quinta-feira, 27 de maio de 2010

Alimentação durante o trabalho de parto!!


Alguns médicos ainda são contra as parturientes se alimentarem durante o trabalho de parto, porém sabemos que essa preocupação é caso a parturiente precise de uma cesárea com anestesia geral. As chances disso acontecer são praticamente nulas.

Crença de que mulher deve ficar em jejum para dar à luz não resiste à revisão científica de vários estudos; comida deve ser leve.


Em nome do conforto, vale até comer enquanto o bebê não chega. Uma revisão recente de cinco estudos científicos concluiu não haver provas de que a alimentação durante o parto normal faz mal à mulher.
O trabalho avaliou dados de 3.130 mulheres e foi publicado pela Cochrane, rede internacional de revisão de pesquisas.

A crença de que a mulher deve ficar em jejum vem dos anos 1940, quando foi levantado o alerta de que, durante uma anestesia geral, haveria maior risco de vômito e de o alimento do estômago ser aspirado pelos pulmões, causando problemas à paciente.
Mas a anestesia aplicada na gestante só atinge o abdômen e os membros inferiores, tornando mínimo o risco de reaspiração dos alimentos.

"Muitos médicos têm receio de ser necessária uma anestesia geral, mas isso é raro e atípico", diz o ginecologista Alberto d'Auria, diretor do grupo Santa Joana.

Na verdade, a alimentação pode ajudar a mulher: como ela pode esperar até 16 horas para o bebê nascer, precisa de uma fonte de energia. "Se sente fome, é sinal de que há algum nível de hipoglicemia. É mais saudável oferecer comida do que dar glicose na veia", acrescenta.
A exceção ocorre no caso de uma cesariana agendada. A cirurgia requer oito horas de jejum para alimentos sólidos e seis horas para líquidos.
"Se o parto for normal, mas houver suspeita de que a mulher não vai ter dilatação, também é melhor evitar a alimentação", diz a ginecologista Márcia da Costa, coordenadora médica da maternidade do Hospital São Luiz -unidade Itaim.

Experiência
A fisioterapeuta Luciana Morando, 27, já sabia que poderia se alimentar durante as contrações, caso sentisse fome.
Foi internada às 11h, e seu filho, Guilherme Mendes Morando, nasceu depois das 20h, tempo suficiente para ela almoçar e lanchar. "Achei importante comer. Parto é trabalho mesmo. Tive mais energia para o momento da expulsão."
Os alimentos devem ser leves como grelhados, purê, arroz e vegetais, para não piorar um eventual mal-estar causado pela dor, segundo a ginecologista Márcia da Costa. "Se ela estiver indisposta, pode tomar sopa. Vai do desejo da paciente." Se ela estiver sem apetite, o médico pode manter os níveis de glicemia com soro.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2004201004.htm

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Como tornar o trabalho de parto mais fácil e rápido!



Durante o trabalho de parto são liberados três hormônios: a Ocitocina que é a responsável pelas contrações uterinas, a endorfina que é um anestésico natural do corpo e a Adrenalina que é liberada principalmente pelo frio e pelo medo.
Por isso é preciso ajudar o corpo a liberar mais ocitocina e endorfina e o menos possível de adrenalina.

Como? A parturiente precisa se sentir segura, para isso ela precisa estar informada de como tudo funciona, precisa de privacidade, apoio físico e emocional, liberando mais ocitocina.

O parto é um evento lindo e muito importante, e não um show para várias pessoas ficarem assistindo. Por isso é muito importante um acompanhante que ajude, que saiba o que fazer e não uma pessoa que fica nervosa atrapalhando a parturiente.
Em um ambiente quentinho e agradável ela ficará mais confortável podendo relaxar mais, meditar e desligar o neocórtex, liberando menos adrenalina.

É extremamente importante que essa parte do cérebro chamada neocórtex fique em descanso durante o trabalho de parto, a parturiente precisa se concentrar somente no que o seu corpo esta pedindo, esquecendo todo os resto. Conversas intelectuais nesse processo só atrapalham.

Como desligar o neocórtex?


Eliminando todas as formas de distração tais como: apagar as luzes deixando apenas uma luz fraca, eliminando barulhos e ruídos, evitar conversas racionais, manter a privacidade e conforto.

Um dos papéis da Doula é mostrar posições diferentes para o trabalho de parto, técnicas como o uso da bola suíça, banho quente, caminhar etc. Mas quem determina o que é melhor é a parturiente, ela precisa se concentrar no que o corpo esta pedindo.

O parto é um processo natural e fisiológico, todas as mulheres são capazes de parir, só precisam acreditar mais em seus corpos.

Cristina De Melo
Téc. Enfermagem & Doula

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cesárea, a Doula perde a função??


Doulas são mulheres que educam as gestantes sobre o parto e maternidade, como funciona, o que fazer, cuidados com o bebê, amamentação, etc. Durante o parto elas acompanham as parturientes ajudando a lidar com o desconforto das contrações através de massagem, apoio, posições, técnicas, palavras de carinho entre outros. As Doulas incentivam e apoiam o Parto Normal por ser comprovado que é a melhor opção para mães e bebês.

Mas e quando isso não é possível? E se a Cesária for necessária?


Passar por uma cirurgia não é fácil, ainda mais quando você sonhou e lutou tanto por um Parto Normal. A Doula dá apoio emocional para a Gestante, explica o procedimento, efeitos colaterais normais, é a pessoa que mais entende e que pode diminuir os sentimentos de fracasso, de tristeza, de incapacidade.

