risco o bem-estar da gestante ou do bebê.
Entretanto, o parto vaginal é possível, e a cesárea será realizada somente se houver indicação específica e não pela pré-eclâmpsia per se. É claro que a chance de cesárea está aumentada, em virtude de algumas complicações (como o descolamento prematuro de placenta e alterações da vitalidade fetal, por exemplo) indicarem o parto imediato, porém em muitos casos pode ocorrer o parto normal, sem riscos para a mulher. O parto normal é preferível em diversas circunstâncias, porque os distúrbios da coagulação podem complicar a pré-eclâmpsia, e o risco de sangramento é, evidentemente, muito maior na cesariana em relação ao parto normal. Além disso, se houver redução acentuada da contagem de plaquetas (abaixo de 70.000/mm3), não pode ser feita anestesia regional (raquidiana ou peridural) e, na cesariana, a anestesia terá que ser geral, com maiores riscos.


Indução do parto também pode estar indicada em mulheres com pré-eclâmpsia, quando há a indicação de interrupção da gravidez, porém ainda não se desencadeou o trabalho de parto. Como o colo do útero pode não estar dilatado, utilizam-se geralmente comprimidos vaginais de misoprostol (um análogo das prostaglandinas). Deve-se monitorizar a freqüência cardíaca fetal e a contratilidade uterina. Em um trabalho recentemente realizado no IMIP, a taxa de partos normais após indução em mulheres com pré-eclâmpsia a termo foi de 74%.


O sulfato de magnésio está indicado para prevenção da eclâmpsia, e evidências consistentes, incluindo uma revisão sistemática da Biblioteca Cochrane, indicam que a droga é efetiva para reduzir a incidência de eclâmpsia e a morte materna, sem efeitos prejudiciais para o concepto. É possível que, durante o trabalho de parto, como o sulfato de magnésio diminui as contrações uterinas, seja necessário o uso de ocitocina.


Nos casos de pré-eclâmpsia leve, não há indicação geralmente de antecipar o parto, podendo-se aguardar até 40 semanas, desde que os níveis tensionais estejam controlados, gestante e feto em boas condições. Entretanto, devem ser amiudadas as consultas pré-natais, visando a detectar uma possível evolução do quadro para pré-eclâmpsia grave. Dieta equilibrada, repouso relativo, períodos de descanso em decúbito lateral esquerdo, também são recomendados. O parto normal, espontâneo, é perfeitamente possível nesta situação.


O ideal seria, realmente, prevenir, evitar a pré-eclâmpsia. Sabe-se que algumas mulheres têm maior risco: as que engravidam pela primeira vez, as hipertensas crônicas, as obesas e aquelas com história familiar de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia. Quem já teve pré-eclâmpsia ou eclâmpsia em gestação anterior também tem risco aumentado de desenvolver novamente a doença nas gestações seguintes. Estão envolvidos mecanismos genéticos, imunológicos, e uma série de mediadores bioquímicos, como prostaglandinas, endoperóxidos, radicais livres, citocinas... Todos estão relacionados ao processo de desenvolvimento da placenta, porque por algum motivo, genético-imunológico, ainda não completamente desvendado, não ocorre penetração adequada da placenta nas camadas do útero, e a unidade útero-placentária não é bem perfundida (oxigenada). Essa isquemia é que leva ao desencadeamento das alterações bioquímicas, que acabam por induzir hipertensão, proteinúria e efeitos diversos em vários órgãos e sistemas, incluindo rins, fígado, cérebro, coagulação sanguínea...

Infelizmente a prevenção ideal ainda não foi encontrada. Alguns estudos apontam que a suplementação de cálcio em populações com baixa ingestão pode prevenir a ocorrência de pré-eclâmpsia. Em mulheres com risco elevado, parece haver efeito benéfico o uso de aspirina em baixas doses, e recentemente tem sido proposta a suplementação das vitaminas C e E (estudos clínicos estão em andamento). Recomendações básicas são manter uma dieta equilibrada, tentar se enquadrar dentro dos limites normais de peso antes de engravidar e não ganhar peso excessivamente durante a gestação.

Texto retirado do blog: http://amigadoula.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mãe traz filho de volta a vida com o calor do corpo!!


Sim, milagres acontecem!!!! Recebi por email de uma doulanda essa reportagem incrível de uma mãe que ressuscitou o proprio filho apenas com o calor do corpo, palavras de amor, e afeto!!

Uma historia linda e emocionante!!!!! Saiu no Jornal Hoje na Globo, e esta em centenas de sites na internet!!!

E tem mais, pesquisando encontrei váriooos casos de bebês que voltaram a vida após serem declarado mortos, até mesmo no necrotério!!! E ainda tem gente que não acredita em Deus!!!


Vídeo com reportagem em inglês: http://www.youtube.com/watch?v=IhrRTQdW-UU

Uma mãe australiana relatou que, ao receber a notícia de que seu filho não tinha sobrevivido, usou uma técnica de toque para trazê-lo de volta à vida.

Os médicos não haviam dado chance de sobrevivência ao pequeno Jamie Ogg, quando ele nasceu prematuro de 27 semanas, pesando menos de 1 quilo. Sua irmã gêmea Emily sobreviveu, mas, após 20 minutos de tentativas de reanimação, o menino foi declarado morto pelos médicos.

Eles o entregaram à mãe Kate para que ela e o pai David se despedissem. 'Foi a pior coisa que senti em toda a minha vida', declarou Kate.

Naquele momento, a mãe decidiu mantê-lo próximo ao seu peito, ninando-o e conversando com ele como se estivesse vivo. Após duas horas de toques e carícias, o bebê começou a mostrar sinais de vida. Em seguida, após sua mãe colocar um pouco de leite materno no dedo e dar a ele, o bebê começou a respirar.

Kate diz que o contato que estabeleceu com o filho foi vital para sua recuperação.