domingo, 22 de janeiro de 2012

O Site!


Quem ainda não viu, está perdendo. O site trás atualizações quase que diárias, fotos, vídeos e relatos exclusivos! Além de reunir os melhores materiais postados no blog, mas de maneira organizada, separando tudo por categorias. Não perca as informações também das palestras gratuitas com datas já marcadas e poucas vagas, a do dia 25 de janeiro lotou e restam poucas para o dia 15 de fevereiro.

Cris De Melo
Doula!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cris Doula agora é Site!

É isso aí gente, como eu estou sempre em processo de evolução, eu precisei passar de blog para site, porque eu já não conseguia fazer tudo que queria. No site os relatos dos partos escritos por mim voltaram e separados em categorias ( parto natural, cesárea, partos com intervenções, induções, etc).
Ele ainda está em construção, onde os posts mais interessantes vão parar lá também!
Este blog não será deletado, ele continuará aqui mas não será mais atualizado, todos os partos novos vão para o site!

Quem ver como ficou? www.crisdoula.com
Espero que gostem!



Todos os desenhos foram criados exclusivamente por Rafael Raffer, inspirados no desenho animado '' Mãe de muitos''.

Cris Doula!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hoje o Gabriel completa 1 ano de vida!!! Vamos celebrar!

Gabriel é filho da Márcia e do Flávio, nasceu no dia 4 de janeiro com exatamente 40 semanas, e nos deu um susto muito grande, quando diminuiu bruscamente os movimentos de um dia para o outro. Após algumas recomendações pedi que ela procurasse a obstetra, e no mesmo dia foi realizada a cesárea. Gabriel ficou ainda na UTI por um tempo, e hoje é um menino super saudável! Leia o relato do parto!
Parabéns a mamãe e ao papai!



NASCEU Gabriel em uma cesárea super necessária!

A Márcia ( mamãe do Gabriel) soube do meu trabalho no curso de gestantes do HU, onde passam o vídeo do Parto da Cris ( na água) e o meu blog para que as pacientes leiam. Ela entrou em contato comigo ano passado e no nosso primeiro encontro ela e o marido já tinham decidido que queriam que eu os acompanhasse. Ela queria muito um parto natural, e tinha tudo a seu favor, exceto a idade 39 anos, que já coloca algumas coisas em risco.

Com 38 semanas fizemos uma consulta e conversávamos sempre, emprestei a bola para que ela levasse para a casa de praia e usasse para ajudar a se preparar. Na virada do ano com quase 40 semanas nós conversamos com o Gabriel para que ele não nascesse naquela noite rsrsrsrs.

Então ontem ela me liga, por volta das 11 da manhã ( com 40 semanas exatas) avisando que não tinha sentido o bebê mexer a manhã toda, ela sabia que eu e a obstetra já haviamos avisado que o bebê não pode ficar sem mexer.
Recomendei que ela almoçasse bem, esperasse meia hora e contasse quantas vezes o bebê mexeria em 1 hra. Ela me ligou as 14 hrs avisando que ele só tinha mexido uma vez, e bem de leve. Recomendei então que ela ligasse para a obstetra para ir na maternidade dar uma olhada.


Ela foi na Santa Helena, e lá esperou até que o cardiotoco fosse feito, as 17 hrs da tarde.
O exame mostrou que apesar do batimento do bebê estar bom, forte, não tinha acelerações quando recebia estímulo sonoro, e ele não se movimentava. Ela ligou para a obstetra que pediu que ela fosse pra casa, arrumasse tudo, comesse, e fosse para a Jane as 20 hrs para repetir o exame. Fui pra lá e fiquei esperando, ela chegou por volta das 21 hrs, mas só foi ser atendida por volta das 22:40.

O médico de plantão entrou em uma cesárea e ficamos esperando. Ele fez o exame novamente, e deu a mesma coisa, o bebê não estava bem, precisavamos interromper a gestação, agora tinhamos que pensar se tinha como induzir, se valia a pena, se era seguro ou não.
Eles chamaram a obstetra que ia acompanhar o parto , ela chegou um tempo depois, e repetiu o exame, fez um toque ( colo fechado) , estimulou e nada do Gabriel responder.