A Doula não perde a função, ela continua lutando pela mulher, agora a ter uma cesárea o mais humanizada possível, inclusive modificar alguns procedimentos de rotina: Abaixar o campo para que a mãe veja o nascimento, desamarrar os braços e colocar o bebe no peito logo após o nascimento, incentivar amamentação no Centro Cirúrgico, incentivar o vínculo mãe-bebê.

Na recuperação e depois no leito, auxiliar na pega que fica mais difícil pela posição da mãe por causa da anestesia, ajudar a pegar o bebê, colocar no berço quando necessário, até mesmo em troca de fralda enquanto a mãe se recupera.

E quando a Cesárea é eletiva?

Sabemos que muitas mulheres, até mesmo as que recebem informação dos riscos da cirurgia, dos benefícios do trabalho de parto e do Parto Normal ainda sim optam pela Cesárea.

Podemos e devemos como Doulas recomendar, conversar e incentivar o Parto Normal, mas não podemos obrigar ninguém.
Essa mãe deve ser descriminada? Não pode receber apoio físico, emocional e psicologico?

Já ouvi Doulas falarem que a Doula não tem função na Cesárea eletiva.. EU, discordo!!
Podemos mudar pequenas coisas como na Cesárea necessária!!

O Importante é que mãe estar consciente do que escolheu. A Doula é uma peça de ouro para todas as situações.

Cristina Melo,
Téc. Enfermagem & Doula

sábado, 22 de maio de 2010

A Internet ajuda as Gestantes a se prepararem para a Maternidade!


O acesso rotineiro à internet está praticamente disponível em todos os lugares, promovendo novas oportunidades e aumentando os desafios de cuidadores e usuários de saúde. Com grávidas frequentemente se voltando para a internet à procura de informações durante a gestação, um melhor entendimento desse comportamento se faz necessário.

O objetivo desse estudo foi determinar porque e como grávidas usam a internet como fonte de informação em saúde, e o efeito final que isso teve sobre suas tomadas de decisões. O modelo de busca de informações de Kuhlthau's (1993) foi adaptado para fornecer o gabarito teórico para o estudo.

O desenho do estudo foi exploratório e descritivo. Os dados foram coletados utilizando-se de um questionário validado e confiável, baseado na web. Durante um período de 12 semanas, 613 mulheres de 24 países que haviam confirmado que se utilizavam da web para informações relacionadas à gravidez durante sua gestação preencheram e enviaram um questionário.

A maioria das mulheres (97%) se utilizou de buscadores como o Google © para identificar páginas online para acesso a grande variedade de informações relacionadas à gravidez e para usar a internet para redes sociais, suporte e comércio eletrônico.

Quase 94% das mulheres usaram a internet para complementar informações já recebidas através de profissionais de saúde e 83% se utilizou da internet para influenciar tomadas de decisão sobre a gestação. Quase metade das entrevistadas relataram como fatores determinantes que as levaram à procura na internet: insatisfação com as informações obtidas dos profissionais de saúde (48,6%) e falta de tempo para fazer perguntas aos cuidadores (46,5%).

Estatisticamente, os níveis de confiança das mulheres aumentaram significativamente quanto à tomada de decisões relativas à gestação após o costume de acesso à internet (p < 0.05).

Neste estudo, a internet desempenhou importante papel na busca de informações das mulheres participantes, e de sua tomada de decisões relacionadas à gestação. Profissionais de saúde precisam estar preparados para auxiliar mulheres grávidas na busca de dados online, na sua interpretação e aplicação. (BIRTH 37:2 June 2010)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quanto custa uma Doula??


Eu sempre falo que a pergunta deve ser outra, quanto custa não ter uma. E custa muito.

Pode custar o desespero nas últimas semanas da gestação, o sentimento da falta de apoio. Lembrem-se, gravidíssimas são emotivas por excelência - e ser taxada de aberração por desejar o natural é cruel.

Pode faltar o apoio simples para trocar o médico cesarista. Pode faltar alguém que didaticamente lhe ajude com os medos específicos do parto, um ombro amigo que não vai tentar lhe convencer que o corpo é defeituoso.

Pode custar uma ida precipitada à maternidade, que invariavelmente recairá numa série de intervenções - dolorosas, humilhantes e desnecessárias.
Pode faltar em TP alguém experiente, e que possibilite ao pai curtir o momento sem se preocupar em ser responsável. Pode faltar alguém com lide suficiente para lhe lembrar de comer e beber. Alguma sugestão de respiração, massagens, posições e exercícios nas contrações e expulsivo. Pode faltar alguém para lhe dar um ânimo de confiança.

Pode faltar alguém com tato e confiança na amamentação.
As doulas tem a inteligência emocional desenvolvida: sabem o que falar e como, no momento mais vulnerável de nossas vidas. Dão a segurança para que os papais possam curtir o momento sem pressões. É um bicho multi-uso: ajuda a vencer os medos da gravidez, serve de ombro amigo, ajuda a compreender os processos próprios do parto, cronometra contrações, atende o celular, prepara algo para comer.

Sugere posições para alívio de dor e também para acelerar algum ponto. Um guia do desconhecido. Diminui estatisticamente as necessidades de analgesia, fórceps e cesáreas - vai menosprezar isso?

E o dinheiro?
É pouco. Com certeza, dá-se sempre um jeito de pagar. Não é absolutamente tão caro quanto você imagina, e valeria a pena mesmo que custasse o quádruplo. Passe nesse meu post sobre enxoval e reveja seus conceitos do que é realmente importante.

Se você colocar no papel quanto custariam os desdobramentos de uma cesárea e uma amamentação falida, dá muito e MUITO mais do que o custo da doula - sem contar no aspecto psicológico de viver a experiência mais marcante de uma mulher com plenitude.
A pergunta é: posso não ter doula e ter um belíssimo parto natural? Claro que pode, é tudo uma questão de respeito e conhecimento.

