terça-feira, 10 de agosto de 2010

Você sabe quais os riscos da cesárea para o bebê??


Você provavelmente já ouviu falar que o Brasil foi eleito o país campeão mundial de cesareas: cerca de 35% dos bebês vêm ao mundo através de cesarianas pelo SUS e, no Setor de Saúde Suplementar (Convênio Médico e Hospitais Particulares) cerca de 84% das mulheres passam pelo procedimento cirúrgico.

O que não é nada vitorioso e nem motivo pra comemorar, pois a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que apenas 15% dos nascimentos se dêem através da cirurgia.

O aumento das taxas de cesarianas está diretamente relacionado ao índice de mortalidade materna e neonatal. Principalmente se a cesárea for agendada!!!

Quais são os riscos da cesárea para o recém-nascido?
Um deles é o risco de interromper prematuramente a gravidez por erro de cálculo da idade gestacional e aí, com frequencia o bebê nasce prematuro e tem que ficar internado na UTI neonatal apresentando desconforto respiratório, podendo até desenvolver problemas respiratórios para toda a vida, como asma, por exemplo.

O trabalho de parto começa justamente quando os pulmões do bebê enviam um sinal para o corpo da mãe avisando que é a hora certa. Durante o trabalho de parto normal, o bebê ainda passa por transformações hormonais e fisiológicas que também contribuem para o amadurecimento dos pulmões. Além disso, o parto cirúrgico aumenta o risco de infecções, até mesmo pelo tempo em que mãe e bebê tem que ficar internados no hospital durante o período de recuperação.

Existe também o risco de cortes acidentais no bebê durante a cirurgia.
Outro risco a ser considerado é o fato de que a cesárea atrapalha a formação de vínculo mãe e bebê. Sabemos que o bebê está conectado à mãe pelo cordão umbilical e que recebe substâncias da mãe através da placenta. Com a anestesia não seria diferente, mãe e bebê ficam entorpecidos. Em um parto normal, o momento final do parto representa liberação de muitos hormônios e um momento de sensibilidade único, no qual mãe e bebê são capazes de se conhecer até pelo cheiro, afinal, não podemos esquecer que somos mamíferos!

A amamentação também é prejudicada, pois no pós-operatório imediato a mãe é encaminhada para uma sala de recuperação, enquanto o bebê permanece em observação durante algumas horas no berçário. As mulheres costumam optar por não fazerem alojamento conjunto, ou seja, o bebê permanece no berçário para que a mãe possa descansar e, enquanto isso, pode ser que ele seja alimentado com leite artificial na mamadeira e, quando for entregue à mãe, confundirá os bicos e se atrapalhará na hora de sugar o seio.

É bom lembrar que os profissionais que trabalham em prol da humanização do parto e nascimento não são contra cesárea, apenas lutam que para que as cesáreas sejam realizadas apenas quando houver real necessidade. A cesárea necessária é muito bem vinda e salva muitas vidas.

Fonte: Post retirado do blog da minha amiga Doula, Priscila Rezende que atende em São Paulo!
Email para contato: prirezende1@hotmail.com
Blog: http://prisrezendedoula.blogspot.com

Cris De Melo
Doula

4 comentários:

  1. Eu tive a minha bebezinha em abril deste ano . teve de ser cesareana pois tive pre eclampsia . Mais o proximo farei de tudo para ser normal , ou até mesmo natural .

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  2. tive meu filho Otavio em janeiro deste ano de parto cesario mas ja tive dois partos normais e se fosse para escolher hoje depois das duas experiencias preferia ter tido outro parto normal que é melhor em todos os aspectos princilpalmente no vinculo mamãe e bebe

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  3. Quando descobri q estava grávida já logo quiz o parto normal.E todos q me perguntavam eu respondia: "Vou ter normal." E as pessoas me desencorajavam. A maioria das mulheres com quem conversei tiveram parto cesariano e ainda conheciam uma terrível história de parto normal de uma prima, vizinha ou amiga para me contar. Ouvi tanto sobre dilacerações, órgãos caídos e vaginas deformadas que comecei a ter medo. Mas como me formei como enfermeira, embora nunca tenha trabalhado na área, tinha certeza de uma coisa: o parto normal era a melhor coisa para a mãe e o bebê. Sustentei minha vontade até a 37ªsemana. Infelizmente eu não obtive apoio de ninguém, nem do obstetra, nem sequer do meu marido. Todo mundo achava uma loucura. "A ciência e a tecnologia estão aí para facilitar as nossas vidas, p/ q vc quer passar por um dia inteiro de dor?"