Durante todo o dia ele mexeu 3 vezes em movimentos muito leves, o que não era normal dele.
Após todos os exames, a médica, a Márcia, o Flávio ( marido) a Cristina ( mãe da Márcia) e eu ficamos na sala conversando. A Obstetra perguntou se a Márcia queria esperar para o outro dia, ver se melhorava, mas o parto normal estava cada vez mais distante. Do nada ela começou a ter contrações leves, e isso foi tudo que nós precisávamos para ter 100% de certeza, o Gabriel não vai aguentar um trabalho de parto.

Com aquelas leves contrações, ao invés do batimento dele acelerar, o batimento caía muito, ele estava mostrando que ele não queria mais ficar ali. O batimento que antes era forte, já estava fraco, e caía quando deveria acelerar. Isso aconteceu as 2 da manhã, então TODOS estavam de acordo que a cesárea era a melhor opção, não restavam dúvidas e tinha que ser feito HOJE, não valia a pena esperar!

Nos preparamos, mas a sala de cirurgia estava ocupada, uma moça tinha acabado de entrar numa cesárea. Ficamos esperando, esperando... e as 4 da manhã fomos para a cesárea.
A Médica deixou que a Doula entrasse junto do pai. As 04:20 Gabriel nasceu, com MUITO esforço, ele estava numa posição que não nasceria de parto normal e nem de cesárea, o corte teve que ser maior, e foi muito difícil para toda a equipe tirar ele. Além disso estava com duas voltas apertadas de cordão e mecônio.

Foi direto para o colo da pediatra, que levou pra aspirar as vias aéreas e avaliar. Gabriel não estava bem, ele teve apgar de 4 no primeiro minuto, uma nota bem baixa. Ele tinha batimento cardíaco mas não conseguia respirar muito bem, a pediatra ficou estimulando e dando oxigênio, ele não foi entubado, só precisava de um tempo. Estava muito cansado, até porque a cesárea foi muito difícil, foi preciso muita força e manobras pra tirá-lo. No 5º minuto ele recebeu a nota 7, ficando com apgar 4/7.

Márcia não tinha nenhum efeito colateral da anestesia, só estava preocupada, pois desde que ele tinha nascido, não tinha chorado. Depois de um tempo enquanto ela ainda estava recebendo os pontos, a pediatra trouxe Gabriel dentro do berço aquecido, para Márcia conhecê-lo.
Ela explicou que ele estava bem cansado e que ia ficar no beçário para observação e cuidados intensivos.

Depois da cesárea terminada fomos para a recuperação, e ficamos vendo as fotos que a Doula tirou do Gabriel, já que a mamãe viu ele tão pouco. Márcia estava bem, considerando o susto do dia. As 6 da manhã fomos para o quarto, onde recomendei que eles dormissem bastante para depois estarem bem recuperados para cuidar do Gabriel.

A Obstetra super atenciosa, conversou com eles, explicou que aparentemente não teve uma CAUSA para o que aconteceu, ele estava otimo no dia anterior, e do nada ficou tão quietinho.
Ela mandou a placenta para análise, e estão tentando descobrir se tinha alguma bactéria ou infecção que não havia sido detectada na gravidez.

Mas Graças a Deus mamãe e bebê estão ótimos, Gabriel se recuperou super bem, respira sozinho e já esta mamando, sonhando e até sorrindo. A Márcia e toda a família super felizes, hoje a noite vou visitá-los! Viva a cesárea necessária!!!

Márcia e Flávio, muito obrigada pelo carinho, Parabéns pelo nascimento do anjo Gabriel, vocês fizeram tudo como deveriam, quando ele mudou e parou de mexer já foram ver o que era, não ficaram esperando, e tomaram a decisão mais certa de todas, fazer a cesárea e naquela hora!
Adoro muito vocês, obrigada por tudo, e nos vemos muito ainda!