Ter doula durante o TP é uma escolha - por exemplo numa casa de parto boa com acompanhante carinhoso ou domiciliar com certas parteiras. Agora num hospitalar, ainda mais no Brasil, acho totalmente improvável - não recomendo em hipótese alguma. Sou da opinião que se vc acha que está em 'dúvida' se quererá uma doula, pegue. Nunca vi nenhuma se arrependendo de ter.

Não caia na besteira de achar que acompanhante fará esse papel: o mais normal é tal pessoa não querer que a parturiente 'sofra', ficam com pena, ou simplesmente se apavoram com o parto. Não é por mal, simplesmente é a falta da segurança e experiência.


Dydy, Enfª Obstetra & Doula
Fonte:http://fisiodoula.blogspot.com

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cuide bem do Umbiguinho!!!



O cordão umbilical era o elo entre a mamãe e o bebê quando o pequenino ainda morava na barriga dela. Pelo cordão, a mãe alimentava seu filho com nutrientes e oxigênio. Ao nascimento, o cordão é cortado a uns dois centímetros da barriga do bebê, deixando esse bebê um pouquinho mais independente da mamãe.

Esse corte na ligação entre a mamãe e o bebê pode ser um dos motivos para que exista um grande medo na hora de cuidar do coto umbilical. Outro motivo é o medo da mamãe machucar o bebê. Quanto a isso as mamães podem ficar tranqüilas, o coto umbilical, que nada mais é que o pedaço do cordão que ainda ficou no nenê, não tem terminações nervosas e por isso não dói quando a mamãe mexer.

Os cuidados com o coto umbilical são de essencial higiene quando o bebê nasce, quando o umbigo cai e alguns dias depois de cair também. A região deve permanecer seca para agilizar a cicatrização e limpa para evitar infecção.

Geralmente, o coto umbilical leva de 7 a 15 dias para se desprender da barriga do bebê, sendo que a higiene adequada agiliza o processo. Alguns recém-nascidos apresentam um umbigo grosso e gelatinoso o que poderá retardar sua queda em até 25 dias.

É importante limpar diariamente após cada troca de fralda ou banho. É muito fácil, é apenas pingar algumas gotas de álcool e molhar bem, se tiver alguma secreção ou sangue passe delicadamente o cotonete até que esteja limpo.

A limpeza é fundamental para que o umbigo seque e caia.
Se a região ao redor do coto umbilical apresentar-se excessivamente avermelhada, secreção exagerada ou forte sangramento pode ser infecção e o pediatra deve ser procurado.

Em alguns bebês, depois que o coto cai, o umbigo pode inchar e continuar a vazar um pouco. Isso é chamado de granuloma umbilical e desaparece rapidamente com o tratamento adequado.

Pode surgir também uma protuberância abaixo do umbigo conhecida como hérnia umbilical. Dificilmente causa problemas e desaparece aos poucos, geralmente antes da criança completar cinco anos.

Dicas

A mamãe deve lavar as mãos cuidadosamente antes de fazer a higiene do coto umbilical e se possível fazer a limpeza do coto antes de trocar a fralda que pode estar contaminada pelas fezes e transportar germes para o coto.

Vale ressaltar novamente: mercúrio ou merthiolate estão proibidos na higiene do coto, pois intoxicam e disfarçam uma possível infecção devido à cor avermelhada do mercúrio.

Cris De Melo
Téc Enfermagem & Doula

Gravidez e Cigarro não combinam!!!


Fumar durante a gravidez?

Nem pensar, FUMAR DURANTE A GRAVIDEZ traz sérios riscos para a gestante como também aumenta o risco de mortalidade fetal e infantil, estes riscos se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Estes riscos são:
· Abortos espontâneos;
· Nascimentos prematuros;
· Bebês de baixo peso;
· Mortes fetais e de recém-nascidos;
· Gravidez tubária;
· Deslocamento prematuro da placenta;
· Placenta prévia e
· Episódios de sangramento.

Comparando-se a gestante que fuma com a que não fuma, a gestante fumante apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento.
A gestante que fuma, com um único cigarro fumado acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Imagine a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

A gestante, o parto e a criança também estão expostos a estes riscos quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro (fumante passiva), absorvendo substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Assim como a mãe que fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite que é ingerido pela criança.

Métodos para acabar com o vício


Hoje, já existem no mercado diversos métodos para acabar com o vício do cigarro, basta querer e ter força de vontade.
Citaremos alguns destes métodos:

· Goma de mascar com nicotina – são pastilhas que liberam pequenas doses de nicotina diminuindo os sintomas da abstinência.

· Skin Paches – são pequenos adesivos que colados à pele, liberam mais nicotina do que a goma de mascar.

· Spray nasal – este spray libera menos nicotina que a goma e os patches, mas chega mais rápido ao sistema circulatório.

· Inalante – o inalante tem a mesma forma do cigarro, o que leva o indivíduo a achar que está fumando, pois imita o gesto mão-para-boca do fumante só que com 1/3 da nicotina do cigarro.

· Zyban – este é um método sem nicotina, trata-se de uma droga antidepressiva que auxilia nas crises de abstinência.

Todos estes métodos devem ser receitado e terem acompanhamento médico, principalmente se você é gestante!!!


Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/tabagismo.htm

Contrações de Braxton Hicks!!



As contrações chamadas de Braxton Hicks normalmente começam a aparecer por volta da vigésima semana de gestação. Essas contrações podem ser sentidas mais cedo ou com maior intensidade se for a segunda ou terceira gestação. Você perceberá os músculos do seu útero contraindo-se por 30 a 60 segundos.