    Minha mãe q teve dois partos normais tb achava horrível, disse q teve péssimas experiências. Comecei a ter pesadelos. Sonhava q não era capaz de expulsar meu filho e comecei a ter a sensanção de q não teria forças p/ suportar. Na 37ª semana marquei uma cesárea. A cesárea foi marcada para o dia 13 de maio de 2010. No dia 07 de maio perdi o tampão mucoso. No dia 09 comecei a sentir contrações de hora em hora. (No fundo comecei a sentir um alívio de q o trabalho de parto pudesse acontecer antes da cirurgia.) Eu tb sabia q a hora de ir para o hospital era qdo as contrações estivessem regulares e mto próximas, aproximadamente de 3 em 3 minutos. Então eu sabia q essas contrações eram um sinal de que estava chegando o momento. Infelizmente mais uma vez eu não fui ouvida ou apoiada. E meus pais!!!! resolveram q eu tinha q ir p/ o hospital por causa das contrações. Isso eram 23 hs. Voltei do hospital quase 4 hs da manhã. Mas eu tinha certeza d q não precisava. Na manhã seguinte meus pais quiseram me levar p/ o hospital, mesmo eu dizendo q não precisava, q não era o momento. MAS eles agem como se fossem donos da verdade e como se nenhum sentimento importasse mais q o deles. No final, eu estava com 2 cm de dilatação e o médico resolveu me internar pq já era a segunda vez q eu ía p/ o hospital em menos de 24 hs. Como eu não tinha noções de obstetrícia, qdo eu ouvi: "2 cm de dilatação", acreditei q estava começando a entrar em trabalho de parto mesmo. Depois disso, meus sentimentos acabaram melhorando, pq fiquei sozinha: ninguém p/ ajudar, mas tb ninguém mais p/ atrapalhar. Chamaram o meu obstetra e ele prometeu chegar 19 hs (fui internada às 16 hs). Ele chegou meia-noite pq teve um parto extra. Ele fez o parto de uma moça antes de mim q tb estava internada na mesma sala comigo. Meu parto iniciou à 1 hora e vinte da manhã. O Rodrigo nasceu às 1:48hs do dia 11 de maio. Foi lindo qdo ouvi o choro dele. MAS SÓ FUI SENTI-LO NO MEU ROSTO APÓS OS PROCEDIMENTOS DE ASPIRAÇÃO, LIMPEZA E PESAGEM. E então ele foi embora. E eu fiquei desesperada, pensando em como eu queria amamentá-lo naquele momento. Só fui conhecê-lo de verdade às 10 hs da manhã do mesmo dia, qdo me trouxeram ele chorando, parecendo morto de fome. Tentaram colocar ele no meu peito e ele virava o rosto e chorava. Não pegou meu peito. E a profissional disse q o meu bico era mto ruim. lEVARAM ele de novo. E a profissional ainda soltou q deram mamadeira p/ ele. Tão triste. Ele só retornou às 15hs de novo. E a outra profissional negou q lá eles dessem mamadeira. AH!! Ele nasceu com dificuldades respiratórias. Muito triste. Depois fiz alguns pequenos cursos sobre partos e descobri uma série de coisas que me entristeceram muito e me entristecem até hoje. Me arrependo de ter sido tão passiva e tão calada. Gostaria de ter tido um parto normal.

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  4. Que triste a sua história, Simone; morro de medo de ter que passar por uma cesárea.
    E a segunda enfermeira ainda mentiu, porque se eles não deram mamadeira pra ele lá (que eu já acho horrível o primeiro leitinho dele ter sido artificial), então quer dizer que ele ficou quase 15 horas passando fome?! Não tem como...

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