Cris Doula!
04/01/2011

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Nascimento Lauren - 03/01/2012

Acordei com o telefonema que eu aguardava ansiosa, quando o trabalho de parto da Drika começaria. Drika  é amiga e conheço a muitos anos. Me comprometi em acompanhar seu parto, e ela me ligou nas primeiras contrações as 7:30 e evolui super rápido. Nasceu Lauren de parto natural as 13:25, com 3.055 kgs e 48 cms, apgar 9/10 na banheira com o papai parteiro! Nada melhor do que ser voluntária para esses momentos :) Parabéns Drika e Leo, Vovó Dulce, Tia Fifa, vamos celebrar!!!!! Hoje é dia de festa!!!


Parabéns a família!
Obrigada Dr Rafael Lioi que estava de plantão!
Relato e fotos em breve!

Cris Doula!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A industrialização do Parto!

(Por Mayra Calvette)
A industrialização da agropecuária e do parto se desenvolveu lado a lado durante o século XX.
Quais são as semelhanças?
A agricultura e o parto industrializado tem muitos pontos em comum. É como se a dominação da natureza , que tem sido base das nossas civilizações por muitos milênios, tivesse atingido outra ordem de magnitude. Um limiar foi ultrapassado.
Em ambos os casos houveram inovações que pareciam a solução de um problema. Por exemplo o uso generalizado de produtos químicos na agricultura pode ser claramente compreendido, pois reduziu drasticamente os custos, aumentou a produtividade, a variedade de produtos e o lucro dos agricultores. De modo similar, sempre existiu uma determinação feminina em superar os obstáculos do parto, o medo de morrer. Os avanços tecnológicos e as técnicas modernas e seguras de cesariana, diminuindo a mortalidade materna e neonatal.



Hoje estamos em um momento de questionamento quanto ao uso excessivo de tecnologia sem que seja necessário. O progresso da agropecuária industrializada foi associado a uma serie de grandes avanços tecnológicos. Investimentos enormes se fizeram a fim de aproveitar a maquinaria que pouparia o trabalho humano. Desenvolveram-se junto as indústrias química e farmacêutica, através da utilização de fertilizantes sintéticos, herbicidas, inseticidas, tratamento dos animais com hormônios, antibióticos, produtos químicos assim como a produção em massa de animais para consumo humano.
Rudolf Steiner, que não conseguia dissociar seu interesse pelo desenvolvimento dos seres humanos com os das plantas e animais, ele já se preocupava com a idéia de alguns pecuaristas alimentarem as vacas com produtos animais. Chegou a afirmar em uma conferência em 1923 que se as vacas recebessem carne para comer, enlouqueceriam! Que foi o que aconteceu com a famosa doença da vaca louca. 



O movimento biodinâmico representou um aviso poderoso da ameaça que representa para humanidade a fria exploração dos recursos da Terra. O conceito antroposófico que as pragas e as doenças representam a maneira pela qual a natureza se livra de algo não sadio era em si um aviso.
Hoje sabemos o quanto a agropecuária industrializada, com o uso excessivo de produtos químicos, pode trazer malefícios para nossa saúde, solo, água, plantas e animais, enfim para o equilíbrio da nossa Mãe Terra. Por isso é crescente o número de pessoas que buscam uma alimentação natural e orgânica, preocupados não só com sua saúde, mas com o bem estar do planeta.
A humanidade não pode sobreviver sem redescobrir as leis da natureza segundo Ina May Gaskin, autora de Spiritual Midwifery. Diz que o primeiro passo deverá ser de reconsiderar a forma pela qual os bebês nascem e em nome das gerações por nascerem, deve-se parar com a destruição do solo através dos métodos agrícolas agressivos.
Continuar lendo...

A escalada!

Tirei esse trecho do blog da enfermeira obstetra Mayra Calvette, e precisei compartihar com vocês. Espero que gostem!