Entende-se que o útero está exercitando-se, preparando-se para as contrações verdadeiras de trabalho de parto que ajudarão a empurrar o bebê quando chegar a hora de nascer.

Nem todas mulheres sentem essas contrações esporádicas e normalmente indolores, que ganharam esse nome de John Braxton Hicks, um doutor inglês que foi o primeiro a descrevê-las em 1872. Essas contrações iniciam-se na parte superior do útero e vão gradualmente descendo antes de relaxar novamente. As contrações do trabalho de parto são mais prolongadas e bem mais intensas que as Braxton Hicks.

Para a mulher que esteja em sua primeira gestação pode vir a pergunta em sua mente: "Como saberei diferenciar as Braxton Hicks das contrações verdadeiras?"
A resposta pode parecer vaga mas, é praticamente impossível não diferenciá-las no momento em que o trabalho de parto efetivamente se iniciar. Mesmo sendo indolores, essas contrações podem ser desconfortáveis. As Braxton Hicks podem aparecer enquanto a mãe está exercendo alguma atividade física mesmo as que requerem pouco esforço físico como tirar compras do carro. Se você sentir desconforto deite-se e relaxe por alguns minutos, se não melhorar, caminhe devagar pelo ambiente. De maneira geral, mudar totalmente a posição do corpo pode fazê-las parar por completo.

É recomendável beber bastante água para ajudar a minimizar as contrações que também podem ter sido causadas por desidratação. Em geral, uma falta de líquidos torna seu útero mas irritável - mais uma das muitas razões para beber muita água enquanto você estiver grávida, pelo menos oito copos de água por dia. Não se esqueça.

E, comunique seu médico se as Braxton Hicks vierem acompanhadas dos seguintes sintomas:

* Dor na parte inferior das costas;
* As contrações forem regulares e seu intervalo estiver diminuindo;
* Perda de líquidos através da vagina;

Fonte: http://www.e-familynet.com/pages.php/PT/000/braxtonhicks.htm

Evidências sobre o apoio durante o Trabalho de Parto e Parto.


Os efeitos do suporte à mulher durante o trabalho de parto/parto por profissionais de saúde, mulheres leigas e doulas, sobre os resultados maternos e neonatais têm sido avaliados em vários ensaios clínicos randomizados, metanálises e revisões sistemáticas.

Este artigo apresenta a revisão desses estudos, enfocando as principais características, o provedor de suporte, a simultaneidade na presença ou não do companheiro/familiares da parturiente durante o trabalho de parto e parto, e os resultados obtidos. Foram incluídos os estudos publicados entre os anos de 1980 e 2004, que contemplam explicitamente os aspectos avaliados. De maneira geral, os resultados do suporte são favoráveis, destacando-se redução da taxa de cesarianas, da analgesia/medicamentos para alívio da dor, da duração do trabalho de parto, da utilização de ocitocina e produzindo aumento na satisfação materna com a experiência vivida.

Quando o provedor de suporte não é um profissional de saúde, os benefícios têm sido mais acentuados. Os estudos disponíveis não avaliam o acompanhante escolhido pela parturiente como um provedor de suporte, o que constitui lacuna de conhecimento a ser preenchida.

''Evidence on support during labor and delivery: a literature review
Odaléa Maria BrüggemannI, II; Mary Angela ParpinelliI; Maria José Duarte OsisI, III
IFaculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil
IIDepartamento de Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil IIICentro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas, Campinas, Brasil''



O estudo é longoooo mas quem quiser é só comentar deixando seu email que eu mando por email.

Cris De Melo
Téc. Enfermagem & Doula

terça-feira, 18 de maio de 2010

Diabetes Gestacional!!


Apesar do diabetes gestacional ser considerado uma situação de gravidez de alto risco, os cuidados médicos e o envolvimento da gestante possibilitam que a gestação corra tranqüilamente e que os bebês nasçam no momento adequado e em boas condições de saúde.

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença. "O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é diagnosticada, pela primeira vez, durante a gravidez. Pode atingir até 7% das grávidas, mas não impede uma gestação tranqüila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento médico, durante a gestação e após o nascimento do bebê", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação. Uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar - ou até mesmo bloquear - a ação da insulina materna. Para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina. Entretanto, nem todas as mulheres reagem desta maneira e algumas delas desenvolvem as elevações glicêmicas características do diabetes gestacional. Por isso, é tão importante detectar o distúrbio, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê. "O tratamento do diabetes gestacional tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia – os grandes bebês filhos de mães diabéticas – evitar a queda do açúcar do sangue do bebê ao nascer e diminuir a incidência da cesareana”, explica a médica. Para a mãe, além de aumento do risco de cesareana, o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente pode ser detectado pelo aparecimento de um inocente inchaço das pernas, mas que pode evoluir para a eclâmpsia, com elevado risco de mortalidade materno-fetal e parto prematuro.

Diante de tantos riscos potenciais, é essencial que as futuras mamães façam exames para checar a taxa de açúcar no sangue durante o pré-natal. "As grávidas devem fazer o rastreamento do diabetes entre a 24ª e a 28ª semana de gestação", diz a endocrinologista. Mulheres que integram o grupo de risco do diabetes devem fazer o teste de tolerância glicêmica, antes, a partir da 12ª semana de gestação. "Os exames são fundamentais para um diagnóstico preciso, porque os sintomas da doença não ficam muito claros durante a gravidez. Muitos sintomas se confundem com os da própria gestação, como vontade de urinar a todo momento, sensação de fraqueza e mais apetite", recomenda Ellen Paiva.

Importância da terapia nutricional!!

Diagnosticado o diabetes gestacional, a gravidez precisa ser cercada de novos cuidados. "O controle da alimentação, por exemplo, deve ser feito com a ajuda de um profissional capacitado. Dietas mal elaboradas podem interferir no desenvolvimento do feto. Dietas abaixo de 1200 Kcal/dia ou com restrição de mais de 50% do metabolismo basal não são recomendadas, pois estão relacionadas com desenvolvimento de cetose", diz a médica.

A terapia nutricional é um aliado importante. Para muitas mulheres é suficiente para manter a glicemia dentro dos valores recomendados pelo médico. "Na gravidez, a mulher deve ganhar um mínimo de peso, em geral entre 10 e 12 quilos, para mulheres que estão com o peso adequado. Suas escolhas alimentares devem ser saudáveis. Será necessário relembrar os conhecimentos básicos de nutrição. Por isso, a orientação de um nutricionista é recomendável", explica Ellen Paiva.

Dentre os objetivos da terapia nutricional deve constar, também, um limite para ganhar peso, recomendado às mulheres obesas. Isso é imprescindível, porque é mais freqüente que mulheres obesas desenvolvam diabetes durante a gestação. "O ganho de peso máximo recomendado para essa situação é de mais ou menos 7kg”, diz a diretora do Citen. A dieta pode ser acompanhada de exercícios leves como nadar ou caminhar.

Terapia insulínica:

Caso haja dificuldade para atingir resultados satisfatórios do controle da glicemia somente com a dieta, há ainda a terapia insulínica, como uma alternativa de tratamento. "O tratamento com insulina está, em geral, indicado quando as taxas de glicose em jejum ficam acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl", explica a endocrinologista Ellen Paiva.

É comum haver a necessidade de aumento das doses de insulina no final da gravidez, a partir do terceiro trimestre, porque a resistência à insulina, geralmente, aumenta neste período. No terceiro trimestre da gravidez, os níveis baixos de glicose que levariam à hipoglicemia são raros. Contudo, grávidas que usam insulina correm o risco de apresentar hipoglicemia. "Para prevenir os incômodos sintomas de uma crise de hipoglicemia, a gestante deve seguir o seu planejamento alimentar, respeitar os horários das refeições e fazer adequações necessárias em sua alimentação, quando for praticar algum tipo de exercício", recomenda a endocrinologista.

Controle da doença:


Após o parto, geralmente o diabetes desaparece, mas essas pacientes têm grande risco de sofrerem o mesmo transtorno em gestações futuras e 20-40% de chance de se tornarem definitivamente diabéticas nos próximos 10 anos. "Além das complicações no pós-parto imediato, estudos demonstraram que os fetos macrossômicos têm risco aumentado de desenvolverem obesidade e diabetes durante a adolescência, por isso, os cuidados com a alimentação prosseguem após o parto, para mãe e filho", recomenda Ellen Paiva.

Ellen Simone Paiva
Médica especializada em endocrinologia e nutrologia. Mestre em Medicina na área de nutrição e diabetes pela USP. Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM e da ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia. Diretora clínica do CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Lembrando que Diabetes Gestacional Não é indicação para cesária e que para evitar que o feto nasça muito acima do peso normal, o Obstetra pode induzir o parto.
Cesárea só em último caso!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Icterícia, o que é e como Evitar!!!!


Conhecida também como amarelão, a icterícia neonatal é uma alteração fisiológica, isto é, normal, na coloração da pele e branco dos olhos dos recém-nascidos, deixando o bebê amarelado.

A cor amarelada do bebê acontece pelo excesso de bilirrubina no sangue, pigmento de cor amarelada, produzido normalmente pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. O excesso acontece pela dificuldade do fígado em capturar toda a quantidade de bilirrubina produzida, acumulando no sangue.

Esse tipo de icterícia não é considerado doença, atinge em torno de 50% dos bebês nascidos no tempo certo, sendo ainda mais freqüente nos prematuros. A cor amarelada aparece no segundo ou terceiro dia de vida primeiramente no rosto, depois vai aumentando para tórax, abdome e finalmente as pernas. As fezes e urina permanecem com coloração normal.

Na maioria das vezes regride espontaneamente em torno do décimo dia de vida do bebê, sendo importante o banho de sol pela manhã ou a tardezinha, pois a luz ajuda na eliminação da bilirrubina.

Fototerapia:

Se a icterícia atingir um nível muito alto, será preciso que o bebê faça fototerapia ou banho de luz. A criança fica em um berço com uma fonte de luz que converte a bilirrubina impregnada na pele e nas mucosas em outra substância deixando a pele do bebê com coloração normal.

Esse tratamento é muito comum em prematuros e em bebês que a icterícia não desaparece espontaneamente. O aumento da bilirrubina acima de certos limites pode acumular-se no cérebro trazendo danos irreversíveis ao sistema nervoso, prejudicando o desenvolvimento do bebê. Portanto, cuidado redobrado, mamãe.

Existem outros tipos de icterícia que são mais graves e requerem mais atenção. Há a icterícia por incompatibilidade de grupo sanguíneo, que é a forma mais grave e aparece logo no primeiro dia de vida.

Acontece quando a mãe tem anticorpos que destroem as hemácias (componente dos glóbulos vermelhos do sangue) produzindo bilirrubina, ocasionando a icterícia. O tratamento depende do nível de bilirrubina e peso do bebê, podendo ser o banho de luz ou a exsangüinotransfusão (retirada de todo o sangue do bebê e a sua substituição por outro sangue, sem bilirrubina).