“O parto é como escalar uma grande montanha. Algumas partes são mais difíceis, alguns momentos que você pensa em desistir, você já está cansada, acha que não conseguirá chegar ao fim. Mas você dá o seu melhor, se esforça e você chega ao topo…. uma sensação indescritível!!! O mundo pára! EU CONSEGUI!!!
Pedra por pedra e cheguei ao topo. E de presente ganhei essa vista maravilhosa! Não tem preço! Não trocaria essa subida, esse desafio por nenhum helicóptero /nenhuma cesárea! A sensação, os hormônios e a conquista não são os mesmos!
Claro que um helicóptero seria bem vindo em uma situação de resgate, o mesmo que uma cesárea, super bem vinda quando necessária! Mas não deixe de passar por esse rito de passagem por medo! Todas as mulheres que já conversei e que passaram pelo processo natural (sem violência) dizem: VALE MUITO A PENA!"

http://partopelomundo.com/blog/pt 


Cris Doula!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fatores econômicos predominam na escolha por cesárea



Foto: Getty Images/Stockbyte Silver/John Foxx

Gravidez: parto natural não é incentivado pelos médicos, aponta pesquisa
As cesarianas representam mais da metade dos partos feitos no Brasil, mas, ao contrário do que deveria, a justificativa para a realização desse tipo de parto não é clínica.
A conclusão é um estudo realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A economista Tabi Thuler, autora da dissertação Evidências de indução de demanda por parto cesáreo no Brasil, concluiu que fatores econômicos – de médicos e pacientes – têm sido a principal influência nessa decisão.

Segundo Tabi, a remuneração recebida pelos médicos pelas cesáreas aparece como fator mais “determinante” na escolha do tipo de parto. A análise foi feita com base nos partos realizados por um plano de saúde do estado de São Paulo entre 2004 e 2009. A conclusão é a de que, quanto maior a diferença de valores entre os partos cesarianos e normais, mais cesarianas foram feitas. Nesse caso, a remuneração paga por cesáreas era mais alta.

“Queríamos compreender se havia uma ‘indução de demanda’ para justificar o crescente aumento do número de cesáreas no Brasil. Não encontramos nenhum estudo com o olhar econômico sobre o assunto”, diz.
Tabi conta que já esperava encontrar sinais de que há “incentivos” econômicos para que os médicos optem por realizar partos cesáreos e não normais. Ela se impressionou, no entanto, por não ver os fatores clínicos entre os principais.

A economista explica que os riscos de complicações para mães ou bebês não tiveram influência significativa nas opções feitas pelos médicos do plano de saúde pesquisado. “Foi inesperado”, admite ela. Na base de dados utilizada por Tabi, mais de 90% dos partos feitos nesse período de cinco anos eram cesarianas. Ela só considerou no estudo os procedimentos feitos por médicos que haviam realizado cesáreas e partos normais no período.

Além disso, a renda da paciente apareceu como outro forte indicativo para o parto cirúrgico. Quanto maiores os ganhos da mãe, mais a cesariana aparece como opção. O número desse tipo de parto na capital também foi maior que no interior.
“Espero que o estudo ajude nos debates sobre o gasto que estamos fazendo com saúde e como reverter a quantidade imensa de cesarianas feitas no País”, afirma.
52% dos 3 milhões de partos feitos no País em 2010 foram cirúrgicos. A recomendação da OMS é que esse número não supere os 15%.
Para a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), reverter o cenário brasileiro será difícil. Segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, 52% dos 3 milhões de partos realizados no País em 2010 foram cirúrgicos. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que esse número não supere os 15%. Há dez anos, em 2000, elas representavam 38% dos partos realizados no País.
“Tornou-se cultural a opção pela cesariana, por causa de múltiplas variáveis, mas as mais relevantes são a remuneração médica e a cultura da mulher, que não quer sentir dores. Isso só vai mudar com uma educação em saúde pública maciça para todos os brasileiros, de todas as classes sociais”, ressalta o presidente da Comissão de Gestação de Alto Risco da Fegrasgo, Denis José Nascimento.
Nascimento, que coordena o Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), lembra que os planos de saúde pagam muito pouco aos profissionais. A dedicação que exige um parto normal então, segundo ele, não é valorizada.
“Não tem estrutura que pague um profissional que se dedique a ficar horas e horas a fio ao lado da paciente”, diz. E as mulheres, de acordo com ele, passaram a participar mais da decisão e também querer a comodidade da cesárea.
Foto: Divugação Ampliar
Fabiana com o filho recém-nascido: "A mãe fica à mercê da situação"

A justificativa do medo da dor, no entanto, não apareceu como principal para as mulheres entrevistadas em outro estudo, ainda em elaboração pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. As conclusões iniciais mostram que pouquíssimas mulheres escolheram a cesariana por medo da dor do parto normal: apenas 4% das 23.580 entrevistadas. A maioria (25%) diz que a cesárea foi escolhida por falta de dilatação.