A icterícia pode estar relacionada também ao aleitamento materno, as causas são desconhecidas, podendo ser por que componentes do leite materno reduzem a excreção da bilirrubina. O tratamento pode ser a interrupção do aleitamento por 1 ou 2 dias ou o banho de luz.

São raras as vezes em que o acúmulo de bilirrubina seja grande que cause acúmulo no cérebro ocasionando prejuízos. A grande chance de isso ocorrer será se a mamãe não procurar um médico quando o amarelão do bebê for muito intenso ou em prematuros muito graves.

A icterícia não é uma alteração para maiores preocupações. O ideal é ficar de olho e a qualquer dúvida procurar o pediatra do bebê.

Dicas:


-Se as fezes e urina do bebê estiverem com coloração diferente procure imediatamente um médico.
-A amamentação ajuda a prevenir e tratar a Icterícia;
-O banho de sol até as dez da manhã e depois das quatro da tarde é muito importante.
-Lembre-se sempre que o aleitamento materno é sempre o melhor para o bebê. Só o interrompa com recomendação médica.

Cris, Téc Enfermagem
& Doula

Cólica, e Agora??


Quase todo bebê sofre de cólicas e todas as mães sofrem ao ver seu bebezinho com dor.


O pior é não saber como ajuda-lo, por isso vou postar as melhores maneiras de lidar com a cólica e o que não se deve fazer:

O que fazer:


- Banho morno;
- Massagem na barriguinha;
- Massagem de Bicicletinha;
- Banho de balde ( Ofurô);
- Paninho quente na barriga;
- Bolsa térmica morna no pano;
- Colocar o bebe de bruços sob você, preferencialmente
contato pele a pele;
- Colo e carinho;

Não se deve Fazer:

- Dar funchicórea que só acalma por ser doce e pode ser prejudicial
pelas substancias compostas nele;
- Dar Luftal, bebês são muito imaturos para tomarem remédio e deve-se evitar
ao máximo;
- Dar chás; A cólica é natural do organismo imaturo do bebê, se vc inclui outros alimentos além do leite materno você estará prejudicando ainda mais o organismo que esta aprendendo a funcionar.

A cólica é passageira e com paciência e carinho fica muito fácil de lidar com ela.

Cris De Melo
Téc Enfermagem & Doula

Elas voltaram, as mamadeiras de Vidro!!!!


Pesquisas recentes descobriram a presença de um composto químico, o bisfenol A, em mamadeiras, latas, panelas e em alguns brinquedos. O componente pode ser causador de danos à saúde e ainda por cima engordar. Após muitas lavagens, exposição a altas temperaturas, como em microondas, por exemplo, o componente pode se misturar aos alimentos e causar alguns problemas.

A pesquisa mais recente nessa área foi coordenada pelo cientista Frederick vom Saal, professor da Universidade Missouri-Columbia. Ele faz parte de um grupo de cientistas que estuda como o composto pode facilitar o ganho de peso.

Saal chefiou uma revisão de estudos e financiada pelo governo dos EUA em 2007. Foi apurado que no país 92,6% dos americanos já têm o bisfenol A no sangue. Aqui no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não coíbe os produtos que estiverem dentro dos limites considerados normais pela agência.

Adriana Martins Mesquita, nutricionista do Hospital São Luiz, Unidade Morumbi, em São Paulo, afirma que “nada está comprovado” – e dá uma dica – “Eu recomendo preparar num recipiente de vidro e depois passar para o plástico. O ideal é fazer o aquecimento em banho-maria” .

E olha que as mamadeiras estão lindas!!!! Vale muito a pena investir na saúde do seu bebê!!!!

Onde comprar?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mecônio é sinal de sofrimento fetal??












Muitas mães tem pânico em ouvir falar de mecônio. Mecônio é o cocô verde que o bebê libera nos primeiros dias de vida, e algumas vezes na barriga da mãe. Quem nunca ouviu uma vizinha contando que o bebê da sobrinha engoliu mecônio, que o bebê da neta aspirou mecônio, que o médico marcou a cesárea porque o bebê tinha feito cocô na barriga...

Vamos desvendar os mitos agora!

Há dois motivos para eliminação de mecônio durante a gravidez: MATURIDADE FETAL, porque o intestino está funcionando a contento, o que é um bom sinal, e SOFRIMENTO FETAL, porque quando o feto está mal oxigenado aumenta a contratilidade dos intestinos e relaxam-se os esfíncteres (como quando estamos em uma situação de estresse).

Em um feto bem oxigenado, que elimina mecônio apenas porque está maduro, sua presença não traz maiores (aliás, nem menores) problemas. Esse feto maduríssimo e pronto para evacuar a cada instante também urina dentro da barriga. A urina é a principal fonte de produção do líquido amniótico, e quanto mais líquido mais fácil fica de o mecônio se diluir. Um bom volume de líquido amniótico indica que os rins fetais estão funcionando a contento, bem perfundidos (ou seja, o sangue chega lá e irriga bem os rins). Esse mecônio diluído dá o aspecto que chamamos de "tinto de mecônio" ou "mecônio fluido". Aí, também, sem repercussões desfavoráveis. Evidências ultra-sonográficas sugerem que o feto pode evacuar algumas vezes dentro do útero e, ao nascimento, encontrar-se líquido CLARO,

Se o líquido amniótico está diminuído, não há como diluir o mecônio, aí temos o MECÔNIO ESPESSO, podendo mesmo assumir o aspecto característico de papa de ervilhas". A preocupação nesse caso é com o motivo pelo qual o mecônio está espesso, porque o líquido amniótico pode estar diminuído fisiologicamente no final da gravidez e nas gestações pós-termo (que ultrapassam 42 semanas) ou por insuficiência placentária, reduzindo o fluxo sanguíneo para os rins fetais.