Fabiana Ramos Cabral Lambert, 28 anos, acredita que muitos médicos “induzem” as pacientes a acreditarem que necessitam de realizar uma cirurgia por causa da condição de saúde do bebê. Terminando a residência em obstetrícia, a enfermeira conta que se motivou a procurar especialização no acompanhamento de partos por causa da irmã mais velha. Fabiana diz que ela fez duas cesarianas sem indicação.

“Ela sonhava em ter um parto normal. Nas duas vezes, o médico a induziu a acreditar que não teria condições de fazer um parto normal. Um deles nasceu com prematuridade pulmonar. Achei absurdo”, afirma. Fabiana, que tem um filho de um ano e sete meses, também passou por uma cesariana. Até a 30ª semana de gestação, peregrinou por clínicas de Brasília em busca de um médico que fizesse parto normal pelo plano de saúde. Não conseguiu.

Todos os profissionais cobravam à parte pelo parto. Ela compreende que os honorários médicos são ruins, mas critica a falta de opções para quem não pode arcar com esses custos.
“A mãe fica à mercê da situação. Ou vai para o hospital público ou paga por fora. Não dá para julgar os médicos, porque um parto natural pode demorar 24 horas e ele precisa ser remunerado. Mas acho que a existência de equipes multidisciplinares, com enfermeiras obstetras, deveria ser estimulada”.
Por fim, uma complicação fez com que ela tivesse o filho mais cedo. “Fiquei super frustrada e me senti impotente. O que me acalmou foi que tive uma indicação considerável de cirurgia”, conta.
Foto: Divulgação
Ieda com o filho, que nasceu de cesariana: ela quer um parto natural na próxima gestação

Iêda Campos Vilela, 28 anos, também sonhava com o parto normal. A gravidez não-planejada aos 18 anos, depois do susto, foi um momento de alegria e amadurecimento. A pouca idade, no entanto, fez com que a mãe participasse muito das discussões de condutas.
“Eu sempre falei que queria parto normal. Mas minha mãe, que me acompanhava em todas as consultas, ficava arrepiada toda vez. Tentava me convencer do contrário. Chegou a falar com o médico algumas vezes que não gostaria que eu passasse pelo ‘terror do parto normal’. No 9º mês, ele me disse que o Caio era muito grande para meu corpo, que era bem provável que eu sofresse por horas e terminasse na cirurgia. Optamos pela cesárea”, conta.
Como o médico era de muita confiança, Iêda não acredita que ela a tenha induzido à cirurgia por uma questão de comodidade.
“Ele me induziu ao parto cesáreo, mas realmente não sei se foi por questões reais ou se por comodidade. Como eu confio muito nele, prefiro acreditar que foi por uma questão médica mesmo”, diz. Apesar de a recuperação ter sido tranquila, Iêda sonha em, na próxima gravidez, ter um parto normal.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nascimento Caio - 29/12/2011



E o fim de ano fechou com chave de ouro! Um dos bebês de janeiro resolveu nascer 15 dias antes. Bem-vindo Caio, filho da Daniela e do Thiago, com 38 semanas, pesando 3.225 kgs e 45.5 cms, apgar 9/9 ao 12:29 do dia 29/12/2011. Parto normal! O parto foi atendido por um plantonista na maternidade Ilha.
Parabéns ao casal!
Obrigada por tudo!

Cris Doula!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Relato da Doula - Nascimento Vicenzo!

A Micheli me conheceu quando foi na palestra da loja Eco moda para crianças, onde eu era a palestrante e falava sobre a preparação para o parto. Ela e o marido, Roney, ficaram interessados nessa figura da Doula e descobriram coisas que eles não faziam idéia. Lá mesmo conversamos sobre os médicos a favor do parto natural, os que dizem que são mas não são, as maternidades e rotinas, e eles resolveram mudar várias coisas começando pela troca do obstetra.


Indiquei alguns profissionais, conversamos bastante e acabamos fechando o acompanhamento. O tempo foi passando, nos falávamos com frequência e fizemos nossos encontros. No dia 15 de Dezembro a Michy me ligou com contrações, passei algumas recomendações e disse: ''- Quando achar que precisa de mim, me liga!''
Quando as contrações ficaram bem próximas ( 4 em 4 minutos) eles me ligaram e o Roney disse: ''-Cris, ela quer você!" Estava chovendo muitooooooooooooooooo, era uma manhã quinta-feira, cheguei no apartamento deles e me avisaram que a bolsa havia rompido.

Micheli estava muito tranquila, perguntou se podia tomar um banho antes de ir para maternidade e eu disse que sim, ajudei a arrumar tudo e chamamos o Dr Fernando P. Na maternidade fomos direto para a sala de parto, ele chegou e a examinou, estava com 8 cms, pouco tempo depois já estava com 9 cms e tudo evoluindo bem.

O cansaço começava a atrapalhar, ela já não conseguia mais descansar em qualquer posição, as massagens aliviam a dor mas não tiram o cansaço, a incentivamos a comer e ela teve todo o apoio do marido Roney enquanto relaxava na banheira.


Já no período expulsivo o batimento do Vicenzo foi caindo aos pucos, ela continua tensa e resolveu tomar a analgesia. Após a analgesia ela conseguiu relaxar todo o corpo, inclusive o períneo e Vicenzo nasceu.
Nasceu um pouco cansado, o apgar do primeiro minuto não foi muito bom, mas logo depois melhorou e ele foi para o colo da mamãe.


Ali eles ficaram e logo ele estava mamando, Vicenzo nasceu no dia 15/12 com exatamente 41 semanas, as 14 horas, pesando 3.915 e 54 cms.

Parabéns Michy e Roney,

Parabéns a Família!

Obrigada Dr Fernando P!

Cris Doula!