O risco de aspiração do mecônio e desenvolvimento de um quadro de pneumonite grave (Síndrome de Aspiração Meconial) é a maior preocupação nesses casos de mecônio espesso. Entretanto, o quadro só ocorre em bebês em sofrimento, que fazem movimentos de 'gasping' dentro do útero e, ao nascer, não têm os mecanismos fisiológicos para 'clarear' o mecônio.

Bebês hígidos, saudáveis, podem até aspirar mecônio mas os mecanismos pulmonares normais entram em ação para eliminar esse mecônio.

Concluímos, portanto, que o fundamental é distinguir se o bebê se encontra ou não em sofrimento. A ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF) continua sendo a forma não-invasiva mais eficiente de se monitorizar o bem-estar fetal, podendo ser realizada de forma intermitente (com o sonar Doppler) ou contínua (pela cardiotocografia). Uma boa ausculta fetal durante o trabalho de parto é tranquilizadora. Se há alteração dos batimentos e a freqüência cardíaca fetal assume um padrão "não-tranquilizador", está indicada a antecipação do parto, que pode ser por cesariana ou, se o evento ocorre no período expulsivo, através de fórceps ou vácuo-extração.

Alguns estudos apontam para um possível efeito benéfico da amnioinfusão(instilação de soro na cavidade amniótica por via cervical), no sentido de prevenir as desacelerações freqüentes nos casos de oligo-hidrâmnio, porém ainda não há evidências suficientes para apoiar sua indicação rotineira. De acordo com a revisão sistemática da Cochrane, o procedimento pode levar a redução das taxas de cesariana por 'sofrimento fetal'.

Esse texto foi escrito pela Dra. Melania Amorim, Obstetra renomada e completamente a favor do Parto Humanizado.

Como induzir o Parto Naturalmente!!!



Reta final, chegamos as 39 semanas, a futura Mamãe começa a ficar ainda mais ansiosa, e se o bebê não nascer? E se o médico marcar a Cesárea? Se chega a 40 semanas então aí que bate o medo, acham que o sonho do Parto Natural vai por água a baixo. Poisé, a natureza é perfeita e saber o que faz e quem determina a hora de nascer é o bebê. Mas se você for muito ansiosa e quiser dá um empurrãozinho, nós temos algumas dicas naturais para induzir o trabalho de parto. Porém, saiba que não é comprovado, algumas mulheres dizem que funcionou e outras não. Mas, mal não vai fazer!

O mais famoso, os 3 HOTS:
-Hot Sex(Sexo Quente;
-Hot Bath(Banho quente);
-Hot Food (comida apimentada).

Chás e Óleos:
-Chá de salvia;
-Chá de framboesa;
-Chá de Canela;
-Chá de Gengibre;
-Oleo de ricino (50 ml){Tem um gosto horrível e causa diarréia);

Exercícios:
-Sexo de preferência sem camisinha, o esperma contém prostaglandinas que ajudam a amolecer o colo do útero;
-Estimulação dos mamilos, tanto no ato sexual como com as mãos mesmo;
-Rebolar na bola suíça ou fora, engatinhar, caminhar e agachar;

Acupuntura:
-Há certos pontos do organismo que quando pressionados desencadeiam contrações uterinas. Tal como pode ajudar no desenrolar do parto, a acupuntura pode ajudar a iniciar o processo. Mas só deve ser feita por um profissional experiente e credenciado.

Acupressure
Há dois pontos que podem ser estimulados pra produzir contracoes:

-Na teia entre o polegar e o indicador:
4 dedos acima do tornozelo (proximo ao osso, na parte interna da perna)
Como estimular o ponto da mao: apertar e esfregar em movimentos circulares por 30-60 segundos de cada vez, fazendo uma pausa de 1-2 minutos entre as contracoes.

-Como se estimular o ponto proximo ao tornozelo: pressione firmemente o local (se tiver doendo eh pq achou o ponto) e fricccione em movimentos circulares ate comecar a ter uma contracao, quando a contracao terminar, comeca tudo de novo.

Lembrem-se de que essas ténicas são indicadas para gestantes após as 39 semanas e que não há evidência científica que compre a eficácia delas.

Relaxem, façam tudo mas com prazer e não por obrigação.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Humanização do parto esbarra na cultura das cesarianas.


Brasil carrega o triste título de recordista mundial em partos cirúrgicos, em parte por culpa da própria classe médica.

Iniciativas para incentivar a humanização do parto são simples e na maioria das vezes baratas, mas ainda esbarram na cultura do parto cirúrgico. A inauguração da primeira banheira para parto na água de Curitiba,é um exemplo de que não é preciso muito investimento em estrutura ou equipamentos para garantir às mães o acesso a um parto seguro e com o mínimo de intervenção. Trata-se de uma banheira co­­mum, como a que qualquer pessoa pode ter em casa. Mesmo assim, a opção só está disponível em uma maternidade de Curitiba.

O exemplo ilustra a dificuldade de se superar a chamada cultura da cesariana. Apesar das constantes campanhas de incentivo ao parto natural, o Brasil ainda carrega o título de recordista em partos cesáreos. Eles representam 43% dos partos feitos no país, segundo o Ministério da Saúde, enquanto que a recomendação da Orga­­nização Mundial da Saúde é que essa porcentagem não ultrapasse os 15%.