Relato pela mamãe Taís - Parto do Dudu



O Parto Normal (do Dudu)
Quando as contrações começaram às 5h da manhã no dia 15/12, eu sabia que em breve o Dudu nasceria (afinal, no dia 19 ele completaria 42 semanas, e eu já havia conversado com o meu médico que se o trabalho de parto não começasse logo, faríamos uma indução no sábado, dia 17). Então monitorei as contrações por 40 minutos, e estavam próximas, de 5 em 5 minutos. Como eu tinha tido um pouco de dor à noite e o maridão havia ficado acordado comigo até as 2h da manhã, decidi que neste momento era mais propício acordar a minha mãe para contar a “novidade”.
Monitoramos as contrações e ora estavam de 5 em 5 minutos, ora de 10 em 10 minutos, e assim foi durante o dia todo. À tarde falei com o meu médico e ele disse que para iniciar o “Trabalho de Parto” era necessário que as contrações estivessem com intervalos regulares e com menos de 5 minutos, mas que acreditava que isso iria acontecer logo, durante à noite.
15/12 Em casa, entre uma contração e outra.
15/12 Em casa, entre uma contração e outra.
Às 18h do dia 15 minha irmã chegou a Floripa e então eu, André e a mãe fomos para a maternidade, verificar se o bebê estava bem e se havia alguma dilatação.Oba! Bebê estava ótimo e eu estava com 3 cm de dilatação…porém, como estava com contrações desde às 5h da manhã, a plantonista achou mais sensato chamar o meu médico (Dr. Marcos Leite) para me examinar e sugeriu a indução com ocitocina. Meu médico concordou, e em seguida chegou à maternidade. Nessa hora bateu um leve desespero, eu havia me preparado semanas para ir à maternidade e justo naquele momento não tinha nem as malas comigo! Mas enfim, internei mesmo assim e contei com o meu sogro para levar todas as coisas para lá.
Iniciei a indução. Quem me conhece sabe que eu MORRO de medo de agulhas e todas as coisas relacionadas a este fim, inclusive receber ocitocina na veia, rsrs. Mas logo as contrações estavam regulares, a cada 2 min e a dor também foi aumentando…
À meia noite, já com muita dor, eu continuava com 3cm de dilatação. Foi então que fui para a banheira, tentar relaxar um pouco. Mas não adiantou. Juntando o pânico de estar recebendo a medicação na veia com as dores da contração, optei por tomar analgesia (que também era uma opção cruel, afinal envolvia agulha. uiuiui!). Felizmente, foi a melhor decisão que poderia ter tomado! Superei o medo das agulhadas, recebi analgesia, conseguí relaxar, fui examinada e estava com 8 cm de dilatação! De uma hora para outra, maravilha!
Então voltei para a sala de Trabalho de Parto e comecei a fazer alguns exercícios com a  Doula… uma hora depois: 9cm e póf, a bolsa estourou durante uma contração! Mais uma hora e… 10cm! Dudu iria nascer! Eu queria tê-lo na banheira, mas devido à analgesia nas costas, não era possível. Então optamos pelo parto de cócoras. Eu achei um tanto trabalhoso e demorado, mas o médico disse que foi super rápido (realmente, deve ter durado uns 10 minutos). O mais legal foi o médico ter pedido para o André lavar as mãos, que ele iria ajudar no parto e pegar o Dudu quando nascesse! Foi um parto a quatro mãos! Papai parteiro!
Dudu, recém nascido
Dudu, recém nascido
Quando Dudu nasceu, estava com 3 voltas de cordão no pescoço, uma delas “fixando” o braço no rostinho, mas foram rapidamente desenroladas pelo médico e pelo papai. Logo Dudu já veio para o meu peito, MELHOR sensação do mundo. Em seguida papai cortou o cordão que nos unia.
Houve uma pequena complicação, parte da placenta estava colada no útero e com isso tive um pouco de hemorragia… o que fez com que eu ficasse um pouco fraca nos dias seguintes, mas nada que pudesse superar a alegria de ter o filhote nos braços!
Eduardo, filhote lindo, nasceu às 5:07h do dia 16/12/2011 (estava com 41 semanas e 4 dias), com 3.415kg, 50cm, apgar 8/9. Orgulho da mamãe e do papai!
No colo do papai, já em casa
No colo do papai, já em casa

Relato da Doula - Nascimento Eduardo!

A Taís entrou em contato comigo logo no início da gravidez, uma amiga dela que foi minha doulanda me indicou ( Obrigada Gisele!!), conversamos e marcamos um encontro. Na época ela estava super desanimada pois a placenta estava baixa e ela tinha medo de que isso não mudasse, deixamos então para conversar mais para frente mas que eu acreditava que tudo ficaria bem. E pouco tempo depois ela confirmou que a placenta estava agora no ligar e certo, e fechamos o acompanhamento. O tempo foi passando, nos falávamos sempre e no final da gestação marcamos nosso primeiro encontro. O tempo continuou e a ansiedade cresceu muito, numa tarde recebi uma mensagem dela sobre como estava frustrada pois o Dudu não nascia, e nos encontramos no Bazar Coisas de Mãe para conversar. E finalmente com quasee 42 semanas, quando a indução já estava marcada ela começou a ter contrações.


Mas as contrações eram espaçadas e leves, eu tinha voltado de outro parto, então pedi para que eles me chamassem quando achassem necessário, e fui dormir bem cedo. A noite a Taís me ligou e avisou que estava se internando para induzir o parto, na verdade conduzir ele, pois estava muito cansada com as contrações espaçadas e queria que fosse mais rápido, o parto era com o obstetra do pré-natal, Dr Marcos Leite.
Falei para ela então, que como estava com apenas 2 cms e começaria a indução, para que me chamassem assim que algo mudasse.


Por volta das 2 horas da manhã recebi uma mensagem de celular do André ( marido) dizendo que ela ainda estava com 2 cms e que nada havia mudado. E uma hora depois recebi outra, avisando que ela havia tomado analgesia e a dilatação havia pulado para 8 cms! Pensei na mesma hora: por quê não me chamaram antes? ahahah. Fui correndo para a maternidade, agora ela estava tranquila segundo o marido, e lidando com todos os medos de agulhas.

O Dr Marcos disse: ''Você fez falta!" e eu falei que eles haviam acabado de me chamar, o bebê ainda estava alto e passei algumas recomendações, Taís foi fazendo o que o corpo gostava. Pouco tempo depois evoluiu e era hora de empurrar, ela ficou de cócoras na cama e começou. Não demorou muito para que Eduardo começasse a aparecer, e finalmente ele nasceu, com a mão no rosto e 3 voltas de cordão no pescoço. Assim que Dr Marcos terminou de desenrolar o pequeno, ele entregou para o pai, que colocou ele no colo da Taís.





Eduardo nasceu com 3.415 e 50 cm!
Parabéns ao casal e a família!

Obrigada Dr Marcos leite!

Cris Doula!

Relato da Doula - Nascimento Arthur!


A Fernanda fez o pré-natal com o Dr Rafael Lioi que me indicou como Doula, quando ela perguntou sobre a opinião dele quanto ao parto normal. Conversamos e pouco tempo depois fechamos o acompanhamento. Ela estava ainda bem no começo da gestação, mas continuamos conversando, até chegar no final da gestação onde realizamos um encontro. O tempo foi passando e com quase 41 semanas ela me avisou que havia feito o descolamento da bolsa para induzir o parto, e havia funcionado. Combinei que quando ela precisasse de mim, para me ligar. A noite ela sentiu que era a hora e eu fui. Chegando lá ela estava bastante desconfortável, recomendei então um banho, e ela aceitou. Mas saiu de lá super irritada, disse que não tinha ajudado em nada, e que queria ir para maternidade tomar uma analgesia. A princípio parecia cedo pra ir, mas a mulher quer ela tem!!

Fomos para a maternidade, que era perto da casa dela, ás 2h00mim, chegando lá a recepcionista avisou que a maternidade estava lotada, que ela teria que ir para outro lugar. Conversei com ela, e mesmo o parto sendo com o plantonista, aconselhei que ela ligasse para o Dr Rafael pois talvez ele poderia conseguir uma vaga pra ela, e ele conseguiu. Ela passou pela consulta com a plantonista, que revelou que ela estava com 7 cms. Ela e Jorge (marido) informaram que queriam tudo o mais natural possível, sem episio, ocitocina, mas que ela queria a analgesia de certeza. Ligaram para a fotógrafa Micaela que logo chegou. 
Demorou cerca de 1 hora e meia para o anestesista chegar (era de madrugada), e a plantonista a checou mais uma vez, estava com dilatação total, e com a Fernanda já sentia vontade de empurrar ela incentivou que ela fizesse força, mas a Fê não conseguia se concentrar para empurrar com a dor.
O anestesista chegou e fez a analgesia, e não deu 30 minutos e o Arthur começou a nascer, e durante a ausculta (ouvir coração do bebê) percebemos que o batimento estava MUITO fraco, conversamos com a Fê que agora ela teria que fazer muita força porque o Arthur precisava nascer e precisava nascer rápido.






Arthur nasceu no dia 21/12 ás 4h03min com 4050 Kg e 53 cm, mas não estava muito bem, a pediatra colocou ele no berço aquecido e começou os cuidados, ficamos em silêncio apenas esperando o tempo dele. Ele nasceu com desconforto respiratório adptativo, estava cansado, e ficou cerca de 1 hora no quarto até que a pediatra resolveu que era melhor que ele fosse para a neonatal para observação. Nada daquilo era fácil para Fê, para o Jorge e para a família ali ansiosa, mas era o melhor pra ele. No dia seguinte, após 12 horas de observação na Neo Natal ele estava pronto para ir para o quarto, e é um bebê perfeito e saudável!



Parabéns ao casal!
Parabéns a Família!

Fotos por:  www.micaelatorres.com
Cris Doula!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nascimento Arthur - 21/12/2011


O Arthur é filho da Fernanda e do Jorge e chegou no dia 21/12, com quase 41 semanas, as 4 da manhã pesando, 4.050g e 53 cm de parto normal com analgesia. O parto contou com o apoio de uma médica de plantão da maternidade que respeitou todos os desejos do casal.
Seja Bem-Vindo Arthur!

Cris Doula