Nos últimos anos, o governo brasileiro tem realizado uma série de ações e campanhas para tentar mudar esse quadro. No entanto, modificar a mentalidade de mães e médicos não é tarefa fácil, principalmente fora do sistema público de saúde. Cerca de 80% dos partos feitos por convênios ou particulares são cesarianas. “Há uma associação muito forte entre o parto natural e a dor. O medo de sentir dor é o principal motivo para as mães preferirem a cesariana. É preciso desmistificar isso, os conhecimentos fisiológicos avançaram muito e hoje é possível ter um parto natural, em um ambiente acolhedor com o mínimo de intervenção médica possível e sem dor, graças à analgesia”, afirma o diretor do departamento de ações programáticas e estratégicas em saúde do Ministério da Saúde, José Telles.

Além de vencer a resistência por parte das gestantes, é preciso enfrentar a outra ponta do problema: os médicos. É comum que muitos deles priorizem as cesarianas por questões de comodidade e economia de tempo. “É uma queixa frequente entre as gestantes o fato de querer o parto normal e não encontrar um médico que faça esse acompanhamento. A maioria tenta convencer a mãe a fazer uma cesárea”, conta Patrícia Bortolotto, uma das coordenadoras do Grupo Gesta Curitiba, que reúne gestantes para discussões de temas relacionados a maternidade e troca de experiências.

A engenheira mecânica Carolina Ribeiro, 34 anos, trocou de médico três vezes durante a gravidez. “Já estava com sete meses quando me convenci de que minha médica não era muito partidária da ideia de fazer um parto normal. Sempre que eu tocava no assunto ela dizia que era cedo para falar disso e não se mostrava muito entusiasmada”, conta. Descontente, ela decidiu trocar de médico. “Cheguei a ir a uma outra médica, mas também não gostei e no fim encontrei o médico que acabou fazendo meu parto. Ele é um defensor do parto natural e se dedica a isso. Foi muito tranquilo, meu parto durou 20 minutos, se tiver outro filho vou querer parto normal de novo”, diz a moça, que teve a primeira filha, Luize, em outubro do ano passado.

Para o obstetra Carlos Na­­varro, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a capacidade de reverter esse comportamento está nas próprias mulheres. “É preciso que elas se convençam das vantagens do parto natural e questionem o médico, não se acomodem”, defende. Em relação ao comportamento dos médicos, ele considera importante uma mudança na abordagem do tema desde a universidade. “Mudar a cabeça de quem já trabalha de uma certa maneira há muitos anos é difícil, por isso considero fundamental que os benefícios do parto normal sejam discutidos ainda na graduação, para que os novos médicos já tenham uma outra mentalidade”, afirma.

Para Telles, mudar uma cultura é algo que leva tempo, mas que é possível. “Veja o exemplo do alojamento conjunto. Antigamente o bebê era isolado da mãe e os pediatras defendiam que essa era a melhor conduta, hoje ninguém mais faz isso, o bebê é deixado o máximo de tempo possível com a mãe. Estamos trabalhando para que as maternidades se adequem às políticas de humanização, como a presença de um acompanhante ou adaptações físicas no ambiente de parto. São medidas simples, de baixo custo, mas que acabam tendo um impacto enorme”, afirma.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jornalista critica o Parto Humanizado e Gestantes com HIV!!


No dia 07/05/2010, Alexandre Garcia em entrevista à CBN demonstrou ser um
profundo desconhecedor dos benefícios do parto humanizado e do direito ao
acompanhante. A Rede Parto do Princípio redigiu um manifesto de repúdio a
mais esse desrespeito às mães brasileiras.

"ah... porque a conversa começou, eu criticando... eu disse pra ele assim... olha, eu vi aqui um anúncio do... eu tô criticando essa bobagem do Ministério da Saúde de parto humanizado... será que vão deixar entrar um pai na sala cirúrgica pra infectar a sala cirúrgica? O pai barbudo, cabeludo, bêbado, sei lá o quê, mas enfim... hã... vestido com... com poeira da rua numa sala cirúrgica? Isso é um absurdo.

Ah, mas é o parto de cócoras... tudo bem, peça para sua mulher fazer um parto de cócoras pra ver o que vai acontecer com o joelhos dela, não é índia, nã... vão... vão acabar... É um sofrimento. Ah, porque as cesárias... eu disse olha... que ele mesmo concorda que o... o serviço público as cesárias só é feita em último caso... é parto normal normalmente... não precisa ficar anunciando que o hospital do gama vai ter isso. Aliás, o hospital do gama neste momento tá exportando pacientes pra outros hospitais porque anunciaram que tá maravilhoso mas não deve tá tão maravilhoso assim porque muitos hospitais tão exportando pacientes aqui pro plano... plano piloto... que a coisa não tá funcionando direito, nê? Em parte alguma e falta tudo. Agora eu fico me perguntando como o médico vai trabalhar? O ministério da saúde não fez só isso não.

O Ministério da Saúde tá estimulando agora pessoa com HIV a engravidar. Eu duvido que o Ministério da Saúde vá fazer uma... uma cesária pela terceira vez numa mulher com HIV e respingar sangue nele pra ver o que vai acontecer. É uma... é uma maluquice. Tão fazendo uma brincadeira com a saúde... Tá lá escrito na instituição a saúde é direito de todos é dever do Estado. O Estado não está cumprindo seus deveres com a saúde... e os problemas são de gestão, são administrativos."

LAMENTÁVEL ler tantos absurdos em um texto escrito por um Jornalista renomado. Ignorância pura!!

A resposta da rede Parto do Princípio:
http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=cartarepudio&ext=html

Agência de Notícias da AIDS: http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=14688

Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV/AIDS: http://rnpvha.org.br/portal/modules/liaise/?form_id=2